Pesquisando

sábado, 14 de janeiro de 2012

Alice in Wonderland de Tim Burton

[originalmente postado em 21/05/11 15:31]




Eu não cheguei a ler o 2º livro, mas o 1º Alice – No País das Maravilhas todo mundo já sabe o enredo. A Disney tentou manter algo original na animação de 1951, mas mesmo assim certas partes mais arrãm satíricas foram deixadas de fora. Foi bom ver que tio Burton manteve o aspecto sombrio do livro no meio. E quando Tim Burton não for sombrio, the Hell freezes over nhé.

Gostei de como as coisas foram organizadas, o enredo da história foi bom, só alguns pedacinhos confusos – WTF tinha um rei e ele se apaixonou pela White Queen?! – mas o que mais me impressionou foram os personagens secundários, como sempre.

Mia Wasikowska como a Alice foi acerto cheio, ela soube convencer bastante como a garota dos sonhos meio loucos. Como já dito antes, ela já ganhara meu coração com algumas fotos de divulgação por ser a escolha ideal para interpretar a Lady Annie da minha fic Shindu Sindorei e vendo o filme, creio que nem esperava o quanto de Anniezinha a Alice tinha ou a Alice tinha de Anniezinha… Sempre tive receio daquela Alice da animação de cabelo amarelo e toda respondona. É mais fácil ter uma criança de 6 anos curiosa com o mundo, não mandando os outros às favas por achar que era um sonho.

Anne Hathaway como a White Queen me deu medo, MUITO medo.




Modo barbie on, modo mais serena possível on, modo toda boazinha e benevolente on, modo “estou aqui fingindo ser alguém inofensivo, mas logo irei morder a sua jugular e drenar todo seu sangue quando você menos perceber” modo on. Por experiência anterior isso me cheirou a psicopatia extrema ou sadismo disfarçado. O filme todo eu fiquei: “A treta é com essa doida aí, não com a Red Queen…“. E se formos pensar bem, qual é a dela de “proteger todas as criaturas” o tal do “juramento” e de ter nojo de coisas mortas? Greenpeace no País das Maravilhas!!

Não que eu não tenha gostado da interpretação, mas meeeeeeeeeeeedo da White Queen. Não me deixem chegar perto dela que eu PÁRO COM A MOTO NA BR!! Dou meia volta e vou pro Palácio da Red Queen, viver sob constante ameaça de ter minha cabeça cortada pra fora do meu corpo é mais seguro que ficar com a tiazinha etérea com cara de “whooooooa everything’s fine…“.




Quando ela começou a preparar a poção para a Alice diminuir de tamanho, era encrenca!! Ela vai envenenar a garota!! Vai praticar rituais Verbenna de sacrifício e fazer lavagem cerebral na pobre garota inglesa – e fez, já que convencer alguém que pode matar um dragão negro apenas com uma espada vorpal e sem um plano sólido é uma lavagem cerebral válida… – ainda acho que a antagonista disso tudo era a White Queen, oh mulherzinha creepy… Hey hey! Ela estapeou o vagalume!! Eu vi!! Ela tem correntes no recinto dela e escraviza pobres coelhinhos para seus desejos pervertidos!!
*sai correndo desesperada*Did it make any sense?




Helena Bonham Carter foi esplêndida, incrivelmente convincente e imagino se ela é assim todos os dias, em casa, cuidando do jantar enquanto picota pimentão com uma faca enorme em uma das mãos. Como ela revelou em algumas entevistas, a Red Queen tem um sério problema de sadismo moral, querer machucar para satisfazer a própria dor, mas não necessariamente melhorando o quadro clínico. E eu pensando que ela iria imitar a Bellatrix no modo mais imperial possível, mas não. Foi bem, foi ótimo! Gostei do formato da cabeça, é admirável.

Resumo da história toda: Se você quiser ver Alice no País das Maravilhas com a perspectiva que as irmãs estão disputando para quem é a mais desejada do Reino, fique a vontade. Concordarei com vossa senhoria.

Mas vai, o filme foi ótimo – devo ter escrito isso umas trocentas vezes “ótimo, ótimo!” – e só uma coisa que Tim Burton deveria saber claramente durante todos esses anos de parceria com o mesmo grupo de pessoas: Se tem Danny Elfman na Trilha Sonora, NÃO FAÇA a besteira de fazer uma soundtrack cantada como Almost Alice, tudo bem Robert Smith nas paradas, mas pelamordeodincomsaias!! Tokio Hotel, All-American Rejects e Avril Lavigne?!

Tá brincando comigo?! Louvada seja Nienna aka Amy Lee que sempre admirou o trabalho do Burton e do Elfmann e tem um pézinho lá em Wonderland e NEM a chamaram para uma canção? Oh, oh tem uma versão de White Rabbit do Jefferson’s Airplane lá!!
*corre pra baixar*

E não, não irei comentar sobre Johnny Depp nesse post. Ele é obviamente AWESOME demais para ter algum apontamento a fazer sobre o Chapeleiro Louco – também porque é a minha cena favorita da animação de 1951 é a da FELIZ DESANIVERSÁRIO!!
- Mostarda?! Mas você é maluco de colocar mostarda!!

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[Edit] ARRÁ!! Sabia que tinha coisa por debaixo dos panos no mármore!!
Nunca a palavra “Malice” fez tanto sentido para mim, ohohohohoho!!
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