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sábado, 14 de janeiro de 2012

The Gates - 1º e 2º episódio - FOX

[originalmente postado em 09/03/11 22:12]

Mais um seriado cancelado pela audiência baixa nos EUA

quem se importa? Bota nos países sulamericanos pra ver se não funfa?
 mas com um potencial maravilhoso de se explorar. The Gates foi uma produção da ABC (A mesma de Castle) e televisionada por aqui pela FOX (Desconfio que seja dublado?) toda quarta-feira às 21h (Com reprises na quarta às 13h, quinta às 03h, domingo às 14h.).




A premissa vem um pouco de Happy Town, mas no caso um distrito fechado como se fosse um condomínio de alto padrão em algum lugar da América. Grossos portões de ferro, muros altos e segurança com tecnologia absurda protegem os moradores da pacífica “Gates” das misérias humanas lá de fora. Oh pobre mundo cruel!

O policial Nicholas Monohan realiza o sonho de sua família, compra uma propriedade, com aquela mansão exagerada e tudo mais, além de ser empregado como o “xerife” do distrito (Substituindo o antigo chefe que se aposentou e foi para o México…). Um cargo respeitável, uma casa ótima, filhos bem acomodados com a rotina escolar e vizinhos gentis. Aaaah que coisa boa de se ver…



Tudo vai de vento em popa para o “xerife”, mas como todo policial de cidade grande e violenta conhece, nada é tão pacífico assim nesse mundo. Acontecimentos estranhos, desaparecimentos de pessoas, relatórios perdidos e muita suspeita quanto ao trabalho ético do delegado anterior, Monohan procura saber a verdade sobre os podres encontrados no distrito. Sua obsessão começa com o desaparecimento de um empreiteiro do distrito que não foi visto nas câmeras de segurança saindo de Gates – e o dito cujo se envolveu em um acidente de carro leve na rua de Claire Radcliff, a mulher/esposa/mãe exemplo de Gates.



Realmente não me importaria se Claire Radcliff me matasse na cozinha e me engarrafasse na adega.


O susto do acidente leva a uma cena inusitada que eu apoooosto que algum roteirista de The Gates já tenha interpretado isso em alguma mesa de Storyteller (talvez sim, talvez não, mas a situação bate!!): Está lá a dona de casa exemplar, cuidando do empreiteiro acidentado, tão preocupada com o corte em sua testa que o pergunta carinhosamente se ele tem alguém para ligar sobre o atraso do acidente, ou se ele tem algum contato para fazer, namorada, mulher, filhos… Essas coisas…

É fofo, é compreensível… Você se acidentou por causa da filha da mulher que está cuidando do seu ferimento e é gentileza dela perguntar se eu preciso notificar alguém não é? Deve ser… Arram…

Não saberia dizer que foi a melhor resposta do cara ao dizer que não está sozinho com uma mulher faz muito tempo. Vampiros se sentem mais a vontade quando você não tem que dar satisfação posterior a alguém, e que podem dar um álibi perfeitamente aceitável por isso. E ficam mais felizes ainda quando não precisam fazer muita coisa para você ficar literalmente dando em cima deles. Dica de interpretação: Próxima vez diga que trabalha para algum órgão do Governo e que sua falta será sentida em poucos minutos de ausência.



E eu realmente não me importaria de receber Claire Radcliff na minha porta com um potão de lasanha… Não, nem um pouco…



E carboidratos. Na Wiki de The Gates fala que os vampiros de lá são mais “humanos” que os vampiros conhecidos. Além de sangue, eles podem degustar outras iguarias sem sofrerem por isso – em Storyteller, dependendo da linhagem e do vampiro, ele não aguenta muito a comida no estômago não – e olha só que fofo! Ela tem uma filhinha! Emily Radcliff é a coisinha mais rosa-pink-néon e provavelmente será uma daquelas menininhas americanas cheerleaders chatas de doer e sem personalidade alguma apenas para ser popular na escola. O que fica mais dramático porque se souber o que seus pais adotivos são, vai ser um choque lindo. Mas isso nunca acontecerá, já que o seriado foi cancelado!

Cheguei a viajar nessa temática: E se os Radcliff mataram os pais da Emily por vingança? E se um dos pais era um Sangue Fraco e deu a luz a essa menininha dhampyr que logo revelará poderes extraordinários para caçar os sanguessugas? Que drama!! Que angst!!


E novamente os Carboidratos… Hey! Isso me lembra do Videolog da Heather Campbell – amiga da Kelly, olááá? – dela explicando o que vampiros comem e podem comer. Carboidratos estão no topo da lista como suplemento. Será que… Bem… Eu realmente gosto de carboidratos… Macarrão é minha vida… Carboidratos…





O relacionamento do casal vampírico também é inspirador. Não é lá dramalhama de Crepúsculo ou Vampire Diaries, mas um pouco distante. Eles parecem se amar, mas não intensamente. É como se acostumar depois de um tempo (De acordo com a The Gates Wikia, desde dos anos 60 que os dois estão juntos). No suplemento “Tempo do Sangue Fraco” tem a ficha de personagem “Papai vampiro” (pg. 110) e achei perfeitamente relacionado com o caso deles. Dylan Radcliff é o típico vampiro que quer manter aparências e proteger a família do jeito mais tradicional possível, apagando mentes, dando desculpas convincentes, dando presentes para cobrir uma mentira (Muitos Pontos em Intimidação e Dominação lalala) e por aí vai… Mas mesmo assim sinto que a querida Claire Radcliff está mais para uma inconstante e explosiva Brujah do que um certinho Ventrue como o Dylan parece ser.

E se levarmos isso para Storyteller, eles devem ser de 11ª ou 12ª Geração com altos Pontos de Humanidade, Força de Vontade e provavelmente terem altas skills em Atributos Sociais e Recursos Financeiros (Como assim sangue clonado? A Empresa Ziodex está firme e operante!

E sim, os vampiros daqui andam sob a luz do Sol. Motivo justificável: Há uma loção corporal especial para proteger dos raios solares – já vi isso em algum lugar… Blade 1 não tinha disso não? – A “game face” ou “cara vampírica” não é lá tão aprimorada com efeitos especiais, apenas os caninos básicos e os olhos escuros. Sinceramente foi agradável assim, a game face de Buffy pra mim sempre foi exagerada e aqueles olhos azulados bizarros de Underworld me assustaram um bom tempo. Quase não dá perceber que eles são cadáveres ambulantes hematófagos… Quase… Já está subentendido nesse post, eu não me importaria se Claire Radcliff…

Ah vocês entenderam!!
*segura os pompons com força*

Mas voltando aos episódios: Dentro do lugar mais protegido do mundo sempre há segredos horríveis. Só que o delegado Monohan não esperava que fossem TÃO horríveis assim. Há muito ainda o que vir em The Gates, o desaparecimento do empreiteiro, o comportamento estranho do ex-delegado, as confusões envolvendo os Lobisomens – estereotipados como um bando de idiotas rednecks que adoram caçar para se mostrarem másculos e marcar território com a própria urina – e bruxas – que até então se mostraram tão Verbennas que não me interessou nem um pouco – a adolescente súcubus – um assunto muuuuuuuuito interessante de se dissertar… – e única família normal dali: Os Monohan.

Uma coisa que ainda me é confusa: Gates é um distrito, uma cidade ou um condomínio fechado que nem Alphaville? Fica difíciiiiiiiiil poxa!! Noção de espaço é algo que o leitor/espectador precisa ter para escrever fanfics xDDD


The Gates teve 13 episódios nos EUA e provavelmente a FOX fará o mesmo por aqui. Mas recomendo uma coisinha para quem gosta de temas sobrenaturais e coisas do tipo: Espere só conflito moral e a questão dos Pontos de Humanidade e Força de Controle com as criaturas do seriado. Se quer sobre Apocalipse chegando e a Supremacia Cainita vs Equilíbrio Lupino voltem para a Warner Channel.

Ps: Graças a Ravnos! Mantiveram o sotaque britânico esplêêêêêêêndido da Rhona Mitra… Obrigada, obrigada!
Ps²: Rhona Mitra já personificou uma vampira anteriormente >> Sonja de Underworld the Rise of Lycans.