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sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Poesias Nada Convencionais - Reza pra Doida Varrida

[originalmente escrita em 13:54 25/9/2007]

REZA PRA DOIDA VARRIDA
"Quem é que tá botando dinamite na cabeça do século? Quem é que me dá um  travesseiro pra cabeça do..." (Tom Zé - Curiosidade)

*murmurios de fundo*
Engajada naturalmente no sistema métrico
Atrelada a cosmologia do aparato cibernético
Aleatoriamente modernérrica
Constantemente cinética

Tem duas biblioteca aqui na cidade
A mais bem feita guarda livros
A outra guarda pessoas
Imagensoas personamagens

Um mundo tão moderno, tão bonito
Use a roupa, tome coisa, rosário de Santo Expedito
Faz oração no meio-dia, na meia-noite
Na noite meia, meio-dia e meia

Eu sou aquela menina!
Levanto a bandeira
Fico na linha de frente
Sou a de perder as estribeiras!

Sossega ela de novo
Faz sofrer o coração
Amor não-correspondido?
Não, foi sossega-leão

Eu entendo latido de gato
E mio feito cachorro
Sujo calçada com meus sapatos
Se vem alguém de lado, eu corro

Nas costas o comichão
No peito uma canção
Nos olhos a miopia avançada
Percepção intern(alter)ada
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