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sábado, 14 de janeiro de 2012

Sucker Punch - Trilha Sonora

[originalmente postado em 10/05/11 21:05]




Ver Sucker Punch rippado do cinema foi algo desastroso, mas não estragou nem um pouco o filme de temática steampunker/ação-psicológica (Se é que isso existe?!). A realização de Zack Snyder (De 300 THIS IS SPARTAAAAAA!! e Watchmen e heeeey Dawn of Dead?! WUT?!) foi de fazer um Alice no País das Maravilhas com muitos elementos da cultura steampunk somado a herança da Trilogia Matrix e os Irmãos Wachowski ou como ele mesmo falou: “Alice com metralhadoras”… Okaaaaaay, eu já desconfiava que havia armas escondidas debaixo daquele cogumelo da Lagarta…

A coisa é confusa por assim dizer, quem gosta de ação vai amar os efeitos especiais e o non-stop violence, agora quem tenta entender o que se passa realmente se perde na metade do filme.

Baby Doll – a loirinha ali chamada Emily Browning que foi a maravilhosa Violet Baudelaire de Desventuras em Série – é internada em um sanatório após cometer um crime em defesa própria. Seu padrasto inescrupuloso dá um jeitinho para que ela fique lá até apodrecer e a sentença de “morte” para a pobre garota abusada é lobotomia que será realizada em 5 dias.


Pelo menos não foi 7 dias e não envolve a Samarinha…


Para fugir da tortura psicológica diária de um sanatório dos anos 50, Baby Doll – que não tem seu nome revelado em NENHUMA parte do filme – se refugia em sua própria mente, o que inclui alucinações sobre o cotidiano onde o sanatório é um bordel (Não tão longe da verdade, hahahaha!!) e as internas são dançarinas/mulheres de vida fácil todas comandadas por uma psiquiatra, Madame Gorski e o cafetão Blue (Que no mundo “real” é o médico responsável do sanatório).



Pegue esse drama psicológico e misture com muita imaginação de alguém instável mentalmente, então você chegará bem perto de um mundo surreal criado por Baby Doll onde ela batalha em trincheiras da II Guerra Mundial contra os nazistas, samurais robotizados em um Japão Feudal bem parecido com o que foi em meus sonhos de Live Action (Whooooooa copyright era MEU!!) e outras bizarrices que uma garota de 17 anos possa imaginar enquanto está vestida em uma straight-jacket e num quarto de 2mx2m acolchoado.

Mas o que mais me impressionou no filme foi a trilha sonora. Foi como uma porrada bem dada nos meus ouvidos, já que a história estava ficando… estranha demais até para uma pessoa que gosta de bizarrices como eu. O que deu cor naquele filme foi a escolha certa da trilha, sério, não há mais nada proveitoso que ouvir covers remixados no modo trip-hop e dark wave que a Trilha de Sucker Punch proporciona. A sequencia inicial do filme é de Eurythmics com Sweet Dreams – que não consigo escutar mais na voz da Annie Lennox, só na do tio Mary, daaaamn >_________< – e depois vai indo bem com músicas que já sabemos: Tomorrow never knows de George Harrison (WUT?!²), I want it all + We will rock you do Queen, Army of Me da Björk (Que já achava uma música muito grossa para a tia esquimó.) e OMFG!! WHITE RABBIT!! COLLIDE!! OMGOMGOMG!!

Só que a música não é do Collide, nheeeee é de uma banda psicodélica dos anos 60 chamada Jefferson Airplane‘s. Bizarro. Eu sempre fiquei intrigada com o baixo dessa música no Collide e o vocal da kaRIN, mas com na trilha está na voz de Emilíana Torrini (Alguém lembra da música tema do Gollum em As Duas Torres? A voz parecida com a tia esquimó? Pois é…). E junte White Rabbit em uma batalha em trincheiras da II Guerra com nazis robóticos, muito vapor e fuligem por todo lado e saltos fenomenais e tiros e aviões e OMFG!! É UM ZEPPELIN!! Se for pra Orgrimmar, eu embarco!!

Se você quiser dar uma ouvida nas 4 versões existentes dessa música – uma melhor que a outra, minha favorita é a cover original do Collide por razões pessoais… – clica nos links que o Youtube te ajuda:


A cena em si só se completa com a música, porque não tem como ser mais awesome que isso. Confesso que vibrei a cada segundo daquela confusão imediata de confinamento em trincheiras, algo me diz que era exatamente que eu precisava ver: Brigas em trincheiras com soldados mascarados e chance alguma de sobrevivência. Sinto que estou imensamente familiarizada com esse tipo de pesadelo (E se tiver mortos-vivos, melhor ainda?!).

Seguindo, mais a frente há Asleep do The Smiths – Tio Moooooorrissey você deixou as pessoas usarem sua música?! Uuuuia! – que quase não dá para ser percebida se não conhecer a letra e Where is my mind? do Pixies que jamais ouvi, mas amei no mesmo instante pela letra xDDD

Resumindo: Vá ouvir, logo, AGORA!! É bem melhor ouvir a trilha antes de ver o filme, porque aí já dá pra incorporar o mundo surreal e confuso que será apresentado.

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