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quarta-feira, 17 de abril de 2013

Defiance: um novo modo de se assistir seriado

Preparem-se porque a overdose de ficção-científica vai chegar as tampas após esse post. É muito fangirling pra pouca pessoa poder não extrapolar.

Tudo começa com Defiance, um projeto ambicioso da desconhecida Trion Worlds e a SyFy Channel juntar MMO de third-person shooter (blergh!) e seriado tudo ao mesmo tempo. Crossovers everywhere, game influencia série, série faz parte dos eventos do game, insira um gif bem agitado de uma menininha totalmente alucinada após eu completar essa sentença.

Cê num tá entendendo, mermão! Sci-fi é minha 2ª paixão - a 1ª é coisas gregas cheias de chororô - e juntou com um enredo que proporciona crossovers (E fanfictions, milhares delas/deles) e JAIME MURRAY! #prontofalei


TL;DR - tem paciência para narrativas de fangirls histéricas? Quer saber o que acontece em Defiance? E o que tanto me deixa empolgada sem mesmo ter visto o piloto ainda? Clica aí embaixo e seja feliz (Ou não). Quaisquer dúvida, sugestão ou reclamação podem ser direcionadas para minha pessoa ali nos comentários. Se não, deixa baixo.



Quando o projeto foi anunciado na Comic-Con do ano passado, o povo ficou impressionado com a repercussão do novo seriado da SyFy, não pelo enredo que parecia batido - mundo pós-apocalíptico, aliens estão entre nós, aliens bem jeitosos btw, aliens tipo Jaime Murray, sotaque britânico, albina, falando em uma língua estranha, sendo a Queen Bitch de sempre, e explosões e coisas do tipo - mas pelo elenco escolhido para contracenar um possível épico da ficção-científica do ano.

Julie Benz (eterna Darla <3), Grant Bowler (O lobo sacaneador e inimigo de Alcide de True Blood, na 2ª temporada), Tony Curran (meu vampiro ruivo favorito Marcus de Underworld 2), Jaime Murray (H.G. Wells de Warehouse 13, preciso dizer mais alguma coisa?!), Mia Kirshner (The L Word, The Vampire Diaries) e algumas carinhas que já conhecemos dos longos anos de seriados, fazem parte do time de Defiance.

Eu, como órfã de Firefly, Stargate Universe e quase sendo arrebatada por Battlestar Galactica (Esse eu vejo até o final de maio, juro!), sinto falta do bom e velho sci-fi com pitadas de humor cáustico, situações extremas e explorações além da telinha do monitor ou da Tv. Defiance trouxe isso tudo no pacote e muito mais. O MMO - apesar de ser em um estilo que não acredito ser mais capaz de jogar por falta de neurônios presentes em minha cachola absurdamente já lotada - traz todas as possibilidades de haver a interação gamística e do fandom. Você joga por seilá, 15 minutos e faz algumas missões, cansa, vai assistir o episódio na Tv e HOLY BANANAS O NPC QUE FALEI MAIS CEDO TÁ ALI NO BACKGROUND!!

Algo assim... Entendem a empolgação agora?
Se WoW tivesse um seriado, seria mind explode pra mim o tempo todo. Amo essas coisinhas extras, esses detalhinhos entrelaçados, a intertextualidade linda que os textos modernos nos obrigam a admirar a capacidade intelectual dos idealizadores do jogo e do seriado.

O background de Defiance (Provocação, desafio e etc) é o seguinte: 2013, os líderes mundiais sabem que existe vida alienígena. Sim, eles mantém contato com essa galera. Mulder estava certo, a Verdade está lá fora, a MIB provavelmente também deve existir e com certeza a Tecnocracia fez um belo trabalho mantendo a notícia apenas em tablóides sem noção como o The Sun. Acontece que algo ruim (como sempre) acontece, uma guerra interestelar é iniciada, os EUA tão inteligentes e altruístas combinam tecnologia alien (No mundo de Defiance são chamados de Votans) com DNA soldados, fazem o mesmo esquema em animais e plantas, tudo pelo bem da Humanidade.Alguém pode por favor colar um post-it com superbonder na testa desses idiotas? Todo mundo sabe que misturar tecnologia alien para "favorecer a Humanidade" é ideia errada. 



E dá nisso. 30 anos depois, muita destruição, pouca gente sobrevivendo, bagunça cósmica e o problema de mais outro conflito começar bem no quintal da tua casa faz com que muitos Votans enviem as Arcas para se refugiarem na Terra mais outra ideia brilhante que os aliens deveriam ter post-its colados com colas mais poderosas que superbonder em suas testas ou superfícies frontais de suas caixas cranianas.

 As Arcas caem aqui no Brasil (Se isso se tornar verdade, Castithans: tenho um lugar super especial reservado!) e os refugiados tentam reconstruir suas vidas. Nisso a situação aqui estará na beira de colapso global, guerras civis e os contínuos combates interestelares contra um exército de máquinas assassinas (Skynet? Avisaram a gente em Exterminador do Futuro). Os governos mundiais estarão extintos, novos tipos de fauna e flora entrarão em contato com nossa natureza depredada, o Exército - que não serviu para muita coisa - deixará super-humanos biologicamente modificados para fins de puro extermínio jogados na sarjeta (Ella, ella eh eh eh Umbrella, ah ah eh eh eh), e nós, meros humanos seremos sobreviventes pegos de surpresa nesse meio tempo. Se você sobreviver é uma dádiva. Se morrer tentando, afortunado seja.

A estréia na SyFy Channel para restante do mundo será hoje, terça-feira - 16/04/2013 - nos EUA foi ontem, 15/04/2013, para minha sorte o site oficial tem a premiere com o episódio completo. Mas como sou uma pessoa enraizada nas tradições, fico com o Isohunt e os milhares de nerds que disponibilizarão o episódio via torrent.



O enredo principal - 33 anos depois do grande colapso - é sobre uma cidadezinha antes chamada Saint Louis (Fica no Missouri e é super bonitinha via Google Street View), agora Defiance, como sendo um dos últimos refúgios para os sobreviventes de uma das piores guerras deflagradas em nossa História. Assim, como qualquer cidadezinha em reconstrução, há intriga, politicagem, mercado contrabandista, segredos sujos, paixões proibidas, lobos em pele de cordeiro, comédia, tragédia, filosofamente, geek talk e por aí vai. Mais do que a ação em si (Isso é mais reservado para o game), a série mostra todo o jogo de poder que circula entre as diversas camadas da população e os visíveis (pre)conceitos entre humanos e Votans.



A presença forte das personagens femininas também contrasta com o clima ação/intriga do seriado. A prefeita, Amanda Rosewater (Julie Benz), tem a difícil missão de manter a paz, o progresso e a boa vizinhança entre os habitantes da cidade, passando por muito aperto antes de poder colocar a cabeça no travesseiro para descansar. Rosewater pode ser a líder política de Defiance, mas concorre com mais 2 mulheres de personalidades marcantes e extremamente diferentes. Sua irmã Kenya Rosewater (Mia Kirshner) cuida do bar mais frequentado da cidade (E também uma casa de reputação suspeita, se é que me entende), ela sabe de todos os segredos podres e de vez em quando os vende/manipula conforme o necessário. Já Stahma Tarr (Jaime Murray!!!!!) é uma Castithan, uma raça alien superior, cheia de orgulho e tecendo planos obscuros para encobrir as atividades contrabandistas/mafiosas do marido Datak (Tony Curran).



É mais ou menos como casar com um Noldorin, sendo da casa dos Sindarin, sabe? Hierarquia sempre fala mais alto e todos sabemos que quem manda na casa é ela, não ele... (Isso me lembra de OUTRA história parecida)



A carta na manga dos produtores foi de reunir justamente um nicho no público de admiradores da boa e velha ficção-científica com games. Imagina juntar as duas fatias maiores do bolo de geek/nerds/gamers/corintianos/maloqueiros no mesmo projeto? Será que NINGUÉM em Hollywood teve essa brilhante ideia não? Fico imaginando diversos produtores e executivos dando facepalm coletivo ao imaginarem o quanto de dinheiro perderam por não pensarem como nós. O jogo foi lançado no começo do mês para as plataformas X-Box, Playstation 3 e PC/Mac - mesmo esquema da maioria dos MMOs por aí, compra o jogo por U$ 59,00, paga pacotes de expansão ou melhorias de equipamento com cash eletrônico e joga online por tempo indeterminado. Pelo que eu vi nos reviews, o sistema de cash não atrapalha a progressão dos players e muito menos deixa o povo apelão demais por ter equipamento melhor, apenas traz mais desafios e exige mais do jogador para completar missões.

Okay preciso mesmo falar sobre third-person shooter? Não tenho amores pelo gênero e muito menos me sinto confortável com a jogabilidade. Anyways: não recomendo esse tipo de narrativa para players que gostam de apreciar a história e prestar atenção em detalhes do cenário (HEADSHOT!!).



Se essa de game+seriado vai funcionar? Já está, quiridus! Nesse momento agora em que você lê esse artigo, o mundo de Defiance está em constante mudança, alguém já completou missões chave que abriram eventos que estarão no seriado logo, logo. Dando essa chance de interação ao público, os criadores da série e game apostaram forte no crossover de storyline (Insira um chiliquinho feliz aqui), trazendo novos elementos e reações inesperadas dos gamers/audiência, mas não precisa ter o game para entender do seriado, e vice-versa, cada um complementa a experiência inovadora de uma forma genérica e não linear. Os criadores garantiram que nenhum main character poderá ser morto no game (Aí é apelação né?!), mas podem interagir com os players, além de muita coisa pode ser bagunçada nessa simbiose entre game e série.



Como as possibilidades são NULAS para eu viver a experiência do game (Gastar quase 150 gold em um game via Steam é tenso), ficarei vasculhando a net atrás das entrelinhas que o seriado me der, além de sair catando reviews do povo gamer para entender os esquemas. Vida de fangirl não é fácil...

No painel do seriado na Comic-Con, os atores estavam animados com o jogo - Jaime Murray foi uma das mais entusiasmadas e disse que passou horas no game teste antes do MMO ser lançado, ela também comentou algo sobre nunca perder a oportunidade de brincar com ela mesma (play with myself) e isso já derreteu os miolos do fandom totalmente. Semanas e semanas de gifs set no Tumblr com essa frase e a reação dos outros atores na entrevista.

A 1ª temporada já foi gravada e garantida, agora em pós-produção e divulgação mundial, e conforme o andamento do MMO tudo leva a crer que o seriado vai ficar no ar por mais tempo que muitos que a SyFy costuma passar. Se você gosta de ficção-científica de ótima qualidade e com muito investimento na história e no público, Defiance pode te interessar (Eu já estou esperando a série estrear desde o 1º momento em que vi o elenco hehehehehe).

Agora que apresentei os aspectos gerais, vou afunilar no assunto mais importantes em Defiance: Jaime Murray. Hell yeah, o próximo post é somente para ela.
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