Pesquisando

quinta-feira, 4 de abril de 2013

[poesia nonsense] Loki e o banquete dos deuses

[originalmente postado no Tumblr como resposta para uma pergunta da Asgard Cherry Pudding sobre o que eu estava fazendo de bom na minha vida, aí veio esse poeminha nonsense!]

There's upon a time in Asgard,

Loki queria saber como os Andhrímnir caçavam para o eterno Jantar
Na cozinha ele se esgueirou, pequeno como era
Não queria que seu pai Odin soubesse (E ficasse uma fera)
Que ele almejava os segredos dos cozinheiros sagrados
Que ele não queria guerrear, mas sim fazer algo engraçado

Fazer truques parecia o mais fácil para uma pequena criança
Havia desistido de deixar a barba crescer para fazer trança
Até pensou em domar cavalos (ops!), mas não adiantava
Quanto mais se aproximava da cozinha, Loki se interessava

Hidromel, cerveja e muita comida pra todo lado
"Que exagero", ele pensou com certo desagrado
Thor poderia comer um touro em cada refeição
Enquanto os amiguinhos deles iam na mesma direção
O pequeno Loki comia seus vegetais porque sabia
Que vegetais traziam inteligência que ele precisaria algum dia



Então dentro da cozinha dos deuses ele decidiu
Pregaria a maior peça que Asgard já viu

No banquete que se seguiu naquela noite quente
Os deuses esbanjavam péssimas maneiras e derramavam aguardente
Um deles não conteve o gás, outro alto arrotou
Seu irmão ria ao seu lado, Odin de boca cheia falou
"Como é estupendo ter a família reunida novamente!!"
Girando os olhos em vergonha alheia, Loki fechou sua mente
Muitas palavras de seus lábios queriam sair
Uma delas era um xingamento bem feio para Týr
Aquele malvado que maltratava o cachorrinho coitado
Fenrir ficava preso em uma corrente mágica, pobre entediado
Não podia brincar, pular ou latir
Pobre Fenrir! Pobre Fenrir!

Mas o que fora que Loki na cozinha dos deuses estava a aprontar?
Era exatamente isso que ele torcia para não revelar
Um meio sorrisinho ali, uma olhadela sarcástica aqui
A primeira reação veio no meio da canção trovadora de Brágui

Seu irmão Thor, uma costela de boi deixou de lado
Apalpando a pança resmungando sobre estar empanzinado
Assim foi com os outros deuses, um por um em seus desconfortos
Um dos deuses enchia a boca de cerveja em grande esforço
Odin levantou de seu lugar pigarreando, algo o incomodava
Algo que seu paladar glutão não detectava
Algo parecido com os campos de batalha
Mas algo que na comida não se encaixava

Todos os presentes no banquete compartilhavam o mesmo desgosto
Do boi assado colocado na mesa, apenas restava ossos
E dele vinha a fonte do grande problema a se tratar
O suculento cheiro do assado agora era pouco, estava a estragar
Com o terrível odor das entranhas de um pasto que não foi ruminado
Os cozinheiros esqueceram de limpar bem esse gado?!
Porque seu cheiro fétido de excremento cozinhado
Era o pior cheiro que muitos ali estavam mais do que enjoados

Deuses e deusas em uma movimentação frenética e desesperados
Para se livrarem do gosto de um boi que foi assado sem ser preparado

Odin, o Pai dos Aesir, gritou por Andhrímnir
O chefe deles veio, chapéu de cozinheiro a comprimir
Nas grandes mãos de caçador e de mestre cuca
Ao ver seu banquete sendo rejeitado, sua expressão muda
A vergonha de ser acusado pelo desleixo, pela sujeira
Suas habilidades culinárias sendo jogadas na sarjeta
O mestre cuca tentou se redimir, outro boi ele iria assar
Mas ninguém ali na mesa estava disposto a se animar
O banquete estava arruinado
Pelo estrume entranhado
Na carne consumida tão vorazmente
E não havia Ale ou aguardente
Que fizesse o paladar dos deuses acalmar
Ou a ânsia de alguns rápida chegar

O Andhrímnir implorou por outro boi novamente
Odin o dispensou severamente
Cajado na mão, olhar perdido no mal-estar
Thor ameaçava em seu prato regurgitar
Mas Loki, o mais novo, parecia bem saudável
Loki parecia estar em controle, estável
Em seu prato havia vegetais e cereais
Brócoli, tomate, pepino e algumas coisas a mais
Não comera carne do banquete, nem um pedaço
E o sorriso em seu semblante era um traço
De que o pequeno filho de Odin mais outra vez
Passara do nível de sensatez,
E uma terrível peça nos parentes pregou
Sem dó, nem piedade e até com certo rancor

O nome de Loki no Salão ecoou
O garotinho tão entretido em sua vitória se assustou
O dedo de Odin para seu nariz apontou
"Menino levado, o que você aprontou?!"
Todos os deuses ali viraram na mesma direção
Todos os olhos de Asgard em sua direção
Loki acuado pela descoberta, então um pouco riu
Sem graça e desarmado, ele disse: "Era brincadeirinha, viu?"






Ps: Oooooh bom ser Vida Loki!!