Pesquisando

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

aleatoriedades da vida - especificações e exigências

Gosto de pessoas que dão especificações sobre o que querem. É bom, às vezes, ter o A + B e tudo certinho nos esquemas, mas pessoas exigentes me alteram o humor facilmente.

Então lá estava eu, nesse espaço social caótico de ônibus de segunda-feira de manhã e está ao meu lado criaturas discutindo sobre o que querem em uma relação. Ambos acreditavam no Amor - ainda bem - mas tinham algumas exigências quanto ao trato da pessoa amada, algumas entendíveis: "Quero alguém responsável", outras não tão assim compreensíveis (Essas variavam conforme o gosto peculiar na aparência exterior da pessoa amada). Era exigências anatômicas e culturalmente impregnadas de uma hegemonia já conhecida, não tinha muita análise crítica sobre a psiquê da pessoa como “Quero que a pessoa use a cabeça para pensar, não apenas para usar boné de aba reta ou algo parecido”, ou melhor “Quero alguém que me compreenda como indivíduo, não como objeto”.

Acabou que a parte exterior e supérflua das aparências ficou como pauta da conversa - alta, bem sonora e cercada de risadinhas em uma manhã de segunda - dentro de um buzão lotado de gente com cara de sono.

Geração vai, geração vem, tem certas coisas que estão tão internalizadas que não tem como tentar explicar que há outras opções bem mais animadoras.



E eu deliberando comigo mesma: A única exigência que tenho em um relacionamento seria “Uma pessoa que não entre em pânico tão rápido quanto eu.”, simples assim. Mas aí uma vozinha dentro de mim pediu pela coisa da aparência que tanto não me fascina: “Por favor, que tenha um bom trato na cama, porque se é pra me entregar, que seja pra alguém que saiba BEM o que tá fazendo” (E também porque cerca de 75% dos meus problemas relacionados com excesso de pânico e ansiedade são realmente resolvidos com uma boa dose de cama. Tanto no modo pervo quanto no modo morfético).

O que quero dizer com esse post?
Sei lá. Só acho que as pessoas costumam ter padrões bem definidos do que querem, mas não os releva criticamente para verem se serão felizes dessa maneira Não como a sociedade uma vez ditou como tendência ou moda.