Pesquisando

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Indagações sobre assuntos delicados

A vida é uma caixinha surpresa, já nos provou Joseph Klimber sendo o peso de papel nos Correios em algum sketch de comédia.

De certa forma a estação está sendo propensa para mudanças radicais em todos os âmbitos.

Estranho é ver o mundo com outros olhos - e aí venho me perguntar no meio de uma palestra se esse não é o meu olhar verdadeiro, aquele que não foi domesticado pela cobrança social, familiar, acadêmica, talvez o olhar que precisava ver a luz.

Mais estranho ainda é saber que provavelmente alguém que eu considero muito mesmo conhecendo pouco esteja em um estado parecido ao meu.

Recebi a notícia de terceiros, fone mais ou menos fidedigna por ter mais contato com o meio em que a pessoa vive e a saída repentina dela desse meio, meio que me deixou com a interrogação de: "E eu não faria o mesmo?"

A pessoa em questão se privou de 2 coisas que ao meu ver eram muito importantes na vida dela, alguém excelente no que fazia e incrível no que produzia. Sinceramente eu entro de vez em quando em certa página comprobatória da superioridade intelectual da pessoa e fico babando pelos títulos, pela contribuição científica, por ser awesome naquilo que ama.

Queria enviar e-mail pra essa pessoa, dizer alguma coisa que pudesse lembrar a ela que parte de quem sou agora - pseudo bibliotecária de escola por decisão - foi por causa dela.

Que aquela entrevista cheia de tremores nas pernas e ideia alguma do que eu poderia fazer ali me deu ânimo para o que escolhi seguir de coração e convicção.

Não sei como seria se ao enviar um e-mail poderia ajudar muito, mas também não tenho certeza do que exatamente pode estar acontecendo com a pessoa awesome pra enviar mesmo.

De qualquer forma, há coisas nessa vida que não pode deixar pra outra hora, demorar demais pode significar perder tudo é ao questionar a interrogação novamente "E não seria o mesmo que eu faria?" - penso: gostaria de receber palavras totalmente random quando estivesse no fundo do poço abraçando a Samara.

Não custa nada.
Pode valer alguma coisa.
Talvez (vamos torcer e cruzar os dedos) mude alguma coisa.

Sim, sou otimista quando tou no meu pior.