Pesquisando

sábado, 8 de novembro de 2014

Carmilla Series - Love will have its sacrifices


Okaaaaaaay vampiros na Literatura estrangeira... Então... Bem... É, isso vai render um post quilométrico de coisas absurdas que já passaram pelas telonas, telinhas e páginas.

I srsly tenho cisma com vampiros. Não, sério! Não gosto deles como personagens, não sou chegada em simpatizar, but damn! Vampires are sexy as Hell >__________<

A carne é fraca por uma simples razão, a gente sucumbe primeiro ao desejo antes de finalmente colocar a mão na consciência (Wait, what?), e vampiros fazem exatamente isso comigo.

As decepções televisivas foram muitas - óbvio Hollywood - mas os nostálgicos sempre tiraram um breve sorriso de meu rosto. Drácula do Coppolla (Gary Oldman pra mim é canônico!), trio Louis, Lestat e Claudia da tia Arroz, Drusilla de Buffy a Caça-Vampiros, tou esquecendo alguém? Oh sim: Heather Campbell do Liam Kyle Sullivan.

Na Literatura só considero o Drácula do Bram Stoker e as sereias.
Ora vejam só! Não sabia que as sereias no mito grego eram vampiras? Agora sabe ^_____~
Aladas, com cabeças de mulheres e corpo bizarro.
E gritavam pra cacete.
E arrancavam sua cabeça com um golpe e bebiam seu sangue depois disso, pergunte ao Odisseu, e aos argonautas, galera sabe o que viu.



Ler Carmilla de Joseph Sheridan Le Fanu (outro irlandês, aliás de onde eles tiram essas histórias com vampiros? Não lembro de ver criaturas do folclore celta com esse aspecto tão... whoooooa wtf! OH OH! Leannán Sídhe!!) depois de Drácula do Bram Stoker me deu impressão de que os dois haviam trocado umas idéias sobre o tema, mas pesquisa awesome do Google e está lá, Carmilla foi escrita BEM ANTES do Sr. Stoker botar o Drácula no papel.

Okay, Carmilla, conto gótico, pretenso erótico/lésbico/terror do século 19, conta a breve história de uma jovem, Laura, que está aos poucos adoecendo de forma drástica por motivos escusos. Em sua companhia está a hóspede em sua casa, Carmilla, uma misteriosa jovem de aspecto mórbido, mas incrivelmente sedutor. As duas trocam confidências, carinhos, muitas páginas depois o mesmo de sempre, "herói" traumatizado por perder sua filha pela influência da vampira promove uma caçada implacável e a destrói finalmente.

Ótimo, como se já não fosse sacanagem o bastante culpabilizar a condição da amizade colorida das duas com a versão moderna de "sacrifício para expiar os pecados da carne", srsly?! Odeio quando pisam nesse território moralista em contos característicos de terror.
(Dude, it's a fucking vampire, OF COURSE she would tots get it on com a menina!)

O que fizeram nessa websérie então pra ser tão legal?


Reformulação do paradigma.
*insira um emoticon com pompons aqui*

Carmilla - the series - é feito exclusivamente para o canal no Youtube VerveGirl Magazine e está com cotações altas de viewers e ótimas críticas. Ambientado em nossa época, temos Laura, uma estudante com pouca experiência social, ávida por justiça, superprotegida por um pai precavido, nerdy, confusa com uma possível crush pela monitora de Literatura, típica gente da vida real. Oh, não iremos esquecer: ela é uma bolinha de ansiedade, otimismo e tem as piores ideias para realizar planos.
E sim, ela assistiu todos os episódios de Veronica Mars - sério, ela fala isso no 1º episódio.


Após o sumiço de sua colega de quarto, a transloucada partygirl Betty, Laura decide investigar o porquê de NINGUÉM na Universidade Silas estar a procura da jovem ou deixar a Polícia fazer o trabalho. Cutuca aqui, cutuca ali, Laura recebe a notícia em um bilhete gosmento que Betty saiu da Universidade e que receberá em poucas horas a nova colega de quarto: Carmilla, estudante psicopata de Filosofia.

Filosofia.
Um vampiro fazendo Filosofia.

Carmilla é direta ao ponto, rude pra cacete, rouba a comida da Laura na cara dura, frequentemente cata o travesseiro amarelinho dela pra dormir e tem problemas de organização. O conflito é eminente e imediato, por muitas vezes você pergunta enquanto vê os episódios: quando é que essa mulher vai atacar a guria?

Soon pewtty soon...

A história vai desenrolando - episódios de 3 minutos, olá? Não dá para desenvolver muito nisso - e já temos 29 episódios feitos e na metade do grande mistério sobre o sumiço de Betty e outras garotas do campus. 

A maior parte da ação é feita dentro do dormitório de Laura e Carmilla, com upload de vídeos na ethernet da Universidade e outros canais sobre os avanços das descobertas e alertas aos estudantes. Para isso, Laura tem a ajuda de suas amigas de dormitório: Lola Perry, veterana OCD super carinhosa, Susan LaFontaine, geekie de biologia, non-binary gender e adora enfiar agulhas em coisas, Carmilla que não é muito de ajudar, mas gosta de sacanear geral e... Danny Lawrence, a capitã da Irmandade da Universidade, assistente de Professor de Literatura, veterana awesome e super inteligente, estudiosa, bom de papo, otimista, obstinada e super dedicada a confraternizar com as pessoas.
E deveras medidas drásticas quando o assunto é sobre alguém tirar a Laura dela.

Danny falando sobre como deveriam se livrar da Carmilla de modo mais meigo possível
O fandom tá dividido entre Carmilla x Laura (Hollstein) e Danny x Laura, mas sinceramente? Ainda não vi muita razão para Carmilla se dar bem até então. Awesome sauce stuff going on? A fluidez de identidades aqui é MUITO legal! Você sabe que Laura é do time colorido da Força, mas isso não é trazido em discursos lindos ou atitudes estereotipadas, ela é simplesmente uma nerd tentando ser estudante e fazer algum bem para as meninas que sumiram.

O planejado são 36 episódios para a 1ª temporada e já está chegando lá. Estarei aqui nas terças e quintas, cruzando os dedos para poder ver o próximo capítulo - sheep's got real nao - e os updates do canal.

 Mais informações e interações com o fandom aqui no Tumblr oficial da webserie.