Pesquisando

domingo, 5 de abril de 2015

conselhos amorosos

Que fiquem avisados: não me peçam conselhos amorosos.
Que estejam acordados de antemão: não confessem erros de outras pessoas comigo.

Eu simplesmente vou entender, mas não o lado da pessoa que está me relatando, mas sim da pessoa que fez a besteira. Motivos pessoais, tenho de sobra. Tenho minha porcentagem alta de besteiras feitas em relacionamentos, tenhos minhas mancadas que deveriam ser pulverizadas da minha memória, tenho meus problemas de autoestima feminina com outras mulheres que parecem saber lidar com autoestima bem mais agilmente do que eu, então sempre vou ver pelo lado do perdedor.

Fatalismo? Não imagina! 

Apenas um pequeno adendo de como pode ser angustiante ouvir alguém reclamar sobre o par afetivo e não entender que a pessoa que possa estar escutando tenha feito coisa bem pior - ou se sentir pior por isso por achar que fez algo horrível e não saber lidar direito.

Lola "Just be normal!" Perry (2014) sempre certíssima.

A palavra-chave pra maioria das respostas aqui abaixo podem ser apenas uma: Insegurança.

Pessoas tendem a viver vidas fechadas, sem muita comunicação direta como exterior, ou experimentando o mundo através de outras pessoas ou quando tem coragem o suficiente para fazerem isso sozinhas. Sou a extrema defensora que certos assuntos deveriam ter manuais de instruções, pois a possibilidade de se errar fica menor quando você já sabe das guidelines (e perguntar demais se está tudo certo uo não aborrece outras pessoas, vai entender?), assim insegurança é algo que está comigo desde quando me conheço como gente. E ser eu mesma numa sociedade como essa me faz ter mais insegurança ainda de meus atos.

Ansiedade ataca? Nem um pouco de levinho!

1 - Fulan@ de tal te tratou mal assim e assado?
Eu sei lá, mas alguma vez na vida eu devo ter feito o mesmo com alguém (em relacionamentos ou não). Karma is a bitch.



2 - El@ te ignorava e ficava dias sem falar com você?
Oh guess what? Isso é meio de práxis aqui. Eu me afasto pra colocar as ideias em ordem. Paixonite aguda pra mim é que nem passar meus miolos no liquidificador atômico e depois achar que eu vá conseguir explicar alguma coisa. Acontece! Com as pessoas também.

3 - El@ não tinha iniciativa, não fazia nada pra me agradar.
Infelizmente isso acontece também por diveross motivos, por experiência própria: insegurança do baraleo. Eu travo, travo feio, às vezes nem saio do lugar e é preciso alguém gritar no meu ouvido ou jogar algo em mim pra eu voltar da conchinha do Gary que me escondo para evitar conflitos. Paciência, com o tempo as pessoas se sentem mais seguras e salvas com outras. Às vezes demora, às vezes é rápido. paciência em dobro, não é nada fácil confiar em alguém assim do nada.

4 - El@ gostava mais de ficar com os amigos do que comigo.
Tentou ficar com os amigos da pessoa? Enturmar pelo menos? Às vezes é legal, maioria das vezes não. Você também terá amigos que a pessoa vai odiar de cara e não gostar nem um pouco. Mesmo quando há o status de casal, a individualidade também faz parte do pacote, a bagagem vai vir meio cheia.

5 - Eu fazia coisas que não queria apenas para agradar.
Srsly que a função de comunicação continua sendo desperdiçada...? Well, conversar é algo precioso. Não gostou, fala, gostou, fala, não quer fala, quer, fala. Não custa nada. Deixar os outros fazerem o que bem entende com você para agradá-los não é lá uma coisa legal. Agora se você é masoquista e curte essas coisas, tudo bem, mas fala antes, poxa!

6 - Só fui pra cama com el@ porque el@ insistiu.
Essa é a parte em que eu cavo um buraco no chão com 7 palmos de profundidade e me enterro sem caixão nem nada né? Comunicação é excelente nesses casos. E não, não é nada legal ouvir da pessoa que você ama que ela só fez sexo com você só pra te agradar e ela nem tava a fim (Na verdade dá uma vontade tão absurda de chorar e querer realmente cavar o tal buraco, mas não é possível porque tem que manter a paz e serenidade pra ouvir o quanto a pessoa não se sentiu confortável.).


Tem que manter o social, né?


7 - El@ não era romântica ou perdeu o ar de romance.
Pessoas que levam a vida baseada em lógica e teorias vão perceber que o aspecto romântico pode ser rejeitado a qualquer instante (pelas razões mais babacas possíveis), então vão parar de fazer certas coisas para tentar outras que sejam mais eficazes. Pelo menos não me dou conta que estou cortejando alguém (Só percebo tarde demais ou quando a pessoa me avisa brevemente se ela gosta disso ou não). Ser romântico é complicado nessa porcaria de mundo, então é provável que o ar de romantismo se vá depois de um tempo porque não há necessidade de se manter aquela certeza paranoica que a pessoa ama você ou não. Mas quem sou eu pra falar né? (Quede o buraco pra meter minha cabeça dentro?)

8 - El@ só queria um@ fuck buddy.
Fuck buddy é bom até certo ponto, se desenvolve algum tipo de sentimento por ambas as partes, bora falar logo. Agora se a coisa parece ser via única, pra quê se desgastar com algo que não vai dar fruto algum? Não faço a mínima ideia do que e como seja isso, como lésbica demisexual assumida fuck buddy não entra na minha lista enorme de regras e regulamentos que sigo desde sempre. Até com relacionamentos passageiros sem nomeação alguma mantive a bendita da fidelidade, da atenção, dos miolos centrifugados e toda a chatice de se entregar a uma pessoa (Oh a confiança entra aí né? Pois é...). Caímos no dilema do número 5.

9 - El@ me traiu com beltran@!
Whoa, wait a sec, porque o meu default é monogâmico infelizmente. E noção de propriedade também tá incluída no feeling, então não sei o que é trair ou ser traída. Apenas tenho um espectro considerável dessa gama problemática com a sensação de: "Não sou exclusiva de tal pessoa, oh ótimo".

10 - El@ só queria saber de sexo! 
Infelizmente algumas pessoas apenas conseguem demonstrar carinho, confiança e seguridade de si mesmas quando estão na cama. Foi o que me disseram uma vez. O cartório dentro da minha mente apenas chancelou uma (01) via dessa teoria.

11 - El@ nem queria fazer sexo!
... Não tenho resposta descabida, sarcástica, melancólica ou teórica sobre isso. Pessoas são pessoas.

12 - El@ nunca me disse "Eu te amo".
Sabia que existe gente que não fala o que sente? Pois é... Olha só que coisa! Mesmo que esteja estampado na testa da criatura, duvido muito que vá falar as 3 palavrinhas mágicas tão cedo. Tem umas que falam por se sentirem seguras do que querem e o que sentem. Tem outras que acham que isso saiu de moda e caem na regra do número 10.

E assim termino esse domingo horrendo.