Pesquisando

quinta-feira, 26 de novembro de 2015

bibliotequices - combo duplo do 5º semestre

Estou na 5ª fase, mas não estou.
Retorno de graduado é meio que nem consórcio de carro.
Pego o número, espero minha vez depois de um tanto de gente, levanto a mão quando quero dar o lance, para aquele carro bacaninha que estava planejando ter, vai pra outrém, levanto de novo para pegar sei lá, um carrinho menos possante, mas hey! Também tem suas vantagens... Nope, não dessa vez. Aí exausta de levantar a mão pra conseguir um lance, vem aqueles modelos de carros que quase ninguém quis ou geral quis e desistiu no último minuto.
(Apenas um aviso, quiançada: tem uma parte do Tártaro exclusivo para vocês que pegam as disciplinas obrigatórias e desistem na 1ª semana)

E por aí eu vou.

Empurrando as gestões gestionadoras para beeeeeem lá na frente, aproveito as má-deixas de disciplinas que aparecem no curso. Todo semestre eu tenho que calcular a quantidade de enrascada que vou me meter por pular fases e praticamente ler o plano de ensino de cada professor para poder me nortear. Já me arrependi algumas vezes de não ler e ver que a matéria era pesada demais para mim (Vide semestre passado!), então ser razoável com a quantidade de informação filtrada na minha cachola é saudável para minha linda e desesperada sanidade.
(Abençoa Cthulhu...)

Como eu me sinto quando acerto na escolha de disciplinas...
Aí às vezes eu acerto no levantar da mão e ganho um combo duplo de Fontes de Informação e Serviços de Informação com duas professoras super dedicadas ao que ensinam.

E é um milagre, porque as duas disciplinas se entrelaçam bem par a parte prática de qualquer estagiárix/projeto de bibliotecárix que não faz a MÍNIMA idéia de como manter o barco navegando mesmo quando o capitão está seilá... servindo ao Davy Jones.
(Referências, nenê. Referências.)

O barco que eu tou navegando tá indo bem - apesar da infestação de insetóide maledeto que ocorreu durante a semana passada - e me sinto à vontade para dizer o quanto tenho orgulho de participar dessa comunidade escolar. A escola me toruxe grandes experiências, me fez ter perspectivas melhores para minha profissão e minha carreira e também me deixou uma lição boa de humildade com aqueles que fazem a Roda girar. Estar entre a galerinha de estudantes, ali na linha de frente no balcão, auxiliando como dá, ajudando como é possível chega a ser a melhor forma de fazer algum papel de cidadã que já tive oportunidade. 

Estar na biblioteca escolar me ensinou que a teoria do curso tem que estar mais do que em sintonia com a prática lá fora, tem que acompanhar os setores com mais carência de bibliotecários e profissionais da informação. A gente (acadêmico, corintiano, sofredor...) PRECISA saber como é lá fora enquanto estamos DENTRO da Universidade, nem que seja por 1 mês. Não precisa ir muito longe, não necessita estar no meio dos engravatados ou os cheios de firulinhas, dá uma olhadinha ali na vizinhança e verifica como é a biblioteca escolar da unidade mais próxima.

O combo do 5º semestre me ajudou a rever meus conceitos mais práticos, como perder o medo de improvisar quando é necessário fazê-lo. O de encarar a demanda como parte essencial do meu trabalho, as mudanças repentinas como rotina e a maluquice geral como o usual. E olha, o que a gente escuta em balcão de biblioteca não tá no gibi...


Esse trabalho final de Fontes me deu uma animada geral quanto a várias coisas em minha vida de escriba. Além de me dar embasamento teórico para realizar pequenos projetos de melhoria na biblioteca escolar, levantou minha auto-estima. Não posso ser a pessoa indicada para fazer folhetos explicativos com os paranauê dos Photoshoppis/Corel/Fireweeeerks, mas planejar adequadamente o que posso fazer para enriquecer a experiência dos alunos ness espaço já valeu a pena em todos os sentidos.

A disciplina de Fontes aliada com a de Serviços abriu meus olhos para uma coisinha muito muito muuuuuito chata que temos que enfrentar algum dia na Biblioteconomia: o vender o peixe.

Nem é pra desdenhar, Captain! É pra mostrar o quanto somos únicos!
O marketing, infelizmente, é tudo e quanto mais chamar atenção da quiançada, melhor para ter mais gente entrando e fazendo alguma coisa, qualquer coisa.Vejo frequentemente alunos catucando folhetos, folders, cartilhas, guias com ávido interesse de saber do que aquilo se trata, assim como vejo os pequenininhos que não completaram o processo de alfabetização treinarem seus vocabukários básicos no soletrar com os recadinhos especiais que deixo no balcão, ou os quebra-cabeças e sim, por quê não? Com os folhetos explicativos.

Foi pensando nisso, nessa curiosidade inicial de muitos, que fabriquei um folheto meio besta (333) para divulgar a escola, os serviços da biblioteca e talvez, assim, algum dia no futuro numa galáxia muito muito distante, conseguir patrocínio e apoio dos comerciantes da região. Aí remeto a disciplina do semestre retrasado sobre Informação e Cidadania com a excelentíssima (De excelente em tudo que faz, até em cocada caseira, arrãm...) professora A.C. - tudo está se conectando tão lindamente que fazer ula-ula mental a cada conexão nas aulas me dá um orgulho imenso de ser a sortuda sem noção que estuda com pessoas assim.
(Aí eu lembro dos gestionadores engenhoqueiros que nem goblins são e a deprê bate forte o tambor que eu quero tic-tic-tic-tic-tá)

A empolgação do fangirling por docentes awesome é recorrente
O fangirling é alto, os pompons também, mas toda essa energia é responsável para que eu me sinta mais e mais inclinada para ser professora na Biblio algum dia. Logo depois que conseguir o título de doutora. E fazer Phd. em Horripilância.
(Referências, Joss Whedon. Referência!)

Podem esperar que vai ter Morgado nas quebrada algum dia longínquo, sei lá quando, mas vai ter.

Para ver o resultado final dessa investida no mundo espantoso do marketing biblioteconomístico, a apresentação no Prezi tá aqui embaixo:



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