Pesquisando

segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Bibliotequices no 33º Painel de Biblioteconomia


[suspeito que esse post será editado várias e várias vezes na esquina com as macas da Varig, então...]

DISCLAIMER LINDO QUE PRECISO FAZER: Sou graduanda de Biblioteconomia na UFSC, na fase do só Ranganathan sabe, loooooogo minhas opiniões acerca do evento são inteiramente minhas, da minha cachola meio amalucada nutrida com café e comida do RU. Creio que terei que introduzir um tesauro nesse blog para os novos leitores entenderem as piadas internas e as referências nerds (Gente, referência é tudo nessa vida!).

Para quem quiser dialogar sobre esse post e outras questões (Inclusive motores de avião, estou disposta a discutir sobre engenharia aeronáutica, tá?), só deixar um comentário ali na caixinha abaixo. Não custa nada, sério. Nem pro Google Adwords eu apelo (E não tou ganhando jabá nenhum por declarar minhas opiniões... Eita).

Bora lá que lá vem postagem longa...

O que posso dizer sobre esse evento estranho que junta um povo mais esquisito com o intuito de falar sobre a maluquice do fazer bibliotecário e bibliotecas?
(Porque cês sabem né? Conforme a nossa sociedade contemporânea, ajudar as pessoas a buscarem cidadania, dignidade e autonomia é coisa de gente biruta. Mexer com máquinas é mais seguro.)

Me senti mais animada, o low da semana passada foi substituído por essa coisinha mastigando minha bile e cuspindo formas de se abalar a estrutura do sistema vigente. Eu amo a minha profissão, amo meu curso e tudo que ele representa em minha vida nesse momento. Ter um espaço para discutir sobre a Biblioteconomia é raro dentro da Academia, mas nesse Painel a conversa foi inspiradora no modo prático. Apesar da minha cabeça estar bem bem bem cheia de idéias iludidas para se fazer no local onde trabalho (estagio em uma biblioteca escolar da rede pública de ensino), vi aqui no encontro um modo real de colocar essas coisas fora do papel.

Aprendi um bocado com colegas, mais um pouco com os docentes, descobri algumas coisas sobre mim mesma, sobre o Outro, e vi que a vontade de nossos estudantes é MUITO grande, mas como há sempre problemas no caminho, tivemos a oportunidade de ouvir e também debater sobre as dificuldades no curso. Graças a Dewey tivemos como nos expressar, porque a coisa tá feia gente...

Auditório do CEDUP cheio e muitas discussões
Palavras que surgiram como ser ousado, proativo, gestor cultural, conhecedor de leis me iluminaram bastante sobre o meu papel na sociedade. Eu tenho um orgulho enorme de ter escolhido esse caminho, mas ao mesmo tempo me sinto inibida ao ver que algumas responsabilidades são bem maiores que eu pensava.

Por exemplo: pra qualquer lugar que olho há empreendedores e a única coisa que eu gostaria mesmo de sentar e conversar era sobre "okay, estamos todos ferraxs, o que fazer com uma caixa de leite vazia, retalhos de EVA e tinta guache para trazer os leitores pra dentro das nossas bibliotecas?" - mas a maior parte do tempo era algo sempre virado para a tecnologia embutida nesses espaços. Méh.

Senti-me como um daqueles homens das cavernas ainda tentando entender o que é a pedra redonda enquanto os outros homo sapiens já faziam uso da roda. Talvez seja o nicho que decidi me enfiar, biblioteca escolar pública é um lugar primário, rústico, dah roots, sem muitos recursos tecnológicos, a improvisação é primordial e às vezes a vida não te dá mais ideias pra tirar da cartola (Ou das mangas ou atrás da orelha, cê sabe, fazer efeito de mágika perto dos não-despertos dá Paradoxo e Choque de Retorno¹!).

Outra coisa que me fez repensar meu papel:
 - A tal da caixa.
 - O pensar fora da caixa.
 - O ir além da caixa.

Véi, de Bowie...
A caixa não existe.
É que nem a colher do Matrix. Não tem essa de caixa, a sociedade que gosta de colocar paredes pra delimitar tudo, a caixa é simbólica, você se encosta no canto se quiser, mas ela não tá lá. Somos além da caixa, somos além das paredes como o evento quis colocar em sua temática.

NÃO TEM CAIXA NENHUMA.
(Get used to it! let's Dewey it!)
Agora volteeeeemos. Cês já sabem: TL;DR.
(Too long; don't read)



Bem, indaguei assuntos pertinentes ao nosso curso - como assim Licenciatura em Biblioteconomia? A UNIRIO já faz desde há muito tempo. Como assim a BU está a frente do Departamento de Ciências da Informação (Concordo, mas olha só as lideranças que temos no momento?! os caras mal sabem que a setorial existe!! #ChegaDeEngenhoqueirosDoVazioProdutivos), mas DÁ PRA melhorar ao ter iniciativas de cooperação entre curso e biblioteca. Dá sim, só falta fazer.
Conheci professores humanistas preocupados com GENTE, não com máquinas - um baita alívio...
Estudiosos ilustres - professor Briquet de Lemos foi incrível com a simpatia e a firmeza no discurso sobre a nossa área. LoLz para um comentário pertinente dele sobre as novas tecnologias, deu vontade de levantar os bracinhos e a dancinha de vitória lá atrás.
Pesquisadores ávidos por mudança - as apresentações de trabalho foram muito boas para ver as tendências acadêmicas - mas ao me ver dançando balé improvisado para a atividade cultural com o grupo de teatro GATS percebi que sim, ainda consigo fazer algo para mudar alguma coisa que for.

Damn complexo de Messias dessxs bibliotecárixs!!

As palestras mais me incomodaram do que me trouxeram paz, talvez o modo questionador tenha feito com que o bichinho miserável dentro de minhas entranhas quisesse dar um pulo e dizer: PARA TUDO PARA TUDO QUE EU QUERO DESCER! mas graças ao bom Morfeu (Que infelizmente me acompanhou parte dos 2 dias com o excesso de canseira e uma chatinha dor no tornozelo) os ânimos meus foram aquietados após alguns segundos dessa rebeldia intracelular.

(Não quero ouvir mais de empreendedorismo!! Eu vivo nas quebrada, com as quiança que vai pra escola alegando que só vem pra escola só pela merenda! Bora falar de agentes sociais? Bibliotecárixs como mediadores de Políticas Públicas dentro das escolas, dentro das comunidades? Bora parar de falar produzir dinheiro pra fazer a máquina girar? A máquina é a gente, poxa! Bora falar de gente!)

Sobre as experiências novas, uma foi de participar efetivamente e diretamente de ações para o CAB - Centro Acadêmico da Biblioteconomia - em que me comprometi. Desde auxiliar os colegas no processo, resolver algumas pendengas, tentar não ficar grumpy com o pé ferrado e ter disposição física para continuar acordada no evento.

BTW Morfeu foi tenso no 2º dia, isso me preocupou bastante, mas também me lembrou do padrão que ocorre para a sonolência e os apagões acontecerem. Deixei acontecer, pois se ficar pensando demais nisso, iria ficar mais nervosa, logo mais sono, logo plóft. Acerca desse assunto, há uma série de posts aqui sobre meu eterno vínculo empregatício com o senhor dos sonhos da mitologia grega.

Conheci muitos colegas de curso que não via nos corredores, de outros estados - UFMG, UCS e UFES estavam lá, engraçado botar o povo pra conversar sobre as disciplinas e ninguém entender porque das técnicas terem nomes diferentes em cada lugar - e o mais interessante: entender as nossas limitações como estudantes. Limitações mesmo, pois não temos dinheiro e o cartão de crédito costuma ser a escapatória.

Tivemos a presença de autoridades ali, por assim dizer. Gente que está acima na hierarquia da comunidade estudantil - oh apenas uma ressalva básica: quede os professores? A adesão deles foi bem pequena do que a porção estudantil e fico pensando como o evento iria rolar só com convidados e eles? - isso é um pouco intimidador, pois há coisas que só com os anos de experiência e muita porrada no caminho ensinam. Impressionante foi sentar com alguns deles e ter conversas de igual para igual sem me sentir uma bobona (Tá, okay, me senti um bocado deslocada, mas não foi tão horrível como costuma ser). Isso dá ânimo para questionar, para debater, para ouvir.

Como disse anteriormente, o evento não me deu o baque de: OMFG como isso irá mudar a minha vida. Mas sim me fez refletir sobre WTF estou fazendo ali (Na Biblio da UFSC). Isso é deveras importante para quem precisa legitimar a própria atuação com a sua personalidade. O que me chamou atenção principalmente foi a desenvoltura que a ACB - Associação Catarinense de Bibliotecários - teve para realizar o evento e manter as pontas de uma forma organizada, serena e cheia de energia.
(Sério meninas, como vocês conseguem fazer isso sem estarem acabadas no fim do dia? É ponto de skill em alguma árvore da Biblio que eu não alcancei ainda?!)

A ACB anda se inserindo mais na nossa vida acadêmica, tanto com membros lecionando para a gente - 2 professoras minhas deste semestre estão engajadas em movimentos de representação da categoria - assim como se importando que estamos tentando colocar mais da Associação dentro das salas de aula. Como representante do CAB, é tenso explicar pra garotada que não somos partido político ou disseminadores de festinhas, calouradas e tudo mais (Até porque a gente vive sem dinheiro, no máximo é rifa! E que vendeu bem! Valeu para quem comprou e ajudou a nossa Semana Acadêmica!). É dificil separar aquela ideia de: "Hey estamos aqui para ser a voz de vocês nas hierarquias bizarras que essa instituição de ensino nos impõe..." do "A gente só vai participar da vida de vocês dando brinde, fazendo evento e postando coisa legal no Facebook" - o agir político é um pilar central da nossa abordagem no curso.

O conversar é lindo, mas quando muitos ficam em silêncio...
CHAMEM UM BIBLIOTECÁRIO DE REFERÊNCIA!!
tou de brinques
(Oh wait, tou não, a gente resolve as parada emergencial)

O CAB tenta no máximo que pode trazer um pouco dessas hierarquias pra sala de aula, desde líderes da ACB, CRB, CFB, até responsáveis de bibliotecas atuantes, profissionais de renome e pelamoooooooor finalmente o contato com a Biblioteca Central Universitária está caminhando aos poucos.

É muito importante mostrar que estamos ali, porque querendo ou não, eles vão precisar da gente um dia. Essa atenção que foi dada pela ACB, de notar e instigar os estudantes a virem foi o mais legal do evento, de apontar abertamente e falar ao microfone: "Tem mais estudantes aqui do que em outras edições", isso faz com que a gente que está ali possa propagar pro restante do curso que não pode ir que também temos voz entre eles (Pequena, mas é voz), que podemos chegar junto e propor parcerias, soluções, o que for.

Isso também mostra para os profissionais de anos de casa a perceberem que temos interesse nos eventos. Que queremos dialogar de igual para igual e isso foi muito bem ajeitado por lá. Agradeço demais as rodas de conversas informais e as ideias pipocando nos corredores ou até dentro do auditório em cochichos.

Não agradeço realmente pelo tutu sem armação na apresentação de balé. Cinza não combinava com as polainas e muito menos com a minha cútis. Ai gente, senso fashion bibliotecário é essencial para fazer a coisa funcionar.
Ps: jamais fazer plié com All Star, dá "probrema²".
(Caso não tenha entendido a piada interna, em breve vídeo e saberás do que somos capazes!)

O ponto alto dos 2 dias, devo dizer, foi ver a palestra sobre a Licenciatura em Biblioteconomia na UNIRIO da professora Daniela Spudeit e o bichinho mastigando a bile pular pra garganta e me fazer ter a brilhante ideia de ir conversar com ela sobre isso.
(Não sem antes dar uma pesquisada antes, neaw?)

Literalmente devorei o Plano de Ensino, o Projeto Pedagógico e as entrelinhas do curso acima citado para entender o que raaaaaaios os cariocas tão querendo com mais um desmembramento da nossa área. I mean, separar não é tão assim legal, mas se o objetivo for claro e as funções e delegações de atuação estiverem mais claras ainda, aí funfa. Senão os engenhoqueiros da produção decidem sem pedir opinião alguma do corpo estudantil a fazer uma mezzo graduação de Biblioteconomista e Arquiviologista³.

Sem medo de ser filiz, lá fomos nós, eu e o Luis (Representante principal do CAB) para a cadeirinha onde a Daniela estava e lançamos as perguntas. Como assim Bial? Por quê isso? Quem se forma em Licenciatura em Biblioteconomia vai fazer o quê? Por que esse trem não tá inserido na proposta curricular da área? Por que há essa demanda para Tecnólogos?

(Ou pros Cientistas da Informação, quede o meme do Batimã e o Róbson?)


A palestra dela abriu imensos ????? (não tem como explicar a quantidade de pontos de interrogação que pularam dos meus ouvidos na hora) porque o cenário no Rio de Janeiro não é o mesmo que aqui - tanto que não temos tecnólogos circulando pelas redondezas, temos? - e pensar em um licenciado atuando em escolas públicas ou particulares dando apoio aos pedagogos faz muita gente querer pular pelas tamancas (Conheço um bocado que sairia em protesto, faria greve de fome por isso, não é fácil mesmo).

A Daniela foi super atenciosa e devolveu com várias perguntas sobre o curso e como estávamos engajados nas associações. O grupo foi aumentando com o professor Caruso e o colega Filipi da UFMG e dali o papo se intensificou. Achei super importante ouvir a voz da professora na questão, pois ela havia vivenciado o curso de Licenciatura e estava implantando a ideia nas universidades catarinenses. Se assim for a demanda, ou se adequar ao atual curriculo, acho válido trazer a Licenciatura para nosso curso, MAS se já há uma divergência com o mezzo graduation, a Licenciatura pode fazer o meio de campo se embolar de novo.
E o meio de campo tá mais que embolado nas quebrada.
(FYI: eis aqui o site da Licenciatura em Biblioteconomia da UNIRIO, mais info vai clicando que tem muita coisa para se saber e analisar)

Em opinião particular, eu como profissional adoraria ter a Licenciatura auxiliando o Bacharelado lá na UFSC, DESDE QUE a demanda se adequasse a realidade daqui do estado. Temos muitos professores que seguiram o caminho bacharel/mestrado/doutorado e são obrigados a darem aula para terem efetivamente uma carreira na instituição. O que pode ser bom ou extremamente ruim (Vide figura abaixo)...

Quede didáticas mizifim?!
E a Daniela disse que lê minhas tontices da Biblio no Facebook e gosta, isso significou muito para minha pessoa, mas ao mesmo tempo me fez pensar: Meldelz, meu passado me condena... Ninguém vai querer me orientar hahahahahahaha. Posso chorar agora?

Burlei minha regra principal de não comprar mais livros, só pegar emprestado em bibliotecas (Oras, tem que ajudar as estatísticas, neaw?) e acabei cobiçando 2 livros que me interessavam muito por um tempo. Assim como Highlander, só pode haver/comprar um, fiquei com o Ética e Deontologia do professor Francisco Chagas (Ele foi docente por anos na UFSC e mestre Jedi da fessora mais awesome do curso - sim, aquela que tenho o intuito que seja a minha futura orientadora...). Esse livro é literatura base para os trabalhos da Biblio, principalmente quando se tratam sobre profissionais da informação e um resgate do perfil profissional. Plus tem o bendito capítulo comparativo dos códigos de ética do bibliotecário.

Ps: haverá um post essa semana sobre um pequeno termo no Código de Ética do Bibliotecário da CFB que um amigo meu (Creampuff Lucas chuchu! Parceiro de balé!) me chamou atenção: não pode zoar com a profissão, dá "probrema". mais outra para "Coisas que vão me fazer ser rejeitada por professores na orientação de artigo para daqui alguns anos". Isso e o fato de eu só querer uma pessoa e ninguém mais. Eita.

Descobri que a PUC do Paraná também está aqui em Santa Catarina, disfarçada com um outro nome para a ascensão do Império Sith. O Centro Universitário Católica de Santa Catarina também estava entre os apoiadores do evento e ganhei até porta post-it deles. O que me fez pensar que talvez aquele dinheiro todo que paguei na graduação em Letras foi para aumentar os braços do Império Intergaláctico e não para a construção de uma nova Estrela da Morte [4]. Hmmmmmmm... Vaticano tem até umas formas legais de se mostrarem prestativos.

Desejo secreto não-realizado desde 2004.
...
Mas vamos falar do local: Joinville.
Ou como descobrimos tardiamente, onde tem o mini-castelo da Disney. Aí nossos sonhos de quiança foram despedaçados quando descobrimos que era uma casa mesmo, de uma família que queria viver num castelo. Ótimo. e eu jurando que ia sair arco-íris de canto a canto e ter cantoria toda vez que chegássemos perto. Mas bem...

Para nosso alívio e da ironia, o local não forma engenheiros...
E o trem.
A linha ferroviária passava bem na frente do local onde estávamos. Um evento quase surreal para todos ali presentes, para mim era a coisa mais irritante possível pelas lindas lembranças de Betinópolis pipocando no cabeção. Porque é sempre lindo lembrar do vilarejo brejeiro onde morava em que o trem (Sim, trem, NÃO locomotiva, não entreeeeemos na discussão bixcoito e bolacha) parava o centro da cidade por cerca de 20 minutos na hora do rush, além de ter uns caboclos muito ideia errada que resolviam burlar a placa de "Pelamoooooor isso é uma linha de trem, não ultrapasse nos trilhos quando ele estiver vindo ou tente passar entre os vagões enquanto ele estiver andando" - tá, a placa não era assim, mas dá um vislumbre da quantidade de acidentes que aconteciam ali por imprudência (Estou sendo boazinha, era um bando de burraldos mesmo).

Ele passava 3 vezes na sexta e no sábado foram 5. De acordo com colegas da UDESC havia 83 vagões e possivelmente a rota era sul catarinense/porto do norte. Toda vez que ele apitava a maioria levantava os braços ou deixava uma exclamação de admiração sair de seus pulmões. Bem que poderíamos ter feito flashmob do Picapau nas Cataratas...

Eeeeeeeeeeh óia o treeeeeeeim!!
O centro de Joinville é um lugar bisonho, com um centro cosmopolita enquanto o lugar onde o evento aconteceu é mais vida loka (com uma esquina sem semáforo e faixa de pedestre #VivendoPerigosamente). O hostel foi o Joinville Hi Hostel, um lugarzinho tão aconchegante que fiquei com aquela vontade de passar a semana por lá só para descansar ou inventar moda.

Aqui era os fundos, muito muito fofo!

Aqui a galera reunida, bando de bibliotequeirxs!
O pessoal que atendeu foi muito gente boa e deu todo o suporte que precisávamos depois do longo dia da sexta. Encontrar um lugar para comer foi fácil e whoooooooa passamos pelo local onde o Balé Bolshoi ensaia (Tava tocando My heart will go on da Celine Dion e foi estranho pacas).

Foto borrada por quê?! Fui eu quem tirei hahahahaha!
Eu dei um jeito no pé ao subir as escadas do hostel, conclusão: dor por umas meia hora e salva pelo gelol da colega com o remédio que já estava tomando. Se não fosse isso não dava pra fazer o balé do sábado. O meu Curriculo Lattes seria arruinado se não acontecesse isso.

Mas de todos os trancos e barrancos (E barracos), esse fim de semana deu uma guinada inesperada no meu pensar de fazer bibliotecário. Agora é esperar o que virá dessas deliberações que tive durante o Painel.

(Sim, haverá poesia dentro dos boxes de banheiro aqui na escola, sim!)

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Notas de rodapé:
¹ - eu jogo RPG, amo o cenário de Mago a Ascensão. O conceito de Paradoxo e Choque de Retorno pode ser resumido com o simples fato de você fazer alguma magia (Tipo, usa a imaginação caramba! Haddouken, bola de fogo, dois pra trás, três par frente e soco baixo, essas coisas) e alguém que não está acostumado com a magia (Não-desperto) ver e o Universo dar uma consequência para tal fato. Comigo costuma ser escrever uma postagem enorme e poucas pessoas entenderem o que raios quero dizer...

² - PROBREMA com "r". não é erro de grafia, apenas uma complicação A MAIS no real problema enfrentado. Se o problema era cabeludo, se tornará Rapunzel. Se o problema é Atlas, com certeza será Sísifo daqui alguns segundos. Em rude modo: cê tá ferradx e pronto!

³ - Arrá, entenderam a indireta não tão direta? Hein? Hein? Não? Que bom, fica como piadinha interna de novo, só vai entender quando aquele curso absurdo de Cientista da Informação entrar ano que vem.


[4] - a piada recorrente na PUC Minas na época em que estava cursando Licenciatura em Letras era que o Papa Bento era igualzinho o Darth Sidious, Senador Palpatine, o Imperador de Star Wars. A semelhança era notável, e quem era nerd torcia avidamente para que o dinheirão que gastávamos nas mensalidades fosse para um projeto da Nova Estrela da Morte. Não concretizado, ficamos na mão... Eu seria uma ótima Stormtrooper.