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segunda-feira, 6 de junho de 2016

[bibliotequices] o caso daquele gerenciador de acervos que não-deve-ser-nomeado

Apresento à vocês o meu companheirinho imaginário: Dewey Potter.
Ele e a Dona Elza estarão fazendo participações especiais aqui pelo blog ou lá no canal do YouTube com coisas absurdas da Biblioteconomia - vulgo Bibliotequices.



Dewey Potter gosta de atazanar a vida das pessoas e coisas que não acompanham a organização reacionária dele. Dewey Potter também é um bruxo e vai para a Hogwarts da Biblioteconomia - aquela escola misteriosa e ideal que todo graduando acha que algum dia vai conseguir cursar/ter/ser professor, mas que até agora nada - e o "Menino que Classificou" também irá botar defeito nas coisas.

Porque é pra isso que ele serve.
Criticismo do baraleo.

Então...
O programa que "Não-deve-ser-nomeado" não me é inteira novidade. Quando estava na Letras em MG, ele era usado na Intranet da biblioteca do campus em fase de teste e tudo mais. Pensa que eu não sei que nos faziam de cobaias? Mas bem, a interface me é familiar e infelizmente dominar as artimanhas desse fiodazunha vem sendo um desafio nada estimulante aqui no claustro do Processamento Técnico.

Yep, escola estava em greve e é pra isso que estagiário serve.

Antes que eu puxe a varinha e me dê um Avada Kedrava na própria testa, Dewey Potter me mostrou alguns caminhos para fazer as gambiarras básicas para que o programa recuperasse informação com mais seguridade e menos bla-bla-bla.

Uma coisa que me irrita profundamente são livros com mais de 50 edições em anos diferentes. Isso quer dizer automaticamente para qualquer gerenciador de acervos que haverá 50 tipos diferentes de se recuperar a informação de um livro que poderia ser colocado como único no sistema e pormenorizado nos detalhes da interface.

Mas não, com Dewey Potter não funfa assim.

E for realzies, o trem custa caro. Tipo MUITO caro!
Se eu tivesse 10% do orçamento desse tréco que não funciona direito por problemas estruturais, continuaria um projeto de app para facilitar a vida dos bibliotecários escolares. Gente não custa nada, só pegar galera do Sistemas de Informação que amam programar e sentar junto à eles e falar das necessidades e ir vendo no que dá. Não jogando a organização do acervo em um programa (que não-será-nomeado) que não faz metade do trabalho que deveria ser feito.

Entendam uma coisa chamada contexto, povo de PR! Vocês vendem um programa que é perfeito para bibliotecas de médio e grande porte, com todas as funcionalidades escabrosas que esses centros precisam, mas entenda que se não tiver algo auxiliar, uma versão lite ou adaptada para o ambiente escolar, o trem não anda. Simplesmente empaca.
(Gente tem biblioteca na rede municipal que nem acervo direito tem... Sem PC, sem bibliotecário, sem infra-estrutura mínima para operar... Cuma que fica?!)

Porque não temos bibliotecários capacitados para isso - nem se fizerem trocentas oficinas pra ensinar - a galera mais velha não se impressiona com essas coisas, a galera nova tenta entender, mas se confuso pela complexidade, usuário/interagente não tá nem aí pra isso. Então o que fazer?

Pra quê complicar se é bom facilitar?
Pra quê?!

Nota para posteridade: se chegar a visitar certa capital onde se encontra certo programa-de-gerenciamento-de-acervo-que-não-deve-ser-nomeado, dar um pulo na T.I., descobrir quem fez essa bagaça e dar um tapa na nuca dos indivíduos. Obrigada por não facilitarem a vida!!