Pesquisando

domingo, 3 de julho de 2016

análise do Discurso arruína vidas

Análise do Discurso arruína vidas.
Ou o que a gente promulga como vida.

Essa criatura abençoada da terças e sextas me faz ter ataques escalafobéticos todo final de aula, poderia culpar o Foucault ou os teóricos, mas a persona em si, um docente, me fascina.

Estávamos na aula introdução da Análise do Discurso Crítica dos anglo-saxões - muita paciência e força na peruca com eles - e as ideias que eu tinha de organizar o TCC foram despedaçadas. E isso ao invés de me deixar pior ainda que já me sinto emocionalmente falando (sim, o monstro miserável aqui também fica estafado em sentir diversas coisas ao mesmo tempo), fez aquela chama do Prometeu saindo da caverna e dizendo: YOLO modafócas!! Chega da escuridão e Bora Rave!

Debaixo do link, problemáticas, discussões intelectuais comigo mesma (Faço isso direto no busão) AND possível tema de TCC futuro.
#RanganathanAbençoaFaixFavô



Problemática 1) eu ia fazer pesquisa de campo com sujeitos e seus discursos. Já começa a cabeça da hidra decepada: eu iria mexer com o discurso do interior para o exterior. Ia tocar no Ego, no Superego e no ID, ia pisar na psicanálise e ffs, não quero botar Freud no meio!

Porque Freud NÃO é suficiente pros absurdos descarados da Biblioteconomia (ainda mais a postura social do bibliotecário escolar). Entende? Não? Nem fucking eu!!

Então esquece questionário, esquece coleta de dados concretos atuais, vou ter que entrar na cápsula do tempo de Ranganathan e ir atrás das práticas sociais institucionalizadas de SER bibliotecário. Tipo, o que raios as políticas públicas de antes e agora constituem esse profissional e WTF a lei e os códigos de ética adotados pela gente ENTENDEM o que somos.

É daí que vou encontrar parte das reclamações diárias dos bibliotequeirxs como:
"Ninguém me vê, bua bua, como sou desassistido! "
"Conselho só serve pra tirar meu dinheiro!"
"A minha categoria não é unida, mimimi, por quê?!"
"Não vou fazer greve, porque ninguém para por mim"

Quiriduns, aí reside as cabeças adicionais daquela arrancada da hidra. Vou morder e assoprar, tentar provar por documentos q a possível razão da categoria bibliotecário, em especial bibliotecário escolar é um serzinho invisível, assim mais desvalorizado dentro da desvalorização que já tem dentro da Biblioteconomia. E além! Como o currículo da universidade garante que esses papéis de invisibilidade se perpetuem.

Problemática 2) vou falar mal de mim mesma, autocrítica não só da profissão, da categoria, dos valores agregados, do dispositivo acadêmico, da sociedade da informação, geeeeezuis terei q provar por A + B que se todo o aparato teórico que nos legítima na profissão não só está nos condicionando a sermos filhadaputinhas com nossos interagentes / quiançada / adolescentes / clientes / gestores / patrões, que isso afeta tanto a nossa percepção que reproduzimos um discurso que nem sabemos de onde veio.

É praticamente suicídio profissional, acadêmico e moral (eu me identifico como bibliotecárix ANTES de qualquer outra denominação). EU TOU AMANDO!!
Vivendo perigosamente.

Problemática 3) praticamente estarei dando razão pro discurso pedante, intencional, carregado de mecanização, aglomeração verbal e intragável dos engenhoqueiros que vivem cuspindo a torto e à direito o quanto o curso de Biblioteconomia vai acabar e não existirá mais bibliotecárixs.
Hmmmmmmmmm dá pra contra argumentar com algo da legislação também...
Será que hehehehehehe já sei da onde posso legitimar isso sem causar muitos alardes.

Problemática 4) Será que a única pessoa em que confio minha opinião e minha abordagem vai concordar com isso? Ela também questiona políticas públicas, identidade do líder de bibliotecas (sendo bibliotecário ou não), de como o discurso de muitos se manifesta na fala de uma amostra considerável. Se ela não topar, em quem vou me apoiar?

Já tou vendo que pra elaborar um viés lógico com argumentação cabível vai ser lindo. Véi vou ter q ler de novo o maldito do Nietzsche.

Que
Merda



Mas Foucault é meu pastor e vou catar alguma coisa do pessoal da ADC como o Van Dijk. Ou seria bacana dar uma visibilidade pras mulheres da Análise do Discurso brasileiro como a Eni Orlandi? Dúvidas para o referencial teórico, mas ideias surgindo aos poucos.

Mas donde veio essa raiva toda Dona Elza?

BIBLIOTECÁRIO NÃO PODE SER EDUCADOR!
É esse o nó na minha garganta. É essa a inquietação que senti ao estagiar 2 anos em biblioteca escolar. Eu como estagiária ou bibliotecária NÃO POSSO por lei e status quo ser enquadrada como educadora no sistema educativo, legislativo e acadêmico.

Mas eu passo cerca de 8 horas, 2 turnos, entre estudantes que fazem o mesmo exercício acadêmico de aprender e adquirir leitura e escrita, só que com outras ferramentas (no caso através do acervo da biblioteca AND capacitação constante no serviço de referência do balcão da biblioteca), mas continuo não sendo educador. Eu faço parte de uma equipe pedagógica, de um ambiente escolar, lido com termos, instruções, maneirismos, rotinas, DISCURSOS educacionais o tempo todo e não sou parte daquilo?

Mas se o interdiscurso (o que é de fora e influencia o de dentro) é que nos condiciona a sermos essa rasura de nossa própria legislação, por que não somos educadores, mas podemos ser cientistas, gestores, analistas da Informação?

A hidra decapitada com 3 cabeças agora, se tornou uma com 9 cabeças e tá ficando possessa por dividir 9 consciências ao mesmo tempo.

Mas oras!! A gente não aprende isso na faculdade?! Não se especializar em nada para saber de tudo um pouco? O currículo dos cursos de Biblioteconomia do Brasil não me garantem que aprenderei os 3 eixos da profissão?! Técnica, gestão e disseminação de informação? As disciplinas ministradas me dão noção disso tudo, além de me apontar que posso ser mais se aliar outras áreas?

Mas não SOMOS UM CURSO QUE BICA TODO MUNDO E SOMOS OBRIGADOS POR LEI A FAZER ISSO?!



Será q Ney Mato Grosso tava certo ao cantar vira vira homem vira lobisomem?
(E essa música é tão adequada para o tema)
A minha cabeça vai explodir, sério.

E sim, sou altamente suspeita por ter tendências megalomaníacas com as paixões de minha vida de escriba. E se eu não parar num hospital psiquiátrico, ter um aneurisma, não descanso sobre esse assunto. Até porque vai render umas risadas boas pra guardar para a posteridade.

Tou muito ferrada.
Yey!!

Se nada der certo: volto pra Letras 
#BejasNoChomskyNaumMeLigaTchau
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