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sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

[bibliotequices] vida de estágio

As condições financeiras costumeiras são sempre na beirada da falência e pedir arrego, nada de novo aqui, mas esse post queria compartilhar com vocês faz uns 3 anos. Como eu decidi sobreviver só de estágio.

As perspectivas para uma nova graduação ampliaram minha expectativas quanto a vivência na carreira que escolhi e as pendengas eternas de nunca ter dinheiro pra nada. Porque na verdade quase minha vida toda foi sem dinheiro pra coisa alguma, contando moedinha pra comprar as coisas que precisava e pagando contas.

Só que no Mario a gente consegue mais moedas que o costumeiro aqui na vida real.
Debaixo do link, vivências em estágio e algumas dicas. Essa postagem será editada em breve com mais coisa, tem muito assunto pra esse tópico!


Conseguir estágio no primeiro semestre foi tenso, muita corrida, muito currículo, muita cara de pau pra vender meu peixe bem mirrado, muita conversa com quem já tinha passado por isso, quase acertado para biblioteca escolar/universitária (rede particular de ensino) e fui fisgade pelos laboratórios de informática do Departamento. Foi compensador, me fez conhecer mais gente no curso e abrir meus olhos para a rotina de servidor público. 
(sim, eles fazem um tanto de coisas!) 

Aí o aperto financeiro e a curiosidade com iniciativa privada me levou pra bem... Aquela certa empresa conceituada e que financiou certo pato gigante inflável que certos coxinhas direitosos cismaram na época de certo impeachment. Só que daqui. E não mudou muito minha opinião quanto as grandes empresas. Fiquei em um arquivo fazendo companhia a uma aranha do tamanho do meu punho até pedir arrego. Ou melhor, alguém me salvar. Um colega de sala lembrou que eu tagarelava muito de biblioteca escolar, aí me indicou pra rede municipal de bibliotecários para eu ficar no lugar dele, aceitei na hora. Nem vi quanto ia receber ou como ia trabalhar, apenas fui. 

A experiência nas 3 escolas de ensino fundamental foi incrível. Teve mudança de paradigma, teve tornozelo atropelado, teve quiançada zoando, muito confete, muita leitura, esqueleto de laboratório e maluquices que postei por aqui durante um tempo. Foi bem dolorido sair desse universo paralelo, mas imensamente gratificante. Até psicóloga consegui nos esquema.
(e dinheiro sobrando no final do mês) 

Edgarzinho, o esqueleto do Laboratório de Ciências fez participação especial no balcão

Ficar no ambiente escolar me deu muitas ideias pra aplicar na Biblioteconomia, assim como compreender qualé desse sistema não juntar as duas áreas e se beneficiar da contribuição. Acabei caindo em um museu, atendendo a quiançada, falando de coisa véia e trocentas coisas inimagináveis que poderiam ocorrer na época dos ancestrais aqui da Ilha. Duas pedagogas estão comigo, cada uma com um perfil e um modo de enxergar o mundo, dividi também a experiência com uma colega da Pedagogia e outro da História, cada um com sua experiência sobre o local, sobre as mediações e sobre quanto o museu é importante pra comunidade.

Ultimamente ando bicando mais na Museologia do que o devido, mas ajudou pra caramba entender como nós aqui universitários não conseguimos fazer esse intercâmbio de informações e práticas entre os cursos e disciplinas. 

LADO BOM:

Experimentar diversos ambientes de trabalho e comunidades de leitores/usuários/interagentes/insira termo que mais gosta aqui é maravilhoso, também desafiador. As dificuldades que você pode encontrar em um lugar podem ser as vantagens em outro.

As conexões com as pessoas também é bom, se deixar um pouquinho da timidez de lado, e ir conversando com todos - desde chefia até a base - dá para se conectar com muita gente legal e empenhada no que faz. Isso ajuda pra caramba em viabilizar projetos ou seu serviço para não perder tempo demais com "pedi permissão pra fulane e estou esperando resposta".

Nessas horas que tem que fazer valer o protagonismo bibliotecário. Você não vai levar susto quando tiver atuando mesmo como profissional, porque já passou pelo pior xDDD


LADO RUIM:

A inconstância de estágio é algo preocupante. Não fixar em um lugar também perturba a mente de quem não entende bem a questão de estar estagiando (Você tá ai pra aprender, não pra virar uma ameba).

Os baixos valores de bolsa-auxílio também incomodam bastante. Creio que a legislação esteja um pouquinho melhor com o estagiário - tem dias de recesso, seguro de vida e às vezes vale-transporte - mas eu sinto falta de algo muito muito importante pra gente nessas horas universitárias: vale-alimentação. A especulação imobiliária perto de universidades, aliada a uma política de menos de salário-mínimo acaba travando a dieta de um estudante universitário que precisa estar apto a exercer atividades físicas (Yep, tá achando que carregar livro e arquivo é fácil?). Tem o Restaurante Universitário, sim, mas quem não está nas imediações da Universidade tem que trazer marmita de casa, e marmita é preciso de grana, grana de uma bolsa que já é merreca, grana que tem que garantir aluguel, transporte, manutenção de casa e alimentação.

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Viver de estágio está sendo uma meta que decidi assim que entrei na Biblioteconomia, como não pude aproveitar a vida perigosa em sala de aula por muito tempo na Letras (me faltou dedicação e habilidades), então nesse lugar sagrado entre as estantes eu iria me enveredar então. Depois de ver um egresso falando que não aproveitara muito a graduação e ter só entrado em estágio logo na reta final, ele deixou uma impressão na minha cabeça que vai ficar forévis: não se satisfaça com estabilidade em estágio, experimente todas as áreas que a Biblioteconomia pode oferecer. 

Esse conselho vou passar pra frente, mesmo que seja arriscado, compreendo totalmente o porquê de ficarmos temeroses em estágios, é vaga contada, com prazo de validade bem miúdo e remuneração baixa. E é bem por isso que me impulsionou a bicar pra tudo quanto é lado.


O trem é se deixar arriscar, pelo bem de sua carreira profissional futuramente.
E sim, tem que ter Plano A, B e C pra tudo!
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