Pesquisando

domingo, 26 de fevereiro de 2017

os paralelepípedos


Quando a constante no teu mundo é de "Sorrie e acene" quando não entende como lidar com a situação, é importante sempre manter algumas cartas na manga. E elas são amarguinhas. Então os constantes paralelepípedos que me atingem nas costas quando penso em fazer algo da minha vida romântica (nula btw), deveria ser por falta de oportunidade, não de coragem. Porque coragem não tenho alguma.

Essa postagem é criptografada, as usual, e regada de jazz choroso de Nova Orleans...
(Debaixo do link, aqueles trem que não gosto de teorizar, mas preciso já que terapia não é mais uma opção - mas escrever é uma boa...)



Aí quando a oportunidade vem - e minha cabeça começa a fazer o discurso fascista que não devo me meter com essas coisas, porque das últimas vezes deu ruim, deu péssimo, deu nó nas caraminholas, matou alguma coisa que era legal que tinha recém descoberto (Magia? Fofurices? Unicórnios?), me sentir envergonhade de mim mesme, do meu corpo, de minhas ações, de autoestima ser aniquilada com algumas palavras e todo o pacote de self-pity que alguém que não consegue equilibrar a vida emocional com a profissional pode carregar? Yep. O senso de responsabilidade vem batendo na porta com pontapé tipo Capitão Nascimento e a apatia vem juntinho no esquadrão.

Porque eu gosto muito da pessoa, mas de jeito nenhum que vou demonstrar se não ter certeza comprovada em cartório que tenho chances. Há regras internas estranhas pra isso acontecer e o universo é bem irônico e tr0ll com as pessoinhas que acabo tendo crush ou queira me relacionar sexual/romanticamente, ou são praticamente impossíveis de chegar perto ou estão naquela zona de perigo de "Se der ruim, vai estragar com algo bem legal que você estava tendo capacidade de desenvolver".

Não sei lidar com amor romântico, não sei lidar com a dança do acasalamento (tem outro nome menos bonito pra paquerinha, rolo, ficada e lalala?), em termos de referência potterhead sou como Rony Weasley com uma inteligência emocional do tamanho de uma colher de chá. E isso deveria ser a favor da minha pessoa, não ao contrário, o de me fazer querer investir.

Recebi o lindo conselho de fazer uma lista de prós e contras e divagar com todos os itens. Após o momento de entrar no estado de confusão "WTF tou fazendo? Você já tinha parado de pining over!", percebi que a lista muito se assemelha a um pedido de recusa pro meu músculo cardíaco: Nope, não tem como ser dessa vez, porque tem essa razão aqui, aqui, e aqui e essa aqui que tá implícita que também vai arruinar tudo, inclusive uma ótima amizade.

O episódio é Radio Letter, sabe? Quando a Laura tá pining pela Carmilla.
Minhas skills nessa parte são altamente questionáveis. Prefiro lidar com o inventário de uma biblioteca universitária ou reclassificar estantes para outro sistema do que começar a pensar que o maldito moleque zarolho e insano está pairando novamente. Melhor deixar baixo, faz mais sentido que o resto da minha vida de escriba.
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