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terça-feira, 11 de outubro de 2016

é CDD na silas uni




Fecha a conta, gente que A MINHA VIDA DE BIBLIOTEQUERE LACROOOOOOOOOU!!!!!!!
SILAS UNIVERSITY LIBRARY É CDD!!!!!!!!

terça-feira, 13 de outubro de 2015

sobre bibliotequices e créditos

Minha intenção ao criar o Bibliotequices foi de princípio catártico de descarrego de encargos, em outras palavras menos rebuscadas, era pra reclamar que nem uma velha coroca.

Nunca levei a minha forma de escrever esse blog à sério (e vai ver que é isso que funciona tão bem pra mim nessa vida, o não se preocupar tanto com o que escrevo) e tagarelar sobre o curso e a carreira onde pretendo me instalar até os dias finais de minha existência tem se tornado um imenso prazer pra mim. Sim, porque sou humana e os 140 caracteres do Twitter não iam aguentar as besteiras que costumo proferir em nome da Ciência (da Informação, mas hey! Ciência)

Acabou que o Bibliotequices vem sendo uma forma também de ter uma reflexão indireta do que raios eu ando fazendo da minha vida e o pior, o que faço da vida dos outros - já que estar na linha de frente em uma biblioteca escolar é praticamente apontar a porta de entrada pra diversas coisas estranhas nessa vida acadêmica para pessoinhas que não fazem a mínima idéia de como ser adulto é algo sofrido. Divertido às vezes, mas sofrido.

Já havia escrito como a informalidade nos espaços acadêmicos tem me ajudado a compreender melhor quem eu atendo, esse olhar besta e de cientista idiota (id e ota) não trazem vantagens para a  demanda que me aparece durante os dias. E chega uma hora que o beco sem saída aparece, e mesmo quem tem pouco tempo de estrada cansa subitamente devido à diferenças ideológicas entre aqueles que supostamente deveriam estar dando o exemplo e eu na ponta, tentando apreender (E aprender) tudo que posso nesse espaço curto de tempo.
(4 anos passam voando, acreditem)

Ter a oportunidade de conhecer pessoas que se dispõem a dedicarem suas vidas acadêmicas a estudar gente, ser humano de verdade, acaba me derretendo do modo mais meloso possível.
(Sim, os pompons sobem e descem no ritmo contagiante da lambada...)

Eu perco a minha frieza habitual quando vejo alguém competente fazendo um belo trabalho para a comunidade. Não só porque tenho esse fraco pela reforma interna da Educação aqui no Brasil, mas porque desejo ser esse agente volante de mudança. E quase um complexo de Messias, só que sem a parte de morrer de forma agonizante ou algo assim. Tá mais pra profeta de últimos dias com aquela placa alertando o que virá e o que a Humanidade deve fazer para ser salva.

Sim, megalomania está falando alto esses dias.

Creio que todo bibliotecário que converso tem um pouco desse "defeito", o de querer ser mais do que é para conseguir atingir seu público de maneira eficiente, mesmo com os poucos recursos, a falta de apoio das instituições, colegas de trabalho, de profissão e dos usuários, a briga eterna entre "Fazer porque dá dinheiro" versus "Fazer porque quer". O fazer bibliotecário se torna um estilo de vida, incorporado no sujeito e tudo que a gente faz é porque faz parte de nós mesmos.

É uma viagem mó lôca essas coisas se for parar pra pensar.

A Biblioteconomia ufscquiniana tem me proporcionado feelings de profundo desgosto e admiração em espaços de poucos segundos. É como apreciar um prato perfeito e perceber no paladar que o gosto está horrível. Às vezes a vontade de levantar da cama é zero, de chegar ao balcão, de abrir o sorriso, de se empolgar com o que faz. A academia come muito do nosso eu lírico, da nossa inspiração querendo ou não, a docência (in)descente arruína com muitas idéias, muitos sonhos, muitas ações. Aquela vontadezinha de mudar o mundo murcha a cada pelavra ou atitude absurda vinda da hierarquia maior. O gosto de se querer fazer algo para mudar a vida das pessoas não se torna fardo (Antes fosse!), mas sim daqueles cafézinhos adoçados com o pior tipo de aspartame do mercado. Cê sabe que não vai ter problemas de saúde com poucas calorias, mas por Odin de saias! Com oé horrendo aquele gosto que sobe.

Aí saio de uma palestra incrível com apresentações de trabalhos maravilhosos que tentam desvendar as nossas incertezas como profissionais. Gente que se importa com o que fazemos, como fazemos, porque fazemos. Gente que vê nas dificuldades de cada um de nós atrás do balcão, ou entre as estantes, ou no processamento técnico ou até mesmo em lugares inusitados de atendimento e dizer no tom mais amigável possível: "Eu, você importa. Sua voz também tem importância. Você gostaria de falar comigo?"

Isso é extremamente válido. Essa escuta produz profissionais e estagiários mais aptos a aguentarem o tranco mesmo com tantos problemas. Esse esforço de nos colocar como protagonistas de algo maior (e é gente, como é!), faz todo sentido pra gentinha sem noção, tagarela, com imaginação fértil como eu se sentir bem com o que faz. De ver futuro para o que tá fazendo, de não parar mesmo com as adversidades.

Eu me sinto honrada por conhece essas pessoas mais de perto, além dos muros invisíveis da universidade, além dos referenciais teóricos, as cátedras imaginárias, os títulos pomposos, os discursos furados querendo nos convencer que somos invencíveis. Não somos, somos invisíveis e é isso que a Academia deveria estar tentando reverter enquanto é tempo.

(E há pessoas fazendo esse trabalho lindo de nos colocar no protagonismo, isso é ótimo!)

Aos trancos e barrancos, a esses profissionais queridos, docentes, amigos, futuros orientadores de uma galerinha do barulho qu evai aprontar mil e uma confusões, vão meus créditos para essa coluna que comecei do nada por uma demanda interna (Pseudo-bibliotecária de referência é fogo viu?). O Bibliotequices tá começando ainda, mas já vislumbro vários posts sobre a área que possivelmente possam fazer alguma diferença na vida de alguém.
(Nem que seja para traduzir em palavras a reclamação de alguém, nem que seja por isso!)

sexta-feira, 25 de setembro de 2015

bibliotequices - o caso dos pronomes possessivos

E aí aparece isso na timeline (E não consigo me conter para fazer o carão e chiar...).

Gente, bora parar com noção de propriedade? Até onde sei, não somos objetos de consumo pra isso. Tenso pra caramba esse trem...
(Que tal valorizar quem trabalha nas bibliotecas e cuidar do espaço para o bem comum? Parece mais sei lá... humanitário...)



Todo mundo tem um médico que chama de "seu", se contrata um advogado, logo vira o "meu advogado"...e por que não o "meu bibliotecário? :)
Posted by Mural Interativo do Bibliotecário on Segunda, 21 de setembro de 2015

Esse trem de coisificar nossxs bibliotecárixs tem cara de capitalismo marxista e acreditem, é a coisa mais tensa que a gente pode conceber na sociedade. 

Primeiro porque você perde a concepção do "eu" em você mesmo, já que muitos gostam de se identificarem como "bibliotecárixs" não como outra categoria. Eu sou uma filhadaputinha dessas, tou até pensando em usar como orientação política e sexual: "bibliotecária", acaba englobando um conjunto de valores tão complexo que dá nó na cabeça do interlocutor - good, vairy good...

Segundo porque se somos mercadorias para serem tomadas e chamadas com pronomes possessivos por seus respectivos donos, vamos retroceder aquela época linda antes do Renascimento em que os bibliotecárixs eram realmente tratados como isso: meros guardiões de livros, mais mercadoria na estante do que realmente operante. 

Alguém aí viu/leu O Nome da Rosa
(É do Umberto Eco e ele é awesome! E vocês deveriam ver, porque ele é o linguista mais gente boa desse Universo)

Então, vai saber o quanto a vida é dispensável naquela época linda - e como agora está quase na mesma importância.

Plus: quando você usa esse maldito pronome possessivo é automaticamente anular o papel social de educador e profissional da informação que tanto tentamos manter desde Alexandria. O princípio também vai pra "meu advogado" ou "meu doutor", isso não era legal lá anos atrás quando só certa camada alta da população poderia "possuir" coisas. É tipo ferrar com nosso lema. Não quero ser "sua", quero ser de "todo mundo", porque É ISSO que a minha profissão se pauta, ajudar todos sem ver fuça de ninguém. 

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

#eunaBiblio - estantes arrumadas

Finalmente finalizando (???) a organização de estantes por gênero/whatever que o povo da Linguística gosta de taxar, mas que curiosamente o povo da Biblio esqueceu de colocar lá nas CDD, CDU e Tabela de PHA da vida. Seria classificação por subgêneros? Nunca vi listado o numerozinho  tinhoso de "romance estrangeiro" ou "ficção científica" por lá ou os desdobramentos de Literatura com essas denominações.

(BTW esse é aquele número incompreensível que fica na lombada, caros usuários. Aquela powha não serve pra nada pra vocês, mas é lindamente nosso guia espiritual dentro da unidade de informação. Sem aquele número, a gente se perde e acaba peregrinando no limbo dos livros da estante "Organizar".)

A organização das estantes era por ordem alfabética de título, com prateleiras limitadas e sem muito sucesso na procura. São poucos os alunos que sabem o nome do livro todo e vão nas estantes atrás dele. Mas há muita procura por "livros de histórias assustadoras", "Livros de fadas", "Livros sobre o jacaré que engolia um relógio tique-taque só que um pirata tinha trauma dele", bem nesse estilo. Já ouvi a do "Livro da capa tal cor", mas aí emendei com uma piadinha nada infame sobre estantes de correr e como os infelizes poderiam ser esmagados por toneladas de caixas e tomos pesados.

Se é pra traumalizar, que seja agora e brandamente.

O melhor foi organizar assim (gênero literário/discursivo/whatever) e deixar os estudantes ficarem à vontade nas prateleiras para procurar possibilidades quando estivessem dispostos. Tenho a experiência própria que um livro puxa o outro e continuamente em meu tempo escolar, parava na frente da estante de romance estrangeiro e saía pegando tudo quanto era título sem ter preferência por qualquer um. É assim que descobri um dos meus autores favoritos, logo repetir a fórmula em um experimento básico com a geração nova seria uma boa...

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

[lolz] Sozinho (O livro perdido na estante errada)

Me veio essa inspiração maluca após ler metade do livro "Encontros" do Tom Zé:
A letra cês vão reconhecer de quem é, mas como o assunto é abrangente para o próximo semestre que está se aproximando, irei deixar minha contribuição pelo semestre que se passou...

"Às vezes no silêncio da estante
Eu fico imaginando nós dois
Eu fico ali sonhando acordado
'O que você deve estar pensando?', no antes, no agora e o depois

'Por que você me deixa tão solto?
Por que não tem um chip de identificação colado em mim?
Tô me sentindo muito sozinho'

Não sou nem quero ser o seu dono
Dar baixa no sistema às vezes cai bem
Eu tenho os meus desejos e planos secretos
E você escondido em alguma prateleira por outro alguém

Por que você esquece e some?
E se eu não dar mais baixa em ninguém?
E se de repente, o inventário é essa semana?

Quando a gente cataloga
É claro que a gente cuida
Estagiário fala que foi Dewey
Só que é da boca pra fora

Ou você foi em MARC
Ou será que foi em CCAA2?
Ai, ai, ai, ai, ai.
Onde está você agora?

Quando a gente cataloga
É claro que a gente cuida
Estagiário fala que foi Dewey
Só que é da boca pra fora

Ou você foi em MARC
Ou será que foi em CCAA2?
Ai, ai, ai, ai, ai.
Onde está você agora?"

(Livro escondido na estante errada acenando frenéticamente atrás do bibliotecário para achá-lo bem rápido)
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