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sábado, 10 de dezembro de 2016

[bibliotequices] o tal do parnasianismo acadêmico


[Esse é o começo de um ensaio maior sobre o tema. Nos próximos capítulos da novela mexicana acadêmica, irei voltar com mais argumentos]
A expressão me veio em alguma hora estranha da madrugada, entre o escrever algum parágrafo de trabalho que não levaria a lugar algum, e o deliberar wtf ainda estou fazendo na Biblioteconomia da UFSC.

Ainda na crise de identidade com a Museologia, vou seguindo.

Lembro em que na Literatura Brasileira, com um professor uber crítico a la Mick Jagger, havia esse clima de anarquia no olhar científico do nosso objeto de estudo (a própria literatura), os sonetos de Camões foram destroçados, o hino nacional desconstruído e não sobrou muitos tijolos de fundamento na literatura nacional do período colonial para o final do século 19.

Realmente era uma aula de ouro, ainda bem que estava lá absorvendo cada lição.

O romantismo brasileiro me deixou com vontade de chutar os escritores fracassados, entre um autor e outro, o que mais me fez querer pegar uma máquina do tempo e chutar um traseirinho foi a galera do Parnasianismo. Eles sim mereciam ser esquecidos nesse Hall de "estilos de época".

Até Simbolismo eu suporto. Realismo-naturalismo também (menos Machadão. TUDO menos Machadão), aí as figurinhas carimbadas do "Arte pela Arte" que me chamaram atenção por um detalhe: a vida imita a Arte.

Hoje, inserida na Biblioteconomia vejo alguns padrões. E é uma pena que seja dessa forma.
O Parnasianismo se constituía como o novo Classicismo, aquele quê que os artistas perderam lá na Antiguidade, o apelo ao belo, simétrico, puro, limpo, esteticamente impecável com suas firulas de linguagem. A pouca audácia do poeta/eu-lírico fazer algo realmente edificante. Falar por falar.

É aí transpondo para o mundo acadêmico, parnasianistas everywhere.

Princess Kylie Aussie Sauce demonstra como funciona o papinho de parnasianista acadêmico
Começa com as coisas que lemos desde a primeira fase e vai evoluindo para uma cultura já enraizada na cientificidade acadêmica: pra ser alguém que presta, tem que publicar em uma Revista A1. Ou morra no ostracismo, ou fazendo palestra de Biblioteconomia Social (termo que igualmente desprezo pela sua implicação de que tem uma Biblioteconomia que NÃO SEJA social, uai modafóca?!). 

Produzir é algo sagrado e ali fica, ali se mantém, não se expande em nenhum momento e não atinge a sociedade em sua essência. Exemplos? Here we go:

1) você passa 4 anos em uma graduação para produzir trabalhos acadêmicos e um projeto de TCC, uma monografia e também um artigo para ser defendido para poucos verem e não haver aplicabilidade alguma. 
2) descarte e esquecimento dessas produções acadêmicas em algum lugar entre Repositório Institucional ou na gaveta da mesinha (os meus vão pro fogo quando termino o semestre)
3) a falsa impressão de que ao fazer isso, está efetivamente colaborando com a Ciência. Mas se é Teoria por teoria, então pra quê aplicar?

Essa guilhotina academifóbica produz pessoas muito muito estranhas e infelizmente altamente relevantes no nosso campo de trabalho e... Tchanananan docentes. 

O Parnasianismo acadêmico se acentua de uma forma bem sutil, esculpindo um ideal tão absurdo na cabeça dos graduandos de que só se pode crescer como profissional se não obedecer certas regras de convívio passivo em comunhão com a cumplicidade de produtividade nonstop

Biblioteconomia e a Graduação é algo além disso, gente.
Vamos ser mais conscientes de nosso papel nessa bagaça.
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