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quarta-feira, 11 de novembro de 2015

sobre relacionamentos (e os fins)

Olha que estranho! Eu sei dar indireta também!


quarta-feira, 4 de novembro de 2015

amor em suas particularidades - relacionamentos de longa-distância

Palavras sábias do @Berlin-artparasites.


I believe throughout our lives we meet more than one person who can be destined to be “the one”. I’m not preaching for...
Posted by berlin-artparasites on Terça, 3 de novembro de 2015

sábado, 12 de setembro de 2015

[Direto do Tumblr] Emoção versus Razão



http://carmilla-feels-hq.com/post/128882234622/dinahkorbae-i-cant


Já havia comentado o quanto a escrita de Carmilla the Series é soberba. O modo como Jordan Hall e Ellen (anamatics) Simpson apresentam as cenas é inteiramente apreciável quando se está falando de storytelling. Há tantas conexões com diversas simbologias que já perdi a conta de quantas vezes fiquei babando/deliberando teorias.

Essa cena foi emblemática durante a metade da season 2, pois já estávamos ansiosxs para saber quando as duas iriam pelo menos ter uma conversa decente. Laura com sua personalidade teimosa, rígida e cheia de convicções fez com que Carmilla - extremamente emotiva, broody lesbian vampire, e filosoficamente profunda em seus 334 aninhos - a deixasse de molho após término angst. Muito chororô, muitas explicações, muito vida real nos esquemas, magnifíco!

Então ao rever o episódio novamente e essa cena em específico, me veio a velha conhecida estória da carochinha sobre Emoção versus Razão, aí vai:

Você quer um bom exemplo da eterna batalha entre Razão e Emoção e como eles se sentem?

Esta cena mostra exatamente como essas duas vias são uma combinação condenada desde o princípio.
A Razão é tudo isso, por isso, se concentrar em tentar consertar as coisas, fazer as coisas direito, manter o controle e explicar tudo em uma lógica perfeita. É um terrível erro pensar que a Razão irá curvar-se, submeter-se a qualquer outra coisa.

Oh bem, mas não há Emoção: ela não dá a mínima para razões e lógica, certo ou errado, bom ou mau, vivos ou mortos. Há apenas o momento e como pode ser desfrutado plenamente. A Emoção pode ser muito para frentex e direto ao ponto. É aí que reside a sua força. A Emoção não teme a Falha, o Desconhecido, o Caos. A Emoção é tudo isso e muito mais.

Por ser muito mais, a Razão não consegue explicar por que sempre acaba envolvendo seus braços em volta da Emoção, beijando-a tão desesperadamente, como se fosse o fim do mundo, o fim de sua própria lógica. E quando elas se separam do beijo proibido, Razão apenas sussurra: "Eu não posso ...", mas não importa o que ela acha, o estrago estava feito.

Emoção sempre ganha a batalha, não porque ela rebaixa a Razão em uma poça de bobagens e feelings, apenas porque nesse exato momento em que a Razão disse "Eu não posso" é exatamente quando ela desistiu de todo o seu mundo de perfeição e justificativas. O "eu não posso" é um sinal perfeito da vitória.

Emoções sempre vencem. Sempre.

sexta-feira, 28 de agosto de 2015

fechadura e a chave

http://morerevenge.tumblr.com/post/127660505513/im-drowning-in-my-feelings-with-that-phrase


Depois do episódio 2x22 o fandom do tampão se desmanchou em lágrimas eternas. Revendo o episódio, principalmente na parte da conversa entre Carmilla e Laura (#HollsteinFeelingsEverywhere) senti uma certa similaridade com a Laura no requisito de coisas que se encaixam para justificar a existência de outras.

Apesar de não concordar com a mini-jornalista e suas atitudes um tanto exageradas (Mas hey! Todos nós tivemos 19 anos, eu estava trancada em casa do mesmo jeito que a Laura e o pai superprotetor dela), devo concordar com o modo que ela vê a Realidade - tão diferente de Carmilla que já viveu mais de 3 séculos.

Uma fechadura e uma chave: essas duas ferramentas foram bem colocadas no diálogo e definitivamente me fazem ter devaneios filosóficos sobre o que raios deve encaixar e o que não deve. (É pra encaixar? tem que ter a chave e a fechadura? É melhor que seja assim e não apenas como sempre foi só a chave procurando uma fechadura?)

O episódio tá aqui, recomendável seria se vocês vissem TUDO, TUDO, TUUUUUUUUUUDO!!
(Sim, tem legendado em português.)





sábado, 6 de junho de 2015

[videos] yann dall'aglio fala no TED Talks

Estava na pausa dos trabalhos estudantis para poder nomnom alguma coisa e me deparei com uma rodada de TED Talks bem bacanas para me inspirar no trabalho de Ética Profissional. 

Ainda na procura por um perfeito para a apresentação daqui uma semana, mas veio esse vídeo muito interessante do filósofo francês Yann Dall'Aglio falando um pouco sobre o porque do Amor na nossa época moderna está sendo feito de forma errada.



Achei pertinente dele retratar o modo de histeria da sedução como uma prática quase involuntária da nossa sociedade ocidental, o querer ser desejável e adorado ao invés de simplesmente ter a "ternura de amar".  Áudio em francês (Ulalalá) e legendado em português aqui do Brasil.

A carapuça serviu, tio \o/

terça-feira, 4 de novembro de 2014

registros de breakdown

Já havia discorrido sobre a situação que acomete essa que vos escreve sobre a linha tênue entre Amor e Ódio.

Se há alguém que me cativa ao ponto de me fazer amar/odiar ao mesmo tempo, é costumeiro que eu vá manifestar algum tipo de emoção encostada nessa corda de bandolim desgastada que musica meu coração.
(Sim, isso foi poético e cafona assim como qualquer coisa que venha fora do meu sistema nervoso)

Mimimi, mimimi, mimimi, porque é isso que virginiano faz quando tem crise de choro no meio do nada, por motivo besta e sem sentido e que com certeza vai levar a culpa toda pra cama.

poesia de Rosie Scanlan - On missing them


Tradução mazomeno:
"As pessoas sempre dizem que dói à noite
e, aparentemente (acordar) gritando em seu travesseiro às 03 da madrugada
é o equivalente romântico de estar com o coração partido.
mas às vezes
é 9 horas de uma manhã de terça-feira
e você está em pé no banco da cozinha esperando a torrada subir da torradeira
E o cheiro de poeira (com) a luz do sol e chá earl grey faz com que você sinta muita falta deles
você não sabe o que fazer com as mãos."

Rosie Scanlan, On missing them (via lespizzasjoey)

===xxx===
TICAN lotado, lendo livro teórico, ansiedade subindo as tampas quando percebo que não restou mais nada. Pior que o repertório musical não foi nada favorável, o álbum novo do Damien Rice é fossa depressiva do começo ao fim...

(Detalhe, fui pesquisar sobre a autora, a guria é blogueira e deletou todos os posts)

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

[eu não sei fazer poesia] empacotou

Empacotou tudo com o mais devido respeito,
Nenhum rancor, mágoa ou remorso
Arrependimento estrangulado lá no fundo
Não transparecendo nenhum Amor

Nenhum.

Enrolou as dobras com muito cuidado
Calculou cada espaço vago
Juntou tudo que havia de juntar
Lacrou com fita durex e empacotou

Ninguém.

O embrulho ficará ali por uns dias
Observando a rotina que não existe
Mais um único pacote triste
Nenhum rancor, nenhuma lágrima

Nenhuma.

Ps: Para ouvir no repeat até dizer chega - Smile Like you Mean It do The Killers

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Karma is such a bitch

Sempre é, Faith. Sempre.
Yep.

Não faça aquilo que não gostaria de receber dos outros.

Bem isso... e acabo esquecendo que na família rola o carma miojo (preparo em 3 minutos).

O mais legal de tudo?!
Prevejo uma linda crise de silêncio e recapitulação de cada errinho que cometi no passado até encontrar a resposta válida pra tudo.
(E não vou encontrar, quer ver?)
posted from Bloggeroid

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

profecias que nem são metáforas assim

Gosto de voltar ao mito de Eros & Psiquê, porque esses dois vivem me perseguindo since descobri que raios serve a Vida, o Universo e tudo mais (E não, pode parecer ilógico, mas não é 42).

A passagem abaixo é o oráculo de Apolo falando ao pai de Psiquê qual era o destino da filha nos próximos dias depois da confusão toda com a galera a colocando como deusa de maior beleza do que a de problemas de autoaceitação da Afrodite.
(Oh srsly, ma'am! 1º inventa o pomo da discórdia pra um fiodazunha sem miolos do Páris pra saber que era a mais bonita do Olimpo e depois me vem com essa de perseguir uma humana só porque a pressão social de seus seguidores não mais espanaram e varreram seu templo? Autoconfiança, queridona! Couching com Atena, porque aquela não desce do salto não...)



As figuras de linguagem que o troll do oráculo traz à tona são definitivamente toda a personalidade e essência do deus Eros, filho de Afrodite com Ares (Ou Zeus em algumas versões), em botar lenha, gasolina e C4 na fogueira e assistir o circo pegar fogo, seja lá qual for, dos deuses, dos mortais, de absolutamente tudo (Óia a cola universal aí). O próprio Zeus admite de q muitos de seus casos amorosos foram instigados pelas travessuras do menino alado com sua flecha envenenada de luxúria, paixão e inquietude.

Tudo bem que a ingenuidade de Psiquê a fez ter uma atitude completamente wtf quanto ao despecho do mito, mas o importante desse parágrafo printado é que a situação é uma metáfora muito bem versada pelo oráculo para ilustrar o senso de humor perverso das Moiras (São elas que conduzem os destinos de todos no Universo, essas velhotas não dão ponto sem nó, oras!).

As bodas fúnebres remete a idéia de que Psiquê - não esquecer que a palavra psiquê em grego significa "respiração", "sopro de vida", "alma", "borboleta", o si mesmo. - VAI MORRER quando se encontrar com Eros, o amor carnal, avassalador, aquele que espeta os outros com suas flechas ao bel prazer, mas nunca o real protagonista desse mito. O si mesmo se esvai ao se encontrar o Amor, assim como as faculdades mentais necessárias parase racionalizar algo. Aí é a Morte de Psiquê, o ego, a razão se vai para alojar o emotivo, o coração.

Fonte:  SymbolReader.net
Genro de sangue não-humano: dããããããããããããããããããããn, tá na cara!
Voa e assusta todo mundo e quer pegar mulher a todo instante, um claro sinal de quem estamos falando realmente, não que é um monstro cruel e feroz conforme a descrição, mas sim como ele se comportava quanto aos demais, rosto e corpo de criança com asas, mas um avassalador de códigos de ética, morais, destruidor de conceitos e desconstruindo toda a hierarquia divina ao se empenhar em atazaná-los.

Claro que a Morte irá temê-lo, pois está passível de também entrar nesse ciclo de paixonite aguda e fazer as mesmas besteiras que seus amigos olimpianos.

Enquanto os habitantes da cidadezinha estão alvoraçados pela partida da menina, temos esse contexto da pressão social que não a deixava isso mesmo. Psiquê subiu as escadas atrás do "esposo", pois não tinha medo ou dúvidas quanto ao seu destino: se apaixonar perdidamente pelo Amor.

O mito não termina bem, se pode se dizer, há o endeusamento de Psiquê, o real casamento com Eros abençoado pelos deuses (tipo, sogra vingativa até dá umas dançadinhas depois, wtf wtf?), mas vemos que há uma perda da essência para ser elevada aos céus. A Psiquê é totalmente ignorada durante os seus trabalhos hercúleos de agradar a deusa Afrodite, mas ao se casar com o filho dela, as amarras estão ali: a Psiquê, a alma, o ego, a respiração, ela apenas irá sobreviver ao lado de Eros.

Bucado triste isso, viu?
Mas serve de uma lição tremenda para as peripércias do Amor...
E nunca confie em oráculos, eles fazem predições em criptografia que dá vazão pra muita coisa estranha (Vide Édipo, hello?!)

(Ainda tenho a teoria de que Psiquê fez tudo por Afrodite, não pelo moleque alado, maaaaaaas meu ship não vai sair da baía tão rápido hahahahaha)

domingo, 13 de julho de 2014

A linha demilitadora

[post patrocinado por episódio estranho de sonho lúcido, gripélfica até as tampas e eventual silêncio reinando no mundinho azulado que tento manter intacto]

Lembro de um dia formalizar a metodologia de conhecimento para provar empiricamente que estou apaixonada a tal grau que seria impossível tomar algum tipo de atitude imatura.

Verificando os níveis de Amor e Ódio em um mesmo ponto.

Se a linha tênue delimitadora marca um começo de Amor, paixão, luxúria, prazer, ternura, carinho, altruísmo, empolgação - há também ali, entre 3mm da mesma linha uma demarcação para o ódio, ou a ira, a hybris, a cegueira da Razão, a universal torturadora de nossos desejos mais íntimos. Se você ama uma pessoa ao ponto de odiar isso ou odiar uma pessoa ao ponto de amá-la é que vai chegar a conclusão que tento sabiamente me acalmar durante esses dias de falta de bom senso.

Estão tão juntos que é bem fácil pular de uma para outra, quase como uma faceta da mesma moeda a girar.

Então, hoje, digitando meus medos pra fora em um gesto mecânico de meus pulmões, a conclusão vem, gaguejante, inocente, sentando-se em meu colo, saboreando cada palavra defensiva, borbulhando o caldo de suas frases, chorando e rindo ao mesmo tempo, como se nada importasse além desse sentimento de pássaro enjaulado, mas a gaiola sempre esteve aberta.

Amor e Ódio são praticamente gêmeos, nascidos de quase mesma intenção, mas desviados um do outro por situações. Encontrar o equilíbrio entre eles é um bocado dificil, mas experimentá-los de forma abrupta pode ser um passaporte para a perdição. 

Às vezes é preciso colocar essas coisas em ordem antes de se adiantar em qualquer movimento.
E damn! Nunca a letra e clima de uma música fez tanto sentido!



Posted via Blogaway


domingo, 23 de março de 2014

a procura

Só para constar: eu sonhei com você hoje.
Você está do mesmo jeito como eu te conheci quando era criança, sem mais, nem menos. o rosto me pareceu mais nítido, o sorriso está mais radiante, os olhos claros e ao mesmo tempo escuros também me fizeram ter ecerteza que você é real.
Possivelmente também é exatamente o que as cartas me descreveram um dia. Terei mais certeza quando fizer mais estudos sobre - se Tarot é a manifestação mais lógica que consigo perceber na Espiritualidade, então talvez seja uma boa saber no que estou mexendo antes de criar expectativas (novamente).

Sei também que você tem o pavio curto e não leva desaforo pra casa, se irrita fácil com muita enrolação e odeia que façam hora com a sua cara. Perfeito, porque sou exatamente a pessoa mais indicada para não atrasar o processo caso algum dia nos encontrarmos. Tá certo que desentendimentos irão ocorrer, mas acredite, consigo ser bem paciente quando a causa vale a pena esperar.
(E já que tive que esperar uma vida inteira antes e mais 27 anos nessa, creio que é sim algo que se valha a pena muito esperar para acontecer.)

Soube também que nós já nos trombamos por aí nessa vida aqui, brevemente, talvez tenha sido tão breve que nenhuma de nós duas percebemos o que era, e isso meio que me assusta e me alivia ao mesmo tempo já que o que as cartas disseram estavam de acordo com essa premissa.

Só queria dizer que ainda não coloquei a placa de neon certa na minha testa, talvez por precaução e/ou por medo, de qualquer forma, voltar pra conchinha não será uma opção até 2015, então quando o Destino (E a Lady Murphy que adora brincar com ele) decidir de vez, sei que vai acontecer.

Mas só para constar mesmo: sonhei com você hoje.
E era você mesmo.

domingo, 24 de novembro de 2013

percepções familiares nos diversos Amores

Gosto de metáforas. Elas me são úteis no futuro quando preciso revisitar aqui para entender porquê raios escrevi tal coisa em tal tempo e em tal situação, é um exercício de autoconhecimento que pratico desde os 13 anos e mesmo com a interrupção por conta de Sumo-sacerdote de Deus Ancião nas Profundezas do Mar, creio que voltar ao seu próprio texto pode trazer benefícios para a saúde mental.

Para mim, em minha opinião afetada pelo imperceptível joguinho cósmico de emoções e razões, o Amor seria representado como uma reunião familiar bem desconfortável.

Afrodite: "Vai lá, apronta mil confusões com uma turminha do barulho e
volta pra casa pra me contar os babados, ok fiote?"
Eros: "Mas mainha, e o estrago? E minha merenda?"
Afrodite: "Isso fala com teu pai, ele que cuida disso..."