Pesquisando

Mostrando postagens com marcador anarquia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador anarquia. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Sobre minha opinião acerca a Norma Culta Padrão de qualquer língua


[opinião expressa sem efeito de professar qualquer coisa ou alguém, apenas estou deliberando o papel da linguagem em nossas vidas e como algumas pessoas insistem em estragar esse exercício bom de se expressar linguísticamente]
Garoto: Não tente entortar a colher. Isto é impossível. Ao invés disto tente perceber a verdade.
Neo: Que verdade?
Garoto: Não há colher.
Neo: Não há colher?
Garoto: Então você verá que não é a colher que entorta, e sim você mesmo.

Sabe aquela passagem de 1984 que o coleguinha de biombo do Winston comenta que a próxima edição da Nova Gramática da Novilíngua/Novafala poderia vir com menos páginas que a anterior?

Então, é como vejo como os grammar nazis operam. Impedem sua manifestação oral e escrita - enchendo o saco que é errada, feia, não adequada, sem cabimento, e lalala - reduzem como podem todas essas para um grupo de "erro hediondo massacrante" e depois dizem que é pro nosso bem. Vide o ENEM com aquelas pérolas que todo mundo gosta de sacanear no final de cada prova. Não é uma questão de não saber ler e escrever, darling, é uma questão de extermínio silencioso de uma expressão individual que todos nós temos a capacidade de ter devido o tamanho anormal de nosso crânio comparado a outros primatas: a linguagem.

Predizer regras é dar um chute na reflexão da língua, qualquer uma que seja. Dizer que está errado e pronto (E tendo o costume bobo de apontar pra um livro de Gramática e dizer que a Verdade está ali) não é a forma mais eficaz de se instigar a reflexão da linguagem nas pessoas, todos sabemos disso. Passamos cerca de 8 ou 9 anos dentro de um sistema educacional que fica apertando essa tecla até o infinito, com raros casos de formar leitores e produtores de textos que têm algum tipo de consciência crítica sobre a linguagem e os modos de usá-la em diversos contextos sociais.

Poucos se esquecem que muitos não tem o mesmo privilégio de poder entrar em contato com um filosofamento mais aprofundado sobre a nossa língua materna e suas variações. Logo, os poucos preferem ou deixar baixo, ou serem chatos pra caramba (grammar nazi) ou tirarem proveito disso (religiosos, vendedores do Polishop ou políticos).

Para aqueles que escolhem ser tão ferrenhos com a questão da norma culta contra a linguagem formal, uma boa sorte, camaradas. O trabalho de vocês é penoso e nunca vai terminar ou melhorar. Já quem tem pelo menos o bom senso de ser solidário e ajudar quem não compreende a complexidade da Língua Portuguesa é um abençoado (E com certeza vai pros Campos Elísios e tudo mais). Esses poucos entre poucos costumam ser taxados de liberais demais com a língua e frequentemente são chateados por grammar nazis. Tentar fazer um grammar nazi se colocar dentro dos sapatos dos muitos que não tem os mesmos privilégios sociais que os poucos que instituem a lingua como padrão e tudo mais é tarefa difícil e muitas vezes sem resultado algum. Melhor estratégia: ignorar e prosseguir a vida sem se prender demais nas regras de um grammar nazi. Eles não sabem o que é se divertir com as palavras, brincar com as possibilidades e desvendar os mistérios de entrelinhas presentes em qualquer texto.

A linguagem não é estagnada, não é imutável, está em constante transformação porque ela não é um objeto cronológico de vida própria e externa, ela depende de nós, seres humanos, para evoluir. Quanto mais faço uso da língua, mais estarei a modificando em uma situação de nossa Realidade. Dizer que a Verdade Absoluta está em um compêndio organizado por pessoas que não fazem questão de acompanhar as pequenas mudanças sociais em cada santo dia é o mesmo que ler uma bula e acreditar piamente que vai sofrer de TODAS as contra-indicações. É absurdo, inviável, questionável e violável.

SIFALA COMO SISCREVI me é delicioso, invejável e extremamente desejado, mesmo que seja tão anárquico e imprevisível quanto o pensamento único de cada indivíduo. Padronizar é preciso, mas cristalizar a fórmula por quase 200 anos de República e ignorar os novos tempos é tontice. Não aceitar outras formas de linguagem é pedir pra ser ermitão em um mundo tão influenciado socialmente e linguisticamente por tantas fontes, o belo dom de se comunicar é o único bem privado que temos a chance de fazer o que quiser de forma espontânea e sem culpas. Legislar que sua linguagem é errada e inadequada é matar esse sentimento de pertencimento de si mesmo, é condicionar uma identidade em constante construção em um conjuntinho de regras feitas por poucos para muitos. Catar erros de ortografia para se sentir superior aos outros é babaquice, manipular o mundo com uma Gramática debaixo do braço é mais babaquinha ainda.

Preste atenção ao seu redor, todos nós somos únicos, assim como a linguagem que cultivamos desde pequenos. Trabalhar as diversas formas de manifestações linguísticas em nosso cotidiano é necessário, mas não obrigatório. Ser grammar nazi não te traz vantagem alguma, ser um questionador da língua sim. Mesmo que nossa sociedade prefira obedientes cumpridores e não formuladores de leis, mesmo que o mundo atual esteja lotado de chatinhos de galocha que gostam de dizer que você coloca vírgulas demais em períodos ou que sabem conjugar o verbo haver no pretérito-mais-que-perfeito. Mesmo que defendam que a Norma Culta é o Português Correto, mais adequado, mais entendível para todos, não quer dizer que seja a Verdade Absoluta.

Não há colher alguma.

Ps¹: E dude, os Grammar nazis. Esses são dignos de risadas acima de tudo (Porque não gostamos de sua extrema direita na política e no jeito de falar/escrever).


terça-feira, 1 de maio de 2012

Anarquia no Mundo Potter?

Nesse feriado friorento aqui em Belfalas, algo veio me atormentar às 6h17 da manhã (E não era o celular me mostrando atualização do Troll Like a Girl). Opiniões aqui expressas são de minha inteira responsabilidade, sou eu que fico divagando política em mundos fictícios!

A pergunta pertinente: 
Seria o mundo Potteriano um exemplo de Anarquia Utópica? 
Senta que lá vem teorias sócio-politicas...




Se é que podemos colocar assim a pergunta, mas pensa bem: Quem comanda aquele Mundo mágico lá? Há representação hierárquica além do Ministério da Magia - e que mesmo assim não chega a ser tão como "Detentor de Leis", tá mais para regulamentador de Leis.


Nunca vi a J.K. Rowling comentando sobre as relações entre Ministro da Magia e Coroa Britânica. Ali nos últimos livros há passagens de contatos entre o Ministério e o Primeiro Ministro Britânico por conta dos ataques contra trouxas que Voldemort e seus voldetes estão causando, mas nada concreto se é uma aliança, uma submissão ou qualquer outra coisa. Não há nenhuma dica se eles reportam isso a Rainha ou se há algum representante do Ministério lá no Parlamento, fiquei confusa.

$(function(){$.fn.scrollToTop=function(){$(this).hide().removeAttr("href");if($(window).scrollTop()!="0"){$(this).fadeIn("slow")}var scrollDiv=$(this);$(window).scroll(function(){if($(window).scrollTop()=="0"){$(scrollDiv).fadeOut("slow")}else{$(scrollDiv).fadeIn("slow")}});$(this).click(function(){$("html, body").animate({scrollTop:0},"slow")})}}); $(function() { $("#toTop").scrollToTop(); });