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quinta-feira, 27 de julho de 2017

O que fica pra trás


Quando a gente desiste de ser trouxa, muita coisa fica pra trás, umas que dava pra conservar, mas que por precaução vamos manter bem dormentes e trancafiadas pra não cair na mesma trouxice. Outras a gente deixa porque senão endoida o cabeçote. 


Debaixo do link, catarse.

sexta-feira, 9 de junho de 2017

there's a hole here - it's gone now


Créditos: Helen Green

Essa postagem era para ter saído no dia 09/01/2016, mas por forças maiores e óbvias só consegui voltar a ela hoje. E tá incompleta, porque dói. Dói demais.

A minha breve história de adoração por David Bowie.

Fui conhecer o dito cidadão de Marte disfarçado de Duque quando era pequenine. Tinha esse VHS do Queen (Greatest Hits volume II) que começava com "Kinda of magic" e o segundo vídeo era todo agitado com um robô com a cara do Mercury. A música era "Under Pressure" e eu adorava ouvir o baixo dessa música. A voz que cantava com o Freddie não sabia quem era, mas hey! Aquele VHS furou de tanto eu rebobinar.

Cresci, a escola com seu intuito de instruir jovens como eu, resolveu passar Diário de um Adolescente e Christiane F. pras turmas. Óbvio que foi sem debate e nem escrever aquela redação com frases como "Não use dorgas, mmmmmkay?". Eu não tava nem aí pro enredo do filme (que aos meus 12 anos era pavoroso), o que me chamou atenção foi esse cara finérrimo, ali no fundo da cena, cantando Helden e Station to Station e na hora reconheci a voz: era o tio junto do Freddie!!

Em 1998 Internet sequer existia na cidade onde eu morava e pra descobrir quem era o bendito foi um sufoco. Saber dele mesmo só em 2001-2002 através de uma fanfiction muito fofa de uma escritora com email bem weird (garotadaserraeletrica yey!), ela havia começado a fic citando Bowie e depois finalizou com festa de arromba com Rebel, Rebel.

Meu coraçãozinho foi tomado pelo alien ruivo canhoto com as duas aranhas de Marte naquele instante.

2004 fui pras playlist dark e Trentonildo fez uma parceria boa com Bowie, I'm afraid of Americans me rendeu muita risada e piada interna com a Ella Dee, assim como a interpretação de Hurt mais doída possível.

Quando entreguei minha alma pro Vaticano a prestação (PUC) o Patrono ecoava em meus ouvidos por questões de sobrevivência, eu sabia que não ia aguentar o tranco da adultice e toda parafernália teórica sendo entulhada dentro do meu cérebro antes de completar 19 anos. Me refugiado no conforto da voz tão diferente de um cara que se reinventava a cada década, ria um bocado com a fase dos anos 80 (China Girl e Dancing in the street, gente!), entendi o angst em Christiane F., a trilogia de Berlim, as parcerias com Lou Reed, Iggy Pop, Placebo, Tina Turner e Cher. Fiz a viagem ao contrário, vamos dizer assim. 

Até encontrar uma admiração profunda pelo seu alterego Ziggy Stardust.
Ziggy é o Starman, provavelmente bateu altos papos com Major Tom sentado em sua latinha de alumínio. Ziggy cantou Space Oddity e jamais esquecerei de como isso significou pra mim.

Ali na fase EBM dos anos 2000 achei que não ia largar da minha crendice em ficar no Bowie dos anos 70, me surpreendi com Heathen e a Reality Tour. Heroes tocava no repeat no final de 2007, precisava acreditar naquelas palavras.

Dali pra frente meu amor incondicional a um cara britânico que eu sabia que jamais iria ver um show seguiu e continua até hoje. David Bowie foi um dos poucos artistas que me representa como pessoa, desde sua camaleonice com fluidez, ao modo de tratar a realidade com aquele sarcasmo lírico que tanto preciso. Forévis no meu coração, Duque. Rei dos Goblins. Nicholas Tesla. Clone da Tilda Swinton. Forévis.

Obrigade por existir nesse espaço-tempo em que habito ainda. Você sempre será meu ídolo, meu pai que nunca tive, o cara dos meus sonhos, minha terceira avó.




terça-feira, 30 de agosto de 2016

cobrança dá a volta e meia e volver




Cobrança é gatilho pra eu pedir arrego e sair correndo na direção oposta. Por que sou irresponsável?
Muito longe disso. Eu sou uma bolinha de ansiedade que constantemente se cobra mais que o saudável.

Cresci num meio em que tudo que eu pudesse fazer era passível de uma cobrança a mais. A mais nova na sala de aula - tem que estudar mais pra alcançar os coleguinhes - a única "menina" que se misturava com a maioria de "meninos" - tem que jogar bola bem, jogar vídeo game direito, saber a escalação do time do Brasil em pelo menos 3 copas, e por aí vai - até às cobranças psico-familiares que alguém pode ser submetido quando se divide o espaço com alguém com traços possessivos e territorialistas que me inibiam de muita coisa.

Quando vejo que alguém está cobrando demais de mim, seja a mínima coisa, vai cutucar 3 tipos de ferimentos graves dentro desse músculo cardíaco que não me serve de nada por enquanto:
1) se está cobrando é porque não estou fazendo certo. E é a minha obrigação fazer tudo certo. 
2) se está cobrando é porque deixei de fazer algo por conta da minha natureza supercética, nada antenada em sutilezas e entrelinhas das indiretas.
3) se está cobrando é porque tá na hora de ir embora e eu não saquei isso ainda.


A cobrança traz alguns amiguinhes bem fodidos como o ciúmes, a possessividade, as suposições exageradas e a visão unilateral de mundo entrarem na dança. Ela me agride mais que a indiferença ou a falta de comunicação, esse fantasma amaldiçoado parece me perseguir às vezes em algumas instâncias da minha vida de escriba.

quinta-feira, 15 de outubro de 2015

hoje não, lulu

Sabe o discurso do Aragorn dizendo que não esse dia que as tropas de Gondor e Rohan vão desistir e bla-bla-blá? Pois é...

Apesar de não ser chegada no dunadéin - e preferir mil vezes o discurso suicida do Theóden, o rei mais awesome de Arda depois de Fingolfin - devo concordar. Hoje não.



Mas fica difícil quando as vibes de outubro chegam no modo avalanche com gripélfica excessiva, Zé Bunito Walter jururu porque também tá doentinho, a falta de verba para final do mês (Eu sei, tamos no meio ainda, but!), desestímulo nos pequenos projetinhos que faço no local onde trabalho, aquela sensação de porre em uma aula em particular, ter que encarar uns Wanderleys da vida martelando o fundo do meu cerebelo (Todas as funções instintivas estão ali, vai vendo!).

Outubro é assim, todo santo ano tem alguma coisa. Grande, enorme, mas alguma coisa. Aí o jeito é se agarrar no que tem, no que se quer conquistar e repetir o mantra da Bianca citado acima: Not today.

Porque pensa bem, poderia ser pior. Há cenários mais aterradores, já revisitei tudo em sonhos essa semana com a famosa sessão pesadelo, legal é acordar no meio da noite e virar pro outro lado já sabendo o que está a acontecer. 

Banalidade hits forte nessas horas.

Why do I should bother anyways...?

Apenas para lembrar quando eu voltar nesse post no final do mês, que uma vez Deus disse: "Somedays are better than others. Somedays..."


quarta-feira, 5 de agosto de 2015

arquivoversao1corrigidoqueaguerradeegotahdemaisessesdias.doc

Não sou adepta de guerra de egos. Tenho uma reputação a zelar - a de cara-de-pau que não toma partido algum em cima do muro? - e esta acaba pendendo na balança quando assuntos sérios são colocados em pauta.

Para introduzir esse assunto delicado em nossas rotinas trabalhísticas, românticas, conjugais, familiares e outras instâncias de pública e particular adversidade, apresento a minha paranoia constante de arquivos errados feitos em conjunto. Tenho pesadelos com cópias erradas de trabalhos acadêmicos e fanfiction. Sério. É um pavor insano que me acomete desde a graduação na PUC, nos tempos áureos de disquete 3/4, diversos emails na caixa de entrada com títulos do tipo: 

arquivoversao1corrigido.doc
arquivoversao22corrigidofessorapodecolaranexo.doc
arquivoversao666corrigidoversaofinalcorrigidafessorapodeclicarqueehessemesmo.doc

Junto a estes emails, frases de puro pânico como:

COPIA PARA A PASTA NO PC!!
COPIA PRO EMAIL DE ________ (nome de alguém do grupo ou amigx de sala)
COPIA PRO DISQUETE
IMPRIME E REIMPRIME E IMPRIME DE NOVO!

Era uma verdadeira maratona de paranoia que só terminava quando imprimia finalmente a versão aceitável, colocava o encadernamento e deixava bunitinho na mesa dos professores. Sempre deu certo, nunca me falhou dessa forma. Quando trabalhava em conjunto é que me perdia nas versões de arquivo, até que o Google Drive veio para salvar minha pobre alma designada ao limbo da edição de arquivos em conjunto com diversas versões.

Tenho tino de quanto é importante fazer anotações durante reuniões, como é bom manter um registro documentado em mãos para poder argumentar antes, durante e depois, é essencial para se cobrar ou justificar algumas situações. Mas o que fazer quando esse poder não é delegado a sua própria pessoa e sim outrém?

E o mais importante: e quando toda uma estrutura é negada quando esse registro é desvalidado pelo "erro" cometido no meio de uma guerra de egos?

sexta-feira, 15 de maio de 2015

morgan vanessão ahazou queridona!

Ídala ahazando hoje na minha vida!
Subi no status de beeeeeshice, consegui parar uma moto na BR feito Vanessão.
Tá, foi uma estrada aqui da região, mas valeu pela experiência.
Só que não, tá doendo pacas.
(yo soy un travequim de darkroom, usted no me conoces. Yo digo: pára la motoca en lá BR...)

O problema é que meu tornozelo ficou pra roda passar, a reação básica foi me jogar no asfalto e recolher a perna atingida pra não ter tudo esmigalhado e sentir todos meus medos pularem de um canto bem escurinho da minha mente perturbada pra beirada entre minha lingua e os dentes. Não chorei, mas pedi pelo amor dos deuses para não desmaiar ou cair no sono ali no meio da faixa de pedestres.

O rapaz que me atingiu foi super atencioso, ficou desesperado, óbvio, mas foi responsável com o que tinha acontecido. Ambulância chegou rápido, o atendimento no Hospital também (Nem consegui pegar os nomes de metade do povo que me atendeu, poxa vida!), não vi os detalhes bacanas de ser conduzida em uma cadeira de rodas - não gente, isso não me é nada horrível de se experimentar, na verdade estava me sentindo à vontade no estado em que estava, entre o ansioso, morrendo de frio, com a adrenalina pulsando e a sombra de uma possível crise de dormência por causa do susto.

Lado bom disso tudo?

Achievement Unlocked: PAREI COM A MOTO NA BR!!


Agora posso paquerar fisioterapeutas sem ter medo de ser feliz.
(I know plaaaaces)

Conheci um tiquinho só da rotina do pessoal do SAMU e dos Bombeiros, como eles atuam numa calma infinita e estão preocupados com nosso bem-estar.

Fui acalmada com a recomendação da médica que me atendeu de imediato: "Você vai tremer por uns 20 minutos, mesmo com o cobertor, é a adrenalina querendo sair. Se quiser chorar, chora. Você tem todo direito disso. Não tem medo de chorar, vai te fazer bem." e aí eu ri e vi minha mãe chegando na porta da Emergência. Chorei e agradeci a médica sem nome visível por me permitir fazer isso sem parecer idiota comigo mesma.

O lado ruim?

A tala.
A dor.
Os pensamentos meio estranhos que passam quando fecho meus olhos quando tou deitada.
As saudades que sinto esmagar a cavidade toráxica.
Os sete dias na cama.
A minha calça mais ajeitadinha foi arruinada por ser cortada pra tala.

Happy dia de Freya!

segunda-feira, 4 de maio de 2015

oh, os sinais lindos

Vamos ao resumão da segunda pós-bad vibe?

Fui quase atacada por um rottweiller - ali na estrada pra Santo Antônio, duplinha gorducha de rotts do lado de fora. Eu na maior calmaria andando pra escola e decido fazer algo. Tento tocar a campainha da casa. O que estava mais perto mordeu parte da minha blusa, uma mordiscada do tipo: "Não, não deixo". Fui me afastando lentamente e disse friamente: "Tá, não vou mais. Deixa pra lá.", ele tentou mordiscar minha perna. Me afastei calmamente sem dar alarde.

Chego no mercadinho ali perto e pergunto se as meninas não tem o contato da senhorinha que mora na mansãozinha dos doguinhos. Pessoa liga, senhorinha desesperada corre pra botar os marmanjos pra dentro. Tarefa cumprida, fiz minha boa ação da semana.

Sem almoço, mas comemoração de aniversário duplo na escola, yay bolinho com recheio gostoso!

Descendo a rua pra pegar o busão pro TITRI, guri passa de bicicleta na esquina, voando, sem avisar nem nada. Por pouco não me atinge. Quando me recuperei do susto só vi um bracinho me cutucar: era um guri da escola, muito legal e querido, não deve livro e gosta de poesia. Pediu desculpas, perguntou se eu tava bem, foi embora. Fofo.


Aí descubro que meu vale-transporte não foi creditado.
E não recebi um tostão de salário.
E que só tenho R$ 2,00 na carteira pra voltar.


E a vida, minha gente?
A vida continua!

sábado, 31 de janeiro de 2015

[videos] living with a black dog - WHO

 Lembro de estar no scrolling infinito do Twitter e ver um perfil relacionado de cards sobre coisas que faziam as pessoas sorrirem, tipo motivational poster, só que sem lolcats e piadinhas nerds ou /a/ ou /b/
Apesar de às vezes não levar muito a sério essas coisas por um tempo, comecei a rever alguns conceitos quando a Samara deu o primeiro abracinho no meu calcanhar. Sempre há um trigger para poder subir do poço, certo?
Hoje é um daqueles dias, em que fazer qualquer coisa não vai justificar o porquê estar me sentindo culpada/cansada/vazia. A fase de irritação veio na semana passada junto com a amiga ansiedade, fui caminhar as benditas pra fora, circulei o bairro inteiro, descobri novos caminhos para a praia, dei um jeito de deixá-las cheirando um poste qualquer e ficarem por lá.

É como ter um bode de estimação amarrado a sua perna 24 horas por dia. No caso desse vídeo da World Health Organization (WHO), é um cachorro preto (Será que a letra de Dog days are over0,,,,,,,,,,,,,,, é pra isso também?), e eu nem sabia que essa expressão existia:



Bem, há o fato de ter mudado de temperatura drasticamente de ontem pra hoje, sendo que os 32º básicos dos dias virou para 23º no máximo 25º. Talvez eu sofra de seasonal depression, vai ver que é isso o porquê eu odiar inverno - me deixa mais lenta, mais sonolenta, pouco confortável com meu próprio corpo e definitivamente traz todas as possibilidades de pegar um resfriado ou gripe devido a falta de noção das pessoas.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Aqueles dias benzidos

Hoje vai ser um dia ótimo.

Porque acordar de pesadelo doído, passar a manhã mau humorada e ser obrigada a ceder pro TOC do "não lembrar de rotina besta que supostamente não deveria me deixar de fazer as coisas" não me é nada feliz.

Então essa powha de dia tem que ser ótimo, senão vou ter que ir pra psicóloga com um assunto pior que depressão.

(Pqp PTSD de novo não, please? Não é justo logo agora!)

terça-feira, 4 de novembro de 2014

poesia de Rosie Scanlan - On missing them


Tradução mazomeno:
"As pessoas sempre dizem que dói à noite
e, aparentemente (acordar) gritando em seu travesseiro às 03 da madrugada
é o equivalente romântico de estar com o coração partido.
mas às vezes
é 9 horas de uma manhã de terça-feira
e você está em pé no banco da cozinha esperando a torrada subir da torradeira
E o cheiro de poeira (com) a luz do sol e chá earl grey faz com que você sinta muita falta deles
você não sabe o que fazer com as mãos."

Rosie Scanlan, On missing them (via lespizzasjoey)

===xxx===
TICAN lotado, lendo livro teórico, ansiedade subindo as tampas quando percebo que não restou mais nada. Pior que o repertório musical não foi nada favorável, o álbum novo do Damien Rice é fossa depressiva do começo ao fim...

(Detalhe, fui pesquisar sobre a autora, a guria é blogueira e deletou todos os posts)

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

o médico precisa de um médico

Exultante por estar 2 dias direto sem ter ataque de sono repentino em qualquer lugar (Nem no busão indo pro estágio e faculdade), tenho um bem demorado na fila esperando pra ser atendida no HU.

Ótimo. Como se a vida já não estivesse awesome.

(Será que se eu der uma raquete de pingue-pongue pro Walter ele joga com o reflexo dele no espelho?)

domingo, 26 de outubro de 2014

Conclusões do sábado perdido

Olha, tenho certeza que hoje poderia ter sido pior.
Eu podia estar sóbria.

terça-feira, 21 de outubro de 2014

Conclusões da semana numa terça

Acho que faço mais estrago sóbria do que se estivesse bêbada ou sob efeito de drogas.
(Porque, olha, não é possível...)
Edit: yep, sim é possível. Agora é calar a boca, engolir o choro é consertar a bagunça que sobrou.

domingo, 22 de junho de 2014

Acontece, não sempre

Porque se você ouve The Scientist e Fix you do Coldplay no repeat é melhor cogitar ajuda externa o mais rápido possível.
(Feriado de merda, sério)

A vida seria tão mais legal com menos coisa pra cachola pensar e teleporte.


Posted via Blogaway
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