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segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

os embalos da adolescência nos anos 90

Voltando a fazer a listinha das 20 coisas para se escrever quando estiver em um bloqueio de escrita e adivinham o que apareceu nos itens que não havia feito ainda?

Write about the highlights of your adolescence.
Escreva sobre os altos de sua adolescência.

Aumenta o som aí que o pop-trash-anos 90 vai começar a tocar!!



Se você é criada em uma cidade que é um ovo, com uma cultura extremamente tradicionalista, recheada de preconceitos, cobertura de família de roça com direito a coronelismo, pode ter certeza que vai ser uma pessoa revoltada com o sistema vigente de alguma maneira.
(Yoooooooooooo feck dah system!!)

A cidade era Betinópolis, região metropolitana de Belzonte em General Chicks, o ano era 1995 e tudo mudou quando fui morar nesse vilarejo-brejeiro durante 17 anos de minha vida. Passar o resto da infância, pré-adolescência, adolescência hardcore e começo da adultice foi como um pesadelo bem longo e refinado de coisas interessantes. Minha capacidade de tolerância com cidades pequenas foi pro brejo (Com a vaquinha e o mato sem cachorro) ao viver tanto tempo por lá.

Maaaaaaaaaaaaaaaaaas a minha adolescência foi um tanto habitada por muitas coisas boas e ruins. Só vou falar das tosqueiras aqui na postagem.

Debaixo do link: música dos anos 90, muita coisa tosca, muita frustração, hormônios dentro do armário aaaaaaaand coisas estranhas acontecendo.

sábado, 14 de janeiro de 2012

O possível Caos no IML de Betim

Se você tem problemas com menção de cadáveres, discursos políticos imparciais e/ou defende tudo que o Jornal Tempo Betim escreve nas sextas-feiras, não leia. Srsly, se ler não vem comentar depois que não gostou, eu te avisei!! Não, não tem fotos nenhuma, é só texto mesmo.

Sim, apesar de ser uma roça, o Vilarejo Brejeiro tem um IML instalado pela Polícia Civil.
Essa semana houve um principio de caos por lá por falta de funcionários – segundo fontes o contrato de concessão de estagiários e funcionários públicos da Prefeitura para fazer o serviço administrativo e mão-de-obra foi findado e não mais renovado. Então se alguém morre na sexta só vai ser liberado na segunda que vem.

# Reportagem Original donde foi inspirado esse post – LINK

O incrível jornal tão imparcial na atividade no território roceiro – O Tempo Betim – tentou esclarecer algumas dúvidas sobre o funcionamento do Contrato entre Prefeitura Municipal e a Polícia Civil, mas foi feio em detalhar as condições de trabalho visadas no IML Betinense. Acho que eles não se interessam muito em saber como é o ambiente de trabalho em um IML, anyway, apenas as irregularidades que ocasionalmente acontecem por falta de profissionais especializados e infraestrutura fragilizada.

# Reportagem do mesmo jornal sobre o descaso no IML – LINK.

# Reportagem no GloboMinas e Uai.com.br sobre a reclamação dos vizinhos do IML pelo mau cheiro – LINK 1 & LINK 2.

É porque o Jardim Casa Branca é bairro de rico e não pode haver pertubações nasais ocasionais, então a solução é jogar o IML lá pro bairro Cachoeira onde só tem população de baixa renda e já tem um cemitério mesmo. Mais fácil né? Bem mais fácil. Ninguém nunca cogitou a possibilidade de jogar o Rio Betim lá no Cachoeiras ou em outro bairro pobre (Parte do Rio Betim na região central se encontra as margens de um dos bairros de “classe alta” da cidade: Jardim da Cidade). O rio cheira ruim também, oras!

Para dizer que é culpa da administração municipal atual – diga-se de passagem que o termo “imparcial” acima é porque o jornal é fabricado pela oposição da atual administração, então colocar a culpa em alguém do partido contrário é a primeira linha da lista – foi unânime, um absurdo eles não renovarem os contratos do povo que trabalhava lá! Que Prefeitura desleixada! Funcionários irresponsáveis! Um absurdo não ter um escrivão e um médico legista! Um absurdo mais ainda meu parente morrer na sexta e só ser liberado na segunda!

Caso não se lembrem – e realmente brasileiro TEM memória curta – o IML de Betim começou a funcionar não tem nem uns 3 anos, no final da gestão do PSDB em parceria com a Polícia Civil para casos de Perícia Legal mais brandas como crimes de abuso, corpo de delito e identificação de corpos e tudo mais e o grosso, o pior, o mais grotesco ia pra Belo Horizonte, onde há mais de 70 anos dessa miserável cidadezinha fazia as autópsias, exames de DNA e tudo acoplado ao serviço de identificação de corpos mais avançado e tudo mais que citei ali em cima sem ninguém reclamar de ter que viajar cerca de 45 minutos para outro município.

Absurdo é esse de não ter médico legista?

Disclaimer: Tenho nada a ver com a área de Ciências Médicas, mas me simpatizo com o Estudo da Tanatologia, nas condições de trabalho dos profissionais da Saúde desse ramo específico. Não é fácil lidar com os mortos e muito menos não há como não lidar com eles. Dou apoio a todos aqueles que buscam resolver os problemas de Saúde Pública ouvindo as duas versões da história toda e não se baseando apenas em culpar a administração municipal de um problema que está além dos “excelênticos” parlamentares betinenses e autoridades da Polícia Civil.

Submissão

submissão substantivo feminino
sujeição forçada ou voluntária
dependência
humildade

A definição da Wikipedia me satisfaz para esse post longo e reflexivo.
Tudo começou com um outdoor enorme bem ali na beira-rio dessa cidade maravilhosa em que vivo anunciando mais outro evento evangélico para o fim de semana com a presença ilustre da minha ídola de infância Mara Maravilha. Sim, ela virá a essa roça cantar louvores ao Senhor e tudo mais.

Nada contra… arrãm by L.L.

Então o título do outdoor é que me fez pensar nesse substantivo tão carregado de subentendidos, “Betim aos pés da Cruz” é bem forte não? Bem chamativo, bem evangélico, bem submisso, porque se estar aos pés de alguma coisa ou alguém é sinal que há atividade submissa na ocasião. Então assim posso cogitar que haverá centenas de pessoas saudando e louvando a Cruz, mas como reconhecimento ao sacrifício de nosso bondoso Senhor não é? Não tem nada a ver com falta de opinião própria, influência taxativa da sociedade patriarcal ou de temor ao Dia do Juízo Final, é?

Mesmo assim, ainda está submisso demais para poder não ficar com aquela coceirinha atrás da orelha para falar sobre o uso bizarro de palavras do vocabulário que com certeza podem dar explicações mais profundas que um evento de fim de semana.

Então tá! Como todo protestante que se preza, obediência e respeito por Deus são os principais elementos da congregação toda. Católico é mais “ama teu próximo bláblábla“, evangélico é mais “se curve perante a Ele” ou algo que sempre entortei a cara quando ouvia “entrega sua vida a Ele que tudo se resolve“. Como se não tivesse que me preocupar com cerca de 2 bilhões de pessoas (cerca de 60% da população mundial não é cristão-judaico) que NÃO acreditam no mesmo Deus que eu e mais trocentos milhões de coreanos que acham que só chove quando o Kim Jong-il Pai quer… Como pode? Como? Por onde eu começo?

A falta de alternativas para explicar tal comportamento submisso dos protestantes é mais outra demonstração de que a submissão é tão precisa e cabida que não tem como escapar dela. Big Brother is watching you!! Se arrumar explicação em outras vertentes, vamos acabar em palavrinhas como fanatismo, sincretismo, assimilação e dominação. Aí eu páro geral, se tem dominação é porque tem submissão no meio.
Bingo!

Na Psicologia isso tem fundamento, na Teologia isso tem lógica e nas Ciências isso é parafilia. Se eu não obedecer a Deus há poucas possibilidades remotas de eu ser salva no Final dos Tempos. Ocorre alguns outros fenômenos também como ser jogado no fogo dos Inferos, fritar num caldeirão com imps demoníacos com garfinhos me espetando, ou para quem é mais chique é queimar no mármore branco do Inferno, apesar de achar que lá é frio pra cacete e não ao contrário automaticamente mesmo se não acreditasse em NADA do que eles pregassem, eu também estaria perdida em achar alguma explicação lógica para alguém que coloca o título de “Betim aos pés da Cruz” em um outdoor de evento evangélico.

Pelo que me lembro bem, cruzes não eram símbolos pagãos antes do Cristianismo? Então por que raios eles decidem se curvar a algo que basicamente seria a afronta para a religião deles? Por que tudo relacionado a isso vira uma imensa nuvem cinzenta de pontos de interrogação? Não consigo pensar em algo feliz e alegre e sorridente quando me vem essa palavrinha Submissão na cabeça.

E essas são as notícias de Betinópolis essa semana, Mara Maravilha virá prestigiar o evento com nome estranhamente carregado de significados.

defeito 3 - politicar - profissão e professores

[originalmente publicado em 02/04/11 18:33]

Como hoje não tem maniçoba e nem folga no serviço, fui lá cumprir algumas horinhas preditas no contrato. Sábado de tarde é a pior coisa que possa existir na loja, ainda mais quando se sabe que não haverá movimento após às 13h. Em compensação os carros tunados com funk no último volume foram desafiadores. Mal sabia distinguir letra de batidão e muito menos conseguiu ouvir as pessoas ao fazerem os pedidos.

Tudo melhorou quando os tunados saíram e deram lugar ao churrasquinho de gato do açougue ao lado. Maravilha. E eu tava com fome naquela hora, e com calor e com sono. 8 horas não estão dando mais para manter os olhos abertos. Acho porque acordo de madrugada e fico morcegando nas palavras-cruzadas enquanto o sono não chega.

Se não fosse isso eu pudia tá robano, matano ou cherano pó royal nas esquina da vida na roça de Betinópolis.

Esse objeto em particular tirou o meu sono por alguns dias: GUILHOTINAS DE PAPEL.

Operar guilhotinas sempre foi meu desejo secreto quando via os anúncios no incrível jornal Betim do Canal 53 – a Tv que é a sua cara – mas ao manusear o objeto pareceu-me uma daquelas cenas dramáticas de novelas mexicanas em que o protagonista se vira para a câmera e faz uma cara de aterrorizado.

Essa porcaria é um inferno de mexer, sério. E tive que fazer uso do maldito instrumento torturador durante a semana. Quando a coisa não cortava torto, cortava pela metade. Suspeitei que precisava de uma amolação no fio, mas nem assim ajudou muito. Então o desastre eminente se aproxima: mais de 50 encadernações para se fazer e o papel era ofício. Brilhante! Lá fui eu tentar cortar a papelada na guilhotina e o que me custa? Lágrimas de suplício e momento Amy Winehouse nela. Deu um chutão, não doeu meu pé, fiquei mais aliviada.

Claro que fiz isso em hora ociosa do expediente. Jamais perderia a compostura beeeesha na frente de um cliente.

Final de contas: Após muito lutar e não compreender a amargura vinda da guilhotina from Hell, percebi que fazer o trabalho via estilete é mais produtivo. Demora mais, mas é garantido. Parecia ser bem fácil durante a Revolução francesa Sr. Gillete.