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terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

intervalinho sobre a tal da caridade no estágio obrigatório

Gente, uma coisinha que esquecem de plantar nos nossos coraçõezinhos biblioteconomisticos quando estamos na graduação, se for fazer estágio obrigatório, dê preferência pela biblioteca escolar ou comunitária da sua comunidade. Mesmo que não seja tua área, mesmo que você não goste de mexer com gente, se deixe ter essa experiência, preste mais atenção em como nossa profissão faz a total diferença onde a gente mora.

Não cai nas ideias que isso é "caridade", você tá ajudando quem algum dia vai pagar teu salário seja lá onde você estiver empregado, cê tá ajudando quem passou o mesmo aperto com falta de investimento em educação e cultura quando você era criança. Você tá fortalecendo um link tão forte que é provável gerar muita coisa bacana a partir da iniciativa. 

Faz por onde.

Biblioteconomia sem vivência em comunidade, sem conhecer gente, sem ajudar a galera se empoderar com a informação e cidadania, isso não é o que estamos lutando todo santo dia dentro de sala de aula.

Caridade biblioteconomistica é bambambam com 5 ou mais dígitos de salário no mês "doando" tempo pra descer do salto e subindo morro pra atender comunidade carente (o que é raro, sabe?).

quarta-feira, 6 de abril de 2016

aconteceu!! os deuses estão vendo!!


Quando um tiquinho de gente chega e fala isso aí embaixo, todo o meu modo robótico autômato engenhoqueiro vai pro limbo cósmico: 

"Que chato esse tréco que você faz... Quando posso ir na  biblioteca pegar livro de novo?" 

E logo depois vem alguém que trabalha na própria biblioteca (e não tem formação na área):

"Trabalhar aqui não é fácil não! A gente faz de tudo um pouco e nunca tem tempo para fazer tudo. Eu pensei que ia ficar sossegada, mas não..."

Aí a única coisa que passa diante dos meus olhos é:


E aconteceu, eles perceberam que trabalhar em uma biblioteca escolar é sinônimo de TRABALHAR FEITO UM CONDENADO E AMAR CADA SEGUNDO DISSO!!

Palmas para essas criaturas magníficas que brilharam no meu dia. Em ênfase para o garotinho espevitado que disse a primeira frase e eu fui obrigada a concordar com ele: Aquele software de gerenciamento de acervos feito por um bando de T.I. sem noção de certa universidade católica de certo estado da região Sul é um porre, gente. Sério, pede arrego e vá endoidar com outras doooorgas, manolo.

Maaaaaaaaaaaaaas finalmente soube que o MARC tem uma lógica quando é para recuperação de informação (e não serve de powha nenhuma pra usuário final, ok?). Nice, pretty nice. Hoje vou conseguir dormir direito sabendo que pelo menos 2 pessoas perceberam que biblioteca não é bagunça, casa da Mãe Joana ou o lugar mais tranquilo da escola.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

dando tchau, tchau, tchau pro estágio

Assim como a musiquinha grudenta da Vovó Mafalda, estou dando tchau para essa biblioteca linda onde me firmei como pessoa biblioteconômica (???). Não, não irei viajar porque isso é coisa de bibliotecárix ryyyyyyycxxxxh e famozxxxxx, então resolvi gravar um vídeo sobre a despedida.

Para aqueles que estão tentando entender o que quero dizer, é porque faz cerca de 2 dias que não durmo direito, logo o discurso tá meio fuén-fuén balão furado: 


Ano que vem estarei em outra escola da Rede Municipal, por mais 6 meses e a notícia não me deixou muito bem durante esses dias. Sim, eu sei, a oportunidade é ótima, novos ares, coisas novas, mas mesmo assim eu e mudanças? Não nos adaptamos bem de cara.

Agradecendo à escola que me acolheu tão lindamente desde o começo, por entenderem que dar voz aos alunos é bem mais importante que seguir o status quo, que tudo se resolve no diálogo, que as peculiaridades são preciosidades e que colocar um violão com cordas na hora do recreio faz milagres com alunos bagunceiros. 

No resumão? Sei lá o que tou sentindo, mas aqui vai ser o meu marco inicial de toda a bagagem que vou levar pro resto da minha vida nessa carreira.

Há o problema do workaholismo também. Fiquei parada por muito tempo no começo do ano por conta da perna, meu ritmo de trabalhar foi quebrado justamente quando tava começando a produzir bem e aí houve o trem da dedetização que parou por quase 2 semanas e bem... Eis o motivo de não conseguir dormir direito!

Final do ano sei que estarei uma pilha básica de produção e vou ter que direcionar pra algum lugar - e não vai ser para o acadêmico pelo jeito.

segunda-feira, 30 de novembro de 2015

como fazer uma estagiária noobie entrar em pânico


Então ocorreu esse peleja de dimensões astronômicas no lugar onde estagio e se tenho uma vaga idéia do que seja um pandemônio armado, este seria o perfeito exemplo. 

Às vezes esqueço que sou estagiária. Muitas vezes esqueço que minha função se limita a poucas responsabilidades já  pré-estabelecidas, o problema é que não há alguém para fazer as decisões da biblioteca novamente e sinto aquele aperto ao deixar como está porque assim foi ordenado. 

Tenho uma preocupação imensa pelo que a garotada vai precisar durante esse tempo de recesso/talvez mudança de prédio. Eles estão na reta final do bimestre e não é legal ser jogado em qualquer lugar sem o mínimo de amparo pedagógico. Pelo jeito parece tudo bem, mas como é que faço como pseudo-bibliotecária? 

O prédio da escola foi dedetizado dezenas de vezes desde a quinta passada impossibilitando as aulas e qualquer outra atividade escolar/administrativa. Para a coleção de enfartos pedagógicos, veio o pessoal da dedetização com borrifadores, eu no encalço pedindo pelamoooooor não aponta pras estantes. NÃO APONTA PRAS MÓDAFÓCA ESTANTES!!

A mistura de veneno + poeira + livros não é legal, ainda mais quando você tem um público que costuma ser muito tátil (e senão às vezes palatal) com o acervo. Uma questão urgente de saúde pública, mas que realmente não deu tempo de fazer absolutamente nada devido o tempo que me foi dado para tomar alguma decisão. Não deu tempo de guardar os livros em sacolas, não deu para cobrir as estantes, apenas observei em terror como uma simples decisão sem o discernimento preciso da gravidade do ato poderia causar tempos depois.

A.k.a. eu tava apavorada. 
Pode entrar em pânico, produção?

Créditos para: Shokly Digital Art
Não tou sendo drástica, cês não me viram sendo drástica.

Mas como sou babaca - e quando digo isso é pelo senso comum, já que ser "babaca" é fazer aquilo que não precisa se fazer porque a responsabilidade não é minha, logo, eu deveria ficar calada, quieta, sentada de braços cruzados e jogando angry birds no meu celular enquanto vejo o circo pegar fogo - tentei pensar no que faria caso a escola fosse para outro lugar, o que levaria de emergência para tapear um pouco a falta que o lugar físico do acervo faria diferença na vida dos alunos.

FYI: secretamente gosto de ver o circo pegando fogo, mas é porque meu cérebro já tá maquinando para apagar o fogo, seja lá onde ele tenha surgido.

Aí barramos com a problemática desse post: a responsabilidade NÃO É minha.

O que mais escutei esses dias é que eu não posso fazer nada. Não devo fazer nada. Não tem como fazer nada. E não dá pra virar pro camarada e dizer: I DO WHAT I WANT CAUSE I AM A PIRATE!!! Ou Bibliotecária, ou algo aproximado a isso. Sim, eu posso fazer. Eu preciso fazer, não é justo não fazer e deixar outros que não fazem a MÍNIMA IDÉIA fazerem e não entenderem o quanto isso é importante para a comunidade escolar.

E também porque entrei em estado de choque na sexta passada.

Fui ver a situação e meu estômago deve ter feito contorcionismo de tanto nervoso. A coisa tá feia. Nem vou dizer que a minha cabeça explodiu, minhas pernas falharam e deu vontade de sentar ali mesmo, no meio da biblioteca e chorar.
(Mas não, preferi ser mais idiota ainda e bater boca com a administração da escola sobre o que levar ou não para o novo espaço)

Acho que os bibliotecários de Alexandria devem estar patting minha cabeça e falando: "Oh dó, oh coitada...". Se essa foi a minha reação ao ver uma dedetização sem cuidados prévios, não quero nem ver alguma biblioteca pegando fogo.

Talvez esse tenha sido o Wake Up Call de me desapegar do local. De saber que daqui alguns dias não estarei mais com eles e que o processo de chamar por mais 6 meses vá demorar. Talvez seja uma daquelas pegadinhas do Universo em sua sábia ironia me dizendo: "Hey, cê fez o que tinha pra fazer, bora ganhar mais XP pra próxima fase..." - ou talvez seja o resultado de um acidental giro na ignição do Gerador Improbabilidade Infinita.
(Que nenhuma pulga tenha dito "Ai de novo não..." e me volte como um jarro de tupilas)

Enquanto a situação não se resolve, vou perdendo meu sono com ideias malucas de como resolver a situação, ou de já me prontificar a entrar no ambiente inóspito e limpar o acervo, um a um, livro por livro, até ter a consciência limpa de que a responsabilidade não é minha, mas pelo menos fiz alguma coisa. Ou posso ficar aqui em casa, desejando ávidamente a minha rotina de volta e ser distraída por dois gatos do barulho que aprontam muitas confusões.

Venimim Enfarto-pedagógico!!


Se você entendeu as referências para Guia do Mochileiro das Galáxias, vai saber o quão desesperador a situação está sendo para minha pessoa.

quarta-feira, 16 de setembro de 2015

o terror da leitura de estantes

Esse é o usuário que eu costumo lidar
[EDITADO: E hoje não teve jeito, vou ter que fazer a bendita da leitura (18/09/2015)]

Tudo começa com uma pesquisa estranha de um estudante que está sendo bem sério quanto ao seu pedido:

" - Quede o livro que eu pedi outro dia?"

Eu, em minha memória seletiva apenas para coisas aleatórias (Abençoa Loki nos esquemas), devolvo a pergunta pro pequeno:

" - Você se lembra como era o livro? A capa, a história?"

O tiquinho de gente cruza os braços e aponta para um lugar específico na estante onde o livro deveria estar. Um livro preto, com letras amarelas bem forte que contava a vida de um passarinho e quase não tinha letras. As informações passadas pelo menino ajuda no filtro aqui, dá até para jogar no Google e tentar a sorte!

Então após perder metade do horário de visitação do pequeno procurando o livro, me dou por vencida, pergunto se ele não gostaria de pegar outro livro e que irei com certeza ir atrás do bendito. Isso virou uma questão de honra!

Uma lenda muito propagada nas bibliotecas escolares é que os nossos usuários não sabem o que querem. O que mais recebo de perguntas aqui no balcão é sobre características de livros ou seus assuntos. Eles sabem o que quer, apenas não colocam nome naquilo que querem.

(Maaaaahoooooiêêêêêêê serviço de referência, fuén-fuén)

Diferentemente do público adulto pesquisador - que vai te enrolar até dizer chega com o tópico a ser estudado, pois nem eles mesmos sabem o que querem da vida - o público escolar juvenil tem uma avidez na hora de cavucar as estantes. Chega a ser excruciante essa recuperação de informação no modo antigo, demorado e cheio de becos sem saída. O livro preto de letras amarelas sobre a história do passarinho não foi encontrado até agora, mas tenho certeza que já o vi percorrendo as estantes do infantil...

A habilidade inerente ax bibliotecárix - memória eidética - me foi conquistada com a quantidade de livros que eu tinha que decorar dentro da biblioteca do Silvio Lobo, agora aqui, se tornou uma questão de vida ou morte. Ou leitor ou não-leitor.

quinta-feira, 7 de maio de 2015

Aula de ética

Deu pane. 
Tilt
Parou com a moto na BR.


Assunto da noite era sobre sistema de multas em bibliotecas e não consigo imaginar como isso pode ser feito sem causar danos colaterais. Mas acabou se desdobrando em outros devido a proibição de tal prática onde estagio (Não há nem razão para ter isso).

Aí fomos para dano de patrimônio.

Sempre aviso aos estudantes quais são as consequências de atrasar ou perder um livro, mesmo quando eles não estão em débito. Tento repassar a noção de que se um livro some do acervo, não tem como recuperar tão cedo (ou talvez nunca devido a falta ou pouca verba que vem pra aquisição), outros estudantes também querem ler o livro, responsabilidade social e tudo mais. Sharing is caring, mas às vezes botar os miolos na bancada do bom senso ajuda a criatura refletir.

Um livro ficou sumido por quase 3 semanas - devido a esperteza sem noção de um estudante fominha que escondeu o livro na estante em lugar acessível apenas ao subir em uma cadeira e vasculhar - e um frequente usuário que queria o bendito livro há muito tempo questionou o porquê as pessoas fazerem isso.

Uma outra mocinha pegou um livro todo rabiscado nas últimas páginas, e caneta e sem dó alguma, também me questionou o porquê disso.

Tenho duas respostas:
Como Bruna e como bibliotecária em produção.

Bruna: pessoas são babacas com aquilo que não pertencem a elas. Lição para a vida toda? Vai ser assim em qualquer instância da sua vida pro resto de seus dias, sem brincadeira. Ps: posso ou não desejar uma dor de barriga para a pessoa que faz isso por sacanagem.


A bibliotecária em produção? 
Às vezes há usuários que fazem isso, o máximo que posso fazer é reter o livro para reparos e perguntar se o camarada tá de bem com a vida, porque riscar a última página de um livro até rasgar o papel me sinaliza que você está com problemas (de saber conservar propriedade comum à todos ou de gerenciamento de raiva).


Não vou espernear, nem implicar, usuário é usuário, assim gente como a gente, reeducar marmanjo pra não danificar os livros que ficam na posse dele é minha tarefa.

Sinceramente?
Questões éticas na Biblioteconomia são o ar que eu respiro.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

menos de 1 semana

Saudades desse lugar, vixe.
(Tou perdida...)


sexta-feira, 24 de outubro de 2014

CLUBE DA LEITURA: a gente catarinense em foco



Pessoal da DEBEC (Departamento de Bibliotecas Escolares da Prefeitura de Florianópolis) tá que tá!

Primeiro a presença da equipe lá no Seminário Regional em Bibliotecas Escolares e Públicas e agora uma socialização bacana com estagiários e bibliotecários.





Eu tava esperando isso por um bom tempo, saber quem, como, quando e onde posso recorrer quando o meu estágio estiver perto de acabar. Sendo sincera? Nesse caso sou extremamente mercenarista, eu gosto do que faço, sei muito bem onde quero estar trabalhando, logo fazer contatos e saber quem assina meu contracheque é um direito meu. Quero mutio continuar nessa estranha tortuosa e cheia de crianças falando alto, enquanto bagunçam as estantes, ficam maravilhadas com coisas novas vistas nos livros e revistas e explicam o porquê gostaram de tal livrinho com um cintilar no olhar que faz valer tudo a pena.

Esse mês anda sendo o mês das bibliotecas públicas e escolares, tou gostando de ver povo da Biblioteconomia.
Mee likes vairy muchly much.