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quinta-feira, 1 de outubro de 2015

bibliotecárixs das quebrada, morô?


Yo mano! Yeah ax mina! Os esquema aqui nax quebrada das biblioteca é tenso, duuuuuuude. A v1d4 L0k4 me escolheu, tou fazendo o possível pra dar iniciativa pros chegado mandar a ver nas leituras e coisa e tal.


Pá-pum, sacas?

L0k1 me abençoa, cê já conhece o refrão. Peço pro deus da Trapaça e do Lolz segurar a minha mão. Quando camarada folga comigo, a coisa chia que nem bule no fogão.

Cerrrrrto mano?! Cerrrrrto.

Só que tem alguns que acham que sou macaquinha novinha de galho verdinho, neaw? O que se deve fazer na hora? Improvisation.

Postagem básica sobre a vida de projeto de bibliotecária que às vezes precisa ter o famoso jogo de cintura (All the nation, do the rebolation!) para lidar com as diferenças sócio-históricas, culturais e de visão da sociedade que os nossos queridos estudantes têm.

A.k.a. o que fazer quando um usuário de biblioteca escolar informa de forma ativa que é membro de uma gangue.

sexta-feira, 25 de setembro de 2015

bibliotequices - o caso dos pronomes possessivos

E aí aparece isso na timeline (E não consigo me conter para fazer o carão e chiar...).

Gente, bora parar com noção de propriedade? Até onde sei, não somos objetos de consumo pra isso. Tenso pra caramba esse trem...
(Que tal valorizar quem trabalha nas bibliotecas e cuidar do espaço para o bem comum? Parece mais sei lá... humanitário...)



Todo mundo tem um médico que chama de "seu", se contrata um advogado, logo vira o "meu advogado"...e por que não o "meu bibliotecário? :)
Posted by Mural Interativo do Bibliotecário on Segunda, 21 de setembro de 2015

Esse trem de coisificar nossxs bibliotecárixs tem cara de capitalismo marxista e acreditem, é a coisa mais tensa que a gente pode conceber na sociedade. 

Primeiro porque você perde a concepção do "eu" em você mesmo, já que muitos gostam de se identificarem como "bibliotecárixs" não como outra categoria. Eu sou uma filhadaputinha dessas, tou até pensando em usar como orientação política e sexual: "bibliotecária", acaba englobando um conjunto de valores tão complexo que dá nó na cabeça do interlocutor - good, vairy good...

Segundo porque se somos mercadorias para serem tomadas e chamadas com pronomes possessivos por seus respectivos donos, vamos retroceder aquela época linda antes do Renascimento em que os bibliotecárixs eram realmente tratados como isso: meros guardiões de livros, mais mercadoria na estante do que realmente operante. 

Alguém aí viu/leu O Nome da Rosa
(É do Umberto Eco e ele é awesome! E vocês deveriam ver, porque ele é o linguista mais gente boa desse Universo)

Então, vai saber o quanto a vida é dispensável naquela época linda - e como agora está quase na mesma importância.

Plus: quando você usa esse maldito pronome possessivo é automaticamente anular o papel social de educador e profissional da informação que tanto tentamos manter desde Alexandria. O princípio também vai pra "meu advogado" ou "meu doutor", isso não era legal lá anos atrás quando só certa camada alta da população poderia "possuir" coisas. É tipo ferrar com nosso lema. Não quero ser "sua", quero ser de "todo mundo", porque É ISSO que a minha profissão se pauta, ajudar todos sem ver fuça de ninguém. 

quarta-feira, 16 de setembro de 2015

o terror da leitura de estantes

Esse é o usuário que eu costumo lidar
[EDITADO: E hoje não teve jeito, vou ter que fazer a bendita da leitura (18/09/2015)]

Tudo começa com uma pesquisa estranha de um estudante que está sendo bem sério quanto ao seu pedido:

" - Quede o livro que eu pedi outro dia?"

Eu, em minha memória seletiva apenas para coisas aleatórias (Abençoa Loki nos esquemas), devolvo a pergunta pro pequeno:

" - Você se lembra como era o livro? A capa, a história?"

O tiquinho de gente cruza os braços e aponta para um lugar específico na estante onde o livro deveria estar. Um livro preto, com letras amarelas bem forte que contava a vida de um passarinho e quase não tinha letras. As informações passadas pelo menino ajuda no filtro aqui, dá até para jogar no Google e tentar a sorte!

Então após perder metade do horário de visitação do pequeno procurando o livro, me dou por vencida, pergunto se ele não gostaria de pegar outro livro e que irei com certeza ir atrás do bendito. Isso virou uma questão de honra!

Uma lenda muito propagada nas bibliotecas escolares é que os nossos usuários não sabem o que querem. O que mais recebo de perguntas aqui no balcão é sobre características de livros ou seus assuntos. Eles sabem o que quer, apenas não colocam nome naquilo que querem.

(Maaaaahoooooiêêêêêêê serviço de referência, fuén-fuén)

Diferentemente do público adulto pesquisador - que vai te enrolar até dizer chega com o tópico a ser estudado, pois nem eles mesmos sabem o que querem da vida - o público escolar juvenil tem uma avidez na hora de cavucar as estantes. Chega a ser excruciante essa recuperação de informação no modo antigo, demorado e cheio de becos sem saída. O livro preto de letras amarelas sobre a história do passarinho não foi encontrado até agora, mas tenho certeza que já o vi percorrendo as estantes do infantil...

A habilidade inerente ax bibliotecárix - memória eidética - me foi conquistada com a quantidade de livros que eu tinha que decorar dentro da biblioteca do Silvio Lobo, agora aqui, se tornou uma questão de vida ou morte. Ou leitor ou não-leitor.

domingo, 6 de setembro de 2015

a minha impressão do status quo da biblioteconomia

Estava a ler alguns artigos sobre inspirações para a sua vida de trabalho e como em qualquer realidade tecnológica, notei que a maioria das lições de vidas eram baseadas em gente bem sucedida, com dinheiro e pasmem, mais novas. Porque deve ser isso mesmo, né? O status quo?

No mundo da biblioteca vemos que a invesão se dá devido ao atraso dessas ideias globais de valorização ao jovem, bonito e barato terem chegado nas raízes do fazer bibliotecário. Claro que temos os engenheiros e os cientistas de sistemas de informação se comendo para tomar o nosso lugar (kek #Ironia) e eles trazem essa bandeira: bora saudar os novinhos e suas invenções.

Sempre citar Dr. Horrible quando é possível é status quo aqui.
The thing is, muita das idealizações de bibliotecários que nossa sociedade faz (E digo sociedade brasileira atual, sistema educacional importado da ditadura, espelhado em ideais americanizados e jfc até na biblioteconomia teve cisão entre modelo francês e modelo estadunidense) acabam caindo ao contrário dessa tríade do jovem, bonito e barato.

A tiazinha atrás do balcão de óculos, com coque na nuca e vestimenta comportada com algo em tricô? Yep, essa é a visualização da maioria - faz o teste, perguntem ou tentem lembrar do primeiro bibliotecário que apareceu na sua vida - o velho, o antiquado e o super caro. Porque livro custa caro, gente. E pagar gente que "cuida de livro"¹ é mais caro ainda.

#SqN

Tive sorte de ir em uma homenagem aos 50 anos da regulamentarização da profissão de Bibliotecário no Brasil² (A lei é essa aqui, assinada pelo cara apelidado de Jango) e ver como isso causou impacto na geração de bibliotecários que foram produzidos antes e depois da ditadura. Muita senhorinha como descrevi ali acima estava lá, inconfundíveis em seus charminhos e elegâncias de ladies do conhecimento, mas também aquelas franzinas humildes, com a fala tão mansa e confortante que não tem como não remeter as bibliotecárias de ambiente educacional.

Ali naquele auditório do SENAC estavam pessoas que de certa forma contribuíram durante anos e anos (e várias e várias vezes³) para que a Biblioteconomia catarinense fosse levada com integridade, respeito e sem tantos danos colaterais de uma saída de um regime ditatorial para uma democracia esquizofrênica liderada pelo liberalismo disfarçado do jovem, bonito e barato.

O velho, antiquado e caro continua vencendo as paradas, porque é esse o status quo na Biblioteconomia. E pelo jeito vem funcionando desde Alexandria, meux quiridux, quem sou eu pra discordar. Tem o lado bom e o lado ruim, assim como em qualquer coisa na nossa vida: respeitar o velho, antiquado e caro é um tiro no escuro naquela famosa briga de foice no meio do mato sem cachorro.

O bom é que se eu respeitar esse status quo, estarei valorizando a minha profissão como detentora de uma responsabilidade fodida imensa de apoiar o crescimento do meu país como uso de uma tecnologia tão matusaléica como o livro - não adianta vir com mimimi de bibliófilo, aquele trambolho feito de peças de diversos materiais que agora é o livrinho mais vendido no mundo que nem deveria ser vendido porque o filho do cara que pediu pra escrever o trem tem mais de 2 mil anos de idade, ENTÃO! - isso sim é algo que vai de encontro a Realidade de agora.

Eis um belo exemplo de um bibliotecário em seu habitat e a Realidade tentando arruiná-lo
Vejo isso claramente no ambiente onde estou atuando e quero passar o resto da minha vida, apesar de ser uma bibblioteca escolar bem servida de acervo e ter conexão com a internet, os estudantes dão preferência ao modo tradicional de pesquisa. O basicão pode ser na Wikipedia ou em outros sites de curiosidades, mas hey, se quer saber mesmo a definição sobre Dadaísmo e comparar nos livros (com gravuras, yeaaah) com o movimento Surrealista, sim, vai ser naquela enciclopédia ou naquele manual de Artes. A questão nem se eleva quanto a valorização do livro em si, mas o que o estudante tá acostumado a manusear. Powha, ele carrega um calhamaço de papel chamado livro didático (bota foooooogo nisso gezuis) durante o ano inteiro, é óbvio que o primeiro sensor de procura para pesquisa vai ser um livro, não a Wikipedia. Há também o fator financeiro, tem internet na escola, mas a maioria dos estudantes preferem fazer suas coisas em casa, porque vamos ser sinceros? Ambiente escolar é um trauma ferrado para nossas crianças, vocês querendo ou não, pensadores da educação.

A biblioteca é um lugar para amenizar isso, assim acredito e quero perpetuar pras gerações seguintes e é isso que os novinhos da Biblioteconomia vêm fazendo desde então.

Mas como então respeitar os velhinhos? É porque sem eles não seríamos nada. Sem eles com sua instrução erroneamente facetada na escola americana tecnicista de Dewey (yooooooou modafóca hate you so much) são responsáveis pelo o que somos agora. Foram eles que nos inspiraram, ainda quando criança, a querer ter o segredo das estantes, o acesso ao conhecimento, o saber fazer bibliotecário.

Mas se você for um engenheiro ou um do sistemas de informação [4] provavelmente vai preferir o jovem, bonito e barato (Oh, esqueci de mencionar o que não dura por muito tempo). As senhorinhas naquele auditório me deram perspectiva de que a profissão não ia acabar ou que estamos enterrando modelos velhos, mas sim que o modelo TÁ ERRADO desde o início, a gente é que se virou nos 30 pra adaptar aqui pro povo tupiniquim.

Agora o lado ruim do velho, antiquado e caro? Exatamente isso aí, é velho e nossa geração não aceita isso muito bem. Não temos mais aquele senso de dever em respeitar os mais velhos, em escutar a voz da experiência, em não procurar nos antigos aquilo que talvez possa fazer a diferença. O antiquado é ultrapassado, nos dá a ideia de que a inovação é perigosa, é cansativa, vai ser desastrosa em implementar.

E caro já nos diz tudo. Uma sociedade que prefere dar mais de 10 salários mínimos pra um político (Que NÃO TEM lei alguma dizendo que é uma profissão regulamentada e MUITO MENOS é um cargo com sindicato, LOGO seus trouxas, cês tão favorecendo propina para um cargo que supostamente deveria ser de serviço público de livre e espontânea vontade E VOLUNTÁRIO) e colocar o piso salarial de um bibliotecário escolar com menos de 2 salários mínimos (menos que um professor, aliás) está me dizendo tudo que preciso saber sobre a minha profissão. Porque o status quo é sobre o moneys né? E o poder. E a fama. E quanto tempo vai durar, certo?

Apoiar o jovem, bonito e barato para mim é impossível, não consigo me ver espelhada nessa visão das ciências tecnológicas como é pregada aqui no Brasil, consigo ter vislumbres de parcerias e melhorias conjuntas entre ambas as partes, mas uma substituir a outra? Jamais. Até porque banco de dados precisam ser manuseados por pessoas que saibam ler as informações ali para aqueles que não fazem ideia do que seja 01110000 01100101 01100100 01110010 01101111 00100000 01100100 01100101 00100000 01101100 01100001 01110010 01100001 00100000 01101100 01100001 01110010 01100001 00100000 01101100 01100001 01110010 01100001 00100000 01101100 01100001 01101100 01100001. A não ser que tenha tecnologia suficiente pra todo mundo virar ciborgue e ter algo implantado no cérebro pra ler código binário e descobrir que escrevi o tema do show de calouros do Silvio Santos ali atrás.

(Totalmente irrelevante, mas estou expondo o meu ponto de vista com esse exemplo)

Chegamos a valorização da profissão quando há comemorações como essa, o de lembrar aos jovens que estão vindo no curso e na profissão que temos uma Lei bem bacana para nos defender do status quo vigente (Aquele que produz a Realidade Estática e que se você tentar fazer algo fora da caixinha vai perDER PONTOS DE SANIDADE!!!1!!!1!), porque por mais que tentem dizer que a profissão vai acabar, ser substituída por outra - Cientista da Informação, no, just no, nope, ope, nope over 9000 - ser bibliotecário é eterno.

E isso é inspirador.
(Viu como dei uma volta enorme para chegar no tópico principal dessa postagem? Urrum, urrum...)

Pessoas mais velhas costumam me inspirar de um modo muito muito muito mais arrebatador que os novinhos. I mean, tenho respeito com todos, mas se você já chegou ao ponto de ter uma conta quilométrica de vezes que foi ao ortopedista por problemas na coluna ou que não aguenta mais ver as políticas governamentais de pura encheção de linguiça na Educação, pode ter certeza que estarei prestando bem atenção em você. Todos os bibliotecários mais velhos que tive o prazer de conhecer e bater um papinho ou apenas observar de longe e verificar suas técnicas sempre me trouxeram aquele quentinho entre os pulmões de que estou no caminho certo (Não, não era azia ou má digestão, é um coração que tem ali, por incrível que pareça).

Com raras exceções nos novinhos, os profissionais calejados me dão vontade de dar pulinhos de alegria e desejar que o futuro venha logo e eu vire um jurássico e seja fonte de chacota/inspiração de alguém. Porque eles são sacaneados, não vou mentir, eles tão mais tempo ali na labuta, eles já viram governos sendo firmados e destruídos, viram gente crescer e ser diminuída, e resistiram pelo Amor que tinham pela profissão. Os meus devaneios estúpidos de querer ser docente na Biblio vem exatamente dessa valorização interna de querer repassar alguma coisa que essas pessoinhas tão queridas que me influenciaram de algum modo. Não custa nada gente e olha, nem precisa de um livro pra saber. Unir as 2 profissões mais velhas do mundo (Não, não é aquela outra profissão mais velha do mundo não) pode trazer alguma diferença para esse mundo estranho.

E porque as senhorinhas estão se aposentando e sossegando e os novinhos estão se descambando para os valvulados da engenharia de produção e sistemas de informação. Isso isso me preocupa, tem uma pancada de formandos querendo cuidar de coisas e não de gente. E pelamordaSilvaSauro, cês tem certeza que estão no curso certo? 

Chega de bibliotequices hoje, bora voltar ao trabalho.



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Notas:
¹ - erro básico da profissão, achar que cuidamos de livro. Quem cuida de livro é a editora, a gráfica e restauradores, beleza? A gente só intermedia os esquemas pras paradinha do incentivo a leitura e construção da cidadania através do conhecimento ocorrer, morô? Veneza? Mó Egito aew...

² - As diretrizes que regulamentam a profissão no Brasil são essas aqui:

1. 
Lei nº 4.084, de 30 de junho de 1962 - Dispõe sobre a profissão de Bibliotecário e regula o seu exercício. O decreto nº 56.725, de 16 de agosto de 1965 - Regulamenta a Lei nº 4.084/62.
2. Lei nº 9.674, de 25 de junho de 1998 - FHC tentou dar uma arrumada e hey, ficou legal com o trem de "Profissional Liberal" lá da CLT (Getúlinho dramalhama, seu lindo!)

(Aliás, é um ótimo tópico para se pesquisar quando estou extremamente entediada com alguma coisa: saber qual é o panorama das outras profissões.)

³ - #VanessaumFeelings

[4] Juro por Ranganathan que não é indireta para as "ostis otoridades" que permeiam o curso de Biblioteconomia no Antro Vil e Maléfico de Cthulhu, nem é... Imagina bunita!

terça-feira, 1 de setembro de 2015

mini-infartos pedagógicos na Biblio

"Eu sinto como se fosse desmaiar..."


Não falei que mal começou a semana do terror - em ficar mais velha e ser responsável solitáriamente de uma biblioteca pro resto do ano e estar com os nervos ululantes à flor da pele - haveria de ter um belo mini-infarto pedagógico?

Mesmo sendo um termo originalmente criado na Letras (circa PUC-MG 2005), o infarto pedagógico se caracteriza por um súbito mal estar subindo do seu diafragma, dando giros entre seus pulmões, subindo até a garganta até estacionar devidamente naquele músculo besta chamado coração e ficar ali até a situação passar. Comunamente é praticado em escolas e instituições educacionais com causas adversas, incluindo notícias inesperadas, falhas eternas e de longo prazo no processo ensino-aprendizagem e hey! Quando o seu salário não sai no dia e você se vê sem dinheiro pro resto da semana até logo após o feriado.

O que totalmente não vem ao caso para esse post.

Quando a palavra "Aquisição" aparece em meus estudos, o meu estômago costuma dar aquela guinada chata. Tudo que se mexe com dinheiro dá rolo (pelo menos pra mim, sou péssima em contas) e o medo de estar fazendo algo errado é muito. Assim como em qualquer Unidade de Informação, adquirir livros para o acervo é o potno chave para uma biblioteca bem abastecida e possivelmente bem frequentada, o problema é quando o responsável (no caso eu, temporariamente) não faz a MÍNIMA IDEIA DE COMO FAZER ISSO.

Bem, faço, mas o processo é longo e minucioso e vai precisar de uma credibilidade.
(No meu caso um diploma de curso superior em Biblioteconomia e afiliação no CRB com aquele numerozinho mágico que custa quase R$160 pila)

Então veio o papo de aquisição e a minha cabeça já atribulada, quase explodiu.
Fazer lista de livros que PRECISAM ser comprados beleza, agora cuidar do processo? Viabilizar o trem? Acompanhar o que está sendo feito? Eu tenho cacife pra isso? Dou conta? Isso é a minha função como estagiária?

Tudo isso preciso manter em cheque para que não possa ferrar nada mais lá pra frente. Desde que a bibliotecária se aposentou, creio que as minhas funções dobraram no tamanho e na medida. Por mais que eu tente explicar que peixinho pequeno aqui não pode fazer essas coisas que envolvem moneys e justificativas e projetos. Peixinho pequeno só tema  obrigação de arrumar estate, atender aluno, desenvolver a dinânica do local. Aquisição? Nopes, não é da minha alçada, ainda.

Ainda bem que tenho um bom relacionamento com o administrativo que entendeu o meu nervosismo ao explanar sobre isso e também me orientou o que poderíamos fazer para viabilizar a aquisição. Caixa de sugestões, caderninho de anotar, perguntar pelas salas é uma boa, problema é quando há o envolvimento legal e direto de um estagiário em algo que ele não pode responder por si mesmo.

Se é pra entrar em pânico, gente, avisa logo.

O mini-infarto pedagógico persevera por mais minutos e quer ver que daqui a pouco estarei reclamando de sono...?

domingo, 23 de agosto de 2015

paródias da graduação - o caso da Indexação

Paródia sobre um caso específico ocorrido na Indexação.
Música incidental: Fixação do Kid Abelha.



Seu slide eu sei ler...
Parece um milagre
Que no semestre que vem
Vou ter que saber isso em mínimos detalhes

Eu vejo um zero
na prova final
Trabalhos incompletos
E sem IAA de verdade
(ooooh)

Indexação
Meus olhos no slide
Indexação
Minha assombração
Indexação
Fantasmas no meu quarto
Indexação!
I want to be alone...

quinta-feira, 13 de agosto de 2015

vida acadêmica com amnésia progressiva

Cursar uma 2ª faculdade é como andar no mesmo barco furado depois do remendo (O meu parece aqueles botes infláveis alaranjados), você sabe que em alguma parte vai afundar, mas até lá vai pegando baldinho pra jogar a água que tá entrando pra fora e muita silver tape pra aguentar os furos.
 
Nem tou falando de fandom aqui, mas o feeling é o mesmo na Biblioteconomia ¬¬''

Apenas me fui dar conta que já estou na metade do curso no começo da semana. Muitos me perguntam qual fase/semestre estou e costumo responder no "Deus sabe onde", cause... ya know... Só Eru na causa pra saber o que já fiz e o que não fiz. Arrumar a matrícula mais de 2 vezes me deu uma agonia tremenda, pois tive que abrir mão de 2 matérias que adoraria já fazer - uma a bailarina está se despedindo da Classificação, outra era algo extremamente importante para aplicar aqui na biblioteca - mas por motivos óbvios (turminha do barulho über competitiva que preciso dar um apelido irônico para definir esse grupo distinto) preferi deixar para o próximo.


Não me livrei da Sociologia, mas creio que com a primeira aula ter citado diversos filósofos e gente da História que com certeza vai me lembrar de Gaiola das Cabeçudas (Qual a diferença entre o Bibliotecário e o Estudante? Um tem salário fixo o outro é comdiante!), terei meu consolo tr0ll durante. Não que eu vá gostar, fiz 2 semestres de Sociologia na PUC-MG, fui monitora nos 2, pergunte-me se apreciei cada momento?
(Sim, aliás só soube escrever texto acadêmico devido a esse fator)

Há professores que admiro e estão nos corredores sempre apoiando quando possível. A minha possível futura orientadora continua com um otimismo lindo quando a encontro. Há muitos que desistem (Já percebi que parte da turma em que entrei na 1ª fase se foi e nunca mais voltou), outros que vão pra outros cursos, mas creio que meu pé esquerdo continua travado na Biblioteconomia (O direito tá meio bambeando e dolorido, cês sabem...)

O que mais me incomoda nesse percurso é que há alguns tropeções chatos de potência. Eu me sinto amedrontada quando não faço ideia do que estou fazendo e muitas aulas me pareceram ser feitas para me deixar desse jeito. Aí vem a vozinha na cabeça murmurando: "Não vai aguentar o trancooooo, pega leve mulé que tem tempo..." e foi isso que decidi fazer. Desisti de 1 disciplina pelo simples fato do professor ter usado o termo "cliente" ao invés de "usuário" - não consigo respeitar alguém que use tal expressão, me desculpa, mas NOPE, JUST DON'T! Isso e porque ao ler a ementa do curso e a bibliografia, foi um verdadeiro WTF estampado na minha testa.



Tive essa experiência em 2 disciplinas anteriores e o gosto amargo subindo pela garganta pra lingua não foi legal, não aprendi nada das disciplinas, não aproveitei nada em meu campo de trabalho e infelizmente tive que me pseudo-pendurar nos colegas de grupo para poder entender alguma coisa e apresentar trabalhos. Não é nada legal, gente, apenas não. Eu prezo por meu conhecimento e minha vontade de pesquisar é maior que meu ego, saber que não vou ser capaz de fazer isso devido um buraco enoooooorme no processo de ensino-aprendizagem que estou condionada me deixa horrível.

Desculpinha esfarrapada, vocês dizem, mas ahem não estou ficando mais nova, darlings... Já cheguei ao meu limite de apreensão de conhecimento para um filtro tão fino que mal consigo dar lugar a outras coisas que eu não consiga entender o básico.

E não é algo como "Oh você deixa de ser mandriona e pega o básico e vai estudar!" são disciplinas que tem pelo menos 2 ou 3 passos de teoria/prática e vivência para passar. Eu sei quando não tou pronta para uma coisa, ainda mais quando essa coisa vai resultar em outras coisas. Efeito dominó é algo recorrente na minha vidinha de escriba.

Resumo da ópera sem muitos secundários: estou na 5ª fase, mas parece que é menos.
Tudo bem, tenho mais 4 anos e meio antes de jubilar lol

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Gaiola das Bibliotequeiras!

Sim, eu sei, é segunda, não domingo! Não troquei as bolas, mas é que não consegui postar tudo que queria ontem e lá vai mais um dia de 20 coisas para se escrever quando estiver em um bloqueio de escrita!

O assunto hoje é...?

Write totally new lyrics to one of your favourite songs...
Escreva uma letra nova no lugar das letras da sua canção favorita...

Pensei um bocado em qual música serviria para modificar a letra, fiquei entre The Killers (Mr. Brightside) ou alguma do U2, mas aí bem, como muitos sabem, não levo muito a sério o que escuto, logo há sempre espaço pro Lolz invadir minha playlist e a zoeira (entidade onipotente na minha vida) estará sempre presente.

Faço paródias pra Biblioteconomia e seus objetos de estudos, gosto de desafiar o status quo acadêmico e também faço pra despistar o crescente faniquito que o curso anda causando tanto em mim, quanto nos colegas graduandos. Vou reuniar as paródias aqui, elas estão postadas no Facebook, mas merecem o momento de Bibliotequices, pois é óbvio que tenho gosto de fazer parte dessa babaquice toda.

E antes de eu colocar a letra, queria apenas lembrar de um gif que prometi que iria sempre vir antes de qualquer zoeira que eu fizesse:

I aim to misbehave e todo o resto! <3

A música de base é essa aí embaixo, esse clássico singular da música brasileira feita por Marcelo Adnet:



Originalmente postada no Facebook no dia 29 de julho às 13:59.

A de AACR¹
D de Dewey
E nas estantes, aqui tá tudo arrumado
F de Fontes
G é de gestão de alguma coisa
H é U quando tem algo errado²
I Indexação, tá ligado?
J já é, vou estudar no feriado
K aquele riso mais que desesperado
L era o Layout que o engenheiro jogou de lado
M daquela coisa horrenda chamada multa
N de "não sei", quando a prova final é de consulta
O do Otlet, foi muito camarada
Paul simplificou os esquema, classificou as parada
Q vai ser uma questão nada complicada
R oh meux quiridux, quais são as leis de Ranganathan?
S é de Sanborn[4], sem ela Cutter era fracassado
T é aquele troço³ que todo mundo foge apressado
U Unidades de Informação, onde eu trabalho
V e F na prova é de quebrar o raio da bicicreta ou
X na única opção que não parece certa
Zen fiquei, depois que mais um semestre terminei [5]
O resto das letras, não sei mais o que rimar aqui
Faltei um tanto na sexta-feira, mas não ganhei um F.I. [6]
(Bota a nota, bota a nota, bo-bo-bota a nota no CAGR [7] aí!)


Ia ter mais o segundo verso, mas tou formulando ainda. A letra é enoooooooorme!!
===xxx===
¹ - AACR ou Código de Catalogação Anglo-Americano é um dos manuais base para a catalogação feita aqui no Brasil. A gente usa a AACR2 (2ª edição com adições no nosso idioma e uns trem legal), mas como os EUA é quem manda nessa powha, logo algum dia, talvez, daqui a pouco, tipo agora vai mudar pro RDA - porque a Biblioteca do Congresso Americano é uma chatinha e gosta de ficar mudando de código o tempo todo... - Particularmente esse manual me fez querer queimar propositalmente um tomo de quase 600 páginas com todos os requintes de prazer e piromania.

² - H.U. Hospital Universitário. Preciso dizer mais?

³ - O troço é o tal do TCC. pode se contorcer e tremer de medo agora.

[4] Kate E. Sanborn ajudou Charles Ammi Cutter a fazer uma tabela que designasse a localização do livro na estante (Aquele conjunto de números e letras na lombada dos livros, sabe? Aquilo ali é feito com uma tabela muito bizarra). Só que os historiadores ESQUECEM DESSE DETALHE e continuamente é dificil achar um site de fonte confiável que cite o nome da Sanborn como co-autora da tabela. Os créditos como sempre vão pro marmanjo...

[5] Esse verso foi contribuição de livre e espontânea vontade da colega de Biblio Márcia Cardoso, salvou o verso com essa rima!

[6] - F. I. Falta Injustificada, isso não te reprova no curso (Mas sim na disciplina), mas ferra com teu histórico acadêmico e não deixa você pegar mais estágio algum na vida.

[7] CAGR - plataforma interna que graduandos, servidores, docentes e demais pessoas vinculadas à UFSC usam diariamente para administrarem as coisas.

quinta-feira, 7 de maio de 2015

Aula de ética

Deu pane. 
Tilt
Parou com a moto na BR.


Assunto da noite era sobre sistema de multas em bibliotecas e não consigo imaginar como isso pode ser feito sem causar danos colaterais. Mas acabou se desdobrando em outros devido a proibição de tal prática onde estagio (Não há nem razão para ter isso).

Aí fomos para dano de patrimônio.

Sempre aviso aos estudantes quais são as consequências de atrasar ou perder um livro, mesmo quando eles não estão em débito. Tento repassar a noção de que se um livro some do acervo, não tem como recuperar tão cedo (ou talvez nunca devido a falta ou pouca verba que vem pra aquisição), outros estudantes também querem ler o livro, responsabilidade social e tudo mais. Sharing is caring, mas às vezes botar os miolos na bancada do bom senso ajuda a criatura refletir.

Um livro ficou sumido por quase 3 semanas - devido a esperteza sem noção de um estudante fominha que escondeu o livro na estante em lugar acessível apenas ao subir em uma cadeira e vasculhar - e um frequente usuário que queria o bendito livro há muito tempo questionou o porquê as pessoas fazerem isso.

Uma outra mocinha pegou um livro todo rabiscado nas últimas páginas, e caneta e sem dó alguma, também me questionou o porquê disso.

Tenho duas respostas:
Como Bruna e como bibliotecária em produção.

Bruna: pessoas são babacas com aquilo que não pertencem a elas. Lição para a vida toda? Vai ser assim em qualquer instância da sua vida pro resto de seus dias, sem brincadeira. Ps: posso ou não desejar uma dor de barriga para a pessoa que faz isso por sacanagem.


A bibliotecária em produção? 
Às vezes há usuários que fazem isso, o máximo que posso fazer é reter o livro para reparos e perguntar se o camarada tá de bem com a vida, porque riscar a última página de um livro até rasgar o papel me sinaliza que você está com problemas (de saber conservar propriedade comum à todos ou de gerenciamento de raiva).


Não vou espernear, nem implicar, usuário é usuário, assim gente como a gente, reeducar marmanjo pra não danificar os livros que ficam na posse dele é minha tarefa.

Sinceramente?
Questões éticas na Biblioteconomia são o ar que eu respiro.

quarta-feira, 1 de abril de 2015

os glimpses professorísticos da Biblio

As pequenas coisas que a Biblioteconomia me proporciona trazem um esclarecimento de muitas dúvidas que me comem viva a durante o dia.

Já disseram que a curiosidade mata conforme a sede ao pote da sabedoria se torna raso. Na maior parte do tempo tenho essa impressão que não é suficiente para me manter em cheque (comigo mesma), mas faz algum sentido quando há o elemento surpresa no meio. Eu sabia que o curso iria exigir parte de mim que talvez eu não pudesse reaver (a Letras comeu minha escrita criativa e empacotou numa forma vazia), mas ao sentir nos corredores que há alguma luzinha de esperanças para novas aventuras, abraço cuidadosamente para não me escapar.

Então quando vejo um calouro dizendo com toda veemência que escolheu o curso porque queria - não por descuido, segunda opção, falta do que fazer, etc - isso reafirma a minha própria existência no curso.

Essa powha tem jeito. Querendo ou não, resmungando ou não, mudando de gestão, ideologia ou sistema, tem jeito. Conversar com pessoas que compartilham um modo de avistar o mundo com relativismo positivista também ajuda bastante a não me sentir deslocada. Por mais fatalista que possa ser, sei que há alguém com idéias mais maravilhosas e prontas para colocá-las em prática por Amor a sua contribuição ao Universo. Isso eu respeito tanto quanto qualquer religião, credo, moral ou valores mostrados nessa vida.

Quando você se torna acético ao mundo ao seu redor, ter um glimpse dessa parte do milagre da racionalidade me deixa genuinamente feliz. A gente faz a mudança antes por dentro, certo? Hoje estou feliz, são com as pequenas coisinhas da Biblio que me encontro como pessoa de verdade.

TL;DR; porque faz tempo que essa postagem tava para sair e fatos mais interessantes aconteceram...


quarta-feira, 11 de março de 2015

Segura na mão da tia bailarina

Linguagens Documentárias é o nome da disciplina, mas aí a fessora super awesome fala a palavrinha mágica:

"Semântica"

Venimim, dona Semântica, que te amo de paixão!!
#RecalqueDaLetras

terça-feira, 1 de outubro de 2013

Guia semanal de como sobreviver a 2ª graduação - rodada de provas

Essa é a vida te dando /kick o tempo todo.
Primeira rodada de provas e trabalhos na Biblioteconomia...
Como eu sentia falta desse clima jovial de pura tensão psicológica misturada a suor frio de estar pisando em território novo e misterioso ao mesmo tempo que se mantém a empolgação para a maratona de textos, trabalhos e o desespero único antes das provas.

Estou necessariamente tranquila, já passei por isso milhares de vezes na PUC com carga emocional over9000 por estar me enfiando em um curso que não me agradava em seus 50%, mas aqui eu tou tranquilinha na medida do possível... Sem pânico, sem atrasos nas sinapses entre meus lábios e meu cérebro, não assim tão feliz como pensei que estaria, mas vamos bem. Tenho resenha para entregar às 18h de amanhã e não comecei a fazer, tenho trocentos projetos de trabalho para começar e o mini-projeto do questionário em Estatística sobre leitores e escritores de textos de ficção e nada ainda foi formulado.

É como se eu fosse Sísifo e esperasse a pedra rolar por morro abaixo com uma animação anormal.

A vida vai, nóis foi fondo e bora lá. Sem muitas novidades quanto ao âmbito acadêmico - a não ser que posso ter passado mais de 8 horas pesquisando sobre políticas públicas de incentivo a leitura e bibliotecas nos portais de leis brasileiras e isso sim é inédito na minha formação anárquica.

Preparativos para o Halloween sendo feitos aos poucos porque a grana tá curta e as abróbra daqui são grandes demais (haja doce e velas para rechear a amiguinha). Esse feriado significa muito para mim e é o dia mais importante ever do meu calendário depois de Dia de São Patrício, tenho que renovar algumas energias paradas que tão empesteando aqui em casa e também renovar alguns votos do Ano Novo do ano passado, muita coisa aconteceu e tá na hora de agradecer pelos momentos bons e ruins para reiniciar outro círculo da espiral maluca que é resumida a minha vida.

(Será que sou a única pessoa a ficar minutos vidrada nas llamas multicoloridas no layout...?)

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

eu na Biblio - guia semanal de como sobreviver a 2ª graduação

Vou ter que abrir uma sessão aqui no Blog pra poder conter esse pequeno momento de pura euforia em combustão espontânea que me acomete na parte noturna. Tá, sem floreios: finalmente consegui uma vaga no curso de Biblioteconomia da UFSC (Mais uma filial do antro vil e maléfico de Cthulhu aqui de Santa Catarina).

Por que fiz isso comigo mesma? Opções a seguir:
1 - Sou masoquista de carteirinha V.I.P. (Só falta oficializar);
2 - Gosto de fazer meus miolos fritarem dentro da minha caixa cranial por coisas absurdas;
3 - Porque não tinha nada pra fazer e a vida acadêmica me alegra muito;
4 - The Devil Nerdice made me do it;

De acordo com a linda Wikipedia (Que é de longe a 9ª Maravilha inventada):
"Biblioteconomia é uma área interdisciplinar e também multidisciplinar do conhecimento que estuda as práticas, perspectivas e as aplicações de métodos de representação e gestão da informação e do conhecimento em diferentes ambientes de informação tais como bibliotecas e centros de documentação, centros de pesquisa."
Aí junta a minha vontade de dominar o mundo via Bloco de Notas, meu pequeno desvio comportamental de organizar coisas virtuais como se fosse algo crucial e minha sede por conhecimento/pesquisa e voilá! Temos um novo projeto de Bibliotecário. Como o trem é multidisciplinar, a minha formação anterior em Letras vai ajudar bastante - aliás já está me dando paninho de fundos para pelo menos 2 projetos de pesquisa e o meu possível TCC, entonces... - além de ter muita coisa que vou ver se repetindo como um belo deja vú daquilo que deveria ter já esquecido devido a idade, os traumas acadêmicos, o pânico diário, maaaaaaas parece que há luzinhas piscando no fim do túnel e me sinto realmente confortável novamente no ambiente acadêmico. São mais 4 anos de estresse pós-traumático, mas poxa!

(Outros dirão que parece normal, como um jornal, leche e pão. Como um jornal, leche e CAPETÃO!!)

Nessa semana inaugural - 12/08 a 16/08 - é uma mistura de emoções antigas e novas.


terça-feira, 13 de agosto de 2013

eu na Biblio - 1º dia de aula


Que não existiu.
A fessora tá de licença médica, lindo.

E Estatística. Vou ter aulas de Estatística. É tipo uma daquelas coisas que tenho medo de gostar e me tornar übber obsessiva sobre. (E tem números, argh, números! Mas tem gráficos, yayness gráficos!)

Apesar de me sentir um balãozinho murcho com toda expectativa de ontem - e varar a noite até altas horas por não conseguir dormir direito - até que tou tendo uma impressão boa do curso. Pessoal bacanérrimo hoje na hora da matrícula e parece que o povo de Arquiviologia é tudo amigo da garotada, bom saber que há interseção entre os cursos.

Única coisa que vou sentir falta vai ser minhas quartas-feiras à noite de encontro espiritual.
(E tem 2 disciplinas fundamentais justamente no horário, nem posso sequer cogitar matar aula!)

Ps: Fico de mimimi, mas tou adorando essa situação surreal de volta ao meio acadêmico. É como estar realizando um desejo muito tempo engarrafado e não saber lidar direito.

domingo, 11 de agosto de 2013

eu na Biblio - prólogo

Essa sou eu, nas próximas 4 horas daqui em diante (Porque é óbvio que não vou conseguir dormir):


E preciso estar acordada às 7h da manhã amanhã. É meu primeiro dia de aula (É de noite, mas tenho que estar lá cedo para >>), tem que arrumar o schedule, tem que ver onde as salas são, tem que passar em algum lugar pra fazer carteirinha, tem que fazer ficha na biblioteca, tem que estar em casa antes do meio-dia pra almoçar e dar tempo de arrumar tudo e voltar pra lá e ter o primeiro dia de aula no antro vil e maléfico de Cthulhu. Nem comprei caderno ainda! (Who needs fucking caderno?! Vou usar esse que usei lá na UFMG em 2010, não tem nada escrito nele a não ser ideia pra fanfiction.)
(Why my mind play tricks on me right now?! Why fucking why?!)

Estou temerosa, faz tempos que não assisto aulas. Nem sei mais como é ter aulas, quais etiquetas sociais, quais tipos de sinais de bom comportamento social devo seguir, se devo ficar calada e ouvindo ou se devo falar alguma coisa, se haverá receptividade de ambos os lados, se haverá professores (Yep, falta de professores, essa é nova pra mim) pra mediar isso. Fucking awkwardness of awkward.

E ao invés de descansar e calm the fuck down, tou cá, uma pilha de pensamentos, em uma tentativa maluca de planejar o dia de amanhã - e não deveria, isso faz mal pra minha pessoa quanto cianeto em chá, e é claro que NADA vai sair do jeito que espero, tamos falando da Federal aqui. The thing is: tou muito empolgada, mas em um sentido de não saber onde isso vai dar, se vai dar certo, se vai ser bola fora, se vai ser o erro mais estúpido que já fiz na vida (Certamente não, porque NADA ganha de uma certa coisinha que já fiz), se era pra estar na Letras, se era para estar trabalhando, se era para simplesmente ter sumido.

Gah e méh. Odeio quando as encruzilhadas começam a pipocar na minha mente.
Não dormir também não ajuda em nada no processo. Me sinto mais segura quando faço estágio lá no Mundo Onírico, tio Morfeu pode me fazer lavar louça e espanar tapeçaria, mas pelo menos estou em um lugar onde posso manter esse fluxo de pensamentos acertado e em fileira indiana.

O que mais me assusta: sair da conchinha do Gary sem ter lustrado ela antes. Meeeeeoooow!

Ps: I've dreamt about you a lot lately, and you're always happy in my dreams. I really hope you're really happy.