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domingo, 23 de outubro de 2016

epifania (in)docentes


Na vida tem uns cliques. 

É aquele momento em que você consegue ver uma parte do plano geral que antes o seu olhar não tava preparado pra enxergar bem. Pode ser durante o chuveiro, olhando pela janela do busão voltando pra casa, ou conversando com alguém que você gosta muito. 

Os meus cliques acontecem sempre em horas em que não posso fazer a dancinha da vitória assim do nada. Dentro da minha cabeça eu tou dando duplo twist carpado.


Quando criança tive a brilhante ideia de perturbar meus colegas após terminar de fazer meus deveres, não porque a pentelhice me segue desde o berço, mas porque eu sabia que poderia ajudar de alguma forma. E se era pra sentar na outra carteira e ficar tagarelando sobre o porquê de 2 + 2 = 4, ou porque a escolha de giz de cera ao invés de lápis colorido, então que fosse.

Essa mania feia de atazanar me rendeu um adiantamento de idade escolar, yey 2 anos na frente de todos! Me formaria mais cedo! Mas me f*** lindamente no social. Ser a pessoa mais nova desde a antiga 2a série até o terceirão me rendeu mais lições de silenciamento e contenção do que de compartilhamento.

A epifania da PUC na Letras foi de conectar o atazanamento da infância com algo que poderia efetivamente trazer algum benefício pra mim e pra quem estivesse disposto a entender que a minha maior paixão nesse mundo era de compartilhar coisas. Qualquer coisa, informação de preferência, saberes, experiências, histórias, o que fosse.

Não levei a epifania adiante porque o horror (oh o horror!) de ser contida num espaço confinado extremamente tóxico de uma sala de aula poderia me levar a ser aquilo que eu não queria ser: os professores cansados, maltratados e ferrados que preferiam arruinar com a vida estudantil de seus alunos com a ladainha perversa do pessimismo-fatalista.

A epifania da Biblio UFSC foi estar num show do mestre Tom Zé e ao ouvir aquele serumaninho saltitante de quase 80 declamando rimas e rimando declamações pelo palco me fez pensar no atazanamento do jardim de infância. "Eu tô te explicando pra te confundir, tô te confundindo pra te esclarecer, tô iluminado pra poder cegar e ficando cego pra poder guiar" era o que ele cantava e nessa hora sei que aquela criança insatisfeita resolveu dar banana pro medo da caixinha educacional sistemática. Essa po*** de caixa nem existe!! Gimme moar!!



Resolvi então me empenhar em tudo quanto era jeito a ser a criança que absorve conhecimento, compartilha esse trem e atazana quem estiver disposto a ser incomodado. Daqui pra frente é docência na cuca e fazer o melhor pra levantar mais questionamentos do que dar respostas. Isso o sistema dá sempre, isso pra que servem as desculpas esfarrapadas.

A Biblio tava me castrando nisso, a técnica, a burocracia, a compreensão fechada de sistema produtivo, a contenção de informações, o silenciamento de vozes estava acabando comigo. Está acabando comigo nesse exato momento.

E aí o Museu me deu outra epifania (eu já tava convencide que não ia mais acontecer, que a inércia já tava instalada), de estar no meio da exposição de uma figura emblemática aqui da Ilha, com mais de 30 pessoas de diversas idades, cores, credos, vidas, sentadas ao chão, ouvindo atentamente sobre Franklin Cascaes. Nesse exato instante entre a mão levantada para uma pergunta e a curiosidade infantil de querer saber como nossos ancestrais faziam xixi (Ah as perguntas da galerinha que fazem meu dia!) veio a constatação: todos os caminhos que trilhei foram pra parar ali, nesse local de conhecimento, pesquisa e cidadania que quase ninguém aproveita como deveria.

Não é pra eu estar atrás de um balcão de biblioteca, é pra estar onde for necessário estar para construir conhecimento com as pessoas, qualquer pessoa, em qualquer lugar. Mediador de informações? Produtor científico? Educador? Organizador de Informação? Esses rótulos que pregam nas nossas costas e imprimem nos nossos diplomas não está sendo o suficiente, foi mal.

A Biblioteconomia é minha paixão, mas o atazanar pessoas para que elas questionem o mundo ao redor é mais forte. O que a Academia não está conscientizando seus futuros docentes/bibliotecários esses lugares inusitados de troca de informações estão. Demorou 25 anos pra criança pentelha e sem noção perceber isso, que não há lugar para se fazer o meu trabalho.

E foi no Museu que tive o último clique. E é isso. Pelo jeito é aqui que vou ficar por um bom tempo, seja na experiência de estágio, na acadêmica ao pesquisar sobre, ou quem sabe futuramente profissionalmente...?












segunda-feira, 3 de outubro de 2016

[bibliotequices] - leitor proficiente e literatura de qualidade

Cês lembram do Rangs, né? E que ele escreveu umas coisa bem bacaninha pra gente poder usar na nossa vida loka de bibliotequêro/bibliotectomista/biblioteconomista.

"Cada livro seu leitor" e "Cada leitor seu livro" resumem um conceito bem legal do pessoal da Pedagogia e da letras que afirma que a maturidade de um leitor proficiente pode ser mensurada com a quantidade de leitura que faz e o quão criticamente se posiciona sobre o que leu.

Não mexe com esses trem de "qualidade de leitura", porque esse conceito é abstrato pra caramba para se colocar na rodinha.

Num resumo bem tosco, o leitor proficiente - aquele que lê e interpreta bem o que lê e faz indagações com o que lê e consegue comparar e/ou associar com outra coisa que lê - é tipo a meta mais importante dos professores desde a alfabetização até Ensino Médio. Encontrar uma criança que passe por todos os estágios de aquisição de leitura (E leitura é tudo tá? O saber identificar os signos/alfabeto, juntar as palavras, formar frases, construir falas coerentes, realizar contas de matemática e tudo mais e coisa e tal) e saber como usar isso socialmente para se posicionar como cidadão no mundo.

Pra chegar a esse estágio tem muito trabalho, muito empenho, muita prática e muita, mas MUITA persistência de quem está querendo ter esse tipo de leitura do mundo.

Aí eu vejo uns comentários sobre como pessoas depreciam a Literatura atual com a quantidade de YouTubers, celebridades globais escrevendo livros e como a garotada vem consumindo esse gênero que nem água. Algumas dessas pessoas estão ou serão internamente ligadas ao processo de aquisição de leitura e escrita da garotada mencionada. Essas mesmas pessoas também não respeitam quadrinhos, graphic novels, coleção Sabrina, auto ajuda como "literatura de verdade".

Seguinte, galeris: sabe os canônicos que enfiam pela nossa goela desde o ensino fundamental para acharmos que aquilo ali é "literatura de qualidade"? Então, esquece. Cada um faz a sua tabelinha de o que é bom o que é ruim pra ler, tem dessa de desmerecer e desestimular a leitura de jovens que procuram justamente nesses tipos de literatura (Os YouTubers por exemplo) pra ter a experiência awesome de se ler um livro, qual seja o que for. Se o conteúdo é fraco, médio, valioso, quem vai julgar é o leitor, não você regulando porque se acha no direito de afirmar que "literatura de qualidade" é Machadão, Alencar, Shakespeare, os canônicos e os dado aguado. Maturidade de leitor proficiente DEMORA pra desenvolver, ajuda mais você incentivar a garotada ler esses YouTubers e ir aos poucos dando outras opções - e vendo como eles desenvolvem a curiosidade de querer mais para ler e mais para pesquisar - do que simplesmente sacanear com o jovem por estar lendo a Kéfera.
Se o objetivo maior aqui é dar oportunidades pra criaturinha chegar ao ponto de leitor proficiente e autônomo, então joga esses preconceitos pra debaixo do tapete e se foca no que o usuário tem vontade e maturidade para ler.

Pessoalmente eu acho literatura brasileira cânone um porre (os antigos, não adianta que não me desce), passei a minha fase escolar toda lendo crônicas de Sabino, Stanislaw Ponte Preta, Veríssimo e Millôr, rindo a beça com as Revistas MAD, me aventurando em gibis de diversas temáticas, folheando a Ilustrada da Folha de São Paulo só pelos quadrinhos do quarteto fantástico (Angeli, Glauco, Laerte e Adão), tia Agatha Christie na cabeceira e pelo hábito de ler tudo que tinha na frente - e ter pessoas perto de mim que gostavam de me incentivar a ler - cheguei ao ponto de leitor proficiente. Não quer dizer que o processo para por aí, ainda tenho dificuldade em ler textos muito técnicos ou que não estão de acordo com a bagagem sócio-histórica que carrego comigo desde criança.

Não foi lendo Machadão, fazendo análise crítica de Hamlet, ou entendendo as rasuras da tradução da Ilíada ou Odisseia pra saber que tinha chegado ao ponto em que é ideal para isso. Não foi entendendo Camões ou louvando as fases da literatura "brasileira" (vamos colocar em aspas aqui, porque é discutível quando se imita intensamente um estilo de fora para incorporar na nossa cultura e achar que aquilo é lindo, maravilhoso e o certo, wowowowow me deixa ser burra 5 minutinhos #AlineDurel), foi lendo jornaleco de quinta categoria, folheto de supermercado, manual de instruções, lendo placas e cartazes na rua, fazendo essas coisas que seres humanos fazem para sobreviver ao usar a linguagem, sabe?

Então entre recomendar a Kéfera no balcão ou empurrar um Cruz e Sousa pra uma criança ler, eu sei o que fazer: "Cada leitor o seu livro", "Cada livro o seu leitor". Eu sei que algum dia ela vai se interessar pelo Simbolismo e o papel do Broquéis na Literatura Brasileira. Tenho certeza que a fase dela ler essa "literatura fraca" vai passar e ela procurará algo mais adequado a visão de mundo *dela*. Vai que numa dessas lê um Asimov, Leminsky, o ferrado do Joyce? Nunca se sabe, mas não custa tentar incentivar ao invés de apontar dedo na cara e dizer que YouTubers só escrevem porcaria.
Eles escrevem, e a garotada lê, e isso já é meio caminho andado pra eles quererem ler mais seja lá o que for.

sexta-feira, 12 de agosto de 2016

o peso da beca, do canudo, do capelo

Ontem foi a formatura da primeira turma em que me enfiei de vez na Biblio. Era a 3ª fase com um bando de gente bacana e de diversas vertentes de unidades de informação. Ter aulas com eles foi extremamente importante para eu sentir que o curso era firmeza, a carreira era promissora, as pessoas eram simpáticas.

Vendo eles recebendo os engessados ritos de colação de grau - Então é preciso alguém com título maior, cargo político, um objeto estranho encostado na caixa cranial pra ser finalmente bibliotecárix? Na Letras eu já me sentia professora desde o momento em que fui obrigadx a fazer um plano de aula na correria - meio que apertou um parafuso que tava aqui virando pra lá e pra cá: o parafuso da Ética.

Aí a fessora cutch-cutch que discursa muito nessa linha da Biblioteconomia fez o discurso como patrona da turma. E a coisinha linda citou Aristóteles, Kant e a diferença do Ethos com épsilon e Ethos com eta. O meu coração que já tá ferrado meio que deu um compasso trincado, desses de muitos goles de bebida forte, mas que não está completamente bêbado. Tocar nessa parte da terminologia de palavras que são terrivelmente empregadas em nosso curso, mas que ninguém tá nem aí par asaber pra que servem, é como um refresco nesse mar bisonho em que ando navegando.

Ela resgatou o Código de Ética do Bibliotecário (esse aí embaixo e que tenho diversas considerações a fazer que são contraditórias com o fazer bibliotecário de agora) e disse da importância do quanto é importante verificar a terminologia de nossos conceitos. Não obedecemos um código de ética para estamos na linha, fazer conforme a cartilha, não questionar nossa posição no mundo e a do Outro - seguimos um padrão alinhado de conjunto de regras para nossa profissão por termos a noção de que o bem maior, o bem estar social, a dignidade e a cidadania tá nas nossas mãos também.

sábado, 16 de julho de 2016

o trem da união dentro da classe

Amiguinhxs,

Quando forem se posicionar sobre a desunião da categoria bibliotecária em algum futuro distante pensem e lembrem de 3 coisas :
1) quem foram seus professores e como eles incentivaram o diálogo e união entre os estudantes e entre eles, docentes
2) quem foram seus exemplos de profissional da Informação atuante na área e qual contribuição a pessoa deu sobre o caso
3) se você repetiu o erro de 1, questionou o exemplo de 2, lutou pelo que você acreditava na época

Aí sim num futuro próximo você entenderá porque esse povo da Biblioteconomia fabrica uma guerra civil sem necessitar de muita coisa, só precisa fazer nada, cruzar os braços e quando acontece uma mobilização de importância na área, diz que já tá cansadx de lutar, que Conselho só serve pra cobrar, associações e coletivos só servem pra dar curso, que os mais novos que devem agora reivindicar nossos direitos (hello, não quero sustentar vosmicê não, queridx!) e o melhor que resume esse ranting aqui: "Ninguém me ama, ninguém me quer, ninguém me chama de fecho-ecler"

Por favor né profissa?
Toma vergonha na cara, vai passar óleo de perobinha e se posiciona como BIBLIOTECÁRIX pelamoooooor?

Sim, reclamo e resmungo pra baraleo quando é comodismo besta se manifestando no curso e não terem um pingo de respeito para arcar com responsabilidade de quem será diretamente atingido pela omissão.


quinta-feira, 16 de junho de 2016

Bibliotequices - Biblioródias: TCC é um só

Uma e pouca da manhã e o que tou fazendo?
Óbvio que não é o trabalho de Gestão Estratégica!



Tava cansada de ver gráficos e analisar cadeias hereditárias (E acredite, não vai mudar a situação precária...), resolvi brincar um pouco no ukulele. Tou ficando melhorzinha na tosqueira com a Perry (O nome do instrumento, pretty please?), fiquei satisfeita :)

Convivo com amigolhes em pleno desenvolvimento/parto de seus TCCs, logo fui solidária. Não custa nada fazer graça com algo que nos deixa a beira da loucura sem nem ao menos precisar de Cthulhu dar uma forcinha. Saiu esse trem aí.

Melodia é da linda cutch-cutch da Clarice Falcão - "Um só" mais info dela aqui [x] e aqui [x] e a letra foi modificada.
Dá até pra cantar em dia ruim de orientação (Ou não).
"Eu pensei direito
Fiz um (projeto de) pesquisa
Eu li a respeito
E a gente é um só
Eu nos vi no espelho (de matrícula)
E contei nossos dedos
Não (volta com anotação em) vermelho
A gente é um só
Sem você, eu sumo
Eu morro de fome
Eu perco meu rumo
Eu fico (com a nota) menor
Eu tenho um bom gosto
Escrevi do meu jeito
A cor d(a sua folha de) rosto
Eu já sei de cor
Mas se (orientador) planeja
Nos partir ao meio
Então nem pestaneja
(Que) faça sem dó
O meu desespero
É que quando (a banca) acaba
Você fica inteiro (no repositório)
E eu fico o pó"

segunda-feira, 6 de junho de 2016

[bibliotequices] o caso daquele gerenciador de acervos que não-deve-ser-nomeado

Apresento à vocês o meu companheirinho imaginário: Dewey Potter.
Ele e a Dona Elza estarão fazendo participações especiais aqui pelo blog ou lá no canal do YouTube com coisas absurdas da Biblioteconomia - vulgo Bibliotequices.



Dewey Potter gosta de atazanar a vida das pessoas e coisas que não acompanham a organização reacionária dele. Dewey Potter também é um bruxo e vai para a Hogwarts da Biblioteconomia - aquela escola misteriosa e ideal que todo graduando acha que algum dia vai conseguir cursar/ter/ser professor, mas que até agora nada - e o "Menino que Classificou" também irá botar defeito nas coisas.

Porque é pra isso que ele serve.
Criticismo do baraleo.

Então...
O programa que "Não-deve-ser-nomeado" não me é inteira novidade. Quando estava na Letras em MG, ele era usado na Intranet da biblioteca do campus em fase de teste e tudo mais. Pensa que eu não sei que nos faziam de cobaias? Mas bem, a interface me é familiar e infelizmente dominar as artimanhas desse fiodazunha vem sendo um desafio nada estimulante aqui no claustro do Processamento Técnico.

Yep, escola estava em greve e é pra isso que estagiário serve.

Antes que eu puxe a varinha e me dê um Avada Kedrava na própria testa, Dewey Potter me mostrou alguns caminhos para fazer as gambiarras básicas para que o programa recuperasse informação com mais seguridade e menos bla-bla-bla.

Uma coisa que me irrita profundamente são livros com mais de 50 edições em anos diferentes. Isso quer dizer automaticamente para qualquer gerenciador de acervos que haverá 50 tipos diferentes de se recuperar a informação de um livro que poderia ser colocado como único no sistema e pormenorizado nos detalhes da interface.

Mas não, com Dewey Potter não funfa assim.

E for realzies, o trem custa caro. Tipo MUITO caro!
Se eu tivesse 10% do orçamento desse tréco que não funciona direito por problemas estruturais, continuaria um projeto de app para facilitar a vida dos bibliotecários escolares. Gente não custa nada, só pegar galera do Sistemas de Informação que amam programar e sentar junto à eles e falar das necessidades e ir vendo no que dá. Não jogando a organização do acervo em um programa (que não-será-nomeado) que não faz metade do trabalho que deveria ser feito.

Entendam uma coisa chamada contexto, povo de PR! Vocês vendem um programa que é perfeito para bibliotecas de médio e grande porte, com todas as funcionalidades escabrosas que esses centros precisam, mas entenda que se não tiver algo auxiliar, uma versão lite ou adaptada para o ambiente escolar, o trem não anda. Simplesmente empaca.
(Gente tem biblioteca na rede municipal que nem acervo direito tem... Sem PC, sem bibliotecário, sem infra-estrutura mínima para operar... Cuma que fica?!)

Porque não temos bibliotecários capacitados para isso - nem se fizerem trocentas oficinas pra ensinar - a galera mais velha não se impressiona com essas coisas, a galera nova tenta entender, mas se confuso pela complexidade, usuário/interagente não tá nem aí pra isso. Então o que fazer?

Pra quê complicar se é bom facilitar?
Pra quê?!

Nota para posteridade: se chegar a visitar certa capital onde se encontra certo programa-de-gerenciamento-de-acervo-que-não-deve-ser-nomeado, dar um pulo na T.I., descobrir quem fez essa bagaça e dar um tapa na nuca dos indivíduos. Obrigada por não facilitarem a vida!!

sábado, 26 de março de 2016

[bibliotequices] dewey potter da repressão

Inaugurando o espacinho para novo meme da ‪#‎Biblioteconomia‬:

DEWEY POTTER DA REPRESSÃO



(Sim, eu escrevi um projeto, dá uma lida debaixo do link!)
Esse meme será compartilhado no Facebook toda vez que a hora for precisa. Nós aqui seguidores de Loki sabemos bem qual hora fazer piadinha sem noção. Só seguir a Hashtag #DeweyPotterDaRepressaum


quarta-feira, 9 de março de 2016

[bibliotequices] Bibliródia: Na oitocentos com Dewey Potter

Não curto bossa-nova, pouco MPB, mas às vezes a criatividade vai além do gênero musical preferido e enquanto estou a caminho de pegar um lanchinho para o almoço de universitário falido, me vem à cachola uma paródia muito boa para se brincar com o Dewey Potter (Porque agora ele é meu personagem recorrente nos esquemas).

Como é sagrado e devo oferecer a tr0llice primeiro para o deus em que me apoio, aí vai: Prometo sempre causar bonito, fazer traquinagem e induzir as pessoas a questionarem a Realidade ou não:

Ouvi um Amém?!

Não é que eu não tenha nada pra fazer - eu tenho e muito! - mas a inspiração faz download de pacotes de atualização da tr0llagem e acaba saindo isso aqui:


Na oitocentos...

(Essa vai para todxs bibliotecárixs boêmixs de plantão...)
Usuário mandão, hora de pico, semestre acabando, oh ilusão
Vou me aquietar, tentar acessar, 
banco de dados
Sistema cai, coração no chão
Deu tudo errado

E o que o bom bibliotecário faz na oitocentos...?
É lá que eu choro, eu não me aguento (Na oitocentos)
É onde me perco no desalento (Na oitocentos)
É na oitocentos...
Na oitocentos...

Minha vida num clique do botão
São 8 horas por dia de conexão
Quando decido fazer pesquisa à exaustão
Tudo cai, tudo cai na minha mão

Eu digo que dá, que consigo mais um pouquinho
São mais de 200 email na caixa de entrada
Telefone, fax, oh aí do balcão espera um pouquinho
(E no que que dá?)

E o que o bom bibliotecário faz na oitocentos...?
É lá que eu choro, eu não me aguento (Na oitocentos)
É onde me perco no desalento (Na oitocentos)
É na oitocentos...
Na oitocentos...

Eu sei que não devia pagar de bom moço não
Tratar usuário em banho maria, levar pela mão
Mas agora não tem jeito, não é mole não
Onde é que me escondo? (Na oitocentos) Não consigo dizer não

E o que o bom bibliotecário faz na oitocentos...?
É lá que eu choro, eu não me aguento (Na oitocentos)
É onde me perco no desalento (Na oitocentos)
É na oitocentos...
Na oitocentos...

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

[bibliotequices] é o Rap do Dewey!

É esse tipo de zoeira que faz a minha vida de escriba ser mais tolerável nos padrões costumeiros da Realidade Estática:


Indicado pela querida Dani Spudeit da UDESC, o povo da UNIRIO fez uma versão brasileira de um vídeo americano sobre os ensinamentos nada engraçados daquele cara que chamamos de "O Menino que Classificou" ou Melvil Dewey Potter.
#PiadaInterna

E aí no OFAJ - um dos sites de fontes muito boas para a nossa área - descubro nos fundilhos um fessor da USP (E filho da PUC) que escreve paródia! WHAT IN DAH AWEEEEESOME!!!

domingo, 31 de janeiro de 2016

quede a paciência com matéria prima do chocolate?

Certa vez já me falaram que quem questiona demais a vida morre mais cedo - a preocupação, o estresse, a frustração, a infinitude de mais perguntas a serem feitas, o medo de não ser compreendido no processo, a rejeição - e quando se é mulher essa premissa já é de berço com aquela pitadinha gostosa de "meninas não podem fazer tantas perguntas porque não é educado."

O nosso sistema de ensino é virado para isso de certa forma, normatizando o que aprendemos nas escolas e quais perguntas devem ser feitas. Devido a isso, meu destino parece ser fadado a famosa música do The Who em que prefiro morrer antes de ficar véia, irei continuar a questionar tudo que acontece na minha vida de escriba.

O comichão científico veio com tudo essa semana com a seguinte coluna de famoso comentarista florianopolitano que tem a chata mania de dar pitaco em assuntos sem necessariamente pesquisar mais a fundo. E assuntos polêmicos é com ele mesmo! A quantidade de pessoas que relevam a o opinião do dito jornalista é admirável, mas assim como qualquer pessoa que mantém um nível alto de glamour no ambiente, ele acaba delirando às vezes.

Não que ele seja um Changeling, mas se fosse ia trazer um puta dum Choque de Retorno nas minhas fucas.

O jornalista com pseudônimo de matéria-prima de choclate posta esse pequeno texto, enfatizando o desgosto por ver obra tão conhecida e palavras dele "reconhecida como valor de status" direcionada a 20 tomos da Enciclopédia Barsa deixadas em um local de despejo para o descarte para o reciclável.


Gente, não deu.Tive que escrever um comentário enorme naquela coluna do senhor de opiniões deveras sem noção sobre...


Embaixo do link, a resposta TL;DR; algumas considerações e mais implicações sobre o caso.

posted from Bloggeroid


domingo, 3 de janeiro de 2016

bibliotequices - como a desciclopédia nos retrata

Não vou negar, eu adoro a Desciclopédia. Já escrevi alguns artigos por lá, encontro informações mais pertinentes que na Wikipédia às vezes (Sim, acontece!) e uma das curiosidades que se materializou em uma pesquisa aqui e agora foi de saber como essa Enciclopédia Livre de Conteúdo enxergava a gente aqui das quebrada de Ranganathan.

Nesse post loooooongo vou apenas copiar e colar alguns trechos da Desciclopédia com as opiniões expressas de quem escreve os artigos - lembrando que são pessoas como eu ou você, logo se pararmos para pensar um tiquinho, essa é a opinião da vox populi.

A lista de lá na Wikipédia está aqui [x] e contém 42 (OMFG a resposta!) cursos autorizados pelo MEC em 22 estados de nosso Brasilzão. Detalhe que nem todas as Universidades citadas no artigo da Wikipedia são tratadas na Desciclopédia. Hmmmmmm... Teoria da conspiração...?

Debaixo do link mais tosqueira, um bocado de humor sem noção, uma pitada de desrespeito com as diversidades culturais, de gênero, sarcasmo elevado, erros gramaticais não-propositais e comentários críticos/reflexivos de minha parte.



segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

Bibliotequices: A GUERRA CIVIL DOS LIVROS DIDÁTICOS!!

Let the War begins!!
[Texto produzido por Lucas Mendes, graduando de Biblioteconomia – Gestão da Informação na UDESC]

GUERRA CIVIL: PRÓ-LD’s VS. ANTI-LD’s
(titulo provisório zoeristico)

Depois de 6 meses nessa indústria vital da iniciação científica em Biblioteconomia, com uma pesquisa mais especificamente em livro didáticos (Titulo da pesquisa: Bibliotecas Escolares e Acervos: Possibilidades de Fontes, História e Memórias), eis que me deparo, mais especificamente no Painel de Biblioteconomia de 2015 já comentado aqui no blog pela Morgado, com uma discussão bem calorosa com a mesma. 

No segundo dia do evento eu e a Bruna discutimos por quase uma hora sobre prós e contras dos livros didáticos. Depois de refletir um pouco sobre isso tudo, tive a ideia de escrever esse singelo texto com minha opinião sobre o assunto, então coloquem os cintos que irei expor outro lado dos livros didáticos além do espaço que ele ocupa nas prateleiras das bibliotecas escolares.

Particularmente vejo o LD (livro didático) como um instrumento social do que realmente só um peso de papel no acervo. Acredito que os LDs igualam os estudantes de escola pública com os de escola privada (como reforçado pela minha chefinha com a qual me guiou por esse mundão do mercado editorial e social do LD), logo eles representam um ponto de igualdade, que claro não acredito ser o suficiente, pois muita gente tem o LD, mas não tem biblioteca ou professores suficientes em suas escolas. E em muitos casos o livro didático tem quase o papel de uma biblioteca móvel, já que o formato atual de LD trás poemas, contos, imagens, textos de referência, indicações de leituras. 

Com o crescimento do Ebook didático (não sei se esse termo realmente existe, mas uso ele para falar do LD digital) essas ferramentas se desenvolveram e até irão desenvolver outros formatos, possibilitando até a Social Reading (na qual acredito amplificar o ensino de toda nossa criançada).

Vale destacar que o Brasil compra através do PNLD (Plano Nacional dos Livros Didáticos) muito livro didático para as escolas públicas, e isso representa 35% de unidades vendidas no mercado editorial brasileiro (Fonte: Snel jul. 2012), e no caso dos Ebooks didáticos, ainda é um mercado em crescimento, já existem algumas escolas particulares usando (Essa matéria aqui fala um pouco disso) e a FNDE (Funda nacional de desenvolvimento da educação) por exemplo, já “obriga” as editoras a publicarem os LD em formato digital. O governo já iniciou a distribuição dos ebooks em algumas escolas nesse ano (ver aqui)

Os Ebooks digitais resolveriam o famigerado problema de espaço das bibliotecas escolares, mas acredito eu que eles são importantes obras de referências e que merecem um lugarzinho na estante, não em quantidade exagerada como acontece na realidade.

A biblioteca escolar, querendo ou não ganhou mais uma atribuição, que é a de guardar e distribuir os LD, e acho que não seja realmente um problema, desde que seja uma atividade apoiada pela secretaria da escola, já que pode ser uma dor de cabeça. Tem uma galerinha do barulho lá de Minas gerais que desenvolveu um software de gestão de livros didáticos, o i10 (chequem o projeto dessa empresa, e os outros também que são um amorzim), e que já fizeram vários testes e parece estar funcionando muito bem, eles conseguem fazer a distribuição dos em livros em um curto espaço do tempo, e recuperar grande parte dos livros ao final do ano (porque eles tem vida útil de 3 a 4 anos, são renovados por causa de atualização e afins).

Não quero me alongar, porque talvez um dia eu e a Morgado possamos discutir estilo filósofos gregos, só que sem precisar de cartas quando temos Twitter e Facebook. Fecho com o meu pensamento muito mais sentimental do que prático. Vale cuidar desses pestinhas espaçosos, porque eles têm mais importância social e econômica do que realmente prática (no sentido do espaço, já que a educação fica muito mais prática com a ajuda dos LD, mas isso abriria uma outra discussão no cunho da educação). 

Posso morder minha língua, pois ainda não estagiei em biblioteca escolar, mas defendo sim o LD e sua grande importância de fonte de pesquisa escolar e acadêmica.


Bibliotequices apresenta: GUERRA CIVIL DOS LIVROS DIDÁTICOS!!

Vídeo auto-explicativo, porque a ideia é muito boa!
(Sem modéstia alguma, pois nóis é humilde, mas sabemo dos esquema, morô?)


Próximo post do Bibliotequices será a inicialização de um projeto em conjunto com o Lucas Mendes da UDESC sobre Livros Didáticos. Fiquem ligados nos updates nas quartas-feiras (Não todas, mas com certeza os assuntos desse tópico cairão SEMPRE nesse dia tão lindo) para entenderem o porquê nós, projetos de bibliotecárixs ficamos horrorizados ou não quando essas 2 palavras - livros didáticos - aparecem na conversa...

sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

bibliotequices: dando tchau, tchau, tchau

Assim como a musiquinha grudenta da Vovó Mafalda, estou dando tchau para essa biblioteca linda onde me firmei como pessoa biblioteconômica (???). Não, não irei viajar porque isso é coisa de bibliotecárix ryyyyyyycxxxxh e famozxxxxx, então resolvi gravar um vídeo sobre a despedida.

Para aqueles que estão tentando entender o que quero dizer, é porque faz cerca de 2 dias que não durmo direito, logo o discurso tá meio fuén-fuén balão furado: 


Ano que vem estarei em outra escola da Rede Municipal, por mais 6 meses e a notícia não me deixou muito bem durante esses dias. Sim, eu sei, a oportunidade é ótima, novos ares, coisas novas, mas mesmo assim eu e mudanças? Não nos adaptamos bem de cara.

Agradecendo à escola que me acolheu tão lindamente desde o começo, por entenderem que dar voz aos alunos é bem mais importante que seguir o status quo, que tudo se resolve no diálogo, que as peculiaridades são preciosidades e que colocar um violão com cordas na hora do recreio faz milagres com alunos bagunceiros. 

No resumão? Sei lá o que tou sentindo, mas aqui vai ser o meu marco inicial de toda a bagagem que vou levar pro resto da minha vida nessa carreira.

Há o problema do workaholismo também. Fiquei parada por muito tempo no começo do ano por conta da perna, meu ritmo de trabalhar foi quebrado justamente quando tava começando a produzir bem e aí houve o trem da dedetização que parou por quase 2 semanas e bem... Eis o motivo de não conseguir dormir direito!

Final do ano sei que estarei uma pilha básica de produção e vou ter que direcionar pra algum lugar - e não vai ser para o acadêmico pelo jeito.

terça-feira, 8 de dezembro de 2015

docência de(s)cente - aquele lugarzinho especial


Resolvi separar um tópico para o BIBLIOTEQUICES para falar especialmente da carreira docente que estou me preparando para me enfiar. O DOCÊNCIA DE(S)CENTE vai estar tagueado para quando esse assunto for abordado.

Como primeiro post, bora ranting about uma coisa que já está incomodando faz tempo no curso.

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Nesse percurso acadêmico cheio de absurdos, há de imaginar que em algum ponto da linha cronológica de acontecimentos da minha vida de escriba do porquê eu ter recusado terminantemente a não seguir a docência na PUC. 
Até porque não construíram a Estrela da Morte com as centenas de milhões de denheros coletados dos pobres estudantes ferrados. 

A licenciatura vem me ensinando muitas coisas, inclusive o de não subestimar as pessoas, por qualquer motivo que seja. O indivíduo pode ser o mais estúpido possível lá fora das quebrada, isso não me dá razão para desabonar sua personalidade e caráter (Até porque não pago suas contas e não me interessa tua vida). Mas se a didática for ruim, meu camarada, cê tá condenado com carteira há VIP para Minos para passar a eternidade no Tártaro no pior castigo possível formulado para sua conduta profissional dentro e fora de sala de aula. 

Na minha sincera opinião, professor que não dá a mínima para as suas aulas e só está preenchendo lugar merece ter uma chance de assistir as próprias aulas no repeat, em uma cadeira velha de dentista sem ergonomia alguma, preso por linha de pipa coberta com cerol. 

Porque é essa a sensação que tenho após sair de aulas assim, em que se percebe claramente que o caboclo não quer nada, está ali ocupando o tempo e prejudicando os estudantes (e se não o sistema educacional funcionar). Esse tipo de profissional está na minha lista de "erros que não cometerei quando estiver na docência". Entendo que para muitos doutorandos o caminho para conseguir um cargo estável no ensino superior é passando pela docência, isso é magnífico, pois ensina muitas lições de humildade e alteridade, mas os mais velhos de casa parecem não entender que eles estão formando gente que vai fazer diferença lá fora. 
Os de mais de 25 anos de casa que digam. 

Como a seriedade do assunto não me permite dar nomes aos bois (fica mais interessante fingir que ninguém sabe de quem especificamente estou tratando nesse post) vou continuar a dissertar com o simples cenário:

Paredão de fuzilamento. 
Cerca de 60 estudantes a cada intervalo de 1 ano. 
O pelotão de fuzilamento está com as armas prontas, só falta alguém para dizer "Fogo". Adivinha quem é que dá a ordem?! 

A visão fatalista da educação é entendivel quando percebemos a seriedade do assunto. Somos instruídos como agentes sociais de mediação de leitura, informação e cidadania. Os professores são habilitados/especializados em nós ajudar a construir os significados de nosso percurso acadêmico, seja incentivando ações educativas para nos doutrinar (e vou usar esse verbo mesmo com o peso dele na frase) ao sistema de controle educacional vigente ou nos desafiar como indivíduos em nossa imensa elasticidade pedagógica e social. 

E tem sempre o fdp que é provável um zé mané qualquer e adora o som de sua própria voz repetindo: FOGO!! ATIRAR!! 

Então vamos lá!
(Post longo sobre como não tenho mais paciência em aturar professor que deveria estar pescando, não lecionando)

Cê que sabe se vai clicar ou não...

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

bibliotequices no ritmo contagiante dos memes

Eu já sei que não presto pra muita coisa, mas hey! Pra escrever eu consigo bem! e fazer memes e paródias! E não levar à sério tanto a Realidade Estática ou eu tenho um tréco antes de chegar aos meus 40.

E já que a vida é cheia de tragédia e bodes amarrados na perna, bora lá fazer piada?
Agora é só cantar comigo, vamos lá:

"A CDD,Tabela de Pha, Otlet, CDD e CDU,
tem a AACRDox,o BibLivre,Vixi..."
(Repete 2x)


Debaixo do link, mais memes do Ranganathan. Surpresinha para o Mistah Melvil aqui:


[DISCLAIMER: pode usar à vontade, nem precisa creditar, sem medo de ser feliz, porque esses caras estão mortos, eram super felizes na Biblioteconomia e com certeza gostariam que as gerações futuras soubessem do bem que eles fizeram para o mundo.]

segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Bibliotequices - como fazer uma estagiária noobie entrar em pânico


Então ocorreu esse peleja de dimensões astronômicas no lugar onde estagio e se tenho uma vaga idéia do que seja um pandemônio armado, este seria o perfeito exemplo. 

Às vezes esqueço que sou estagiária. Muitas vezes esqueço que minha função se limita a poucas responsabilidades já  pré-estabelecidas, o problema é que não há alguém para fazer as decisões da biblioteca novamente e sinto aquele aperto ao deixar como está porque assim foi ordenado. 

Tenho uma preocupação imensa pelo que a garotada vai precisar durante esse tempo de recesso/talvez mudança de prédio. Eles estão na reta final do bimestre e não é legal ser jogado em qualquer lugar sem o mínimo de amparo pedagógico. Pelo jeito parece tudo bem, mas como é que faço como pseudo-bibliotecária? 

O prédio da escola foi dedetizado dezenas de vezes desde a quinta passada impossibilitando as aulas e qualquer outra atividade escolar/administrativa. Para a coleção de enfartos pedagógicos, veio o pessoal da dedetização com borrifadores, eu no encalço pedindo pelamoooooor não aponta pras estantes. NÃO APONTA PRAS MÓDAFÓCA ESTANTES!!

A mistura de veneno + poeira + livros não é legal, ainda mais quando você tem um público que costuma ser muito tátil (e senão às vezes palatal) com o acervo. Uma questão urgente de saúde pública, mas que realmente não deu tempo de fazer absolutamente nada devido o tempo que me foi dado para tomar alguma decisão. Não deu tempo de guardar os livros em sacolas, não deu para cobrir as estantes, apenas observei em terror como uma simples decisão sem o discernimento preciso da gravidade do ato poderia causar tempos depois.

A.k.a. eu tava apavorada. 
Pode entrar em pânico, produção?

Créditos para: Shokly Digital Art
Não tou sendo drástica, cês não me viram sendo drástica.

Mas como sou babaca - e quando digo isso é pelo senso comum, já que ser "babaca" é fazer aquilo que não precisa se fazer porque a responsabilidade não é minha, logo, eu deveria ficar calada, quieta, sentada de braços cruzados e jogando angry birds no meu celular enquanto vejo o circo pegar fogo - tentei pensar no que faria caso a escola fosse para outro lugar, o que levaria de emergência para tapear um pouco a falta que o lugar físico do acervo faria diferença na vida dos alunos.

FYI: secretamente gosto de ver o circo pegando fogo, mas é porque meu cérebro já tá maquinando para apagar o fogo, seja lá onde ele tenha surgido.

Aí barramos com a problemática desse post: a responsabilidade NÃO É minha.

O que mais escutei esses dias é que eu não posso fazer nada. Não devo fazer nada. Não tem como fazer nada. E não dá pra virar pro camarada e dizer: I DO WHAT I WANT CAUSE I AM A PIRATE!!! Ou Bibliotecária, ou algo aproximado a isso. Sim, eu posso fazer. Eu preciso fazer, não é justo não fazer e deixar outros que não fazem a MÍNIMA IDÉIA fazerem e não entenderem o quanto isso é importante para a comunidade escolar.

E também porque entrei em estado de choque na sexta passada.

Fui ver a situação e meu estômago deve ter feito contorcionismo de tanto nervoso. A coisa tá feia. Nem vou dizer que a minha cabeça explodiu, minhas pernas falharam e deu vontade de sentar ali mesmo, no meio da biblioteca e chorar.
(Mas não, preferi ser mais idiota ainda e bater boca com a administração da escola sobre o que levar ou não para o novo espaço)

Acho que os bibliotecários de Alexandria devem estar patting minha cabeça e falando: "Oh dó, oh coitada...". Se essa foi a minha reação ao ver uma dedetização sem cuidados prévios, não quero nem ver alguma biblioteca pegando fogo.

Talvez esse tenha sido o Wake Up Call de me desapegar do local. De saber que daqui alguns dias não estarei mais com eles e que o processo de chamar por mais 6 meses vá demorar. Talvez seja uma daquelas pegadinhas do Universo em sua sábia ironia me dizendo: "Hey, cê fez o que tinha pra fazer, bora ganhar mais XP pra próxima fase..." - ou talvez seja o resultado de um acidental giro na ignição do Gerador Improbabilidade Infinita.
(Que nenhuma pulga tenha dito "Ai de novo não..." e me volte como um jarro de tupilas)

Enquanto a situação não se resolve, vou perdendo meu sono com ideias malucas de como resolver a situação, ou de já me prontificar a entrar no ambiente inóspito e limpar o acervo, um a um, livro por livro, até ter a consciência limpa de que a responsabilidade não é minha, mas pelo menos fiz alguma coisa. Ou posso ficar aqui em casa, desejando ávidamente a minha rotina de volta e ser distraída por dois gatos do barulho que aprontam muitas confusões.

Venimim Enfarto-pedagógico!!


Se você entendeu as referências para Guia do Mochileiro das Galáxias, vai saber o quão desesperador a situação está sendo para minha pessoa.

quinta-feira, 26 de novembro de 2015

bibliotequices - combo duplo do 5º semestre

Estou na 5ª fase, mas não estou.
Retorno de graduado é meio que nem consórcio de carro.
Pego o número, espero minha vez depois de um tanto de gente, levanto a mão quando quero dar o lance, para aquele carro bacaninha que estava planejando ter, vai pra outrém, levanto de novo para pegar sei lá, um carrinho menos possante, mas hey! Também tem suas vantagens... Nope, não dessa vez. Aí exausta de levantar a mão pra conseguir um lance, vem aqueles modelos de carros que quase ninguém quis ou geral quis e desistiu no último minuto.
(Apenas um aviso, quiançada: tem uma parte do Tártaro exclusivo para vocês que pegam as disciplinas obrigatórias e desistem na 1ª semana)

E por aí eu vou.

Empurrando as gestões gestionadoras para beeeeeem lá na frente, aproveito as má-deixas de disciplinas que aparecem no curso. Todo semestre eu tenho que calcular a quantidade de enrascada que vou me meter por pular fases e praticamente ler o plano de ensino de cada professor para poder me nortear. Já me arrependi algumas vezes de não ler e ver que a matéria era pesada demais para mim (Vide semestre passado!), então ser razoável com a quantidade de informação filtrada na minha cachola é saudável para minha linda e desesperada sanidade.
(Abençoa Cthulhu...)

Como eu me sinto quando acerto na escolha de disciplinas...
Aí às vezes eu acerto no levantar da mão e ganho um combo duplo de Fontes de Informação e Serviços de Informação com duas professoras super dedicadas ao que ensinam.

E é um milagre, porque as duas disciplinas se entrelaçam bem par a parte prática de qualquer estagiárix/projeto de bibliotecárix que não faz a MÍNIMA idéia de como manter o barco navegando mesmo quando o capitão está seilá... servindo ao Davy Jones.
(Referências, nenê. Referências.)

O barco que eu tou navegando tá indo bem - apesar da infestação de insetóide maledeto que ocorreu durante a semana passada - e me sinto à vontade para dizer o quanto tenho orgulho de participar dessa comunidade escolar. A escola me toruxe grandes experiências, me fez ter perspectivas melhores para minha profissão e minha carreira e também me deixou uma lição boa de humildade com aqueles que fazem a Roda girar. Estar entre a galerinha de estudantes, ali na linha de frente no balcão, auxiliando como dá, ajudando como é possível chega a ser a melhor forma de fazer algum papel de cidadã que já tive oportunidade. 

Estar na biblioteca escolar me ensinou que a teoria do curso tem que estar mais do que em sintonia com a prática lá fora, tem que acompanhar os setores com mais carência de bibliotecários e profissionais da informação. A gente (acadêmico, corintiano, sofredor...) PRECISA saber como é lá fora enquanto estamos DENTRO da Universidade, nem que seja por 1 mês. Não precisa ir muito longe, não necessita estar no meio dos engravatados ou os cheios de firulinhas, dá uma olhadinha ali na vizinhança e verifica como é a biblioteca escolar da unidade mais próxima.

O combo do 5º semestre me ajudou a rever meus conceitos mais práticos, como perder o medo de improvisar quando é necessário fazê-lo. O de encarar a demanda como parte essencial do meu trabalho, as mudanças repentinas como rotina e a maluquice geral como o usual. E olha, o que a gente escuta em balcão de biblioteca não tá no gibi...

segunda-feira, 16 de novembro de 2015

bibliotequices - paródia let's dewey it




O que fazer dentro do busão quando há engarrafamento na 403 saída Ingleses? Acabo escrevendo paródia...

LET'S DEWEY IT
Ou a paródia pro pessoal do processamento técnico. (Pois nós sabemos o valor precioso que vocês têm em nossas vidas!)
Música incidental? Claro que tinha que ser Professor Elemental.

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Eu passo parte da minha vida sempre atrás das estantes
O que pode ser bom, mas pra você parece irrelevante
Vamos começar desde o início
Antes que você ache que eu deva me jogar de um precipício

Let's Dewey it
Sou eu, aquele não aparece!
Não dá as caras no balcão, mas minha decisão prevalece
Eu catalogo e classifico,
Não é nenhum robô, sou eu mesmo que indexico
Se os livros estão em ordem nas prateleiras
Você devia agradecer minhas detalhadas maneiras
Eu uso os melhores gerenciadores de acervo
Mas é a minha cachola que recorro no aperto

Let's Dewey it
Nada tema, não precisa memorizar
Temos um manual enorme pra só bibliotecário decorar
Nossa ordem é diferente, nosso código parece incoerente
Mas pra você achar um livro é mais rápido e eficiente

Let's Dewey it
Antes que eu perca um parafuso
Meus manuais estão sempre aqui, são eles que eu uso
Let's Dewey it
Ostentando é pouco, tenho a CDU sim
Gastei todo o orçamento de 12 anos e mesmo assim
Let's Dewey it
E quando não tem ficha catalografica no bendito livro
Me encolho no lugar, pra eles eu suplico:
"Por favor Ranganathan-Dewey-Otlet me ajude,
Será que esse vai na Economia ou pra area de Saúde?"

Let's Dewey it
Na graduação você já pode me reconhecer
Sou justamente aquele que tira nota máxima em LD
Vou até fazer um rap com termos de um tesauro
(Com o que posso rimar? Posso usar um dinossauro?)

Let's Dewey it
O que posso dizer? Sou bibliotecário catalogador
Meu paraíso é a Library of Congress, mas também uso buscador
Porque quando não tem jeito, sem registro no acervo
A gente reza pra Santo Ranganathá e espera um acerto

Let's Dewey it
Pensa que é tão fácil assim?
É só olhar no manual e o número faz plimplin?
Vamos lá, pessoal, me dêem um pouco de crédito
Minha vida sem o processamento técnico seria um puro tédio

Let's Dewey it
Apenas peço aos meus caros miguxos da Biblioteconomia
Catalogar não é luxo, é necessidade de todo dia
Ajudem uma pobre alma, aquele usuário perdido
Não precisa decorar os números, esse é meu serviço
Fiquem à vontade, o acervo é pra usar
Eu catalogo, classifico, indexico pra facilitar

Bibliotequices no 33º Painel de Biblioteconomia


[suspeito que esse post será editado várias e várias vezes na esquina com as macas da Varig, então...]

DISCLAIMER LINDO QUE PRECISO FAZER: Sou graduanda de Biblioteconomia na UFSC, na fase do só Ranganathan sabe, loooooogo minhas opiniões acerca do evento são inteiramente minhas, da minha cachola meio amalucada nutrida com café e comida do RU. Creio que terei que introduzir um tesauro nesse blog para os novos leitores entenderem as piadas internas e as referências nerds (Gente, referência é tudo nessa vida!).

Para quem quiser dialogar sobre esse post e outras questões (Inclusive motores de avião, estou disposta a discutir sobre engenharia aeronáutica, tá?), só deixar um comentário ali na caixinha abaixo. Não custa nada, sério. Nem pro Google Adwords eu apelo (E não tou ganhando jabá nenhum por declarar minhas opiniões... Eita).

Bora lá que lá vem postagem longa...

O que posso dizer sobre esse evento estranho que junta um povo mais esquisito com o intuito de falar sobre a maluquice do fazer bibliotecário e bibliotecas?
(Porque cês sabem né? Conforme a nossa sociedade contemporânea, ajudar as pessoas a buscarem cidadania, dignidade e autonomia é coisa de gente biruta. Mexer com máquinas é mais seguro.)

Me senti mais animada, o low da semana passada foi substituído por essa coisinha mastigando minha bile e cuspindo formas de se abalar a estrutura do sistema vigente. Eu amo a minha profissão, amo meu curso e tudo que ele representa em minha vida nesse momento. Ter um espaço para discutir sobre a Biblioteconomia é raro dentro da Academia, mas nesse Painel a conversa foi inspiradora no modo prático. Apesar da minha cabeça estar bem bem bem cheia de idéias iludidas para se fazer no local onde trabalho (estagio em uma biblioteca escolar da rede pública de ensino), vi aqui no encontro um modo real de colocar essas coisas fora do papel.

Aprendi um bocado com colegas, mais um pouco com os docentes, descobri algumas coisas sobre mim mesma, sobre o Outro, e vi que a vontade de nossos estudantes é MUITO grande, mas como há sempre problemas no caminho, tivemos a oportunidade de ouvir e também debater sobre as dificuldades no curso. Graças a Dewey tivemos como nos expressar, porque a coisa tá feia gente...

Auditório do CEDUP cheio e muitas discussões
Palavras que surgiram como ser ousado, proativo, gestor cultural, conhecedor de leis me iluminaram bastante sobre o meu papel na sociedade. Eu tenho um orgulho enorme de ter escolhido esse caminho, mas ao mesmo tempo me sinto inibida ao ver que algumas responsabilidades são bem maiores que eu pensava.

Por exemplo: pra qualquer lugar que olho há empreendedores e a única coisa que eu gostaria mesmo de sentar e conversar era sobre "okay, estamos todos ferraxs, o que fazer com uma caixa de leite vazia, retalhos de EVA e tinta guache para trazer os leitores pra dentro das nossas bibliotecas?" - mas a maior parte do tempo era algo sempre virado para a tecnologia embutida nesses espaços. Méh.

Senti-me como um daqueles homens das cavernas ainda tentando entender o que é a pedra redonda enquanto os outros homo sapiens já faziam uso da roda. Talvez seja o nicho que decidi me enfiar, biblioteca escolar pública é um lugar primário, rústico, dah roots, sem muitos recursos tecnológicos, a improvisação é primordial e às vezes a vida não te dá mais ideias pra tirar da cartola (Ou das mangas ou atrás da orelha, cê sabe, fazer efeito de mágika perto dos não-despertos dá Paradoxo e Choque de Retorno¹!).

Outra coisa que me fez repensar meu papel:
 - A tal da caixa.
 - O pensar fora da caixa.
 - O ir além da caixa.

Véi, de Bowie...
A caixa não existe.
É que nem a colher do Matrix. Não tem essa de caixa, a sociedade que gosta de colocar paredes pra delimitar tudo, a caixa é simbólica, você se encosta no canto se quiser, mas ela não tá lá. Somos além da caixa, somos além das paredes como o evento quis colocar em sua temática.

NÃO TEM CAIXA NENHUMA.
(Get used to it! let's Dewey it!)
Agora volteeeeemos. Cês já sabem: TL;DR.
(Too long; don't read)

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