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terça-feira, 4 de novembro de 2014

registros de breakdown

Já havia discorrido sobre a situação que acomete essa que vos escreve sobre a linha tênue entre Amor e Ódio.

Se há alguém que me cativa ao ponto de me fazer amar/odiar ao mesmo tempo, é costumeiro que eu vá manifestar algum tipo de emoção encostada nessa corda de bandolim desgastada que musica meu coração.
(Sim, isso foi poético e cafona assim como qualquer coisa que venha fora do meu sistema nervoso)

Mimimi, mimimi, mimimi, porque é isso que virginiano faz quando tem crise de choro no meio do nada, por motivo besta e sem sentido e que com certeza vai levar a culpa toda pra cama.

sábado, 6 de setembro de 2014

slow motion na conchinha

O bom de se entender que a conchinha do Gary é algo necessário para a manutenção de uma Sanidade com alguns pontos ainda restantes é deixar tudo no slow motion:


Apenas lembrar que é um dia de cada vez, nada de afobar e sinceramente: nada de me importar com a opinião alheia - ninguém paga minhas contas, não lava a minha roupa, não coloca feijão na minha mesa minúscula, logo...

domingo, 10 de agosto de 2014

domingos são os piores


Uma coisa que venho aprendendo substancialmente em todo minuto de minha vida de escriba agora é que há muito o que se fazer. 

Na maior parte do tempo me sinto uma amebinha muito babaca, mas inteiramente apaixonada. É uma boa forma de se descrever o estado mental de hoje, num domingo chato, sem muita movimentação e uma série de desencontros (ressaca moral, sensação familiar de adormecimento corporal, nostalgia ruim do caçamba em momentos agradáveis, etc) para manter aquela veinha latejando no canto da têmpora.
And there will come a time, you'll see, with no more tears. 
And love will not break your heart, but dismiss your fears.


Argh! Se eu pedir pra ser menos doloroso, não seria a mesma coisa.
Bora terminar esse domingo logo, porque amanhã é o 1º dia de aula.

segunda-feira, 28 de abril de 2014

mais outra rodada de Psiquê vs Eros

Okay Eros,

Ganhou mais essa rodada.
Não avacalha com os trem não! Xô, xô!
Agora me deixa falar com tua mãe...

Vai dar umas voltinhas, vai?
Espetar gente nada a ver com tuas flechinhas
Esquece que fui ferida, que no pronto-socorro eu chego a tempo.
Vai, vai viver sua vida, moleque atrevido!

quinta-feira, 3 de abril de 2014

recado posterior para não esquecer

Para todas as pessoas que gostam de interromper seus afazeres super responsáveis para ter um dedo de prosa com esta escriba em alguma parte de suas vidas: um sincero obrigada.

Sei que não correspondo da mesma maneira, mas é porque sou monotarefa: aquele tipo de pessoa fordiana que só decora APENAS UM tipo de tarefa a ser realizada e se concentra naquilo para não desandar a linha de produção. Tipo andar, respirar, pensar, digitar mensagem no celular ou falar ao celular dentro do ônibus quando se está chegando bem perto do ponto em que se deve soltar. Praticamente  IMPOSSÍVEL ter mobilidade e capacidade motora para ralizar esse tipo de coisa sem a linda Lady Murphy vir dar aquele apoio moral.

(A reação adversa é deixar o pânico tomar conta ao pensar que estou incomodando/atrapalhando a pessoa a fazer seja lá o que esteja fazendo do outro lado do monitor. Isso vem desde criança, quando me falaram que tenho que esperar as pessoas terminarem de falar para eu poder falar.)


E por mais que eu tente fazer o mesmo por elas, sei que falhei miseravelmente em muitas vezes. Até chateei algumas por não possuir QI suficiente para isso em ocasiões importantes. Fica então meu pedido de desculpas, de todo meu coraçãozinho virginiano que não é nada perfeccionista, mas também não força a barra para a capacidade cognitiva do ser humano.

Agradeço de coração por terem a capacidade de multitarefa de conseguir manter uma conversação (Por mais banal e besta que fosse) comigo e fazer algo altamente sério ao mesmo tempo. E obrigada pela atenção, aquelas vezes foram sempre edificantes pra me manter em sã consciência.

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

[poesias] Aviso a uma criança sorrateira.



[N/A: Não, não sei rimar.]


Cuidado criança, cuidado
Pular fora da água pode ser perigoso
Fique na superfície, fique no raso
Onde nada te puxa para o fundo
Nada puxa para fora
O Nada faz o teu berço mais confortável

Alguns preferem expressar seus medos
Outros preferem mantê-los guardados para ocasião
Alguns crêem ao separarem o que sentem do que pensam
Que joio é diferente do trigo, mas tudo é a mesma coisa desde então

Quando seu corpo está submerso, mas seu rosto ainda para fora
Pernas miúdas se debatendo dentro da água
Narinas para fora, respirando o máximo de ar que puder
"Eu escolhi viver, eu escolhi viver" - repita esse mantra então

Cuidado criança, cuidado
Passear no escuro sem guia não é fácil não
Ficar parado na escuridão pode ser pior ainda
Onde nada te puxa para o fundo
Nada puxa para fora
O Nada faz teu berço mais confortável

Some prefer to cast their demons out
I'd love you to keep yours ready to drown

Caminhe em passos apressados, em passos ritmados
Não olhe para o chão lotado de padrões
Mantenha a cuca fresca com músicas sem refrão
Não olhe para o chão sujo cheio de padrões
Não faça contas de quantas torneiras fechou
De quantas chaves passou antes de fechar a casa
De quantas janelas você trancou

"Eu escolhi viver, eu escolhi viver" - repita esse mantra então
"Eu escolhi viver, eu escolhi viver" - repita esse mantra então

Cuidado, criança, de quem você não lembra mais o rosto
De quem você se educou a não ter mais gosto
O pensador é a pior de nossas faculdades
Nascido pra fazer maravilhas, mas único que não sente dor
Esquece daquilo que não te pertence
Fica só com o que você conquistou


Cuidado criança, esse é o último aviso.

(Senão o único)
Apenas esqueça.
Ficar na água é mais saudável
Do que voar perto do Sol.


sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

ano novo, foto nova

My reflection, dirty mirror
There's no connection to myself
(Smashing Pumpkins - Zero)

True story, bros...
Toda vez que me olho no espelho tenho essa impressão de reconhecer quem me olha de volta. Isso não acontecia anos atrás, em que munida de meus longos cabelos castanhos escuros e cara de sono não me dava a impressão que eu era eu mesma. Aliás, o meu rosto ainda me parece desconhecido (Meu corpo não, conheço-o bem e sei que ele é meu mesmo), mas aos poucos me acostumo com essa cara que me olha de volta no reflexo do espelho.

Ao cortar as madeixas pela trogésima vez e deixar a cor natural voltar, percebo algumas nuances de familiaridade. O rosto é meu, só não o reconheço como algo meu. A cicatriz em meu queixo é a que mais me faz lembrar que o rosto é meu, mas de resto não consigo identificar uma semelhança com o restante.

Muita coisa supostamente deveria mudar de outubro pra cá, mas finalmente percebi que a mudança tem de vir de dentro (Oh poético isso não?), então a tendência é deixar as mudanças virem sem me esconder dentro da conchinha do Gary (meow!). E sim, me olhar mais em refletores de imagem sem ter medo que algo vá roubar a minha alma no processo.

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

manifesto da legitimação da conchinha

Deus do Céu, pode me avisar até quando e o quanto vou ter que chorar pra finalmente entrar no closure e não me preocupar mais com certos assuntos que eu nem deveria estar mais me preocupando agora? E please, dá um toque nas pessoas queridas que amo e que insistem em falar que "Vai ficar tudo bem, a próxima vai ser melhor" que não, não é momento para dizerem isso? Não vai ter próxima, não está tudo bem, eu vivo no maldito presente, última coisa que quero agora é pensar em futuro e muito menos relembrar passado algum (tá virando uma obsessão ferrada esses dias).

A conchinha está de volta por motivos de segurança nacional (Ou patrimonial corporal/mental).
Ao ver que o estabelecimento da ordem binária entre o "fiz porque quis e fui feliz" e o "me arrependo amargamente pelo resto da minha vida" está sendo ameaçada para um dos pólos, é decidido em sessão extraordinária que haja a legitimação da conchinha, padronizada durante anos de pesquisa, arquitetura social e estratégia válida de autopreservação psicológica e física.

Com a legitimação da conchinha há a possibilidade remota de enfrentamento da Realidade 2.7 com embasamento teórico fundamentado na teoria da desconstrução, da desmistificação e principalmente na desatribuições de significados e significantes dos processos destrutivos inferidos por projétil de calibre incerto, desferido por moleque estrábico e míope que se autoproclama Eros, filho único e legítimo da Deusa do Amor - Afrodite - e do Deus da Guerra - Ares.

A presente escrivã desse Blog se entrega inteiramente ao encarceramento consentido na então intitulada Conchinha de Gary (meow) para que danos maiores não sejam perpetuados em larga escala por conta de seu ego ferido, personalidade de natureza rude e volúvel, atitudes que podem beirar ao puro extremismo em pânico e/ou talvez perpetrar situações constrangedoras para si mesma e para outrem. (E sim, tenho ciência do karma que atraí pra mim mesma nesse processo todo e como vai ser difícil de sair andando sem mancar de desconfiança, ter coragem de novo pra qualquer coisa ou simplesmente sentir qualquer coisa.)


Conclusão: Não tem como mais ficar fingindo que tudo está ok e sorrindo. Tá na hora da autorreflexão (E fuga da Realidade, senão todos meus medos infantis e de adulto irão subir com a mesma quantidade).

Outubro, era para você ser legal, mas não foi.

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

promessas ao fogo são abóboras incendiadas


Assim como elas foram feitas - com seu testemunhos de labaredas beijando meus dedos que não são nada aptos com esse elemento tão volátil - elas se irão como vieram. Em uma combustão rápida, segura e sem danos maiores.

Era isso que eu esperava.

Queimei a primeira abóbora hoje, não porque fazia parte dos esquemas do Halloween, era porque eu precisava ver algo se queimando para me libertar literalmente dessa bad vibe que ando sentindo - não, não sou piromaníaca, tenho pavor de fogo e riscar fósforos ou acender isqueiros não faz parte da minha lista de coisas que gosto de fazer - tão forte e tão ferrada que me fez ficar desligada essa semana inteira, apenas me preocupando com meu próprio umbigo no mimimi eterno.

O elemento fogo não condiz com o meu querido elemento correspondente (terra), assim fiquei no embaraçamento de atear fogo a abóbora sem ter habilidade alguma para tal coisa, resultado: muitos fósforos riscados, muito papel de rascunho utilizado, muito incenso de turíbulo e bora botar tudo que está trancado aqui já faz 1 ano pra fora. Eles vão embora e eu fico, não inteira, mas permaneço, como sempre pude me manter.

Que assim seja.

Os ciclos vêm e vão, como já havia citado em algum lugar: a vida é como uma espiral de situações parecidas e com saídas diferentes, tudo que temos que fazer é preencher essas lacunas da jornada com as nossas singelas e audazes experimentações de vida. Esse ciclo agora possivelmente irá abrir meus caminhos para aquilo que tenho que consertar - começando a limpar as explosões de humor que estão piorando que é uma beleza - e o que preciso pra ser melhor para mim mesma.

Às vezes fico matutando se conhecer essa outra parte do mundo invisível foi uma boa, afinal. Trouxe tantas autodescobertas e planos realizados e sonhos concretizados, mas deixou um belo buraco escavado no meu coração todo cobertinho de dor, mágoa e vontade de morder algumas jugulares com o intuito de assassínio premeditado. Estou confusa, não sei o que sentir exatamente e por isso a Razão dominou nas últimas semanas, a boa e pura Razão dos antigos gregos. Aquele infalível, que poderia explicar tudo e todos se não fosse o mero detalhe de eu saber muito bem que apenas ela não me salva, não é ela que é verdadeira na minha vida, não é ela que vai me ajudar a sair desse ciclo destrutivo de pensamentos nada felizes.

A boa e pura Razão Greco-romana me impulsiona a cometer alguns atos baseados na hýbris dos heróis, aquela falhazinha crítica de zombar do Destino, de mandar banana para os deuses (Deuses, que deuses?!), de ser desmedidamente cega para enxergar o mundo ao meu redor. O estado piora com todo esse turbilhão de lembranças e emoções não sentidas e que parecem querer ser sentidas AGORA quase 1 ano depois F.U. heart, I ain't givin a fly fuck...

Enquanto o ciclo não se fecha para partir para o outro, mantenho a Razão como minha companheira de guerra, levanto o escudo e continuo segurando a lança: não é só de emoções cuspindo fogo que devo me preparar para enfrentar. Promessas feitas com o fogo como testemunha são fáceis de se apagarem, ainda mais no calor da emoção. A essa altura da intolerância emocional, me sinto stuck (novamente), voltando ao mesmo ponto do ciclo em que me encontrava mais tempo, quando o fogo não me machucava, quando não precisava ficar riscando fósforo. Tudo que preciso é pensar, seguir a razão, sentir novamente a areia debaixo de meus pés.

O Mar me acalma, Janaína me deu um pouco do seu Amor, agora vou buscar novamente no elemento que mais tenho medo meios de caminhar novamente.

terça-feira, 8 de outubro de 2013

interlúdio entre manter promessa e manter a sanidade


Verdade seja dita, não consigo manter promessas.
A mesma força impulsionadora para que eu as faça é a mesma proporcional para o desinteresse da causa prometida. E se o desinteresse for altamente questionável, aí sim pode apostar que a promessa antes feita com todo carinho e amor será deixada de lado no limbo cósmico para talvez ser resgatada algum dia depois para averiguação.

É amargo ter consciência disso e não poder fazer muita coisa.
Mecanismos de auto-defesa é uma coisa, já auto-preservação é outra.

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

esgotada


São nessas horas de uma quinta-feira ferrada que me sinto como se tivesse pegando a pá do buraco que comecei a cavar debaixo da minha cama aos 13 anos e meio e voltar a afofar o terreno.

Outubro era para ser meu mês de renovações de votos e ideais novas, mas parece que tou orando mais por perda de memória regressiva do que qualquer outra coisa. Pode ser a depressão voltando, pode ser a negatividade enchendo os espaços que resolvi plantar trevinhos e florzinhas alaranjadas nesse meu buraco, mas tá difícil de aguentar. Uma porque não sinto a necessidade de dividir mais minha vida com ninguém - inner thoughts, projetos pessoais, brainstorms ocasionais - e outra porque o damage foi feito e não tem como reparar mesmo depois de 1 ano de atraso (Tá demorando, caçambinha, TÁ FUCKING DEMORANDO!).


E nem é o overthinking usual de querer remoer o que não foi o que deveria ter sido, é a simples constatação que a inércia venceu e que minha consistência permitiu um limite diário de qualquer coisa, seja qual for.

Um anjo bom pousou na minha vida acadêmica esse semestre e me deu o toque que pareço ser aquela criança que quer se fingir de adulta para ser levada a sério. Isso me atingiu de uma maneira tão ferrada que mal consigo processar direito a informação, porque a criança eu sei que deixei em Lothlórien, pescando pedrinhas, fazendo raid com lobos do norte e escrevendo a história da família escondida em um livro enorme debaixo da cama e é bom que ela fique lá, não quero mais fazê-la sentir coisas que não está preparada emocionalmente para ver.  Eu deixei ela pra trás porque deixei tudo pra trás, inclusive o Amor. E esse é o modo default, sabe? Não tem mais como arranjar Layer 2, Layer 3, Layer 4.

Só estou cansada de me sentir um trapo quando ouço esse tipo de coisa vindo de pessoas que razoavelmente se interessam pelo meu bem estar, acho que vou começar a avisá-los que a única solução é quando eu pego no tranco de forma agressiva, aí sim há a mudança em algum lugar. Preciso experimentar o sabor do chão e ver meu nariz sangrando antes de voltar a subir de novo.

" - Você precisa viver sua vida mais light..." - é o que eu ouço mais esses dias, e alguns não compreendem que essa aqui é a minha vida, e é o máximo que posso tirar proveito dela. Poderia estar dando mais risadas, poderia, sim claro, mas pra quê? As piadinhas infames não costumam ser bem interpretadas, opto pelo sério, pelo responsável, pela fachada. Poderia ter mais chances de ser mais feliz, mas me diz como fazer isso sem ter que entregar o ouro todo e confiar na sorte? Aliás, é pra entregar a porcaria do ouro? Porque preciso de um tutorial para esse tipo de assunto.

Eu não compreendo bem quando se é para se socializar, não tenho grandes aspirações para ser alguém que realmente se sente bem entre pessoas e muito menos meu ego inquieto deixa isso, mas chega né? Não força muito que a conchinha precisa ser lustrada de vez em quando. (Conchinha, que conchinha? Oooooh a conchinha do Gary meow meow!)

Bora dormir que minha cabeça tá explodindo e não por favor, tenham piedade: parem de fazer indagações em que a minha resposta pode ser rude. Tou me segurando bastante para não soar repulsiva e odiável.






sexta-feira, 20 de setembro de 2013

breve momento de interlúdio entre a inércia e a consistência

Uma coisa que sempre me pegou durante a minha vida toda foi me acostumar com a inércia inevitável de coisas que realmente deveria estar paradas. Nem digo que na questão emocional, quanto mais "estável" tivesse, mais chances de eu acabar transformando aquilo em um completo bolo caótico de puro twisted chaos (É, redundância, tou usando ela ao meu favor esses dias).

Essa é a minha ideia máxima de Caos.
E sorvete de creme com morTANdela.
A inércia nunca me machucou tanto quanto o Caos, talvez por não saber como controlá-lo de maneira ao meu favor, fico com aquela impressão que a Lady Murphy - tão demasiadamente graciosa por querer sentar no meu colo quase todos os dias... Dama exigente, sou sua serva feliz - meio que controla esse aspecto da morosidade na minha vida.

E não é exatamente uma coisa ruim, é apenas... incômoda. Porque responder uma pergunta como: "Então, o que você tem feito da vida?" é como perguntar sobre que tipo de sorvete eu gosto (Baunilha, aliás), nunca vai mudar assim instantâneamente, as mudanças chegaram, mas foram gradativas, não fui pega de surpresa durante a espera, apenas bem... esperei.

Aí lembro do diálogo da Piper com a Alex em Orange is the New Black quando elas jogavam cartas após se ajeitarem finalmente - FYI: os diálogos desse seriado são tão perfeitos que não tem como não citá-los como canônicos na vida de muita gente - e a Piper vira dizendo que se sente como se tivesse 23 anos de novo e com tantas mudanças que passou em 10 anos separadas era incrível como ficar perto da Alex a fazia se sentir mais jovem, mais livre, mais segura de si. A resposta da arruinadora de fangirls é exatamente o que costumo responder quando a pergunta ali em cima: "O que você tem feito de sua vida?"

"I didn't change this much, I’m pretty consistent..." - foi o que ela respondeu. E é o que acontece comigo também. A inércia ajuda na consistência, no se manter você mesmo para não se perder no turbilhão de coisas caóticas que podem te afetar quando tudo está indo por ralo abaixo (E já que sanidade é um dos motivos mais preciosos que procuro manter intacta e limpa e sem exceção nas regras universais). Sou vulnerável a uma porção de coisas (Inclusive medo do escuro, continuo tendo), mas essa pergunta simplesmente me derruba no chão: porque independente do que aconteceu em certo determinado período de tempo, eu continuei a mesma, eu me mantive no mesmo hábito de costume, posso ter sumido da face da Terra para alguns, mas não consegui mudar muita coisa do que sou/fui há 10 anos atrás. Consistência não quer dizer monotonia, apenas me mantive na inércia para não cair no buraco sem fundo que lembro de ter cavado uns anos atrás.

A inércia ganhou e a consistência se firmou. O que me deixa puta mesmo é saber que a consistência derrete quando a inércia se transforma em uma força sobrenatural de atrito com o cosmos, e essa pergunta CHATA é que me faz sentir péssima com esse sistema de resguardo (Poucos acreditam mesmo que mantenho minha guarda aberta quase o tempo todo, mesmo com essa placa de NÃO em néon na minha testa) adotado. Em resumo, posso ser consistente e ter a inércia comigo, mas não quer dizer que eu não vá tentar algo audacioso. Não irei pular de paraquedas, ou escalarei alguma montanha e muito menos fazer algo que me é doloroso só de pensar. Não é a inércia que cuida desse aspecto, é a consistência.

Papo de maluco. Preciso de mais horas de sono.

domingo, 11 de agosto de 2013

eu na Biblio - prólogo

Essa sou eu, nas próximas 4 horas daqui em diante (Porque é óbvio que não vou conseguir dormir):


E preciso estar acordada às 7h da manhã amanhã. É meu primeiro dia de aula (É de noite, mas tenho que estar lá cedo para >>), tem que arrumar o schedule, tem que ver onde as salas são, tem que passar em algum lugar pra fazer carteirinha, tem que fazer ficha na biblioteca, tem que estar em casa antes do meio-dia pra almoçar e dar tempo de arrumar tudo e voltar pra lá e ter o primeiro dia de aula no antro vil e maléfico de Cthulhu. Nem comprei caderno ainda! (Who needs fucking caderno?! Vou usar esse que usei lá na UFMG em 2010, não tem nada escrito nele a não ser ideia pra fanfiction.)
(Why my mind play tricks on me right now?! Why fucking why?!)

Estou temerosa, faz tempos que não assisto aulas. Nem sei mais como é ter aulas, quais etiquetas sociais, quais tipos de sinais de bom comportamento social devo seguir, se devo ficar calada e ouvindo ou se devo falar alguma coisa, se haverá receptividade de ambos os lados, se haverá professores (Yep, falta de professores, essa é nova pra mim) pra mediar isso. Fucking awkwardness of awkward.

E ao invés de descansar e calm the fuck down, tou cá, uma pilha de pensamentos, em uma tentativa maluca de planejar o dia de amanhã - e não deveria, isso faz mal pra minha pessoa quanto cianeto em chá, e é claro que NADA vai sair do jeito que espero, tamos falando da Federal aqui. The thing is: tou muito empolgada, mas em um sentido de não saber onde isso vai dar, se vai dar certo, se vai ser bola fora, se vai ser o erro mais estúpido que já fiz na vida (Certamente não, porque NADA ganha de uma certa coisinha que já fiz), se era pra estar na Letras, se era para estar trabalhando, se era para simplesmente ter sumido.

Gah e méh. Odeio quando as encruzilhadas começam a pipocar na minha mente.
Não dormir também não ajuda em nada no processo. Me sinto mais segura quando faço estágio lá no Mundo Onírico, tio Morfeu pode me fazer lavar louça e espanar tapeçaria, mas pelo menos estou em um lugar onde posso manter esse fluxo de pensamentos acertado e em fileira indiana.

O que mais me assusta: sair da conchinha do Gary sem ter lustrado ela antes. Meeeeeoooow!

Ps: I've dreamt about you a lot lately, and you're always happy in my dreams. I really hope you're really happy.

terça-feira, 6 de agosto de 2013

sábado, 29 de junho de 2013

#2con(c)sertodesabafo

Porque o primeiro foi o de postar uma figurinha bonita do Caronte navegando em seu barquinho do Estige com o Sr. Hades de carona e deixando os pontinhos para serem ligados.

Entonces...

Sabe quando alguém te cobra muito algo que mesmo que você tenha prometido a tal coisa, é quase impossível realizar no exato momento em que a pessoa quer? Pois é, na minha linda e defeituosa educação de "faça de tripas, um coração e veja se consegue sentir algo com isso" me dá essa sensação eternamente chata de que a via é de mão única. Mesmo que isso seja errado de sentir por estar pedindo demais por uma situação pouca. Ou não. São os poucos que realmente percebem que às vezes posso ter uma possível perna quebrada, um bolo cozendo debaixo dos meus pulmões, uma dor aguda no baço, algo assim, que me impossibilite de SEMPRE aquiescer as promessas feitas?

E tipo: não moro tão longe assim, tá? Nem no fim do mundo e muito menos (E como eu desejava!) sou cigana ou nômade. Cansei de correr atrás da estrada quando me chamam, tá na hora de esperar sentadinha. #prontofalei

E se tem alguém aqui que passe por babaquinha e presunçosa, que seja eu primeiro, porque né, a via é sempre de mão única mesmo com um beco sem saída.

quinta-feira, 16 de maio de 2013

[conto] Cons(c)erto nº1

A casa era humilde, datada de muito tempo antes de muita gente nascer. A madeira em que pisavam rangia debaixo das dezenas de pés que já o pisotearam e o amarelado das paredes brancas pintadas com gesso mostrava os anos que aquela pequena residência estava ali, enfrentando vento, chuva e frio, à beira com o Grande Mar, sentindo as ondas incertas baterem em seu alicerce, as pedras de sua base tão firmes que nenhuma rachadura se abrira até então. Sua fachada era um branco sem graça, com as janelas marcadas em um azul escuro que trazia falhas em alguns pedaços, o acabamento das janelas e portas era em madeira sólida, mas como o tempo não perdoava, se encontravam empenadas e com frestas visíveis.

O vento fazia um espetáculo diferente todo dia de chuva, trazendo a brisa fria do Oceano e esfriando o  terreno amplo em que a casa se encontrava, uma fina névoa descansava sobre os terrenos, aumentando a umidade, mas as paredes bem vedadas com madeira e tijolos artesanais faziam com que a casa mantivesse o calor para aconchegar os residentes. O som que o vento produzia era alto e distinguível para quem estivesse dentro da casa, como um assovio mal feito, até ser engasgado pela bufada de vento mais rude.

Aquela casa jazia no meio de uma vila abandonada que não trazia ou levava ninguém. Exatamente ali, escolheram o seu refúgio de muitos anos, a morada de muitos na família, agora jogada ao resto que sobrara após a Guerra. O dono era um senhor robusto, muito alto e de poucos cabelos. O rosto rechonchudo denotava o seu labor diário - era agricultor - e as ancas mostravam que a idade finalmente o vencera. Uma bengala ele segurava firme em uma mão e o cachimbo na outra, sempre cheio de tabaco colhido da sua própria terra,o meio sorriso no lábio superior defeituoso causado por uma antiga cicatriz de briga nos tempos da juventude o deixava mais ameno para a criançada, mas os mais velhos sabiam o quão severo aquele senhor poderia ser quando provocado.

A vida era simples para ele, apesar de tudo.

segunda-feira, 22 de abril de 2013

conversações com a parede - parte 1

"Tou muito distraída, mas a cachola tá vazia."
"Não tem como separar uma unidade da outra."
"Não tive tempo para pensar nisso." - mas teve. Só não quis racionalizar para não sofrer mais.
"Vou soltar um ponto antes pra poder colocar as coisas no lugar."
"Não deveria ter lido sobre a Deep Web, o Google é meu pastor e agora a curiosidade vai me matar."
"Falando muito, né? É, eu sei. Conversar com as paredes não funciona mais."
"Não tive tempo para pensar nisso." - isso é o que mais me incomoda.
"Deixa que com o tempo tudo se resolve." - eu acho que já esperei demais.
"Error xxxx-x entre em contato com o Suporte da Blizzard para obter mais informações." - yeeeeey mais outro motivo para NÃO PENSAR em nada!
"Deveria estar estudando, não aqui."
"Yeeeeeeeeeeeeeeeeey Defiance e Warehouse 13 na mesma semana!!!"
"Não tive 'tempo' para pensar nisso." - é daí que nossa má fama é disseminada.
"Tchutchu-tchururururu-tchutchu-tchurururu... *cantarolando New York, New York do Sinatra*"
"Rain drops keep falling on my head, lalalalalala tchutchu-tchururururu-tchutchu-tchurururu... *emenda com  New York, New York*"
"Não é remédio. Tem que ter via de troca. Nada é só mão única." - becos sem saída costumam ser.
"Qualquer dia, a gente marca."
"Tou à disposição."
"Não acredito que tenho que corrigir o português de um poema. É o cúmulo do grammar nazi! Matar o lirismo com vírgulas, períodos perfeitos e correção de ortografia!"
"What the fuck just happened...? I'm floating high, but I'm always down, floating high (always down)."
"Bora falar de turbinas de aviões?! Tchutchu-tchururururu-tchutchu-tchurururu... *cantarolando New York, New York*"

Hey Kittie, alguma opinião válida?


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