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sábado, 31 de agosto de 2013

cartas, lots of cartas

Ainda as tenho. Bem guardadinhas em um envelope enorme com um cartão impossivelmente mais enorme ainda, elas estão lá, em tinta azul, com a caligrafia bonita e redonda, com muitas palavras. Muitas.

Por um bom tempo eu as evitei para não me lembrar demais - essa benção de memória boa para detalhes jamais foi encaminhada pela minha pessoa, às vezes desejo ter uma amnésia total e só lembrar do meu nome - mas as palavras escritas estão lá, grafadas para sempre nessas cartas já amareladas, tão cheias de recordações - e não tenho coragem de me ver longe delas.

Quando você passa muito tempo se correspondendo com uma pessoa, acaba criando uma rotina de co-dependência de assuntos, algumas dessas cartas continham mais de 5 páginas, narrando literalmente um diário semanal de duas pessoas separadas por mais de 420 km e 21 horas de viagem. Estranho foi ver como consegui abrir a pasta com as cartas e dar um fim nelas como elas deveriam ter, a memória que tenho desses anos de trocas de correspondências são como flashes de lembranças, nada muito sofisticado, felizmente naquela época (Quase 14 anos atrás) não havia tomado para mim a irritante habilidade de relevar as palavras escritas acima das faladas - agora, brutalmente, faço o contrário.

domingo, 19 de agosto de 2012

De Opheliac para Fight Like a Girl.


Edit: Apagando novamente o 7º rascunho para poder ser mais objetiva.
Emilie Autumn, ou Emilie Autumn Liddell, ou até Emilie Fritzges como muitos gostariam de saber, é considerada uma vanguardista em sua própria cronologia. Violinista clássica, amante da cultura Vitoriana, poetisa carregada de influências shakeasperianas, cantora lírica de timbre forte, assumidamente bipolar, artista em todas as maneiras possíveis de se entreter uma pessoa por horas e horas. Essa estadunidense de 32 anos aos poucos chamou minha atenção não pelo seu visual gothic lolita ou pela música ligada ao EBM, mas sim pela criatividade insana que permeia sua obra.

A minha saga começa com Opheliac de 2006 - que nem eu sonhava que existia Dark Cabaret e EBM - e um Universo Paralelo rascunhado em um possível livro autobiográfico intitulado The Asylum for Wayward Victorian Girls. A primeira parte da obra relatava a decadente história da rotina de um Hospital Psiquiátrico atual e sua contra parte na Era Vitoriana. Emilie aqui em nossa época, Emily lá no século 18. O que se assemelhava a própria condição em que a cantora teve que passar durante uma internação em uma Clínica Psiquiátrica após tentativa de suícidio - e aborto envolvido nessa equação - em meados de 2005.
Garotas indefesas, hospitais psiquiátricos, gênios musicais, era vitoriana e show burlesco? Algo me diz que irei me me enveredar nesse mundinho obscuro e insano que Emilie Autumn criou para escapar de seus demônios internos...

Primeiramente falar sabre a obra dela é também dar uma bicada na vida pessoal de Emilie, já que está tudo tão atrelado com as passagens do livro e as músicas. Difícil vai ser manter uma coerência na hora de explicar tudo - yep, a não-linearidade da obra é contagiosa. Quem já viu a Emilie dando entrevista sobre qualquer coisa vai entender o quanto o discurso pode ser longo, confuso, cheio de referências e muitas entrelinhas para desvendar. Para não ter momento mindfuck no post, irei me atrelar aos álbuns Opheliac (2006) e o mais novo Fight Like a Girl (2012).

sábado, 14 de janeiro de 2012

Crise de "e se..."

[originalmente postado em 17/05/11 20:37]

Mas quando se sabe quando se está apaixonado afinal? – perguntou Richard Castle certa vez em um episódio do seriado Castle. Ele questionava sobre a recente mudança de personalidade de sua única filha, Alexis, que estava suspirando por um garoto da escola que ele mal sabia quem era. Então sabiamente a Detetive Kate Beckett respondeu:
Todas as letras de música fazem sentido…

Aí recordo-me que até então não havia mexido em minha mala da última viagem para Sampa. Lá no bolsinho onde as passagens ficaram tinha um anel prateado erroneamente marcado com o meu nome. Por um breve espaço de tempo racional eu estava atada completamente aquele pequeno pedaço de metal. E todas as músicas pareciam fazer sentido… Era feliz viver assim, sabe? Dá até pra sentir um pouco da felicidade daquele tempo voltar por alguns instantes por segurar essa coisa de metal pesada, chega a ser fora da Realidade ter esse símbolo de Vida Nova na minha mão, uma prova de que sim algum dia eu poderia ter mudado tudo pra viver só através de outra pessoa.

Aí coloquei de volta na mala e fui tirar extratos bancários e fazer contas.
Encontrei algo pior de se fazer do que regra de três e matemática financeira.
Pensar que eu poderia ter tido uma vida diferente.

E se… e se…
Crises de pretérito-mais-que-perfeito estragaram meu dia imaginário de ritmo de festa.
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