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quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

Interlúdio - Rememorando o memorando

Antes de fazer a retrospectiva linda do blog pra esse ano f*****, vai o último interlúdio do ano.

Coloca aí na lista, seu dotô!
"Como você pode estar em depressão se você tem tudo o que quer?"
"Você é só uma menina mimada que não sabe o que quer e fica reclamando à toa"
"Você só está assim porque decidiu se afastar de mim"
"Você estaria mais feliz se tentasse ser normal"
"Monstro"
"Dissimulada"
"Prepotente"
"Preguiçosa"
"Só está triste hoje, daqui a pouco melhora"
"Não posso segurar a sua mão, porque as pessoas não iriam gostar disso"
"Gosto de você, mas você não é o suficiente. Tenta melhorar"
"Fria e calculista, egoísta incapaz de amar alguém direito"

E ao pesquisar direito sobre as pessoas que têm problemas parecidos com os meus, há uma constância bem bem chatinha ali no gráfico: relacionamento abusivo.

Ou atitudes expressadas em situações adversas que caracterizam a desnecessária força de vontade de algumas pessoas em me lembrar que não presto pra muita coisa, mas hey! Pras poucas coisas que me garanto sem humildade alguma, sou demais. Sou melhor que o esperado. Eu faço diferença.
É nessas poucas coisas que me asseguro a manter a Sanidade.
(E hail Cthulhu!)

Nelas que vou me manter, porque é nelas que faço coisas muito boas não só pra mim, pra quem está ao meu redor. Relacionamentos abusivos e amizades beirando o possessivo me ensinaram que quebrar regras que ninguém gosta de dialogar, ter curiosidade, ser pró-ative não é um defeito, é uma arma pra aguentar o tranco depois.

Estar ou conviver com alguém encaixado nesse arquétipo e estar em um estado alarmante de depressão pode ser uma combinação muito ruim. Dá m****, sério. Algumas pessoas que amamos/gostamos/afeiçoamos conseguem ser tóxicas quando ultrapassam a linha entre o "Quero cuidar de você" com "Quero você numa redoma" ou "Espero você disponível o tempo todo, porque preciso de muletas". Essa linha costumava enroscar no meu pescoço a adolescência toda, com alguém muito possessivo e rancoroso cuidando de mim (e eu tentando ser a melhor pessoa do mundo pra dar certeza a pessoa que ela não precisava surtar quando eu queria ser como as outras meninas - e aqui trato no passado, quando a heteronormatividade me fazia acreditar que ser uma menina normal, comum, típica da família tradicional era bom, era seguro, não ia magoar ninguém, ia ser até divertido #SqN). Eu gritava pros cadernos, nos estudos, no violão. Era a única forma de escape. Continua sendo.

Ali alguns pensamentos muito ruins iam se mesclando aos poucos aos pensamentos bons. Talvez eu não fizesse muita diferença entre as pessoas em que vivia, talvez a dor de não conseguir me expressar devidamente passasse, talvez não tava certo para amadurecer de vez. A oportunidade jamais viria. Amigos ciumentos, amores tão imaturos quanto eu, familiares em negação. Isso tudo enche a cabeça de caraminholas... Vai dando a impressão que aquela tabela de autossuficiência não vai subir nunca.

A depressão (bode amarrado na perna) é um dos fatores que mais ocasionam óbitos autoinfligidos (é como alguns especialistas intitulam pomposamente no eufemismo científico o suicídio), fazendo com que muitas das rotinas de prevenção e contenção precisem ser firmes e disciplinadas.

É como viver numa gaiola aberta, porque cismou que suas asas não funcionam mais. Incrível que com esse estado - aqui minha teoria do que me acomete em dias horrendos, é um estado, não um "ser depressivo" - vem oportunidades únicas. Aí que reside a vontade de ultrapassar as limitações e fazer por onde, mas autossabotagem é uma das coisas que mais me perturbam no processo.

Estar com o bode sintonizado para alguns pensamentos desastrosos faz parte, evitar que eles se tornem planos ou esquemas intricados de execução também é um esforço danado. Mas graças a ironia do destino, a letargia que nos acomete a cometer coisa alguma acaba frustrando o caminho entre pensar e fazer. É um lugar muito tênue de se definir.

Nessas horas que tem que ficar mais atento a vida é aos arredores: nada de alimentar os monstrinho alojados na cachola e muito menos deixar que comam sua vontade de viver, se afastar de algumas pessoas é preciso para autopreservação. O desequilíbrio energético começa quando você serve de muleta para outrém. E acreditem, ficar de muletas é um saco: machuca as mãos, os ombros doem, tenho esse incomodo em um músculo das costas que me fisga até hoje por passar muito tempo na muleta literal. A muleta metafórica faz o mesmo com quem está se apoiando firmemente nessa coisa, não entendo o porquê de certas pessoas cismarem em usar muletas por mais tempo que o devido.

As coisas mudaram desde então, muita coisa mudou muito desde lá. Não há motivos para se sujeitar mais a comportamentos destrutivos, não faz coisas quando não quer fazer, limita-se o repertório de charminho para ocasiões raras, se aceita como é, se torna esse trem que batizei como "aquele pedaço da letra de Rebel, Rebel"Entender que isso, todo esse aperto, não é parâmetro para ritualizar tortura psicológica - por conta da percepção errônea de alguém não esclarecido, de mente fechada e incapaz de sororidade - não é necessariamente a verdade para se tornar cânone. Na verdade não existe verdade alguma. E mesmo quando se vai questionar a verdade, vai ter o questionamento de se questionar tal coisa. Deixa no embrulho pra presente e toca a vida. Desapego.

Percebi que com o desapego muitos dos demônios ululantes nos meus ombros meio que pararam de pular e viraram números estatísticos. Yep, eu reduzo meus inimigos internos através de números matemáticos - posso saber ler os sinais e signos (linguísticos, não... ah deu pra entender!), mas não farei esforço algum em compreendê-los. E as estatísticas nunca mentem e costumam só me causar dor de cabeça quando há comparação de dados. Então, estatisticamente falando, não fui a única idiota em me relacionar com pessoas que mais me tiraram o sossego e sair pedindo arrego pro Pinel. É, bem assim mesmo no teor mais tenebroso da capacidade humana de fazer o outro sofrer e se automutilar psiquicamente por erros que não cometeu. É bom sair do micro e apelar pro macro. É bom entender que há certas coisas na vida que precisam ser feitas para serem revistas. Desa-fucking-pego.

Vai tentar conversar com alguém que esteve em relacionamento abusivo e não sabe que esteve, ou tá chegando a essa conclusão? É o que ando fazendo - ou as pessoas aparecem aleatoriamente, acho o máximo Universo mandando uns sinais bem assim estampados na cara - e graças aos deuses que me protegem, as estatísticas que tanto me incomodam, agora me confortam, dão uma saída da porta de ferro, sólida e enferrujada na qual estava me trancando quando era pra reunir confiança e vontade de ser feliz de novo.
(Singularmente chamada de conchinha do Gary)

Rememorando o memorando de 2015: desapego loading 99%.
Se até  o final do ano chegar aos 100% consegui me livrar de metade dos meus problemas.
(Aaaaaaand economizar o dinheiro que pago em terapia).

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

quando eu me sinto quando - tenho que me desapegar da biblioteca onde estagio

Mais 9 dias de estágio após o cataclisma insetóide, e a única reação até o momento é:

No caso, sem livros pra ninguém.

Aí penso em todas as possibilidades que poderiam ter sido feitas para evitar a catástrofe (e como vai ser no ano que vem):



Aí lembro que não estarei mais aqui na escola fazendo bibliotequices para a quiançada estudar melhor:

Substitua "cookies" por "chances"

E a quiançada que tem pique pra vir aqui querendo pegar livro:

"Mas tia, eu PRECISO ler livros!!" - alguns alegam

Mas preciso dizer que não dá mais e que o "probleminha" da dedetização continua:



Aí quando saio da biblioteca, dentro do busão fico assim:

Mais outro número de TCE na SME pelo jeito

Mas no final do dia, é mais ou menos assim:

Ou menos um dia para a dor de cotovelo intensificar

Bônus para o feeling no final da noite, sentada na cama antes de dormir:

Powha, deveria ter me desapegado daqui antes... 

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