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segunda-feira, 19 de setembro de 2016

futurismo docente sonolento

Queride eu daqui alguns anos com doutorado em alguma área bizarra, 


Você dará aula. 
E pessoas dormirão no meio da explicação. 
E colocarão sua aula como prioridade mínima na lista de coisas a se fazer. 
E provavelmente estarão espiando o celular a cada 5 minutos. 
E pedirão pra sair mais cedo, pois não aguentam muito o assunto que você tratará com tanta felicidade.


Para os dorminhocos, dedico essa carta futurista docente.
Quando você ver aquele aluno cabeceando de sono, lembre-se que um dia foi você naquele lugar, desmotivado, sem energia reserva, drenado pelo trabalho, a jornada dupla, a falta de vontade alguma em querer absorver conteúdo algum, um mero autômato, veículo passivo de audição nada discreto em sua manifestação.

Leve incenso, use mais vermelho, use a tática Abelardo de dar aula, cutuque o colega estudante com delicadeza, lembre-o que estás ali pela aula assim como ele também. Se o problema persistir, toca a vida sem se importar, a aula precisa ser dada mesmo, não se preocupe caso haja uma plateia morta, há outras formas de se chegar aos estudantes sem passar a perna. 

Créditos do gráfico aqui [x]




terça-feira, 8 de dezembro de 2015

docência de(s)cente - aquele lugarzinho especial


Resolvi separar um tópico para o BIBLIOTEQUICES para falar especialmente da carreira docente que estou me preparando para me enfiar. O DOCÊNCIA DE(S)CENTE vai estar tagueado para quando esse assunto for abordado.

Como primeiro post, bora ranting about uma coisa que já está incomodando faz tempo no curso.

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Nesse percurso acadêmico cheio de absurdos, há de imaginar que em algum ponto da linha cronológica de acontecimentos da minha vida de escriba do porquê eu ter recusado terminantemente a não seguir a docência na PUC. 
Até porque não construíram a Estrela da Morte com as centenas de milhões de denheros coletados dos pobres estudantes ferrados. 

A licenciatura vem me ensinando muitas coisas, inclusive o de não subestimar as pessoas, por qualquer motivo que seja. O indivíduo pode ser o mais estúpido possível lá fora das quebrada, isso não me dá razão para desabonar sua personalidade e caráter (Até porque não pago suas contas e não me interessa tua vida). Mas se a didática for ruim, meu camarada, cê tá condenado com carteira há VIP para Minos para passar a eternidade no Tártaro no pior castigo possível formulado para sua conduta profissional dentro e fora de sala de aula. 

Na minha sincera opinião, professor que não dá a mínima para as suas aulas e só está preenchendo lugar merece ter uma chance de assistir as próprias aulas no repeat, em uma cadeira velha de dentista sem ergonomia alguma, preso por linha de pipa coberta com cerol. 

Porque é essa a sensação que tenho após sair de aulas assim, em que se percebe claramente que o caboclo não quer nada, está ali ocupando o tempo e prejudicando os estudantes (e se não o sistema educacional funcionar). Esse tipo de profissional está na minha lista de "erros que não cometerei quando estiver na docência". Entendo que para muitos doutorandos o caminho para conseguir um cargo estável no ensino superior é passando pela docência, isso é magnífico, pois ensina muitas lições de humildade e alteridade, mas os mais velhos de casa parecem não entender que eles estão formando gente que vai fazer diferença lá fora. 
Os de mais de 25 anos de casa que digam. 

Como a seriedade do assunto não me permite dar nomes aos bois (fica mais interessante fingir que ninguém sabe de quem especificamente estou tratando nesse post) vou continuar a dissertar com o simples cenário:

Paredão de fuzilamento. 
Cerca de 60 estudantes a cada intervalo de 1 ano. 
O pelotão de fuzilamento está com as armas prontas, só falta alguém para dizer "Fogo". Adivinha quem é que dá a ordem?! 

A visão fatalista da educação é entendivel quando percebemos a seriedade do assunto. Somos instruídos como agentes sociais de mediação de leitura, informação e cidadania. Os professores são habilitados/especializados em nós ajudar a construir os significados de nosso percurso acadêmico, seja incentivando ações educativas para nos doutrinar (e vou usar esse verbo mesmo com o peso dele na frase) ao sistema de controle educacional vigente ou nos desafiar como indivíduos em nossa imensa elasticidade pedagógica e social. 

E tem sempre o fdp que é provável um zé mané qualquer e adora o som de sua própria voz repetindo: FOGO!! ATIRAR!! 

Então vamos lá!
(Post longo sobre como não tenho mais paciência em aturar professor que deveria estar pescando, não lecionando)

Cê que sabe se vai clicar ou não...

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