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segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

dica de site: Elephant Journal e artigo sobre Mother-wound

Vou deixar esse link de artigo aqui (aliás agradecendo muito a Ju Umbelino lá do Nerdivinas por compartilhar esse site), pois preciso me lembrar de ler pelo menos umas trocentas vezes antes de ter mais outra crise existencial.

Esse artigo em particular me chamou atenção devido ao fato de argumentar como os feelings ou a falta deles que rola em uma família - mãe passando para filha passando para neta e por aí vai - pode afetar as vidas de muitas pessoas (Principalmente as mulheres). Uma questão interessante que a autora deixou foi o fato do karma estar agindo nesses casos (pelo que dei uma pesquisada a autora também escreve muito sobre assuntos relacionados a saúde e bem-estar e yoga), ela deu o exemplo de sua própria família e como essa mother-wound (ferida materna?) atrapalha demais em certos aspectos da vida emocional de suas filhas - inseguridade na maior parte do tempo.


Fonte: http://www.elephantjournal.com/2014/04/is-the-mother-wound-ruining-our-romantic-relationships/

Freudianos freudianarão, e todo aquele papo de culpar exclusivamente a mãe pelos problemas subsequentes dos filhos não entra na minha cabeça como algo aceitável, mas sim como consequência de algo que já está enraizado na nossa cultura patriarcal. A repreensão vem desde criança, a submissão desde o berço, a escolhas baseadas em opções excludentes desde sempre e quanto mais o filtro vai afunilando, menos escapatória há para se ter uma vida saudável e psicologicamente estável.

O modo como somos criadas desde pequenas, com essas opções excludentes nos sufocando até as tampas, faz com que muita coisa se retraia e também se desenvolva em nossas personalidades. Infelizmente faço essas comparações quase o tempo todo devido a uma simples afirmação que constantemente me era colocada quando criança: "Não seja como (fulano/fulana de tal)", logo ter toda esse entendimento que "não devo ser como o outro" deixou um belo rastro de problemas não resolvidos.

Óbvio que no final do artigo eu fiquei WTF - oh a negação, a Santa Ana Negação de todos os dias - mas como disse anteriormente: guardando para posteridade. Se em 15 anos de intensa pesquisa sobre o que não devo ser ou quem não devo seguir me serviu pra alguma coisa, ter esse apoio discursivo é uma boa para deliberar o que raios acontece comigo quando tento ser um pouco mais afetiva.