Pesquisando

Mostrando postagens com marcador elfices. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador elfices. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 3 de abril de 2014

recado posterior para não esquecer

Para todas as pessoas que gostam de interromper seus afazeres super responsáveis para ter um dedo de prosa com esta escriba em alguma parte de suas vidas: um sincero obrigada.

Sei que não correspondo da mesma maneira, mas é porque sou monotarefa: aquele tipo de pessoa fordiana que só decora APENAS UM tipo de tarefa a ser realizada e se concentra naquilo para não desandar a linha de produção. Tipo andar, respirar, pensar, digitar mensagem no celular ou falar ao celular dentro do ônibus quando se está chegando bem perto do ponto em que se deve soltar. Praticamente  IMPOSSÍVEL ter mobilidade e capacidade motora para ralizar esse tipo de coisa sem a linda Lady Murphy vir dar aquele apoio moral.

(A reação adversa é deixar o pânico tomar conta ao pensar que estou incomodando/atrapalhando a pessoa a fazer seja lá o que esteja fazendo do outro lado do monitor. Isso vem desde criança, quando me falaram que tenho que esperar as pessoas terminarem de falar para eu poder falar.)


E por mais que eu tente fazer o mesmo por elas, sei que falhei miseravelmente em muitas vezes. Até chateei algumas por não possuir QI suficiente para isso em ocasiões importantes. Fica então meu pedido de desculpas, de todo meu coraçãozinho virginiano que não é nada perfeccionista, mas também não força a barra para a capacidade cognitiva do ser humano.

Agradeço de coração por terem a capacidade de multitarefa de conseguir manter uma conversação (Por mais banal e besta que fosse) comigo e fazer algo altamente sério ao mesmo tempo. E obrigada pela atenção, aquelas vezes foram sempre edificantes pra me manter em sã consciência.

sábado, 14 de dezembro de 2013

Thranduil, invejo vossas madeixas

Entonces,

Não irei ver O Hobbit, logo aceito major spoilers de tudo quanto é tipo. Só pesquisando a opinião do povo pelas interwebs e parece que a amiga imaginária do Legolas - Tauriel - está fazendo mais sucesso que o próprio (Tell me something I DON'T KNOW YET), mas não menos que os cabelos do Thranduil.

THE FAAAAAAAAAAABULOUS THRANDUIL'S HAIR!!!

Porque durante esse tempo todo que vi os promos e os gifsets e tudo mais, a única coisa que me vinha a cabeça quando tinha algo sobre O Hobbit eram os cabelos dourados da peruca linda do Rei dos Silvestres.

E não é L'Oreal nem Garnier Fructis. Tenho que respeitar: entre os cabelos lambidos de Sindar ou os revoltosos do Noldor, aquele hairstyle está beirando a 8ª maravilha de Arda (Srsly? No way alguém viver numa floresta úmida, dentro dum reino perto de cavernas, clima estranho e pesado e ter um FAAAAABULOUS HAIR daqueles...).

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

fëanorices enraizadas


"Se você deseja viver primeiro precisa assistir ao próprio funeral"
(Katherine Mansfield)

Nunca tive afinidade com o parente, aliás, o desprezava com certa animosidade sem causa alguma. Apenas uma sombra no passado, um nome a ser lembrado com temor, uma lenda longe do meu alcance. Um personagem fictício de um dos meus livros favoritos e que sem querer me influenciou muito desde que me entendo como pseudo-escritora. Não é que eu simpatizava com a figura - ele era um puta dum babaca do começo ao fim - mas muitos comportamentos ali me traziam certa familiaridade. O complexo de Édipo não resolvido, a vontade de territorializar seus parentes, o discurso inflamado antes de sair de Valinor, o olé na hoste de Fingolfin, a queimação de filme (e de barquinho) no porto de Alqualonde.

Tiremos a parte de correr atrás de brilhinhos, isso é ridículo.
#ProntoFalei

Quando eu criei a Hariel (Com I ainda até descobrir que tem um anjo na cabala que tem esse nome, nada feliz!), eu a tinha como essa criança super empolgada com livros e a história da família - Noldor principalmente - e que queria explorar o mundo em aventuras bobas aos arredores de Lórien. E assim foi a pequena elfa da Casa de Celeborn e Galadriel, toda pimpona, gingando pelos telain, irritando a sobrinha Arwen e causando confusão por ser impetuosa demais. Era uma personagem persistente em minha escrita, sempre quando estava escrevendo algo era de certa forma remetido a ela. A Hariel virou Haryel, herdeira de uma Casa já minguada, tensa por estar entre os dois mundos e ver a ascensão do mundo dos Humanos sobre o seu. Era melhor nunca ter deixado os telain não é?

domingo, 2 de junho de 2013

Andarilhos e filhos do vento

Sacaneio com o pessoal que fui alimentada de pop-trash nos meus anos de adolescente, mas esse cara em especial me doutrinou (Essa é a palavra, doutrinar) a ver o mundo através dos olhos de um simples viajante, aquele andarilho na estrada, afastado do mundo tumultuado, avista o cotidiano e se inspira em pedaços para criar seu próprio mundo, sua Arte.

Andarilhos e músicos (irlandeses em sua maioria que encontro) têm esse poder de juntar os fragmentos da Realidade e colocá-los em forma de melodias e letras e vozes e rimas, sempre acreditei nisso, é algo que vai comigo para o túmulo que ninguém irá me tirar. Mas quando se percebe que o andarilho passou muito tempo longe dessa filosofia, tudo se perde, inclusive alguma estrelinha que tenha brilhado o tempo todo, mas que você não enxergava por conta da noite ser tão escura (Não, não costumam levar lanterna ou lamparinas nessa de andar a esmo pelo mundo).

Algumas pessoas entendem o porquê dos andarilhos serem assim, outros não tanto, mas acreditem, eles tentam o máximo possível em ver o mundo como um todo não como os pedacinhos pequenos que costumam vir. A Música é o único modo de se expressar o Universo em pedaços (a supercola universal às vezes não cola tudo), por isso estar munido de Música e um fio de prata no bolso é o melhor a se fazer em épocas como essa - sem estrada para andar, sem estrela para se orientar, sem tantos pedacinhos para se juntar, sem tantos ouvintes para apreciar sua música.

E essa música é a síntese de absolutamente tudo que acredito em minha vida. I still haven't found what I'm looking for, mas sei que tem uma estrelinha lá em cima para me guiar e me ensinar a brilhar (E no final tem essa de filha dos ventos com a faca para poder cortar certas coisas ruins que se amarram em nossos pés).

Uma ótima semana, pessoal e jamais deixem de crer na estrelinha lá em cima.

terça-feira, 23 de outubro de 2012

A pedra no caminho e a trilha


"That you're alone and you lost in the forest and no one's giving you the fucking map and where the hell are you. Accept that, you can't go back because you will be doing something karmically and just have to go forward."
Há essa parábola interessante que ouvi - alguém muito sábio e perceptivo devo dizer - sobre a Pedra no Caminho e as diversas maneiras de como passar por essa pedra. Dependendo da personalidade da pessoa - o tópico da conversa era o agrupamento em signos zodiacais e tudo que envolve os "tipos" - as reações seriam diferentes, inusitadas e cômicas.
Para exemplificar o que alguém de Touro faria, ela me descreveu uma incrível cena nesse cenário da Pedra no caminho. O taurino iria tentar empurrar a pedra com tanta força que se estrebucharia todo. A vontade tão teimosa e orgulhosa do ímpeto do signo seria de praticamente quebrar a pedra (Ou rochedo como eu visualizo) com golpes bem dados de cabeça. Isso mesmo: Cabeçada na pedra até ela rachar e abrir um caminho visível para a estrada lá do outro lado.

É plausível já que repassei a informação da Pedra no caminho para mais 2 pessoas também taurinas e as reações são semelhantes - com algum detalhezinho aqui e ali. Perfeito, hipótese, metodologia, comparação de resultados, tudo na boa.

E como seria o virginiano? Nem cheguei a perguntar, mas a querida pessoa me diz que nós vemos o tamanho da pedra, calculamos o peso da pedra e decidimos pegar outro caminho. Bem cômodo não? E bem incômodo.