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sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

[eu não sei fazer poesia] Neurose Afetiva Sistemática

[originalmente escrita em 17:21 1/7/2008]

NEUROSE AFETIVA SISTEMÁTICA

Nunca sei o que quero, nunca sei quando te quero
Deveria ser mais ordenado, deveria ser mais arrumado
Nunca sei quando você me quer, nunca sei quando você terá
Deveria ser menos perfeito, deveria ser menos segredo
(Só assim teria certeza que está tudo certo quando tudo dá errado.)

Viver a margem sempre foi meu limite
Nunca coloquei a cabeça para fora da bolha pra não pegar ar demais
Quando o fiz, água entrou pelo nariz
Encheu meus sonhos e de água o meu coração
Ele vive boiando a deriva esperando alguém terminar
Terminar de afundar com uma pedra amarrada nele
Ou talvez alguém salvá-lo de um possível afogamento

Neurose afetiva sistemática, isso eu sempre tive
Nunca sei quando te quero, nunca sei quando você me quer
Deveria ser mais errado do que certo, só que está ao contrário
Nunca sei se isso assusta ou se me dá esperança
(Sempre tive a certeza que está tudo certo quando tudo está errado.)

Nunca sei se você vai me aguentar por muito tempo
Não sei se daqui a alguns anos serei só pensamento
Nunca saberei o quanto signifiquei para você
Nunca saberei como é me sentir verdadeiramente bem
(Sempre tive a certeza que está tudo errado quando deveria estar certo.)

[eu não sei fazer poesia] Lembranças Demais

[originalmente escrita em 17:13 30/6/2008]

LEMBRANÇAS DEMAIS

Eu queria viver como um robozinho faz
Aperte dois butõezinhos de comando
E nem me lembraria mais

Eu procuro afastar o que posso cativar
Da minha parte é dificil de bem-zelar (desmazelar)
Eu não sei, eu não sei, nessa cabeça se aconfunde
Toda vez que vejo foto sua com saúde

O que mais me interessa, me dá medo
O que mais temo, eu fujo
Do que mais eu fujo é do que me desconhecido
Desconhecido esse que me fascina tanto

Vou fazer um favor então
Pararei de escrever sobre minhas milhas
Pararei de lamentar o que era em vão
Não porque você não mereça palavra minha
É porque já desisti de te escrever faz um tempão

[eu não sei fazer poesia] Castidade

[originalmente escrita em 21:45 14/12/2007]

CASTIDADE.

Olha que coisa engraçada!
Descobri isso hoje
É um tipo de sentimento novo
Meio que aquela sensação de início de jogo

Se eu pudesse voar um tiquinho
Se eu tivesse asas que nem anjinho
Taria indo direto pros seus braços
Perdia meu medo só pelos seus abraços
Disputaria o trânsito com avião e passarinho
Jogaria até aquele medo de ser tão sozinho
Até ficar de pernas pro ar

O cheirinho de café da tarde
O frio geladinho sem alarde
A música perfeita pra esse momento
A música que atende aos meus tormentos
Ai se eu tivesse asas de anjinho!

Se eu tivesse asas de anjinho
Não usaria auréola
Porque o que tenho em mente no instantinho
Quer ver vc abrindo a porta de sua casa
E vai cobrir mais pecados que minhas bençãos

Ai se eu tivesse asas de passarinho!
Assim não me obrigavam a ser anjinho
Prezar pela castidade divina alheia
Nunca desejar teu corpo no meu

[eu não sei fazer poesia] Mal Perseverança

[originalmente escrita em 20:57 9/12/2007]

MAL PERSEVERANÇA.

O tênis continua furado do lado debaixo
As crianças continuam brincando
Uma vida passa por mim
E eu mal percebo.
Mal percebo.

A luz do quarto continua acesa
Uma viva alma passa pela rua deserta
Um cachorro late no meio da madrugada
E eu mal percebo
Mal percebo

O papel continua em branco
O punho se recusa a correr pelas linhas
Um tinteiro vazio deveria me aguardar
E eu mal percebo
Mal percebo

O telefone está mudo, como sempre
Eu desligo o meu coração como um interruptor
Como uma conexão mal feita em alguma tomada
Como alguém que aperta o botão "Off"
Eu mal percebo no mal que faço.

Mal percebo que há alguém lá fora
Mesmo alguém que bate lá fora
Mesmo que o mesmo alguém grite lá fora
Eu mal percebo

Mal perceber não quer dizer mal sentir
É um organismo de defesa involuntário
Produzida no hipotálamo
Abaixo da consciência
Acima da garganta.

[eu não sei fazer poesia] Loja interditada do Bom Senso

[originalmente escrita em 12:57 26/11/2007]

LOJA INTERDITADA DO BOM SENSO.

Os poemas de amor se esconderam
No canto mais estranho de um coração mudo
Acho que não queriam mais ser cantados
Ou porque o Eu-lírico sempre foi inseguro

As bonitas palavras antes do meio dia
Estas foram pro lado esquerdo do corredor
Foram substituídas nas prateleiras por questões científicas
E condensadas no balcão de "índice de espera"

O belo pôr-do-sol, sim o belo espetáculo da tarde
Não tem mais graça.
O barulhinho de chuva na calha na noite fria
Sem graceira danada.
As nuvenzinhas formando carneirinhos e patos
Graça nenhuma.

Apenas as velhas palavras bonitas e os poemas de amor escondidos
Em algum canto estranho do coração mudo
Tem graça alguma.
Foram pagos à prestação de algumas lágrimas.
36 meses de indecisão.
Carnêzinho das Lojas mais baratas que tem

[eu não sei fazer poesia] Felicidade

[originalmente escrita em 12:53 26/11/2007]

FELICIDADE

Felicidade, palavra chata de se dizer
Nunca sabemos da onde vem e pra onde vai
Nem sabemos quem vai dar mais ou menos pela mesma quantia
Troca justa, troca ajustada
Felicidade.

Não faz nenhuma diferença, faz toda diferença
Fez nenhuma matéria indisciplinada
Não valeu por muita coisa
Valeu por uma vida vida inteira
Ainda não morri, não tenho certeza.

De ficar sozinha por tempo demais até não mais distinguir o que é
Quem é?
É você?
Sou eu?
Quem faz mais por hoje?
Felicidade.
Sonhar, correr, brincar, arram, arram...
De ficar sozinha por tempo demais até não mais distinguir o que é realidade.

Felicidade.
Só em sonho mesmo.

[eu não sei fazer poesia] Como qualquer Um

[originalmente escrita em 11:56 2/10/2007]

COMO QUALQUER UM.

Como qualquer um que tem crise de abstinência
Como qualquer outro que declarou seu coração à falência
Qualquer um outro aí

Como qualquer outro perdido que pede conselho
Como qualquer um que recebe um breve apego
Ainda acordado na escuridão

Passa dias acordado, as manhãs são fantasmas, as tardes trazem pesadelos
Ao avesso. Virou do avesso.
Noite pelo dia, dia pela noite.
O que era primo virou pai
O que era irmão virou inimigo.
A lógica imperfeita de uma sociedade alternativa.

Como qualquer noite que acordo no meio da escuridão
E me pergunto se existe um beliche
Minha cama, o colchão tá comido
Dividir ao meio seria uma razão
Então eu divido ao meio, eu reparto os pães
Eu vejo a alegria em massa
E não vejo a minha satisfação.
Rimou pelo menos, mas satisfação seria uma palavra medíocre.
Medíocre. medíocre, medíocre.
Razão. Uma pra seguir outra pra viver.
Me desprendo das duas e vejo se o meu barco vai correr

Como qualquer um que tem crise de identidade
Como qualquer um que não suporta mais ser da mesma idade
Como qualquer um outro aí que não aguenta mais ser o mesmo
Ser-o-mesmo-humanitário (Releve, releve)
Como qualquer outro aí. Não eu.

E a memória é fraca, a carne é fraca, os pensamentos se tornam também
Reféns de uma insônia progressista-democrática-burocrática-fascista.
Como qualquer um com problemas passageiros.
Como qualquer um que esquece como se dirige depois de passar por quarteirão inteiro
Como qualquer um outro aí.

Conte, conte nos dedos como dói
Os meus foram decepados no momento em que te deixei
Não canto mais, não cento mais, não cinto mais, não conto mais.
Me diz como se pára de pensar? Tem engrenagem padrão?
Tem fio de interrupção?
Tem distraimento maior que a própria exclusão?
Me diz...?
Num diz...?
Tudo bem, eu aguento.
Como qualquer um outro aí...

Quanto mais você reforça a idéia
Mais você mata a verdade. (Que verdade? Existe alguma?)

[eu não sei fazer poesia] Cansado por Natureza

[originalmente escrita em 20:20 24/9/2007]

CANSADO POR NATUREZA

Cansei
Cansera danada
Preguiça aguda
Falta do que fazer
Cansei

Cansera danada
De tudo de nada
Do ato de fala
"Obrigada" "de nada"
Cansei

Preguiça aguda
Como isso me ajuda
Falta do que fazer
Falta do que NÃO ser
Cansei

Dia de muito, véspera de nada
(Esse poema é cansado por natureza)

[eu não sei fazer poesia] Pouco

[originalmente escrita em 20:16 24/9/2007]

POUCO

Se eu mudei, foi pouco pouco
Por fora uma coisa, por dentro pouco pouco
Sete anos atrás, pouco pouco
pouco a pouco. Daquele tipo "menor"

Insignificância tem 15 letras
Demorou o mesmo tanto dentro
Não vou desmembrar linguisticamente
Paciencia já acabou há pouco

[eu não sei fazer poesia] Reabilitação

[originalmente escrita em 20:03 24/9/2007]

REABILITAÇÃO

Toda vez que começo uma história
Tem sempre aquele quê da música do New Order
Aquela que a menina bonita cantava
Aquela que minha cabeça abraçou a idéia

Toda vez que penso em você, tenho uma tradução
Estranha para demonstrar que fico triste, bem triste
Que nem o canto daquele passarinho amarelo
Aquele que disse que tristeza não existe

A gente larga os costumes e alarga o sorriso
Um dia ele falha, desaba e afunda no copo d'água
Fim de noite ele aparece, mas com outra imagem
O rostinho choroso de alguém, aquele que vc deveria se preocupar
(mas a vida é um ciclo vicioso e quando eu for pra reabilitação, eu aviso)

Estafa, sem mais idéias insanas, faz faltas
Nem vontade de chorar tem mais, sem serotonina
Poucas vezes que se arrepende do que faz, faz falta
Ausência de emoções. A criatura virou a cria-dor
(Reabilitação - salvação - atenção - colação)

[eu não sei fazer poesia] Reza pra Doida Varrida

[originalmente escrita em 13:54 25/9/2007]

REZA PRA DOIDA VARRIDA
"Quem é que tá botando dinamite na cabeça do século? Quem é que me dá um  travesseiro pra cabeça do..." (Tom Zé - Curiosidade)

*murmurios de fundo*
Engajada naturalmente no sistema métrico
Atrelada a cosmologia do aparato cibernético
Aleatoriamente modernérrica
Constantemente cinética

Tem duas biblioteca aqui na cidade
A mais bem feita guarda livros
A outra guarda pessoas
Imagensoas personamagens

Um mundo tão moderno, tão bonito
Use a roupa, tome coisa, rosário de Santo Expedito
Faz oração no meio-dia, na meia-noite
Na noite meia, meio-dia e meia

Eu sou aquela menina!
Levanto a bandeira
Fico na linha de frente
Sou a de perder as estribeiras!

Sossega ela de novo
Faz sofrer o coração
Amor não-correspondido?
Não, foi sossega-leão

Eu entendo latido de gato
E mio feito cachorro
Sujo calçada com meus sapatos
Se vem alguém de lado, eu corro

Nas costas o comichão
No peito uma canção
Nos olhos a miopia avançada
Percepção intern(alter)ada

[eu não sei fazer poesia] Reza para Velhice Precoce

[originalmente escrita em 13:50 25/9/2007]

REZA PARA VELHICE PRECOCE

Valei-me meu Bom Deus
A velha caquética!
Fez uma década e um ano
Um quartenário de idéias!
Enxuta! Tá dentro dos esquema
Sorrindo, pulando, dançando
E esses gerundismos lindos

Acorda de manhã, sente o peso do sono
Sono eterno de uma pessoa passageira
Café frio, pão e manteiga
Sem queijo Minas, por favor!
Desde quando ela é mineira?

Sobe o morro de anos atrás
Sente a gravidade puxar
As costelas se embricam crispadas
A coluna começa a latejar

E não acredita! Há anos atrás!
Anos antes subia em 3 minutos
Hoje de tarde foram 20
Mais de 40 de velhice

Valei-me meu Bom Jesus
Reclamando de uma hérnia senil
Alojada no ventrículo esquerdo
Bombeando o sangue frio

Velhice precoce tem 6 sílabas
4 poéticas, 14 letras, 2 encontros
Resumidos em um corpo quebrado
Morreu de velha tão jovem!
Amamentando um verbo afogado
Atraído contraído. Amém

[eu não sei fazer poesia] Queria dizer

[originalmente escrita em  22:12 22/9/2007]


QUERIA DIZER
Então era isso que você queria me dizer?
Era realmente isso que  você  sempre desejou dizer, mas não podia?
Era tudo que eu não queria escutar, mas que  você  precisava falar?
Era tudo que nós poderíamos ter feito?

Eu aguento, é fácil pra mim, eu me aguento por mais um bom tempo.
Ficar distante, ficar sozinha, ficar longe, ficar.
E não ficar, não pertencer a ninguém a não ser para alguém que não está presente.
É querer aparar as lágrimas, querer abraçar o invisível, desejar boa noite para o que nunca existiu (Mas possivelmente algum dia existirá)
Então era isso que  você  queria me dizer?

E eu não percebi, ou não quis perceber, não quis ver
Quis mostrar meu rosto para alguém dar outro tapa
Quis pisar no fogo descalça
Quis ser eu mesma
E não fui ninguém, um ninguém no mundo do ser.
Era isso que  você  queria me dizer.

E eu só percebi agora, só sinto agora, só me pré-testo agora (ou um pretexto pra ser feliz)
Não adiantava suas palavras (E  você  deve estar com raiva disso) eu precisava sentir
E era isso mesmo que  você  estava tentando me dizer
E eu não ouvi por paixão ou por idiotice
Eu opto pela primeira, mas a segunda também é sedutora

Era isso mesmo não é?
Era o que  você  queria me dizer.
Não dá para ficar longe demais, não dá para se sentir mais perdida do que já está
Não queremos compartilhar tristezas e solidão
Não queremos passar nossos dias sonhando com o telefone
A voz no microfone
A doce voz nos meus sonhos
Ninguém quer isso.
E  você  queria me dizer isso.

E enquanto os sintomas chegam, as dores sufocam
As lágrimas sufocam e a garganta treme em desespero
Quando tudo mais que se planeja sai errado
Que tudo que  você  não planeja aparece
Que tudo que se parta e vá logo embora para dar lugar a outro lugar
E enquanto eu fico em silêncio
Era o que  você  queria dizer realmente

E eu não percebi, eu não vi, eu não senti
Sinto agora e muito
Sinto muito e com toda delicadeza
Sinto e tenho vergonha de sentir
Sinto e faço o possível para honrar meu sofrimento
Eu não choro como antes
Não acho que tudo está perdido antes do tempo
Não pessimizo o que já deu errado
Nâo prevejo o errado no meu futuro
Não nego a minha negação de ser um ninguém
Eu sou.
E eu escrevo que sou.

Era exatamente o que  você  queria dizer
E eu entendo porquê só agora
O desespero não é tão ruim quanto dizem
As lágrimas não são amargas como todos saboream
Os apertos não são todo o tempo
(Temos dias ruins e bons)
As palavras de carinho são como o vento
Assoprando no meu rosto cansado e me mostrando onde devo ir
Onde eu deveria estar e onde eu vou estar

Prever algo premeditado é fácil, quero ver descobrir o que a gente sente
Um dia estou sozinha e infeliz, no outro o mundo me preenche
Rimando inconscientemente num final de noite
A perda de estabilidade pela simples sinfonia
De acordes de violão que me acalmam
Acalmam mais que os remédios da vida
Melhores que qualquer bálsamo da juventude
Melhor que cházinho preto e cama quente
Acalma.
A cama.
E cala.

Então era isso que  você  queria me dizer?
Disse e sumiu.
Sumiu a sensação de esperança no meu peito
Mas a do amor próximo continua mesmo sendo fora do meu alcance
Acalma
A cama.
Me cala.

[eu não sei fazer poesia] O Meu

[originalmente escrita em 14:04 17/9/2007]

O MEU
Se alguém me avisasse de antemão (e com certeza alguem o fez)
Eu teria largado minhas lágrimas no deserto
Esperaria para ter esse futuro incerto
Quando finalmente tivesse tua atenção

Tem jeito pra tudo, sem vontade pra nada
Ter coragem é o que mais me falta
Onde a dor começa é onde o amor acaba
Vira pó e varremos pra algum canto da sala

Se eu soubesse que seria assim
Assim como tudo nessa vida tem fim
O meu sequer começou
O seu sequer existiu
O meu não queria ser inocente
O seu queria estar ausente
E assim se foi, o trágico fim.

Se eu soubesse, não sonharia tanto
Não desperdiçaria noites em pranto
Não juraria cruzar meu coração novamente
Não teria medo de ter algo felizmente
Não teria tanto medo de sonhar
E essa tarefa se torna cada vez mais penosa
Quando eu sei que talvez vc possa adivinhar
Quando eu quero sonhar contigo, me sufoca

E vai ter aquele dia em que vou esquecer
Mesmo parte do meu coração não querendo esquecer
Parte do meu corpo ainda sofrendo por te querer
Meu português falhando por versar sem ver
E se eu soubesse de antemão (E com certeza alguém já me avisou)
Eu não sofreria tanto por uma simples razão

O meu sequer começou
O seu sequer existiu
O meu não queria ser inocente
O seu queria estar ausente
E assim se foi, o trágico fim.

[eu não sei fazer poesia] Moderação

[originalmente escrita em sem data]

MODERAÇÃO
Moderação.
Serve pra alguma coisa aí
Ainda não descobri
Deve ser algo assim:
Modera e arruma aqui.
Aqueles trem que não entende primeiro
Aqueles tréco que vem depois
Um código binário de 3/4
Cérebro fritando e é fim.
Fim de semana coitado!

Moderação.
Ainda não sei pra que serve
Deve ser aquele trem que se perde
E não se acha mais
(No meu caso, usuário perdeu-se em...)

Aí pega tópico, move tópico, junta coisa
Edita coisa, revisa coisa, amola coisa
CORTA UM! grita outro, essas coisas aí.
Moderação. Modernação.
Moderna e ação.
Modess de perfeição.
Moderação.

Ainda não sei pra que serve
Eu tou no próximo posto
Pelo menos não tou de encosto
Favor dirigir uma MP pro Mod
Pode ser agora ou depois
Duas horas da manhã ou quando a net cair

E ela vive caindo.
Quem?
"A conexão e a moderadora uai!"

===xxx===
Essa é em homenagem aos moderadores de fóruns, grupos de discussão e chats e afins. Todos vocês têm a minha simpatia!

[eu não sei fazer poesia] Pompéia

[originalmente escrita em sem data]


POMPÉIA
Cartas, fantasia, leia, cultive
Não receba respostas, triste fique
Por 2 horas distraimento
Livros! livros que bom livramento
Pompéia não restou gente viva
Mas livros, os livros restaram que bom!
Livros! triste, triste
Vulcão não chegou nas tumbas, que bom?
Muita gente morreu, sô! Triste!
Fazer o mesmo com livro de seu coração
Melhor não, única coisa a fazer
Sem respostas, Pompéia? Resolva nascer
Triste ausência da (ser-cer)atonina
Triste movimento do estalar
Maxilar, duro como pedra
Triste ausência de perder
Perdido tempo no vazio, que bom!
Que bom! L-I-B-R-O-S! Triste, triste
Triste vida, alguém escreveu isso em algum lugar?
Lugar-comum. Ninguém quis
Tornar a vida um lugar-comum. C-O-M-U-M
Conte uma história, que bom!
Triste fim.
Pompéia.
Livros.
Noites solos, jantar frio
Papelada do dia seguinte. Triste?
Triste. Que bom é triste.
Vida injusta?
Justa.

[eu não sei fazer poesia] Advogado do Nada

[originalmente escrito em 14:02 25/9/2007]
ADVOGADO DO NADA

Teve um certo dia, em que o Nada foi acusado
Abuso de autoridade, formação de quadrilha
Angústia, Dúvida e Preguiça
Acusados de participarem do esquema

Angústia pegou 3 anos de reclusão
Dúvida está no reformatório
Preguiça se safou, virou deputado
Professor, funcionário público

Estelionato, corrupção de menores, estupro
Absurdo! Caos onde deveria estar?
Vendo TV, plimplim prateado
Mordiscando sanduíche de ar

O Nada foi vagabundeado
Virou trombadinha
Cheirou cola e cocaína
Roubou bolsa de velhinha

Advogado do Nada
Precisou recolher provas
Testemunhas e plantas
Estresse contínuo

Revisou o processo ativamente
Plantou pistas nas entrelinhas
O Nada se safava novamente
O júri era composto de galinhas

O Nada mascava chiclete
No Tribunal composto de Emoções
Sem querer soltou um arroto
Era o Juízo do café na manhã

E o Advogado: "Nada?"
"Sim". respondeu ele.
"Tu é inocente, eu sei disso!"
"Eu não sei de Nada.