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domingo, 15 de março de 2015

prometeu alguma coisa hoje?

Prometeu por Gustave Moreau, (1868).
Esse cara? Totally awesome. Prometeu foi um titã da Mitologia Grega que escapou da penalidade máxima de ser colocado no cantinho do castigo lá no Tártaro quando a Titanomaquia aconteceu nos cafundó do Olimpo. Óbvio em dizer: o rapaix não só ajudou Zeus e cia. a se livrar dos "impiedosos" filhos mais velhos de Gaia e Urano, mas também ficou incumbido de realizar um dos feitos mais notáveis de toda Mitologia Greco-Romana: a invenção da Humanidade.

Com essa tarefa em vista, Prometeu modelou os humanos de forma que pudessem corresponder as expectativas do "patrão" do Olimpo. Beleza, só que as letras miúdas do contrato diziam que o titã não poderia se "afeiçoar" demais as criações... E aí começa a saga da Humanidade.

Assim que os humanos foram "criados". E pelo jeito deixados em uma caverninha (Cês acham que aquele diálogo do Platão sobre o Mito da caverna veio da onde?!), no total escuro, até Zeus terminar de fazer a varredura nos esquema e botar as quebrada na ordem para que então suas formigas, ops, humanos pudessem povoar a Terra. Okay, tudo certo. Só que Prometeu achou que não era o bastante.

Durante a fabricação, ele já via a potencialidade dos humanos e mesmo com os avisos de Zeus sobre isso - "Não sabe brincar, não deixa descer pro play!", "Dexa queto, rapá!", "Não dá tréla pra esses cabra safado!" - Prometeu foi lá, catou uma tocha do Olimpo e deu para os humanos. Yep, tocha para os humanos.

Uma puta duma metáfora foda.
E aí a nossa querida Humanidade se tornou isso que somos agora, de acordo com os mitos gregos.
Culpa de quem? Desse cara acorrentado.

Como sempre, Zeus não gostou dessa atitude do titã - mas tipo, sequestrar garotas indefesas disfarçado de animais exóticos ou chuva de ouro tá liberado né? - e mandou Hefestos (Deus da Forja) acorrentar o rapaix em um rochedo lá em cima no Monte Cáucaso e colocou uma águia (ou corvo dependendo do autor) para devorar seu fígado durante 30 mil anos. Como o cara era titã, regenerava todos os dias, mas mesmo assim nomnomnom a águia fazia sanduíche com patê de fígado de Prometeu.

(Olha só hint para a punição de Loki com a serpente a gotejar veneno em sua boca?)

Em um de seus trabalhos de redenção, Hércules (filho de Zeus) soltou o moço e parece, não se sabe o certo, tudo ficou bem. De acordo com o Rick Riordan em sua saga Percy Jackson, tio Prometeu era um traíra, fiodazunha, muito bem resolvido e se escondeu do Olimpo após a grande batalha, lalalala lalalala.

Sinceramente meu apego a esse titã se formou por conta dessa pintura aí em cima, impressa no primeiro livro de Mitologia Grega que li na escola e que me impressionava com a quantidade de gente se ferrando em tempo recorde por conta de bichice extrema de deuses manés. O fato do fígado dele ser comido todos os dias também ajudou na fascinação, pois como é que pode alguém que ofereceu algo tão precioso a Humanidade poderia sofrer tal punição? Por que RAIOS então Zeus pediu pra ele moldar a Humanidade? Se eu fosse um deus infiel, tarado, déspota, patriarcalista, sem escrúpulo algum, não deixaria essa tarefa pra um cara idealista, mas sim pra um que seguiria minhas ordens até as últimas consequências (Vide Hefestos, por exemplo, oh carinha fiel que dói!). Segurança primeiro!

Com tantas perguntas na cabeça quando tinha 13 anos e meio, fui levando essa admiração a Prometeu comigo até hoje. Resolvi postar algo aqui sobre ele apenas para me lembrar que a águia pode gostar de patê, mas não quer dizer que eu tenha que servir com canapé ou pãozinho de forma, sabe? Já tou cansada pra baraleo de ficar negando meu próprio corpo.
(Obrigada modafoca, obrigada)

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Sonhos estranhos com detalhes - Nemesis de meu s2

 Há certas divindades olímpicas que não costumo nem falar por não querer encrenca. Passo longe de Hera, tenho medo de Atenas, definitivamente não vou com a cara de Zeus e for crying out loud, não gosto nem de pensar em atravessar o caminho das Erinias e da sua comadre de tricô Nêmesis.

É, aquela da vingança, da retribuição e instalação de software divino equilibrado e talz? Costuma vir com objetos afiados e pronta pra pular na jugular. 

Nemesis ou Rhamnousia/Rhamnusia (o que é claro não terei uma tradução viável pra isso) era conhecida na Grécia Antiga por realizar a Justiça Divina, com direito a repertório básico na Jornada do Herói, a hýbris era especialidade dela. Era deixar o Ego passar da medida, BANG! Tá lá corpo estendido no chão. Ela também cuidava das Fúrias, irmã de Hécate (Okaaaaaay, pode já entrar em pânico ou espero os comerciais?) e pelo que li, como assim era mãe de Helena (Sim, aquela Helena mesmo) e Pólux de Esparta?! Tudo bem nascerem de um ovo, mas srsly?! WTF gregos, PAREM de sacanear com lore toda vez que volto a pesquisar.

O mais engraçadinho (isso foi ironia tá?) é que ela é a segunda geração dos deuses das Trevas - ou a galera que veio de Nyx, o Nada - e tchananananan: irmã de Morfeu. Pronto, tá explicado. Foi por conta de bater meu cartão de ponto atrasado né? Ou ficar papeando com Caronte (Que também é irmão dela)? Fazendo carinho no cangote do Cerberus? Qual é a reclamação da semana?
(Dude, nunca vou ser funcionária do mês assim...)

sexta-feira, 29 de março de 2013

[contos] As desaventuranças de Psique


[originalmente postado em meu perfil no Facebook no dia 5 de novembro de 2012]

(História verídica.)
Psique conheceu uma bela amiga chamada Métis. Logo travaram uma amizade duradoura e frequente. A jovem não queria deixar que a querida e tão paciente Métis pensasse que ela ainda estava atrás do travesso Eros, mesmo sendo submetida aos trabalhos árduos que Afrodite - em seu eterno rancor e inveja por ela - a havia incumbido.

Métis a apoiou em todos os labores, em cada noite solitária, a cada palavra mal usada, cada olhar atravessado e cada trilha apagada. Psique, em seu crescente desespero em saber o porquê de tantas provações, perguntou se haveria outra maneira de conquistar o respeito de Afrodite e o carinho de Eros novamente, foi então que a deusa titânica - que estava num péssimo dia de trabalho (E já havia tido conversa íntima com Baco por longas horas) - lançou a seguinte resposta sem pensar nas consequências:
- Há o Lete, e ele traz as respostas de modo mais rápido que os meios convencionais...
- Mais que as Sibilas de Apolo?
- Bem mais rápido que você possa pensar.

Então Psique esperou a deusa titânica retornar com um pouco das águas límpidas do Letes e quando o cálice foi oferecido, a jovenzinha sorveu o líquido em um gole só.

E o vício pelo Letes se tornou corriqueiro para a pobre moça.

domingo, 7 de outubro de 2012

Conto - Dizia a lenda certa vez

[Dizia a lenda certa vez]   por: BRMorgado
Cenário: Mitologia Grega e imaginário grego-romano.
Classificação: 14 anos.
Tamanho: 1.412 palavras. 
Status: Incompleta. 
Resumo: Psiquê não saberia o que é pior: Ter seus segredos desvendados ou eles serem deixados de lado.
N/A: Baseado na alegoria/mito de Cupido e Psiquê.

Dizia a lenda que quando o menino tão estabanado de passos apressados e coração dolorido na garganta a viu, sua primeira reação foi cair em completo desespero. Não por estar desarmado e nenhum de seus artifícios anteriores funcionarem direito: É porque havia bebido do mesmo veneno que produzia.

O garoto, tão jovem, mas tão sábio em sua Arte de enfeitar a Realidade de seus semelhantes, era tão travesso quanto uma criança de 6 anos, inconsequente de seus atos tão inocentes, mas terrivelmente ameaçadores. Sua mãe não o continha por momento algum, seu pai aprendera a não admoesta-lo e assim se seguiu por anos a fio, preso naquela forma de rapazola encantador, charmoso e irresistível.

Seu nome não era tão importante, na verdade ninguém sabia pronunciá-lo direito e muitos apenas se importavam com as fofocas das suas irmãs, ela cresceu assim, fiando uma jaula transparente contra qualquer um que tentasse chegar muito perto. Quase foi bem sucedida, apenas nessa única vez em que o Destino (Ou será que eram aquelas irmãs fiadeiras que sempre a acompanhavam desde criança?) decidiu que seria diferente. E foi.

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