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sexta-feira, 9 de novembro de 2018

[bibliotequices] aquela resolução que não é de ano novo (mas tem que seguir)

Maix oi?

[DISCLAIMER: o texto abaixo tá cheio de ironia, porque né... E eu adoro ler Resoluções e leis, é chato pra caramba, mas é cada nuance de pedaços históricos, sócio-culturais mercadológicos embutidos que é pura felicidade.]

Lendo aqui e tem trechos que dá vontade de pular de alegria, aí lembro que o cenário atual não está muito favorável em desatarraxar esse povo já pré-estabelecido de certos vícios da profissão. Pular de alegria pode servir de apontamento de dedos (Sejam quais forem) para silenciar ou ser silenciado.

Os dois não rola, quiriduns. Ou você fica lá dentro ou fica aqui fora. Mas boa ver a redação linda dessa Resolução que mal saiu e já considero pacas? (Até porque vai pra TCC e é minha obrigação ruminá-la como dá)

Tem a frase "acesso aberto e universal" ligada a informação e conhecimento = me gustaria maix se fosse acesso LIVRE, aberto AND universal. Mas tamos nessa, vamos com essa.

Tem aquela paulada na nuca ao citar "O bibliotecário repudia todas as formas de censura e ingerência política [...]" = mim adora. Pra quem quer remake de Anos de Chumbo, é um tapa na testa bem dado (Ou vão continuar ignorando as próprias regras...).

Tem aquela difícil de engolir, mas fazer o quê, virou lugar-comum do [sobre o dever do bibliotecário] "preservar o cunho liberal e humanista de sua profissão, fundamentado na liberdade da investigação científica e na dignidade da pessoa humana;" = Ranganathan nos céus das enciclopédias não mais usadas, já tá na hora de virar o disco do positivismo e bora repensar esse juramento? Bora!

E a que mais amei e que poderia ser resumida em uma simples oração: "Não faz mais que a sua obrigação como ser humano civilizado e solidário." (Tem na Declaração de Direitos Humanos, na Constituição de 1988, em uma pancada de documentos oficiais, mas que recusamos a ler e interpretar), o inciso 3º do artigo 6: (era pra ser uma citação direta em um bloco com recuo de 4cm, MAS NÃO EXISTE FORMATAÇÃO ABNT NO FACEBOOK, SUPEREM ESSE TIQUE NERVOSO! Logo, aqui embaixo é uma citação direta, já vou abrir aspas ali, pára de se contorcer oras...)

" – Em relação aos usuários:
a) aplicar todo zelo e recursos ao seu alcance no atendimento ao público, não se recusando a prestar assistência profissional, salvo por relevante motivo;
b) tratar os usuários com respeito e civilidade;
c) estimular a utilização de técnicas atuais objetivando a excelência da prestação de serviços ao usuário;
d) assumir responsabilidades pelas informações fornecidas, de acordo com os preceitos do Código Civil, do Código de Defesa do Consumidor e da Lei de Acesso à informação vigentes."

Então faça sua obrigação como profissional bunitoso da informação, vai ler a Resolução todinha e se tiver dúvidas, olha só! Existe órgão regulamentador que você pode e deve entrar em contato! O email é cfb@cfb.org.br , dentro da Resolução tem até número de telefone. Ficar sem contato não rola mais.

A não ser que o site do CFB que tá fora do ar desde o meio-dia, galeraaaaaaa ajudaaaaa que pra fazer referências de onde exatamente está localizado o Repositório da Legislação fica difícil. Obrigadão, passem bem, consulta pública não dói - às vezes, vide últimas eleições presidenciáveis 2018.

(Sério, leiam. São as regras de como devemos ser para sermos bibliotecários reconhecidos pela Lei. Novamente, não fazemos mais que nossa obrigação em ler - e não entender nada, por isso, abram espaços de diálogo, lalalalalalala.)

sábado, 6 de maio de 2017

[bibliotequices] sobre lasanhas, pastelão de frango e incoerência

Leis são o patamar máximo de "coisas que eu devo obedecer sem pestanejar, porque sempre vai ter um advogado de regras babaca pra contestar e interpretar do jeito dele ou literalmente. Ou vai ter punição.". Seguir a lei é fundamental para garantirmos nossos direitos/deveres, blablablá, manutenção da ordem, do progresso, sustentação de dogmas e doutrinas, aaaaah vocês entenderam!

Aí eu chego na hora de entender currículos de cursos. Ou como supostamente alguém que está cursando o curo chega a uma conclusão sobre o curso. Vou usar alusões à comida, porque é algo que gosto de tagarelar e fazer piadinhas sem ofender ninguém. E quem veste a carapuça é meu chegado \o/

Fonte: Just West of Hell - Heartbreak is a lasagna - interessante.

As Leis tal e tal dos anos tais te dizem que para você virar lasanha, você tem que preencher uns seguintes requisitos, ou modos de preparar. Tem a massa da lasanha, o molho de preferência (tem vários aí no meio, você escolhe, você vai ser a lasanha!), qual forma adequada pra colocar as camadas, qual temperatura do forninho, o tempo a ser assado, quantas porções a servir.

Essa é a Lei falando, tá? Tá lá escrito, em letras bem legíveis e de acesso gratuito pra qualquer pessoa ler. Se vai interpretar da forma certa/errada/o que for, aí outros quinhentos. E como a gente sabe o que acontece com as pessoas que não seguem as leis (viram políticos?!), aí fica mais difícil ainda de dialogar com as nuances.

Aí tem a premissa que toda universidade tem autonomia de montar seus currículos de cursos. 
Beleza, parece plausível, coerente, até bem assim... qual a palavrinha? Liberal, né? Pode pegar a mesma receita de lasanha e fazer um apanhado de diversas formas de se fazer lasanha. Lasanha de forno, de microondas, de forno à lenha, de laser alienígena, de máquina de fótons, por aí vai.
E você quer ser uma lasanha, eu quero ser uma lasanha, porque lasanhas já me provaram socialmente que são importantes para o contexto atual do momento e sempre serão. Lasanha é vida.
(Tem gente que vai achar a pizza mais importante ou até aquele talharim com molho a bolonhesa, mesmo sabendo que existem pessoas que são vegetarianas/veganas que querem ser talharins e são obrigadas a se encaixar nesse enquadramento, mas anyway: LASANHA!)

Aí o currículo do curso de ser lasanha diz um tanto de coisa que não bate com as Leis de como ser uma lasanha lá chancelada pelo Executivo/Legislativo e Judiciário. Tem um Conselho Federal e um Regional de ser uma lasanha acompanhando os desdobramentos dos molhos, das temperaturas, das formas (Essas são importantes, usem as redondas, dá mais espaço para mais coisa), tem associação de ser lasanha também nas parada. Mas a faculdade prefere seguir uma receita totalmente que não é sobre lasanha. É, sei lá... Kalzone. Ou pastelão.

A universidade quer que você que quer ser lasanha, se forme como um pastelão de frango. 
É, de frango. 
E de quebra, se sobrar tempo na carga horária, colocar azeitona no meio, vai ter que rebolar pra ter azeitona na receita. 
Pastelão de frango. Não lasanha.
(Crise de identidade? Não, imagina! porque ser lasanha tá ultrapassado! lasanha é coisa do passado!)

quinta-feira, 1 de outubro de 2015

[bibliotequices] bibliotecárixs das quebrada, morô?


Yo mano! Yeah ax mina! Os esquema aqui nax quebrada das biblioteca é tenso, duuuuuuude. A v1d4 L0k4 me escolheu, tou fazendo o possível pra dar iniciativa pros chegado mandar a ver nas leituras e coisa e tal.


Pá-pum, sacas?

L0k1 me abençoa, cê já conhece o refrão. Peço pro deus da Trapaça e do Lolz segurar a minha mão. Quando camarada folga comigo, a coisa chia que nem bule no fogão.

Cerrrrrto mano?! Cerrrrrto.

Só que tem alguns que acham que sou macaquinha novinha de galho verdinho, neaw? O que se deve fazer na hora? Improvisation.

Postagem básica sobre a vida de projeto de bibliotecária que às vezes precisa ter o famoso jogo de cintura (All the nation, do the rebolation!) para lidar com as diferenças sócio-históricas, culturais e de visão da sociedade que os nossos queridos estudantes têm.

A.k.a. o que fazer quando um usuário de biblioteca escolar informa de forma ativa que é membro de uma gangue.