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terça-feira, 19 de dezembro de 2017

[bibliotequices] bigornas fenomenais de resoluções estágio

Eu tinha prometido no começo do mês passado que não iria mais me estressar com a Biblioteconomia. Que ia passar longe dela como diabo foge da cruz. Que não iria dar bola pras notícias, babados e muito menos o que acontece lá em certo curso onde me encontro. Até evitar pessoas diretamente ligadas a ele tou evitando, o burnout com a decepção acadêmica ainda tá pulsando aqui, mas nada ganha do pulso tilintando na jugular quando vejo algo que modifica todas as relações de poder/ser dentro dessa redoma que se chama Biblioteconomia e poucas pessoas estarem dispostas a escrever/discutir sobre.

O próximo texto foi escrito/rascunhado/adaptado de 2 lugares, uma postagem em um fórum de graduação da universidade dos Megazords, e uma postagem no facebook ao compartilhar a postagem da colega graduanda de Sampa, então parte do texto tá meio mudado, por quê? Porque nesses dois lugares virtuais não posso mais fazer piadinha tosca, trollar geral e muito menos usar de sarcasmo em doses nada homeopáticas.

Aqui sim, já que é meu muquifo.

É, não dá pra largar de mão algo que faz meu coração bater mais forte - de raiva ou de paixão - quando aparece uma Resolução sobre estágios em Biblioteconomia bem linda, vinda de cima pra baixo, como uma bigorna em cima de um personagem de desenho animado, é necessário escrever sobre isso.

E achamos que não vai nos atingir, mas ops! Claro que vai!

Papo chato? Textão de novo? Legislação? Política?
Antes de pensarmos que isso não afeta a gente na graduação, vamos fazer um esforcinho de refletir como a Reforma Trabalhista orquestrada pelos grandões lá de Brasília vai afetar continuamente a nossa profissão e a nossa formação acadêmica.

Pela Lei de 1962, que cria a profissão de bibliotecário como profissional liberal de cunho liberal e tudo mais, há também a Resolução 152 de 1976 que especifica como é a supervisão de estágio na Biblioteconomia.

O update da 192 de 2017 coloca algumas disposições novas e alguns empecilhos para o estágio em locais que não há supervisor com título de bacharel e com registro ativo no CRB de sua região - apenas bibliotecários registrados podem supervisionar a gente. Beleza, coerente com a Lei de 1962, nosso Código de Ética e outras diretrizes como a parte dos estagiários na CLT.
(Para mais informações, favor clicar aqui nesse link e verificar a legislação que norteia nossa profissão e cursos no país.)

O que temos que observar e refletir no próximo ano, para quem está em estágios, se essa Resolução tá sendo cumprida, se o nosso Departamento tem ciência e está fazendo conforme a Legislação e o mais importante: se a nossa região/mercado de trabalho está condizente com o que a Resolução pede.

Há 2 discussões bacanas rolando no Facebook sobre essa mudança e o estado precário em que estamos indo com vagas de emprego para egressos/profissionais da informação que beiram ao desespero.

===> Discussão sobre a Resolução 192 aqui [clica no link]. 
===> Vaga de Bibliotecário de 10 horas por R$ 700,00 [clica no link]
(Essa vaga tá dando um bafafá danado, pois na semana passada veio outra com o aspecto de "Consultoria para bibliotecas escolares" com o caráter de aceitação do candidato através do menor preço de custo para o serviço. Leilão na Biblioteconomia? Urrum, tamos começando a ser marcados como gado, galera! Mooooo-moooo there is no cow level!)

O texto da Resolução está no Diário Oficial da União, edição 241, publicado em 18/12/2017, pode ser acessado aqui: https://goo.gl/zk3xYE.

Debaixo do link, mais considerações e quando tento abstrair dessa redoma, Santo Rangs é impiedoso.

terça-feira, 21 de novembro de 2017

abandono à favor de algo edificante.


Então.

Assucedeu-se que para valorizar a minha integridade e saúde mental, resolvi abandonar uma famigerada aula.

A medida drástica se deu devido motivos extremamente importantes que deveríamos discutir mais vezes entre os discentes e docentes. Tipo mansplaining, gaslighting, maninterrupting, anacronismo, falta de responsabilidade social.
A famigerada aula tinha um potencial incrível de fazer a geração da Biblio e Ciências da Informação de contribuírem - mesmo que em menor escala - com as questões de acessibilidade e inclusão digital/social dentro do curso. Temos diversos problemas nesse requisito devido a infraestrutura do centro e do campus, mas com uma disciplina dessas seria promissor realizar um trabalho de campo nos diversos órgãos que o campus possui para facilitar e otimizar a vida de quem antes não era nem cogitado em estar ocupando uma carteira no ensino superior.

Mas aí o que ocorre?
Aquele erro crucial incrível que nós gamers chamamos de #EPICFAIL ao termos um exemplo de o mínimo de didática possível para instigar os estudantes a se aprofundarem nesse assunto. Ou se interessarem. Ou sei lá. Pensar nisso já me causou muitos problemas em anterior experiência. 

Não estou pedindo life changes, apenas fingir.
Sorrir e acenar. 

Desconhecer os órgãos da universidade que promovem Acessibilidade foi o mínimo, o pior foi receber a resposta ao questionar sobre se conhecia os locais (no próprio centro HÁ uma fucking Coordenadoria de Acessibilidade e Inclusão FFS) de que se eu mandasse por email com todas essas informações, ele daria aula sobre elas. 

Detalhe: pros de cinco dígitos na conta todo final do mês, beleza. Legal mesmo é ver a turma de bocós não aprendendo nada edificante pra vida de bibliotequeros. Sim, pessoas, vocês são bocós e estão se prejudicando por não saberem se organizar direito. Por não buscarem seus direitos. Por não levantarem a mão e questionar. Eu sou bocó também. Eu desisti. A bocosidade também me pertence.

Dali já sabia que minha Sanidade não merecia ser minada por incoerência. Dali não apareci mais na aula, e dali minha vida acadêmica foi se tornando bem mais feliz e aceitável. O problema é: com um registro de Frequência Insuficiente não tenho mais direito a estágio na dita universidade no próximo semestre. Se eu pensei bem antes de fazer isso?
Eu sei meus limites.
E os gatilhos.
E igualmente a morosidade das instâncias.
E a desorganização estudantil que meus colegas parecem sádicamente propagar quando algo assim acontece (botar o seu na reta por uma causa de urgência não, arruinar com ensino de qualidade, yep, bora lá!).

Então você que passa por esse aperto em alguma fase do curso de Biblioteconomia da universidade dos Megazords, não se preocupe: proteja a sua saúde mental primeiro.
Pelamoooooor, mantenha sua integridade mental.

[Editando porque olha só final de semestre!]

quarta-feira, 25 de outubro de 2017

a@s fessores, aquele abraço!

Deix dias atrasado, mas hey! Quem disse que memória tem que ser periódica?!
Até onde sei, esse blog apenas me serve como terapia alternativa, vazão criativa e caso de emergência para algum caso futuro de amnésia.

BTW, era para postar no dia 15 de outubro, então...
===


Hoje é Dia dos Professores! Yey!
A profissão mais responsável e séria de todo universo.
Já escrevi sobre ela aqui [x] e volta e meia vou citando a bendita da docência (in)decente aqui no blog. Por que isso? É de família.

Não é legado não. Nem maldição. É tipo algum plano bem obscuro de manipulação mental que ainda não entendi direito como se faz.

Eu gosto muito de professores.
De incomodar bastante eles também.
Pois caso não tenham percebido, vocês são responsáveis por muita coisa que vai acontecer no futuro. Médico cortando cordão umbilical é pouco comparado com a (des)construção de vida que um professor é capaz de fazer com uma pessoa. E como eu acabo direcionando toda minha atenção para quem faz o trabalho com excelência (ou não), é possível perceber o quanto eu os adoro.

É porque eu quero mesmo ser professor algum dia desses, tipo num futuro distante.

Minha mãe já foi, minha irmã continua sendo, agora parece que só falta eu aprender os paranauê. Na universidade dos Stormtroopers aprendi que deveria ficar beeeeem longe do lugar/pedestal na frente de uma classe de carteirinhas enfileiradas, acabei tropeçando nas promessas e cair na Biblio. E aí a coisa mudou.

Mas a histórinha? Sim, tem que ter! Senão não tem reflexão do papel social em que estou inserida desde criança, né? Debaixo do link alguns professores que me fizeram acreditar num mundo melhor.

terça-feira, 19 de setembro de 2017

a novela das eleições de certo centro de certa universidade dos megazords continua


(Pegue a pipoquinha e acompanhe de perto esse circo pegando fogo...)

Peço cuidado a ler o texto a seguir, pois enchi de mensagens subliminares, nonsense e discurso passivo-agressivo pra me autossabotar, caso alguém venha tirar satisfações depois. Leia conforme sua paciência ou se quer ideias para memes. Afinal de contas, por que dar crédito e credibilidade pra textinho chinfrim de estudante raso de Biblioteconomia?

E como está a nossa novela favorita?

Alguns episódios já passaram, pra quem perdeu tem três vídeos dos debates que ocorreram aqui, aqui e aqui. No capítulo especial da semana foi o backlash mandatório de parte dos alunos e docentes quanto a decisão de apoio do centro acadêmico a uma das chapas.

Democracia é opcional nesse contexto.
Outro tijolinho na parede?




Mas o alto dessa temporada aconteceu com duas CENAS significativas:

1) graduand@s afirmando que centro acadêmico não tinha que se meter em política (???) e não deveria apoiar chapa alguma.

Ué? Será que minha miopia atingiu níveis épicos?

Detalhe: ninguém chiou quando esse centro acadêmico e mais esse centro acadêmico que fazem parte do mesmo departamento deram apoio a outra chapa, cerca de 1 mês atrás com direito a videozinho e campanha.

Hipocrisia, a gente vê por aqui sempre.

(Debaixo do link, os emocionantes instantes da incrível novela do SEDE)