Pesquisando

Mostrando postagens com marcador amor em suas particularidades. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador amor em suas particularidades. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 4 de setembro de 2017

sábado, 12 de agosto de 2017

Sonhos estranhos com detalhes: tenho uma alma faltando

O mito mais awesoooooome na minha opinião é o de Psique e Eros. Não, não é pela história "romântica" (o level de fofurice se dá entre inveja divina, tortura psicológica familiar, ameaça matrimonial e o que mais? Oh sim! O moleque estrábico enganou ela o tempo todo?!), mas por toda a noção simbólica ali desenvolvida. Algo estupendo que os gregos faziam ao interpretar seus mitos como possíveis racionalizações de seus atos - e tudo que poderia ser construído a partir de uma narrativa literária simples de uma mocinha que atraiu a atenção da deusa que não irei nomear aqui por sua beleza, mandou o filho moleque estrábico e sem noção pra dar uma lição nela e acabou se ferrando, porque o babaquinha se feriu na própria flecha que ia atingir a mocinha. 

Psiquê revivida por beijo de Cupido por Canova (ano de 1.793)
Escultura em mármore, Museu do Louvre, França.

É fucking complicado! 
Deuses gregos são mais estúpidos que nós no requisito de causar fu**** federal. Sério. 
Galera do panteão celta, viking e sumerio se reuniriam pra dar #EpicFacepalm com os absurdos. 

Para os gregos Psiquê, em sua etimologia quer dizer "Sopro de vida", o equivalente de alma, na qual toda a criação racional do ser humano surge e afeta o exterior. Eles não tinham ainda o conceito de espírito como temos (obrigadão seus pulhas, por separarem entre espírito e alma e confundir a cabeça do povo!), mas concordavam que a alma é imortal. É ela que fica quando o corpo morre e é ela que se encaminha pro Hades pra além vida. 

Mas voltando a personagem e ao mito, Psiquê se tornou minha chuchuzinha, pois é de longe uma das poucas pessoas a causarem tanto estrago no Olimpo sem fazer absolutamente nada. Tipo Helena de Troia, que poucas vezes é citada na Ilíada, pessoas, então não achem que a briga de 10 anos foi pra reaver a filha de Zeus (era pra concretizar 2 destinos inevitáveis: vai ler Oresteia que tem lá, mmmmkay?).

Debaixo do link, o tal sonho estranho e com detalhe...

sábado, 20 de maio de 2017

os altos e os baixos


Que maravilha, a euforia de volta! 
É um puta ciclo infernal de altos e baixos


Para melhorar a situação, minha cabeça tá funcionando no overdrive, maaaaaaaas produzindo melhor e com mais sociabilidade. E por que por que por que?

Porque Platão era um babaca e externou a teoria que rege minha vida. Seria mais suportável se eu não soubesse de nada e que ficar na ignorância é mais válido que ter os instantes de euforia maravilhada para então balançar a cabeça em um momento de racionalidade fatalista e dizer:
"Que m****. De novo não."


Mas como a sorte foi inventada pelos loucos e os poetas são sortudos por conseguirem ficar nessa euforia por mais tempo que meros pragmáticos idiotas, lá vem de novo. E se tou cantando música pop dos anos 90 não é só por nostalgia. É cômico, deprimente, trágico e deveras desnecessário, mas hey Platão querido, cê não era o piorzinho do rolê não, tá? 

Tinha aquele teu aluninho ordinário. 
E ele tinha uma visão de mundo bem pior.






sexta-feira, 19 de maio de 2017

aqueles assuntos pra fazer chorar


Acompanhava o AfterEllen quando era bom, bem escrito e feito por um staff inteiramente queer. Hoje fico com o Autostraddle porque é a única opção viável de informação LGBT lá de fora que possa me ajudar com algumas coisas. Poliamor é uma delas. 

Toda vez que leio um bendito artigo, eu tenho uma vontade danada de abrir um buraco, bem fundo, e me enterrar de baixo pra cima, em um ritual sistemático. A experiência inaugural não foi tão boa assim e óbvio que me deixou com impressões ruins do que poderia ser.

A concepção de um relacionamento em que pessoas pensam como indivíduos e não como casais, buscando intimidade e vivência com outras pessoas além do tradicional é algo tentador pro meu projeto anarquista de observar o mundo, maaaaaaaas infelizmente a vida real também me mostrou que pedras me ensinaram a voar. Isso mesmo.

Mesmo que o Poliamor seja de certa forma o mais razoável que entendo para pessoas se conectarem sem a cobrança bizarra da sociedade monogâmica, ainda travo com trocentas coisas, a comunicação por exemplo. O sistema de gestão da informação. A cisma dos papéis bem definidos e categorizados.

Creio que para chegar a um nível de decidir ser/estar em um relacionamento poliamoroso deve haver um entendimento bem mais elevado do que possuo - ou que construí socialmente nesse corpo em que habito - talvez na próxima vida consiga me encaixar nessa. Ou não.

Então na lista de assuntos que me fazem chorar amargamente, acrescenta aí não compreender bem Poliamor. E parar de ler artigos com essa temática, pelamoooooor.







quarta-feira, 10 de maio de 2017

padronização de mariposas


E o padrão persiste. 
Por alguns segundos prendo a respiração, é o que posso fazer sem causar nenhum distúrbio perceptível. Uma parte é querendo que aquele sentimento não suba do diafragma pros pulmões, traqueia, garganta, língua, solta respiração, devagar, sem pressa.


Pode ser a ansiedade, não é. 
É outra coisa.


O sentimento desce, ralo, digerido, liquefeito em uma emulsão viscosa, devagar, inundando os poros, afogando células, dando de beber a pensamentos nada ortodoxos para a hora.

Disfarça, olha pro relógio, nem de tarde ainda. 

É pra se ter esse tipo de devaneio a essa hora? 
Tem hora pra devaneio? 
Está sendo impróprio, invasivo, simplório? 

Respira de novo, devagar, não deixa subir outro acesso, alguém pergunta: "Cê tá bem?" - oh e como! 
A sensação - lida em algum livro decano empoeirado em alguma estante - é de euforia. 
Das brabas. 

Aquelas que dá voz de perdição eterna em inferno cristão. 
Parece que não acaba nunca. 
E também não volta a acontecer sem antes ter esse padrão.

Padrão besta.

Pode ser um sorriso no meio da multidão, um olá tímido, uma mensagem qualquer no meio da tarde. (Ainda é tarde?! Pode pensar nesse tipo de coisa a essa hora?) 

E pimba! 
O que não existe, acontece. 
O que nem devia funcionar, funciona.

Borboletas no estômago, dizem. 

Prefere mariposas no baço, porque por estudar muito a língua dos intelectuais acabou adotando muito deles pra si, e borboletas são horripilantes com suas transformações hediondas. E como volta e meia seu baço dava sinais de vida (morto-vivo) era ali que mariposa, ínfima que fosse, pousava e era duplicada  a cada breve sorriso no meio da multidão.

Que padrão besta.

Fez ao mapeamento disso, pra entender melhor, pra não se deixar cair na mesma armadilha, para não sentir coisa alguma, conhecer o inimigo antes de atacar. Ser hipócrita, ser feliz com o que tinha, ter menos empolgação e mais responsabilidade.

E o padrão seguia. 

O sorriso na multidão virou conversa no meio do hall, do nada, assim como se não quer nada, aquele papo furado que não leva a nada. 
E mais mariposas produzidas em velocidade da luz. 

A luz que nem vinha de dentro, mas uma placa de neon luminosa e tentadora.

O sorriso é o mesmo (e como não reconhecer aquele sorriso tão expressivo?), a voz é mais calma e puxando algumas vogais que lembrava (Lembrar? Devanear é o termo no manual grosso da academia), uma pergunta aqui, outra ali, comoassimnaosabiaqueeradetalescolaeformadaemtalclasse?!

Muita emoção pra pouco tecido cardíaco.

As mariposas que estão já circulando pela corrente sanguínea não dão trégua, a próxima frase sai gaguejada, um grupo em especial se debate entre o pescoço e as maçãs do rosto, nunca sentiu sua cara ficar tão quente sem ter febre. Mariposas no baço com padrões óbvios de fazer passar vergonha por demonstrar demais. Acerta o compasso dos batimentos acelerados (desde quando tem corrente e ritmo ali?! Malditas mariposas?!), pede licença, precisa de ar, a reação primária voltou com toda força, desafiando gravidade, chegando de supetão, acertando um dos ouvidos em cheio, um deles entope e ouvir se torna difícil.

Apenas o ecoar do sorriso lindo em papo furado no Hall. (Sorriso tem som?! Por favor, que não esteja sofrendo de sinestesia a essa hora da tarde?!)

Lava o rosto queimando sem razão. 
(Porque a Razão, a Razão dos intelectuais não explica direito essas coisas sem teoria complicada e química e leis da reprodução. Tem um termo para isso naquele manual de anatomia que insistem em ignorar. Há também instruções naquele trambolho. Bem breve, mas certeiro na descrição) 

Lava rosto de novo.


A queimação vai descendo, rosto, queixo, garganta, traqueia, pulmões (tá difícil de respirar direito aqui desde quando?), diafragma, um soluço, alto, incontido, segura o ventre esperando que a sensação vá embora, não vai.
Maldito padrão besta.

Um gole generoso de água gelada, substituindo a sensação calorosa e pecaminosa por outra mais incômoda. Lutar contra as próprias vontades é um esforço em vão quando se tem a pessoa que deseja tão perto, mas tão longe do toque. 
(e não vai acontecer, não não não não precisa acontecer, por que raios acontecer, tá ficando biruta? Quais são as possibilidades de...?)


Volta com menos certeza do que quer e o que o corpo quer. 
Devaneios impróprios não contam mais aqui. 
Tenta reagir naturalmente, tudo tranquilo, tudo profissional, não tem motivo algum de...


Uma das mariposas, esperta que só ela, finca as patinhas peludas insectoides no músculo de bombeamento governado por quatro cavidades, sim, aquele órgão amorfo que não faz diferença alguma quando você não está vivo para senti-lo, mas agora? Agora que decide funcionar?!

O inseto imaginário fica ali, esperando o momento certo, para avisar a seus comparsas que na próxima conversa de corredor, no próximo aceno, no próximo sorriso, vai ter milhares ali lembrando que a vida continua mesmo se tudo aqui dentro parece arruinado, destruído e contaminado.

Maldito padrão besta.

quinta-feira, 23 de março de 2017

os filtros de culpabilidade para o sistema limbico foram atualizados

Clica cá [x] pra entender o que um filtro de sonho faz energeticamente na sua vida.
Assim como esse instrumento de origem mística para manutenção de desejos do subconsciente (culpa o chato do Freud, ele que veio com essa dos sonhos), a vida de adulto - chata por sinal - precisa de alguns cuidados com sonhos acordados. Como por exemplo, manter a sanidade em ocasiões em que o senso geral das pessoas em volta estão fora do padrão - sóbrio, comportado, agindo de forma polida e sem atrito argumentativo. O sistema límbico agradece.

O que ando tendo mais dificuldade por conta de um ser miserável alojado entre o manipura e o svadhisthana que insiste em responder perguntas externas com divagações nada adequadas para a normalidade. Às vezes uma pergunta inocente pode nem passar pelo meu eu tradicional, boboca e contido, ir direto pra caixa de mensagens do bendito e a resposta resultar uma falha vocal ou um atropelo de palavras apressadas pra disfarçar o nervosismo. Em tese era pra dar uma resposta correta e socialmente aceitável né? É o protocolo. Mas aí quero responder algo indevido, insinuante e com terceiras intenções.

Mas não pode, porque status quo é uma ferramenta castradora tão bacana que você mistura com a culpa de sentir aquilo (sim aquilo mesmo) e não poder transparecer sua opinião verdadeira sobre...

A pergunta básica e trivial: "Como vai passar o feriado?" - poderia ser muito bem dialogada com algo igualmente trivial. Vou dormir, vou estudar, vou ser responsável academicamente porque é isso que paga o meu feijão na mesa. Mas não, o ponto de intersecção quer responder: "Na cama, com você de preferência, de conchinha, sem roupas" - mas não pode. Óbvio que não pode. Quem em sã consciência iria dizer isso situação dada? Você responderia isso no meio da rua? No ponto de ônibus? Na fila do supermercado?

Que assunto óbvio, pelamoooooor!! Alguém indaga indignado por estar tratando de uma apresentação mais direta sobre como uma pessoa extremamente tímida, sem prática nas artes de sutileza e sedução (pelo que já ouvi, precisa de expertise e altas skills pra chegar em um ponto aceitável socialmente) precisa parar e se auto questionar de vez em quando. Pode não parecer, mas a vida aqui atrás do muro de concreto firmado pra não sofrer dano por diversos tipos de humilhação, admoestação, acusação, distorção de fala, costuma ser uma guerra civil.

Ser sutil nessas horas é impossível, eu já nem sei mais como fazer isso sem querer planejar falas e as saídas de emergência pra algum tipo de furo. Plus, pessoas ditas socialmente normais, aceitáveis, conforme a padronização não estão acostumadas a ouvir esse tipo de resposta e ter uma reação boa. Na verdade, elas não querem ouvir isso dessa forma. O que é uma pena, porque não encontrei outra forma em que me deixasse confortável para me expressar.

Convidar para um café? Um passeio? Ouvir música alta? Estudar e discutir sobre algum autor maluco? Não pode ser mais simples? Na minha cabeça de melão sim, ter a coragem de falar é que não, por conta desses fatores todos ali descritos.

Ainda mais quando há diferenças de hierarquia, geracional, os idealismos de como introduzir uma conversa direta sobre essa situação. Por Odin de saias, tem a problemática da não aceitação em estar com alguém trans+. E tem a culpa. Essa maldição herdada da sociedade patriarcal ocupa um espaço enorme nessa hora.

Culpa de querer desejar, de se querer ser desejade, uma culpa extra por deixar o corpo (consequentemente as emoções) controlar o racional e bota mais uma pitada da culpa capital pela luxúria acima do socialmente aceitável que já fui repreendide algumas vezes. Tem culpa em tudo aí, dilema barroquista do pecado versus redenção. 
(mesmo eu já sabendo que tenho carteirinha VIP em qualquer opção de inferno ou tormento eterno pregado por alguma crença aí - construtos ideológicos para sufocarmos essa sensação de que se reproduzir sem a expectativa de produzir descendentes e apenas em busca de prazer)

Os golfinhos sabem bem o que estou falando
(E eles serão os primeiros a irem embora da Terra, cês sabem)

Então, o que vou fazer no feriado mesmo? 
Negando mais um pouco desejos reprimidos e oportunidades de novas experiências com quem gostaria de mapear o corpo com os meus lábios. 
(E não pode. Não pode.)

Oh! Artigos! Tenho uma montoeira deles pra ler e escrever um!

(A repetição da frase "aceitável socialmente" para fins educativos. É pra grudar na cachola e não sair, tá?)

terça-feira, 7 de março de 2017

[interlúdio] entre o lacre e o jarro de picles

Comecei a escrever esse texto uma semana atrás, aí veio esse artigo na minha timeline do Facebook e isso no meu dashboard do Tumblr aaaaand, bem... caiu como uma luvinha.


(Florentina é deusa d@s desamparad@s nessas horas cruciais...)

Cê vai ficando coroca e não prevê mais as "cousa" direito.

Tenho essa mãe, meio me fez passar raiva quando mais novilhe, com todo um arsenal de cuidados e quadrados, tudo pra me encaixar em algum lugar. Ela massageava demais um ego que tinha tendência em inflar e sabotar uns feelings de vez em quando pra ajudar.

Não foi legal.

A gente via isso acontecer com os primos, a mesma neurose rolando, a mesma desculpa sendo repetida (nunca recebi amor dos meus pais), o sufocamento era o mesmo. Tardios na saída de casa, sedados por medo de crescer. Fracassados em algum lugar no lugar dos nossos pais.

A atenção era desmedida, no que tinha de "supermãe" para os outros, tinha era uma jarra de conserva sendo mantida. A vida dentro da redoma vai riscando algumas coisinhas da nossa vida, uma personalidade ali, uma opinião concreta aqui, às vezes moldava coisa que não devia, como seu verdadeiro eu, aquele que você procura tanto depois que perde quando criança, mas tá lá em algum fundilho rasgado do bolso de alguém. Nunca o seu.

A dependência, essa vai criando uns tentáculos bem oscilantes, traçando espirais de fuligem e tinta escura, obscurecendo aquilo que era pra ser naturalmente colorido. Dá pra entender: eles só querem o nosso bem. Apenas isso. Mas não compreendem que entre o bem e o mal tem um caminho bem tortuoso com um pedra gigantesca no meio e um horizonte que a gente não vê. 

É assustador.


domingo, 26 de fevereiro de 2017

os paralelepípedos


Quando a constante no teu mundo é de "Sorrie e acene" quando não entende como lidar com a situação, é importante sempre manter algumas cartas na manga. E elas são amarguinhas. Então os constantes paralelepípedos que me atingem nas costas quando penso em fazer algo da minha vida romântica (nula btw), deveria ser por falta de oportunidade, não de coragem. Porque coragem não tenho alguma.

Essa postagem é criptografada, as usual, e regada de jazz choroso de Nova Orleans...
(Debaixo do link, aqueles trem que não gosto de teorizar, mas preciso já que terapia não é mais uma opção - mas escrever é uma boa...)

domingo, 11 de dezembro de 2016

projeto verão quebradeira 2017?!


Querida entidade do panteão que não gostaria de citar tanto em meus escritos,

Não lembro de ter assinado nenhum contrato ou aceitado algum termo de consentimento, mas tá parecendo que há umas forças estúpidas aí movendo uns palitinhos e enfiando em alguma trama da tapeçaria que as fiandeiras tão gerenciando desde meu nascimento.

Encaminhei algumas reclamações na Ouvidoria do Olimpo por conta da incompetência de seu amado filho e colaborador vitalício, e também outra queixa enorme para o Departamento de Marketing de seu setor por fazer propaganda falsa durante 29 anos. 
(Amor é legal, Amor é sensacional) 




Tá na hora dessa gestão aí mudar, deixa alguém mais capacitado gerenciar os processos (teu meio irmão mensageiro parece um candidato a altura, esquece teus dois maridos, eles são babacas), vai tirar férias, vai pescar. Leva o pirralho míope contigo.

Já me foi jogado na cara algum tempo atrás que todo tipo de Amor que me envolvi seria e é um exercício pro teatro da vida (E já que estamos falando de mitologia e tragédia grega, oh divina!) e que definitivamente eu me sentia mais no backstage do que sendo protagonista.

E no backstage a gente puxa as cordinhas (a falsa noção de controle) , mantém o camarim livre, faz as trocas de roupas, ajuda na logística, não tem pretensão alguma de decorar falas e ir pro centro do palco.

Centro do palco é um horror. 
Há holofotes demais, muita encenação e pouca improvisação. E eu vivo praticamente disso. 


Se essa missiva chegar as suas mãos tarde demais, já adianto que decreto estado de completa confusão, não há necessidade de se alarmar ou enviar mais sinais, não quero ler mais nada. Na verdade uma placa de néon funcionaria esses anos todos, mas como estou convencida de que você segue a mesma filosofia que eu (perde o súdito/adorador/fiel/adepto, mas não perde a piada), explico outro probleminha que ando tendo com o coração gelado.

Caso não saibam esse é um dos vilões do Ursinhos Carinhosos
Sim, ele se chamava Coração Gelado.
Veja bem, divina deusa, o padrão continua, algo que tento identificar na terapia para saber da onde veio (Ou talvez vidas passadas? Tão difícil de acreditar depois de tanta má informação né?) e pra piorar a situação, há indícios bem vagos de esperança. Bem vagos, mínimos, mas como é do seu feitio devido o deslize de certa humana curiosa que ficou responsável por certa caixa (E deu ruim nas paradas): a esperança é a última que morre. 

Confesso que matei a minha assim que saí da última canoa furada que você tão caprichosamente remendou com o moleque estrábico. Viu? Dali já deu pra sacar que não funciona direito essas flechas envenenadas com a circulação de sangue noldorin aqui.

Novamente, não lembro de ter assinado nenhum termo dizendo que queria voltar a sentir qualquer coisa emocionalmente por ninguém. Assim, admiração sim, respeito sim, confiança talvez, parcerias platônicas. Definitivamente platônicas, porque tá bom desse jeito.

Tá bom desse jeito, ok? 

Ouviu aí na nuvem fofa do Olimpo? A minha vida de escriba tá ótima jogando toda a paixão, luxúria e sedução pro meu profissional. É lá que me realizo como pessoa, que me encontro como pessoa e aqui na escrita é onde posso encontrar um lugar de paz.


E como a vida é irônica, o Universo tem um senso de humor macabro e o Destino gosta de pregar peças, eis novamente projeto crush2k17 se formando sem eu entender da onde veio o interesse. 
(é da área que eu desprezo, faz umas coisas que quero contestar, mas não pode porque é escalão acima do meu, e ffs elogia minha escrita. Não, apenas não!!) 




Bem, falam que a negação é um dos passos para o processo todo de restabelecimento, mas sério? Sério? É estúpido e sem sentido algum. 

Particularmente sendo rude, bem a sua cara com essa trollagem. 


Pandora não abriu a caixa achando que ia encontrar maravilhas, ou cookies, ela simplesmente abriu porque é essa a natureza humana quando se tem um músculo cardíaco funcionando como o status quo dita.

Que nem os esquema de alavancas: eu tenho compulsão em puxa-las. É ridículo.

Se a preocupação for sobre manter uma normalidade, tenho a solução bem acertada: um vibrador e a possibilidade de adoção (Já tenho gatos, metade do serviço). Pronto.

Atenciosamente,

xx Você sabe quem que vive reclamando da sua atuação profissional xx

Ps: meu protocolo na Ouvidoria tá parado desde 2015.




















segunda-feira, 5 de setembro de 2016

os updates do crush foram atualizados


Então...

Os updates do crush foram atualizados: [x] - [x]

Viu como citar o nome da (ben)dita cuja - sentadinha em seu troninho de conchinhas fofuletes, acompanhada de seu filho míope e levemente sádico lá no Olimpo - acaba atraindo uma confusão mental total?
Eu tou naquela do "não, não vai dar certo, por *insira aqui lista de motivos para dar errado*", e aquela "hey, há outra oportunidade aqui, mesmo que igualmente nula". Queria não ficar nessas dicotomias.

Dicotomias me perseguem desde sempre.
E as estatísticas, essas sim que acabam mesmo comigo.

segunda-feira, 29 de agosto de 2016

[interlúdio] não entregar os pontos


You sure you can take me in?
cause this is where the fun begins
I'm gonna feel your heart stop
in my hands

Como gosto de manter nas encostas ali pertinho do velho Barqueiro, apenas esperando a oportunidade de saciar a sede pelas lágrimas de Letes - valha-me os deuses se algum dia tenha tal pedido aceito, mas até lá, fico na sofrência de rememorar TUDO que acontece, como um castigo constante de ter uma memória de curto prazo mais prolongada que o devido - às vezes acontece de alguém decidir me empurrar para fora do buraco que cavo a cada hora mordaz sem o brilho do cavalo de Apolo.

Quem precisa de luz do Sol quando a Escuridão é mais amigável?

De mansinho, como um feixe de luz penetrando por uma fresta de uma armadura já envelhecida pelas intensas batalhas, os duelos sem sentido, as brigas internas, as porradas do cotidiano. Mesmo com a proteção invisível daquele que peço proteção todas as noites antes de dormir (Ou tentar), o escudo não aguenta quando há poderes mais fortes que a ponta da lança ou a base sólida de um escudo espartano. E de teimosia eu sobrevivo, da discórdia ando me afeiçoando demais, mais que demasiadamente demais. Um passinho para cometer aquele delito que tanto anseio, não, não é da hybris que tanto temo desde pequena criança que me firmei fiel a jornada tola do herói. É o "outro" tipo de delito que "outros pagãos de outrora" também se mantinham longe. Tem até mandamento pra isso em algum lugar.

Sim, tou levando demais esse trem de metáforas com o imaginário da mitologia grega, porque é a única forma de conseguir me expressar sem levantar suspeitas (ops, tarde demais).

Existem almas que percorrem diversos espaços e corpos e formas e olhos e mãos e lábios que expressam um pouco da divindade sagrada e puríssima daquela que não-deve-ser-nomeada. Prometi há um tempo atrás a não mais cruzar o caminho da intrépida deusa que nasceu das ondas e que tantos artistas ocidentais amaram (~ahem~) representar em todas as pompas possíveis.

O meu santo não bate com o dela. Nossos opostos não nos atraem. Minha metodologia desafia a emoção devastadora de sua compreensão. Eu fico na minha, porque preciso me proteger, já ela envia alguns sinais de que em uma ilha solitária, mesmo no meio do oceano, eu não posso viver. E ela já está me fazendo rimar. Oh damn, tá pior do que eu previa.

Se por um momento desejo intensamente me manter na letargia que nos acomete na entrada da fila interminável dos Ínferos - pois é esse nosso lugar como ledores da civilização, meros espectadores, não-protagonistas de épicas histórias, apenas observando o desenrolar dos eventos - em outro sobe a vontade desesperada/desenfreada de sentir novamente. Qualquer coisa, alguma coisa, apenas uma coisa.

E como a Justiça foi ligeiramente varrida para fora do recinto - não é justo, não é justo, não é justo me desarmar assim - eu mantenho a teimosia, mantenho o escudo já quebrado, mantenho os olhos vidrados no feixe de luz. Porque algum dia sei que há de me atingir em cheio. Não o feixe, mas aquela maldita seta que todos tanto almejam.

Em resumo, eu preciso saciar a curiosidade que a "injustiça" da discórdia me causou. E todos nós sabemos o que acontece com aquele que se atreve a ter curiosidade demais.

Ícaro é a prova ficcional disso.

Pelos deuses que me sustentam em pé as ideias tolas, que o chão tenha flexibilidade, que as minhas asas aguentem por mais minutos que o pobre filho de Dédalo, que o meu "santo" bata com aquela que tanto evito. Nessas horas é preciso se apelar até para quem não se quer ser assistido para ter algum tipo de iluminação ou revelação. Okay, revelação. Eu tou precisando de uma faz tempo.

[post criptografado para eu voltar daqui alguns anos e perceber que nem tudo estava perdido. Ser autômato pato panaca jacu cansa. Às vezes. Só às vezes.]

Lembra da resiliência? É nela que tem que se apoiar.

quinta-feira, 19 de maio de 2016

algo que não acredito mais

Tá, sério, acabei esquecendo de finalizar o desafio de escrever as 20 coisas para se escrever quando estiver em um bloqueio de escrita e vi que deixei o assunto delicado pra último e lá nos fundilhos da negação existencial.

Write about something you no longer believe.
Escreve sobre algo que você não acredita mais.



É disso que esse último tópico fala : algo que não acredito/tenho fé mais é no Amor Romântico

Aquele maldito Eros que confunde minha Sophia e a adorável Psiquê. Esse vendido já atingiu o limite de dados usados comigo, logo decidi entregar as funções corporais aos seus devidos lugares e tratar de cuidar da minha cabeça (falha, mas única confiável nessa altura da minha vida de escriba) para tornar o mundo em que estou inserida um lugar mais legalzinho e suportável de sobreviver. 

Que seja por trollando o curso, fazendo parte do movimento estudantil, rolando no chão de casa com gatos ou conversando com pessoas queridas que não me sufocam emocionalmente, assim vou deixando a Razão tomar mais conta que a Emoção.
(mas se falar do meu fandom, vai ter ranting emotivo até dizer chega - isso meu miocárdio não endurece) 

Como uma vez certa criatura élfica disfarçada de cantora inglesa cantou: "se eu não acredito no Amor, nada é o suficiente para mim",  e não é, não está sendo, dificilmente será algum dia. A cobrança pelo perfeito aqui é constante, mas calibrável. Não vou deixar o monstro da ansiedade comer meu fígado (só um certo pássaro pode fazer isso e ele ultimamente tá digerindo outro órgão invisível meu), até porque não há mais razão para tal. 

Tou pagando minhas contas, estudando o que amo, trabalhando onde queria estar - pelas diretrizes curriculares do capitalismo neoliberal, tou nos padrões de aceitação como cidadã de bem. Tá certo que não tá bom, mas gente a coisa já foi muito pior. 

A crença pelo Amor (seja lá qual instância) se tornou sem sentido quando se tranca suas emoções a sete chaves e joga o molho fora. Realmente não me é mais necessário entrar nesse ciclo novamente.  Apesar que parece não estar mais apta (ou de saco cheio das firula por N motivos) não me livra de certas manifestações. 

Ainda sinto desejo por pessoas. Ainda tenho devaneios impróprios. Ainda sou humana, mas não quer dizer que isso signifique muito no grande esquemas das coisas. O amor incondicional se tornou presente na minha vida através da admiração que nutro por pessoas que me inspiram, o moleque teimoso e sua mãe impiedosa? Nopes, passam longe porque minha devoção foi para outra entidade (Hello? Patrão Morfeu, câmbio?)

Ainda há Amor, mas ele se tornou nessa pasta de "coisas que não preciso mais me preocupar". E véi de Bowie: se o trem tá te prejudicando com emoções negativas de si mesma e do resto do mundo, desapega. Apenas. Algum dia o mecanismo se ajeita, mas não precisa vir do s2 - aquele idealizado tão fervorosamente outrora. Já vi isso acontecer na família e creio que é satisfatório viver sabendo  que não se seguiu a mesma regra de sempre. 

Talvez seja isso, você nasce, cresce, percebe que tem emoções que mais te destroem do que trazem algo de relevante e decide seguir com um plano alternativo de felicidade.

Podia ser pior.
Eu podia ser fanática religiosa. 

domingo, 6 de março de 2016

vislumbres



Beneath the noise
Below the din
I hear a voice
It's whispering
In science and in medicine
"I was a stranger
You took me in"

The songs are in your eyes
I see them when you smile
I've had enough of romantic love
I'd give it up, yeah, I'd give it up
For a miracle, miracle drug

Às vezes te descubro em lugares onde supostamente alguém como você não deveria estar. Já é o começo do questionamento: é realmente alguém para se acreditar ou apenas uma ilusão concreta o bastante para me dar vislumbres de que essa situação tem jeito?

Às vezes é no meio de uma conversa despretensiosa, entre as palavras em um livro antigo, em uma anotação sem sentido escrita há muito tempo, às vezes é antes de dormir, ao colocar a cabeça no travesseiro, respirar fundo para imergir no Reino dos Sonhos (que pelo que tenho idéia, continua sendo sua casa), às vezes é em lembranças de outros rostos queridos, eu meio que te reconheço sem precisar de muita investigação. 

E dói. 

Porque eu me afastei e não espero voltar a me dar bem contigo. "Amor deve ter confiança!" - você uma de suas versões clássicas uma vez gritou achando que poderia dar alguma lição de moral na minha eterna ancestral. Não é porque o Amor é cego que sou obrigada a não te reconhecer. 

Talvez seja essa a maldição. Te reconhecer em outras formas ao invés da verdadeira (e aí entramos numa discussão acirrada do que é verdadeiro e falso, real e imaginário, concreto e não-tangível, forte e frágil) parece ser uma sina perpétua que mesmo me negando a voltar para dar uma espiada no caminho de pura areia branca de milhões de conchinhas dilaceradas pelo tempo, fui feita pra perseguir o fio de prata enroscado no meu calcanhar e bem preso nessa coleira de normas e leis que mantenho desde pequena. A coleira é boa, me faz me manter lúcida, ou parcialmente convencida disso.

A areia do seu caminho é gostosa debaixo dos meus pés machucados, mas guess what? O preço é muito alto (um coração em estado aproveitável para ser arrancado da normalidade) e o meu custo é bem humilde. O meu só faz o que tem que fazer e nada mais (até bacon cortei da dieta pra não prejudicar tanto), não me preocupo tanto e queria que soubesse que entulhei ele com outras caixas pesadas de valor inestimável por uma razão: é pra não enlouquecer. 

Entre ficar biruta ou virar a tia ermitã da biblioteca, prefiro ir com o que me deixa feliz da vida. Parece justo né? 

Depois de tanta gritaria, ranger de dentes, palavras que viraram ecos insistentes dentro da cachola e desencontros, creio que seja o mais justo para ambas as partes (bem, só sei da minha, você nunca foi muito de falar francamente e você sabe como sou péssima em entender sinais truncados). Mas mesmo assim sei que vou te reconhecer pro resto da minha vida de escriba. 

Talvez algum dia, atrás dos balcão cheio de tranqueiras, entre as prateleiras da vida, entre uma correria de um setor a outro, ou até mesmo na ida ou volta pra casa eu te veja ao vivo - e pode apostar cada fiozinho de cabelo desse seu cocuruto magnífico e rostinho que nunca consegui ver direito quando criança ou enquanto dormia que você não vai me ver ou reconhecer. 

E talvez eu diga olá e pergunte porque não podia esperar a hora do café ou algo do tipo, mas vamos dizer que hipoteticamente nesse cenário já hipotético, eu vá apenas me esconder. Vamos ser sinceras?

Você não precisa de mim.
Eu preciso de você.
Mas nessa vida acho que não mais, então se a relação já não está sendo igualitária nesse plano, me cobre veementemente no outro quando eu chegar. Se eu chegar, pretendo ficar aqui por um bom tempo, sabe?

E vamos conversar sobre todas as coisas que poderíamos ter criado, vivido, descoberto juntas. Me questione sobre cada dia em que duvidei que você existia, pergunte me se cada ação na minha vida não  era uma prova de que a nossa conexão nunca se foi, mas só era sublimada por esse imperativo do medo de estar ficando louca.

Não sei se você vai entender dessa forma que escrevo. Ultimamente ando tão calada para poder dar explicações ou justificativas (Calada? tou é cansada), então caso houver alguma dúvida quanto à isso que estamos passando, fica tranquila. Estarei sempre à sua disposição, como uma colaboradora, não mais como protagonista.

Cansei do Amor romântico, querida. Ultimamente desisti por uma droga milagrosa (e se chama Biblioteconomia).

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

FYI

I still miss you dearly every fucking day and I kind hate to feel it when my heart just sinks into my belly of thinking of you. I still miss you even of all these years
posted from Bloggeroid

terça-feira, 15 de dezembro de 2015

A slip of the tongue



Para todxs que me mostraram que amor romântico é legal, amor é sensacional, um recadinho: ouçam essa música e leiam esse texto.

Disclaimer: vou voltar nesse post amanhã para escrveer com mais calma.


E pode culpar a sociedade moderna e os escambau, até entendermos que amor não é possuir ou sentir, mas sim um instante bem pequenininho de nossa existência, fragmentado em diversos setores da nossa vida, aí sim o trem anda. 

Não é de hoje que visito blogs de dominatrixes para investigar ingenuamente o discurso delas - geeeeente quanta coisa interessante para Análise do Discurso que vou te contar... Pronomes principalmente! - e às vezes me deparo com discussões muitos bacanas sobre relacionamentos e sentimentos dessas mulheres com uma percepção do mundo um bocado diferente do que costumamos ver por aí. Mesmo que não tenha muito o compromisso de informar totalmente sobre o que fazem entre 4 paredes de uma dungeon, as femdoms que acompanho tem um domínio bem bacana de extravasar em literatura o que sentem no momento. O blog Domme Chronicles é o exemplo lindo que une informações instrucionais para os que não estão acostumados com o mundo BDSM, mas também dar aquele toque pessoal da blogueira e domme Ferns.

Esse texto "I love you / Now I don't" me impressionou devido a familiaridade da situação - o dizer "eu te amo" e depois voltar atrás por ter dito fora do tempo, cedo demais, tarde demais. Chega a dar uma chacoalhada emocional ao perceber que outras pessoas tem a mesma percepção do assunto tão delicado assim como eu.

Amar socializa (vide fandoms), amar une grupos, amar é a cola universal invisível disfarçada de um fio prateado enroscado nos pés de todos. Amar é aquele nó na colcha de retalhos que cobre a gente nessa Realidade. Amar é apenas um verbo, gente. Não um objeto, um sujeito, nem predicado, muito menos adjetivo.

O mote de deixar os outros viverem e amarem, assim como viver e amar também, não parece ser tão difícil de seguir, problema é quando se há muitos poréns na vida passada para poder realmente se sentir segura em seguir. Aquele achievement de desapego demora a chegar (quase 30 e esperando). O amor próprio, a apologia ao Ego, o narcisismo costuma se disfarçar como Amor. A emoção pode virar uma catástrofe na vida de quem não consegue balancear as balanças (Oh well Emoção vs Razão).

As três palavrinhas podem ser infelizes quando dizemos por obrigação, por costume ou por qualquer outra desculpa. É bisonho como a gente se obriga a demonstrar o quanto ama uma pessoa com essas palavras sem realmente ter pensado sobre. O direito reservado (e velado) de se questionar o "eu te amo" e admitir que não foi verdadeiramente honesto com seu próprio coração e com a pessoa é um grande passo para se conhecer a si mesmo.

A Oráculo tava certinha, Neo. E não tem colher alguma!
Conhecer-me a mim mesma me dá a consciência dos limites meus e do Outro. Logo parece bem drástico, mas quando falamos "eu te amo" de forma em que realmente não se irá levar à sério, é melhor retirar o que disse e se retratar. Difícil pra baraleo, gente!

Uma coisa boa desses textos é que elas falam bastante de limites, aquilo que se é permitido a fazer e aquilo que você se sente confortável em fazer. O que teu corpo rejeitar não deve ser incentivado de maneira alguma, tanto na parte mais... ahn... bem, cês sabem, elas são dominadoras... quanto do modo de se relacionar com o mundo. Saber recuar e rever os próprios conceitos e pensamentos também é uma boa, não um sinal de indecisão.

De acordo com minha vivência, falar essa frase tem se tornado um problema de proporções homéricas. Tenho uma mãe que resmunga às vezes por não dizer mais isso como antigamente. Chegar ao ponto de falar isso para alguém que gosto muito é deveras raro, e houve muitos mau-entendidos, oh se houve! O falar antes e me deparar com o peso das palavras nas vidas das pessoas, o dizer tarde demais (Ou nem dizer, o que é pior) e receber uma resposta recheada de puro rancor e insegurança. Ou receber um feedback bonito! Ou simplesmente ser questionada horas depois do porquê não repetir a frase novamente.

(Gentem não é obrigaçãooooooo, é sentir que se quer expressar o mundo com essas palavras)

Como fui criada com essa noção romântica ultra-paradoxal do século 18: chegar à essa máxima requer treinamento e muitas reflexões de chuveiro (Porque as melhores ideias e os pensamentos mais profundos sempre acontecem quando estamos no banho...), sem contar que me pesa como uma responsabilidade esmagadora. Isso tava me destruindo, sério. Decidi dar um breque para não alastrar demais pela minha esquálida pessoa sem muita paciência para amor romântico (o tempo passa, o tempo voa, e as ideias mudam, faz parte).

Sim, eu fantasio sobre coisas românticas como qualquer menininha da Clamp, mas me deixar submetê-las à Realidade, aí outra história.

sábado, 5 de dezembro de 2015

interlúdio - coisas chatas



Créditos: Visualize.Us
Sabe aquela música da Alanis Morissette "21 things I want in a lover"?
Minha lista se reduziu a isso aí acima.

O tempo passa, as prioridades mudam.

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

sobre relacionamentos (e os fins)

Olha que estranho! Eu sei dar indireta também!


quarta-feira, 4 de novembro de 2015

amor em suas particularidades - relacionamentos de longa-distância

Palavras sábias do @Berlin-artparasites.


I believe throughout our lives we meet more than one person who can be destined to be “the one”. I’m not preaching for...
Posted by berlin-artparasites on Terça, 3 de novembro de 2015

sábado, 12 de setembro de 2015

[Direto do Tumblr] Emoção versus Razão



http://carmilla-feels-hq.com/post/128882234622/dinahkorbae-i-cant


Já havia comentado o quanto a escrita de Carmilla the Series é soberba. O modo como Jordan Hall e Ellen (anamatics) Simpson apresentam as cenas é inteiramente apreciável quando se está falando de storytelling. Há tantas conexões com diversas simbologias que já perdi a conta de quantas vezes fiquei babando/deliberando teorias.

Essa cena foi emblemática durante a metade da season 2, pois já estávamos ansiosxs para saber quando as duas iriam pelo menos ter uma conversa decente. Laura com sua personalidade teimosa, rígida e cheia de convicções fez com que Carmilla - extremamente emotiva, broody lesbian vampire, e filosoficamente profunda em seus 334 aninhos - a deixasse de molho após término angst. Muito chororô, muitas explicações, muito vida real nos esquemas, magnifíco!

Então ao rever o episódio novamente e essa cena em específico, me veio a velha conhecida estória da carochinha sobre Emoção versus Razão, aí vai:

Você quer um bom exemplo da eterna batalha entre Razão e Emoção e como eles se sentem?

Esta cena mostra exatamente como essas duas vias são uma combinação condenada desde o princípio.
A Razão é tudo isso, por isso, se concentrar em tentar consertar as coisas, fazer as coisas direito, manter o controle e explicar tudo em uma lógica perfeita. É um terrível erro pensar que a Razão irá curvar-se, submeter-se a qualquer outra coisa.

Oh bem, mas não há Emoção: ela não dá a mínima para razões e lógica, certo ou errado, bom ou mau, vivos ou mortos. Há apenas o momento e como pode ser desfrutado plenamente. A Emoção pode ser muito para frentex e direto ao ponto. É aí que reside a sua força. A Emoção não teme a Falha, o Desconhecido, o Caos. A Emoção é tudo isso e muito mais.

Por ser muito mais, a Razão não consegue explicar por que sempre acaba envolvendo seus braços em volta da Emoção, beijando-a tão desesperadamente, como se fosse o fim do mundo, o fim de sua própria lógica. E quando elas se separam do beijo proibido, Razão apenas sussurra: "Eu não posso ...", mas não importa o que ela acha, o estrago estava feito.

Emoção sempre ganha a batalha, não porque ela rebaixa a Razão em uma poça de bobagens e feelings, apenas porque nesse exato momento em que a Razão disse "Eu não posso" é exatamente quando ela desistiu de todo o seu mundo de perfeição e justificativas. O "eu não posso" é um sinal perfeito da vitória.

Emoções sempre vencem. Sempre.

sexta-feira, 28 de agosto de 2015

fechadura e a chave

http://morerevenge.tumblr.com/post/127660505513/im-drowning-in-my-feelings-with-that-phrase


Depois do episódio 2x22 o fandom do tampão se desmanchou em lágrimas eternas. Revendo o episódio, principalmente na parte da conversa entre Carmilla e Laura (#HollsteinFeelingsEverywhere) senti uma certa similaridade com a Laura no requisito de coisas que se encaixam para justificar a existência de outras.

Apesar de não concordar com a mini-jornalista e suas atitudes um tanto exageradas (Mas hey! Todos nós tivemos 19 anos, eu estava trancada em casa do mesmo jeito que a Laura e o pai superprotetor dela), devo concordar com o modo que ela vê a Realidade - tão diferente de Carmilla que já viveu mais de 3 séculos.

Uma fechadura e uma chave: essas duas ferramentas foram bem colocadas no diálogo e definitivamente me fazem ter devaneios filosóficos sobre o que raios deve encaixar e o que não deve. (É pra encaixar? tem que ter a chave e a fechadura? É melhor que seja assim e não apenas como sempre foi só a chave procurando uma fechadura?)

O episódio tá aqui, recomendável seria se vocês vissem TUDO, TUDO, TUUUUUUUUUUDO!!
(Sim, tem legendado em português.)