Pesquisando

terça-feira, 19 de fevereiro de 2019

[video] give you up por Dido

Era para estar elaborando planos maléficos de dominação mundial via bloco de notas - ou o que gosto de disfarçar que seja um planejamento de estágio obrigatório, mas...






Minha única reação possível nesse exato momento:





(E carai, essa letra!! Olha essa fucking letra!!)

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019

dos ralos embaraçamentos

Então é o seguinte, já percebi em certos tratos sociais que (não) possuo e comparando com outros seres humanos, há essa desconfiança besta que talvez haja algum traço asperger aqui nos esquema. 

Não gosto de me precipitar, porque impulsividade ou o não ler os sinais já causaram tanto problema na minha vida de escriba que o gibi virou almanaque e espero que não façam edições definitivas dessa baboseira algum dia. E não, não confio no Doctah Google pra verificar sintomas. 

E aí algumas coisas que só percebi após passar quatro anos na área da Educação e mais cinco aqui na Biblioteconomia e tendo mais condições de pesquisa e estudo e ouvir relatos. E essas coisas eram um bocado fora do que chamam de neurotípico, ou seja, as pessoas que estão na zona de normalidade de aprendizado e psicológico. Que normalidade é essa e de onde tiraram o termômetro para ditar tal, não sei da onde tiraram isso...



Vamos fazer um trabalho bem péssimo e puxar algumas informações da Wikipédia? Como se fosse realmente confiável, mas bora lá, pois isso aqui é transitório, até ter um diagnóstico real demora pra cacete e custa caro. 
(E como o objetivo desse blog é pra me manter lúcida quando for ficando velha caquética e me esquecendo do que vivi até chegar a velhice e ah vocês entenderam! Morgan, pare de colecionar envergonhamentos, please?) 

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2019

[bibliotequices] corpo de aço, alma de robô,o que bate no seu peito é máquina de somar

Não sei se seria audácia minha, mas toda vez que rola um período incerto, de instabilidade intelectual e com cheirinhoooooo ditatorial, as vagas para Biblioteconomia surgem aos montes do nada...?
É o Estado querendo seus simplórios burocratas retroalimentando seus processos?

Já faz um mês que ando vasculhando sobre como eram as condições de trabalho de bibliotecários na época da ditadura militar, se foram fofuxas, lindas, cheio de concurso pra escolher a dedo ou foram igualmente massacradas como certas profissões também consideradas liberais - jornalistas, psicólogos, engenheiros, etc. 

Por que não há registro de nossa própria classe sobre aqueles anos infernais? Por que apenas encontro relatos escritos de jornalistas, psicólogos e advogados quando se toca na questão trabalhista dentro de bibliotecas - ou a ver com elas? Como lidaram com a censura? Quem lidou com a censura? Teve repúdio ou acolhimento ao AI-5?

Fomos censurados ao ponto de não registrarmos nossa dor, nosso silêncio, nossa própria censura? Ou fomos coniventes com aquilo que nos impuseram?

Por que na legislação bibliotecária se vê um entremeio de regulamentações e resoluções, mas no mastigar das palavras não dá para se fazer um resgate histórico?

Por que ouvi e li tanto bibliotecário aplaudindo de pé as atitudes do bozonazi e está feliz da vida para 2019?

É a máquina burocrática assobiando pra gente entrar no moedor de carne? É por isso que não temos registros acadêmicos entre 1964 a 1988 sobre condições de trabalho de bibliotecários dentro de bibliotecas, sejam privadas, públicas, universitárias, escolares?

Por que nossa narrativa está sendo contada por outros e não nós mesmos? Como é que vamos explicar pra quem tá entrando nessa trilha sobre os nossos antepassados? Quem eram eles?

A gente tá voltando a ser como era antes, é isso?

quinta-feira, 24 de janeiro de 2019

[video] Enjoy the silence por Depeche Mode



Fui cismar de ver todos os vídeos do DM, óbvio que rolou lágrimas.
Um combo perfeito de "Precious" primeiro para então "Enjoy the silence".

"Precious" bate bem nos feels devido a letra fodástica do Martin sobre o que ele achava que deveria dizer pros filhos dele na época em que se divorciou. É triste pra caramba. (Já escrevi algo aqui)

Agora "Enjoy the silence" é aquela que está no 2º lugar depois de "Bizarre Love Triangle" do New Order como "música que pode tocar no meu enterro, porque é a minha música aí ó!".

A letra é forte, porradeira de cima abaixo, o vídeo é aquela fucking referência ao Rei d'O Pequeno Príncipe ou até o próprio Príncipe crescido - lembram que o guri puxava a cadeirinha de tempos em tempos para ver o pôr-do-sol no asteroide onde vivia? O vídeo é basicamente isso, ele indo pros lugares mais longínquos ir ver o pôr do sol.
É difícil não ficar emotiva com tudo isso, srsly.

Na fita k7 que minha irmã mais velha deixou em casa tinha essa música, pois a MTV na época não tocava tanto os hits de 1990 pra saber quem eles eram. E como hino fundamental da minha alma torturada, vamos nessa: aproveite o silêncio que as palavras só machucam mesmo.

Enjoy the silence é do álbum Violator de 1990 e se tornou a marca registrada da banda britânica.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2019

playlist - VH1 Storytellers por David Bowie



O que tá sendo esse janeiro que tá difícil de sair do climão de ficar em posição fetal, abraçar o travesseiro, tremer queixinho e desejar que tudo esteja legalzinho para a nossa terceira avó seja lá onde Patrono esteja?

E a versão de Survive desse acústico tá assim de arrancar o coração. If I'm dreaming my life sempre soou estranha nos meus ouvidos, mas desta vez tá de boas.
(A escolha de músicas também está inusitada... Até China Girl entrou!)

sábado, 12 de janeiro de 2019

[bibliotequices] o probrema da Ficha Catastrófica-oooops-Catalográfica


Já começando 2k19 com Bibliotequices?
Mas claro que sim!

Porque a zoeira never ends, os questionamentos nunca terminam e fazer piada infame da própria desgraça faz parte :)

Tudo começou com esse meme maravilheeeeenho postado nos feicibuqui:

Página Bibliotecário Bem Humorado

Da sessão "Coisas inúteis de bibliotecári@ que ninguém precisa saber, mas que são importantes pra essa máquina continuar funcionando - parte 345374644."
(Essa explicação breve é para quem não sabe o que é e realmente não tá nem aí no impacto que isso tem, okay? Pra dar palpite na área escreve logo uma tese! Eu só sei questionar a relevância e a sustância de nossas ferramentas!)

O probrrrrrrrrema da Ficha Catalográfica.



(Já havia escrito sobre isso e uma forma de usar a bendita de forma funcional aqui)
Aquele quadrinho medonho que todo livro é obrigado a ter/tirar/registrar que fica no verso da possível primeira página de dentro do livro se chama "Ficha catalográfica". Ali tem informações legaizinhas como data de publicação, tradução, se o livro tem ilustradores, se tem mais edições, oh! Quem é autor? Qual nome do livro todo? O título original é qual? Óia que fofura tem ISBN (Outra coisa que não serve nada para quem não está intimamente ligado a isso, mais outro número qualquer, tipo nosso título de eleitor) e PLIM: SUPOSTO NÚMERO DE CLASSIFICAÇÃO.

Suposto...
(Chama na xinxa! Chaaaaama na xinxa que vai ter fogo no put***...)
Do tipo, pode ou não existir.
É um número que supostamente bibliotecários acham que deve ser o assunto do tal livro, mas que não necessariamente está certo. Porque há variáveis absurdas que confundiriam um astrofísico em encontrar um número que fosse assim, NOSSA ESSE É O NÚMERO DEFINITIVO. ANOTA AÍ IGOR!

Em resumo a ficha catalográfica parece algo medonho e difícil de interpretar. A porcaria NEM SERVE pra dar pista pra fazer referência bibliográfica do modo mais plausível (Again, na monopolizada ABNT lalalalala) e lógico.

Aí entramos no problema existencial da Ficha Catalográfica: ela não tem lógica alguma.
(Porque padrões seguem lógicas, não é? Ou a Lei da Gravidade parece surreal demais? Ou que 2 + 2 são 5?)

terça-feira, 25 de dezembro de 2018

howdy-ho, feliz Natal!

Se alguém perguntar o que faço de Natal, é ir ver esse especial aqui que está completo nesse link. Abaixo é o álbum maravilhoso com as melhores músicas ever :)




(Eu sei, eu sei, South Park é m dos piores desenhos adultos já feitos, com trocentos problemas polêmicos, mas zoar com o Natal americano é o que eles fazem de bom, então...)

sexta-feira, 7 de dezembro de 2018

Hurricanes por Dido

A bunita depois de 5 anos sem dar notícias resolveu aparecer, e como de costume já vir com uma música pra fazer a gente cair no chão e não levantar tão cedo.


A fórmula é parecida com outros álbuns, consigo sentir uma vibe de Here with me, e uns badulaques eletrônicos lindos que só ela consegue fazer. Mas tem algo rolando na melodia dessa música que me aperta o coração pra fechar os olhos e apenas me deixar ir...

E acho que é vontade de chorar mesmo.
(Ou o riff de violão?)

o melhor conselho: terapia

"Diga a um terapeuta, não pro Facebook" - crédito
Algo que tem demonstrado forte o quanto as pessoas ainda não sacaram a questão de limites é quando você próprio tá no limite - tipo puxando a linha imaginária até ela ficar tensa que nem elástico antes de se soltar com toda força - e ainda assim te cobram por algo.

Qualquer coisa.

Um dos conselhos que vivo recebendo repetidamente da psicóloga em que me oriento é sobre não levar mais carga emocional de outrem. Isso já ferrou comigo desde criança, com todo rolo de viver em uma família em que abuso emocional era prato diário (e a criança madura aqui tinha que aguentar as pontas que supostamente nem eram dela, mas de adultos irresponsáveis e que não sabiam se comunicar?), não quero que cave um buraco a mais o que eu mesmo faço por vontade própria e com louvor (overthinking achievement aqui, muito obrigado).

Aí todo cuidado é pouco.

Porque a minha tendência é de ajudar ouvindo - aconselhar é um problema, isso já me abstenho - mas quando você está invariavelmente RUIM da cabeça, não é saudável tentar ajudar outra pessoa ruim também. Isso não é recomendável por diversos motivos, pois dependendo da situação, ou posso ser interpretada como alguém extremamente rude e egoísta, salvando a minha cabeça de piorar algo que já não tá mil maravilhas. Ou posso piorar as coisas dando uma opinião que não vai ser aquela que querem ouvir. ou eu simplesmente sumo que nem ninja e só apareço 5 anos depois como se nada tivesse acontecido (E aconteceu e guess what? Ainda estou remoendo por ter feito isso.)

É uma luta diária.

Ser fdp nessas horas pode te custar uma amizade, um amor, um laço de confiança. Mas gostaria de explicar o que que rola quando se está no poço, abraçando a Samara e cavando mais fundo no lodo com uma pá feita com meus pensamentos. Pode ou não acontecer como todo mundo que tem um bode balindo na canela. Pode ou não ser aplicado em todos os casos, pode ou não.

A gente não consegue sacar quando alguém precisa de ajuda, porque dependendo de como estamos, não vai rolar de adivinhar. Também aceitar ajuda é tenso, porque a bagunça é tanta dentro da cachola que nos convencemos que aquele problema é nosso e de mais ninguém, não importa o que nos digam para acreditarmos que é merecido ter ajuda de fora.

E aquele medo irracional que estamos atrapalhando a vida dos outros quando elas entram em nossos círculos de convívio. Aí imagina isso, esse bode balindo alto acima das vozes de quem quer ajudar e plim, aparece alguém que tá ferrado das ideias como você pedindo ajuda igualmente. E justamente pra você, diretamente ou indiretamente, e a única coisa que dá pra responder é algo nada feliz.

No meu caso, sempre aconselho pra procurar um profissional o mais rápido possível.

Às vezes o que a pessoa gostaria de ouvir NÃO É isso, talvez uma palavra de conforto, um "calma que vai melhorar", um sacudidão, um ombro amigo?

Como é que dá pra ser o ombro amigo se o complexo de Atlas chegou ao limite aqui? Como é que vou ajudar se eu mesma não consigo tirar os pés afundados da lama, dentro do poço, Samara abraçada? Faz sentido?

É que estava pensando nisso, das vezes em que fui âncora para resolução de cabeças perdidas, sendo que a minha sequer chegou a um ponto de começar a se consertar. E é injusto para ambas as partes, extremamente egoísta de ambas as partes, mas estranhamente rude somente de um lado.

Parece que o mantra do "amigos não são terapeutas" [x] está me perseguindo de uma maneira espetacular. E dizer isso em voz alta incomoda quem precisa de ajuda urgente, ou que acha que é urgente, mas que dá para procurar alguém especializado pra entender e trabalhar juntos nisso. Às vezes somos impacientes, e demandamos respostas para pessoas que sinceramente não tem estrutura emocional e racional para nos apoiar de forma mais adequada, por isso parentes, amig@s, namorad@s, bibliotecári@s (isso foi uma indireta, não sou terapeuta), tiozinh@ da esquina que tá esperando o mesmo busão não são terapeutas. Tem gente que não está preparada a ouvir o que tem a ser dito de nossas bocas, tem gente que se apavora por estarmos nessa condição horrível e não conseguirmos sair.

Tem gente que vai falar que é falta de Deus na vida. Falta de louça ou roupa pra lavar, falta de palmadas e surras, falta de homem na vida, falta de alguma coisa... Tem nada faltando não, é porque tou no mesmo barco, não tenho como ajudar se estou afundando também né?

Escrevi mais sobre isso aqui [x] [x] [x]

sábado, 1 de dezembro de 2018

[bibliotequices] grandes corporações, grandes quebras

Tá, deixa eu entender...
Tem as PECs de destruição total da Educação e Saúde em 2016, ninguém do ladinho capitalista das editoras e livrarias se manifesta (pra quê se meter né? Livre mercado!).

O setor que cuida dos livros didáticos no MEC vai pro ralo de forma horrenda, nenhum pio.
Há mais de 20 anos liberando estatísticas em forma de relatório de instituto que verifica se brasileiro está lendo, sendo alfabetizado, *cof cof* consumindo livro *cof cof* - no tal instituto, maioria grandes editoras e mega corporações de livrarias. Nenhum órgão de bibliotecários e/ou professores de escolas públicas no meio.

Aí os caras levam porrada no meio das fuças com a tal da "crise" (migolhes, a crise tá aqui desde 1888, cês perderam essa aula de História do desmonte da pátria "educadora e educada"?) e saem fazendo panfletagem, chorando as pitangas, escrevendo carta de amor ao livro, apelando em rede social sobre "oooooh brasileiros que estatisticamente a gente disse que não leem/compram livros, tenham piedade, comprem livros!"??? 

Cês tão zoando né?! 

Em nenhum momento houve mobilização para projetos nacionais para políticas públicas para FOMENTO DA LEITURA E ESCRITA dentro das escolas (potencial alto de consumidores, lembram? Se essa molecada sai lendo de forma proficiente, mais chances de ir lá comprar as suas ofertas gigantes das Internet) e não "políticas sobre [comprar] o livro". Nenhuma empreitada de "Vamo república das bananas, vamos crescer como potência pro G7!" tinha em pauta Educação, Bibliotecas, Cidadãos Leitores.

Em nenhum momento teve mobilização da e para a classe de bibliotecários nesse rolo pra pelo menos, PELO MENOS vocês grandões choramingando soubessem o que fazemos o favor de prestar propaganda de graça pra vocês nas bibliotecas de diversas esferas e o mínimo que esperamos que nos chamem nas deliberações sobre o que raios vamos fazer nesse país pra atingir uma meta mínima de alfabetização, escolarização, leitura proficiente e cidadania. 

Aí os caras choram, final de ano, apelando pro espírito natalino pras pessoas comprarem livros pra salvar "a quebra do mercado editorial e de grandes livrarias"?! 

Gente, se enxerguem por favor!!
Bora botar mãozinha na consciência e usar o que o Iluminismo chamou de "Razão"? Façam por onde DENTRO DAS ESCOLAS que em poucos anos tem retorno de consumidores ávidos por seus produtos.
(Mas se a meta é realmente ajudar no desmonte, aí sim, vocês tem todo o direito de continuar escrevendo relatório acusando que brasileiro não lê Afinal no livre mercado, o choro também é livre, não é?)

[tá bacana ler artigos e reportagens circulando por aí sobre como esse movimento de grandes livrarias e editoras está se tornando desesperador.Se alguém não sabe a definição de hipocrisia, só dar uma vasculhada nos textos desiludidos desse povo. A resposta dos livreiros - a galera de empresa pequena, que faz por amor e pra sobrevivência - está sendo ótima também de ler, eles sim merecem nosso dinheiro, nosso apoio e nossa parceria]

Agora na real mesmo?
Bora mandar uma banana fenomenal pra esses caras e frequentar mais bibliotecas? Sai de graça, tem uma porção de possibilidades de coisas para se fazer lá e ainda dá um gás no trabalho do bibliotecário que se rala todo o ano todo lá dentro tentando fazer algo de bom pra população.

[Fun fact do Brasil republicano: vocês sabiam que certa grande editora/livraria que teve que fechar lojas em grande metrópole por ooooh peninha, tá faltando lucro, foi a precursora do advento de livros didáticos em escolas públicas? Que essa indústria maldita de LDs em escolas, que gera bilhões em licitações absurdas e pouco retorno pra sociedade veio dessa grande editora/livraria? Que infeliz coincidência ver que eles estão quebrando né?]