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prest'enção nesse trem aqui! [clica cá]

mudanças do eu-lírico/bibliotequices

Entonces... Resolvi dar uma repaginada nos esquemas do Bibliotequices - uma sessão que eu mantinha aqui desde outubro de 2015 - para or...

segunda-feira, 2 de dezembro de 2019

porque pessoas tem desejos: tenho vários

Elvira ilustrando bem o meu post de hoje

Tenho desejos. 
Intensos às vezes. 
Okay na maioria das vezes. 

E quando estou amando alguém isso intensifica de um modo que não é muito bem visto pela família tradicional brasileira. 
Estudar BDSM então? 
Nem pensar. 

E isso piora um bocadinho quando sua leitura de corpo é confundida desde criança, entre corpo masculino e feminino, em que o desejo expresso pode ou não ser válido. 

Se está entre a binarice de gênero, piora. 
Porque a reação é de que o corpo que aparenta ser algo tem X coisas de performance. 


domingo, 1 de dezembro de 2019

[videos] the o.a.

Se eu algum dia quis o crossover entre Múmia e Mago, tá aí o resultado:


domingo, 24 de novembro de 2019

[bibliotequices] voltemos e não paremos

Fico meio pasmada quando as pessoas acham que quando falo de "Bibliotecas Livres" é sobre revolução Flower Power, sendo namastê, acendendo vela aromática pra Ranganathan, sendo pacífica e propondo métodos (???) de se consertar algo que já está mais remendado que colcha-de-retalhos.

Véi, a mudança só se alcança com bagunça, com caos e infelizmente destruição.

Pra destruir conceitos estagnados da Biblioteconomia tem que bagunçar as convenções. Pra extinguir práticas antiquadas e acomodadas tem que movimentar, caotizar, trazer à tona todo tipo de problemática e arregaçar as mangas, usar a cuca, propor soluções e fazer acontecer (O tal do fazer por onde).

O sistema tá acostumado com passividade e comodismo, a gente cai nisso quase que por default (afinal mudar o status quo é treta, né?). Mas se você acredita que Bibliotecas são espaços que podem auxiliar na ascensão da classe trabalhadora e da população marginalizada, bota isso aí na lista - Bibliotecas Livres.

Inclusive livres de qualquer envolvimento no sistema que nos sufoca. Biblioteca Livre é caótica, ela não para pra folga, pra férias, pra recesso, ela não tem horário regrado. Tá ali remexendo no lugar 24 horas por dia, independente se você estar nela ou não. Você não é o centro do universo, "biblioteconcentrismo" é contagioso?

E o povão não tem tempo ou dinheiro ou oportunidades para estar no mesmo local de privilégio que a gente. Pega essa teoria aí acadêmica e joga no lixo, aqui quem manda é o povão.

Ué? E não era para ser?
Ou a gente vai finalmente admitir que estudamos pra servir a um estrato social idealizado que cismamos em insistir que é o público-alvo perfeito? A gente serve (servidão) para a classe média intelectualizada a elite abastada?

Pra esses trem de gestão, planejamento e blablabla a gente deixa com os engravatados alheios ao mundo real (E o mundo real costuma ser bem cruel com pessoas que não possuem informação como nós), tá na hora de botar a mão na massa, essa é a essência da prática em Bibliotecas Livres.

É entender que você, eu, nós não somos feitos/estudamos apenas para cumprir funções pré-determinadas. A gente precisa saber o que o povão precisa antes mesmo deles terem a necessidade, não servimos a ninguém, a gente compartilha nossas atuações com quem vai multiplicar.
(Para de 'marrar mixaria, sô! Você não é o último biscoito do pacote, já reparou nisso?!)

Bagunçar pra arrumar para quem realmente precisa e vai usar.

Ordem e progresso é pra gente que aplaude o "preservar o cunho liberal e humanista de sua profissão, fundamentado na liberdade da investigação científica e na dignidade da pessoa humana" como sendo o máximo, segue a risca, não questiona nem o que tá proferindo no Juramento, cunho liberal e humanista... O que raios tão querendo dizer com isso?!

Como se essa frase tão simbólica e carregada de discurso positivista não fosse um recorte na nossa função social de cães de manutenção do sistema.
(Sit, junto, sentado, parado)

Bora parar de ser neutro?
Acordar pra cuspir!

Biblioteca Livre é descentralizada, se cuida sozinha, porque cuida de todos (TODOS, não toldos), não se ilude com apud de sei la quem ou acha que tem que ganhar prêmio de "biblioteca do ano". Tá ali porque é necessária pra população e faz por onde para se manter. É vaquinha, é financiamento coletivo, é voluntariado, é abraçar uma causa em conjunto com pessoas dispostas a reconfigurar essa Realidade.

Biblioteca Livre com Práticas Anarquistas, anota isso aí diplomados, é o povão que tá fazendo melhor que vocês. Bora descer do salto e juntar as práticas, até onde sei não temos nada a perder.
(Mas ferir o Ego, estraçalhar seus "valores burgueses", rasurar sua existência, isso ninguém quer, né?

sábado, 2 de novembro de 2019

[interlúdio] menos de 2 meses, 5 crises de ansiedade

Só pra não esquecer mesmo: menos de 2 meses, 5 crises de ansiedade


terça-feira, 29 de outubro de 2019

[conto com angie] a pequena aventura de Garibaldes

Feéricos - Conto com Angie (35910 words) by brmorgan
Chapters: 18/?
Rating: Mature
Characters: Angela, Raine, stardancer, smithens, Toby, Emilio, Prince, O/C, Quentin, Kittie - Character
Additional Tags: fadas, feéricos, quimeras
Series: Part 2 of Feéricos - contos para sonhar
Resumo: Compilação de pequenas estórias que fazem parte do universo de Feéricos - contos para sonhar, mas que não estão no enredo original. A maioria é protagonizada pela menina vestida como um acidente de carro, Ângela Filha dos Ventos.
(História original, para mais informações visitem: http://tinyurl.com/feericos)

a pequena aventura de Garibaldes


Prédios cinzentos de janelas opacas.
Muitas cortinas, pouca visibilidade vindo de dentro.
Angie estremecia ao passar por essa parte da Metrópole, um lugar tão impregnado de morosidade, apatia e desencanto que chegava a dar coceiras por dentro de seus ossos pela Banalidade ecoando dali.

Aí atravessar a rua mesmo com sinal fechado para os carros, recebeu uma buzinada, os mais novos eram idiotas na maior parte do tempo. Deixou essa passar, não adiantava nada gravar fisionomia pra depois aterrorizar em pesadelos quem realmente não merecia sua atenção.

Subiu as escadinhas com uma bola de agonia entalada na garganta.
Na placa de avisos sobre a programação do mês, uma exposição acontecia ali na entrada, algo produzido apenas para exaltar o ego de uma minoria hipócrita, estética podre de uma parcela que fazia Arte para se enaltecer, não para trazer criatividade as pessoas mais humildes que ali frequentavam.

Adultos sendo adultos.
Tão egoístas em seus mundinhos insossos que qualquer desculpa para "mostrar Arte" parecia ser legítima.

Os feéricos percebiam esse tipo de pensamento manifestado no mundo real como algo grotesco, Pomposo já havia passado por ali perto e dito que sentia o cheiro de estrume de longe. Toby comentou que era por conta da concentração de pessoas em situação de rua dali (e que o estrume era real por assim dizer, não figuradamente). Angie conhecia todos os sem-teto por nomes e sonhos. Já o estrume era a podridão produzida por Arte malfeita com emoções ruins. Aquilo ali não era para inspirar, era para exaltar.
Grotesco.

domingo, 27 de outubro de 2019

[bibliotequices] sistemas de classificação e comparações com a vida real

Tem umas parada na área da Biblioteconomia que pode ser usada como metáfora pra coisas do cotidiano. 

Tipo (o que tá parecendo) dicotomia monogamia e não-monogamia. A guerra santa dicotômica que mais pega fogo em ambiente virtual... 

Existem 2 sistemas de classificação de assuntos superpopulares e extensivamente usados para organizar um acervo de uma biblioteca. 

Sistemas de classificação servem para a gente encontrar melhor (ou assim supõe a teoria) os livros nas prateleiras. Eles costumam ter uma cronologia ascendente de assuntos. Dá até para traçar a História da Humanidade ao ver verificar os assuntos e seus desdobramentos. 

CDD, sistema decimal de Dewey, um dos mais usados em bibliotecas de pequeno e médio porte ou que não necessitam de especificações nos assuntos. Bibliotecas públicas, escolares e algumas comunitárias seguem esse sistema porque é "mais fácil" de classificar os assuntos dos livros e não gera um número absurdo de grande na hora de imprimir na etiqueta e colar (pra quê colar gezuis?! Pra quê?!) ao terminar o processamento técnico do livro. 

Maaaaaas quem inventou esse sistema largamente difundido nas bibliotecas do mundo inteiro foi um déspota bibliotecário babaca misógino racista, que foi rebaixado a um ser medíocre e hipócrita por suas opiniões nas grandes entidades de valorização da profissão bibliotequera. 
(Sabe o que é banir o nome do cara do principal prêmio internacional que prestigia a classe? Bem, isso que ocorreu com o Zé mané) 

Esse manual é impregnado com uma doutrina cristã-judaica embebida de branquitude yankee-centrica que espelhava e ainda espelha como a minha área não se dá o trabalho de entender que 95% do planeta Terra NÃO É americano-estadunidense. 
Quer um exemplo básico? Estamos em 2019 e ainda tem classe de assunto da CDD que NÃO FOI modificada desde o século 19, em assuntos delicados e/ou que estejam enquadrados na discussão de temas étnico-raciais, a CDD é uma vergonha tamanha que na prateleira de religião, a 290, serve pra jogar as "outras religiões/mitos". 

Nem vamos entrar na 150 (Psicologia) e na famigerada inimiga minha, a 616 (Medicina e todo o ranço ali embutido). 

Aí tem a CDU, sistema decimal universal. 
Foi o troco dos europeus (belgas) Otlet e LaFontaine que decidiram pegar o caderno do Dewey pra fazer cópia pro trabalho da escola, mas acabaram fazendo um trabalho mil vezes melhor e com nota máxima. A CDU é um sistema complexo, com mais detalhes, e com um número monstruoso nas etiquetas. Ele foi pensado para centros de informação que necessitassem de uma classificação mais específica, como Arquivos, Bibliotecas especializadas e universitárias. O motivo? 
Porque nesses ambientes mais elitizados de ensino e conhecimento os assuntos vão se tornando quase uma frase inteira. 

Exemplo: 
Hermenêutica provavelmente estará em algum lugar na 100 da CDD, mas a Prosopopeia da Hermenêutica listada em periódicos científicos entre os anos 1940 e 1970 na região do Cazaquistão é mais possível estar em uma biblioteca especializada e com um número tão extenso que não vai caber na lombada.
(aliás se você entendeu a minha piada interna sobre Prosopopeia da Hermenêutica, vem cá pra eu te dar um abraço!) 

A CDU também tem muito conteúdo ferrado da CDD por não sair do rolê eurocêntrico, branco, elitizado, estigmatizador, mas olha só! Deixaram abertura para adaptação de assuntos com mais versalidade que a CDD! 

Tem até duas centenas para encaixar assuntos novos! 

Quer começar a fazer a revolução via estantes? Bota fogo no quengaral e expande nessas duas centenas (com 999 oportunidades dentro de cada centena, e mais 999.999 microchances de revisar conceitos dentro de cada número seguinte a centena). 

Há a questão do acesso e custo-benefício:
A CDU é traduzida em português e são 2 tomos não tão exagerados de tamanho com um preço razoável. 

A CDD é um monopólio que desde sempre é editada em inglês ou raramente em espanhol. AND FUCKING 4 TOMOS PESADÉRRIMOS DA POWHA! É $1200 gold!!!

Debaixo do link, mais filosofamentos básicos sobre isso.

sexta-feira, 25 de outubro de 2019

Eros e Psiquê esculpidos por Antônio Canova

Tá,

Você venceu.
Novamente.
Mas não me entrego facilmente não!

Te assossega no lugar, nem adianta vir com esse arzinho de grande vitória.

Eros e Psiquê de Antônio Canova

domingo, 1 de setembro de 2019

começou setembro

Aquele momento em que você percebe que não tava com otite totalmente, tava em processo de despersonalização a prestação.

Que maravilha!!
Até nesse aspecto da minha saúde mental vem em boletos.

(Então se me virem pirando na batatinha a conta gotas, me avisem por favor, porque eu não tou sabendo)

E agora para algo completamente diferente:


Setembro chegooooooou!
Não sejam babacas, procurem ajuda especializada se a coisa dentro da cachola ficar tensa...
Não peçam conselho via facebook, não tem tutorial no YouTube pra saúde Mental (já chequei, várias vezes).

quarta-feira, 28 de agosto de 2019

Ontem,
um baldinho borbulhante de muitas emoções

Hoje a crise de ansiedade atacou sorrateiramente, deixando uma apatia automática violenta e silenciosa, destruindo o sistema de defesa autônomo que demorei uns 2 anos pra ter certeza que tava funcionando bem.

Bem, voltemos a oficina novamente.