Pesquisando

sábado, 23 de maio de 2020

dissidente, subversivo, indecente

No ensino fundamental em MG durante os anos 90 havia uma disciplina nos currículos de escolas públicas chamada "Práticas agrícolas e comerciais" que eram aulas rombudas (4 na faixa), dividas em 2 partes entre "práticas de agrícolas" e "práticas comerciais".

Ao chegar em Betim-MG em 1994 (De Itajaí-SC), me deparei com esse currículo e essa forma de ensinar aos pequenos objetos de perpetuação da Educação Pública tucaneira da época foi um marco em minha vida de estudante. A gente ia mexer com terra, pegar em enxada, fazer coisas crescerem da terra (Eu tinha esperanças com batatas e abóboras).

E mesmo aos meus 9 anos de idade, recém-transferida para outro estado, com outra cultura, outros costumes, outra visão de realidade, em uma turma que não conhecia ninguém e bem no meio do ano, alimentei um ódio profundo por essa tal disciplina. 

(Debaixo do link, mais alguns atos de subversão velados e mão na enxada)

domingo, 12 de abril de 2020

Considerações sobre os livros d'O Lar da Senhora Peregrine para Crianças Peculiares

Famoso TL;DR:

Acompanho os livros de Ransom Riggs - O Lar da Senhora Peregrine para Crianças Peculiares desde 2015 (Quando anunciaram que a Eva Green estaria em uma adaptação do Tim Burton, eba!) e muitas coisas me foram apresentadas enquanto folheava os 3 livros que consegui durante os anos que passaram até o lançamento do filme (2016), como sempre, atenta na classificação dos livros como "Infanto-juvenil" ou "Young Adult" lá pros gringos e que nem sei como traduzir isso pro português.

São duas classificações diferentes por assim dizer.
"Infantojuvenil" é para a galerinha pré-adolescente e adolescentes pelo jeito que verifico em algumas livrarias e bibliotecas. "Young Adult" já estaria na prateleira ao lado de outros títulos consagrados da ficção que já passaram pela gente.

Enredo principal: Jacob descobre depois da morte do avô que tem um poder especial de ver monstros. Pais nada sensíveis mandam ele pra uma ilha no meio do nada em Gales para ele "descansar a cabeça", Jacob descobre uma Fenda Temporal que está datada em 03 de setembro de 1943, 1 dia antes de um ataque aéreo da Alemanha Nazista contra a Inglaterra.
(Estranhamente não há nada histórico datado nesse dia que chegue perto de Gales, MAS HEY! Meu aniversário foi no dia anterior, então yey!)

A Fenda Temporal é feita e protegida por uma ymbrine chamada Miss Peregrine, que mantém um orfanato de crianças peculiares, com poderes diferentões assim como Jacob. Ela protege a criançada do mundo frio cruel lá fora e também ensina cada um a dominar sua peculiaridade.

Essa é ela no filme (Uia!)
A mulher é tão foderosa que consegue manter aquele dia rodando no looping por décadas (Cerca de 60 anos) e pode se transformar em um falcão peregrino - um dos seres vivos mais rápidos do mundo. E ela se veste como se estivesse indo a um funeral vitoriano e há razões para isso. Prefiro a personalidade dela no livro, pois é aquela pessoa dominadora sem ser estranguladora. A Eva conseguiu pegar essa parte do maternal e esquisita, mas o visual ficou nos anos 40.

E essa é ela no livro.
Coisas acontecem.
Coisas ruins.
Jornada do herói, procura e resgate, um romancezinho adolescente no meio, descobertas sobre a história secreta da família Portman, coisas que eu esperaria de um livro para pessoas entre 13 a 17 anos.

Só que não.

Algumas considerações que me chamaram atenção ao ler os livros:

sexta-feira, 3 de abril de 2020

domingo, 8 de março de 2020

ideias promissoras que não servem pra nada - paródia de dracula

Sou muito frescolina com adaptações de Drácula, de qualquer espécie. Até a do Coppola tenho críticas sobre algumas licenças poéticas.
(Mas o meu perfeito, perfeitoso é o Bela Lugosi, é isso gente)

Desisti de assistir qualquer coisa com tio Vlad após aquele de-sas-tre do "A história nunca contava antes" (aff).


Mas ainda tenho esperanças vãs de que o Taika Waikiki faça uma versão comédia crítica social, com um Van Helsing e Drácula no eterno jogo de caça e caçador, um pregando peças letais um no outro, até chegar ao ponto dos dois chegarem ao ponto de "WTF a gente tá se matando sempre?!" e abrirem um escritório de consultoria sobrenatural. Ou uma lojinha de muffins. Sei lá, eu só queria esse tipo de resolução esdrúxula pros dois. Tem muita tensão envolvida em todo filme, seriado, whatever...

O outro headcanon é os dois ressuscitarem como amantes, velhinhos, com Patrick Stuart Van Helsing e Sir Ian McKellen Drácula, bem divones, glitterosas enfrentando as peripécias da vida moderna...

Sir Patrick Steward como Abraham Van Helsing

Sir Ian McKellen como Vlad Tepes Drácula


Quer saber duma coisa?!
VOU ESCREVER ESTA POWHA DE FANFIC SIM!!
E vai ter referências pro Mundo das Trevas adoidado tá pensando o quê?

(que Taika Waikiki me abençoe, porque vai ser nonsense)

quarta-feira, 1 de janeiro de 2020

2020


sábado, 28 de dezembro de 2019

sistemas de culpa

Venho pensado muito em sistemas de culpa.

E não dormindo direito há 7 dias.

Tendo o desprazer de tomar banho (uma das atividades que mais gosto, de me limpar, de estar em contato com água, de aliviar a cabeça por um período) porque o som do chuveiro ecoando no banheiro, dentro da minha cabeça, se torna insuportável depois de 2 minutos. Comer? Até pouco tempo achava interessante como a minha mandíbula fazia os movimentos mais encaixados para poder mastigar qualquer coisa, agora ou engulo a comida o mais rápido possível e passo mal ou vou devagar e aprecio o tormento de estar na fileira da frente, ouvindo o doce som de muitos ruídos altos dentro da minha cabeça



Tendo que me esforçar além do limite para ser paciente. Exaustivo.

Fingindo não me assustar com barulhos corriqueiros, tentando não me inclinar demais para ouvir uma pessoa falando, aumentar o volume do celular ou da ligação mesmo sabendo que aquilo também tá prejudicando o quadro todo, tentando evitar de estar em lugares em que vai haver muita bagunça, sendo obrigada a falar mais alto, repetidamente, porque do lado de fora tou falando baixo, mas dentro da cachola parece que tou no volume máximo com acréscimos.

Digitar esse texto tá sendo tenso, porque o bater nas teclas tá ecoando no nicho onde me meti para colocar o PC.

Ouvir o ventilador tá sendo um treino de não me desesperar com o calor e com a possibilidade remota de que não vou mais ouvir direito do jeito que era antes. O ruído das pás antes me deixava sonolenta, agora isso me incomoda terrivelmente.

O zumbido que é o mais assustador.
Ele aparece fraquinho, depois de um longo período em algum lugar onde tenha muito barulho (ônibus por exemplo) e vai aumentando em uma frequência devagar e irritante como se fosse um raio laser bizarro passando pelo ouvido direito e sem previsão de parar.  Em alguns casos, como estar dentro de uma biblioteca por muito tempo, realizando um trabalho chato burocrático, o som vai aumentando, até eu sentir náuseas e um pouco de desequilíbrio.

Nessas horas peço para qualquer deus pagão aí ouvindo (haha!) que ninguém me veja pedindo arrego.

Eu quero pedir arrego, mas não dá.
as contas não vão se pagar sozinhas, o diploma não vai ser feito sem antes terminar o TCC, definitivamente desistir de tudo não é uma opção.
(Não quando agora, finalmente agora tenho muita coisa a perder)

Mas há esse período no meio da madrugada, em que não consigo distinguir se tou caindo ou saindo do sono ou ainda noiando com o zumbido que não vai embora tão cedo, que meu corpo meio que dá uma trégua e tranca o ouvido de vez. Nadinha passa por ali.

Aí na exaustão e de algumas sessões de pensamentos fazendo manutenção dos sistemas de culpa, consigo dormir.

E os sonhos estão já fabricando formas bem criativas de me apresentar esse problema.
Os sistemas de culpa. Carregados de um ódio tão guardado que em meus pesadelos, estou me tornando quem eu mais gostaria que nem tivesse passado na minha vida. Quem sou obrigada a conviver.

Em uma das noites mal dormidas tive terror noturno.
Enquanto o episódio se desenrolou, eu paralisada na cama, olhos fixos na porta do quarto, alguém que eu não queria ver já faz uma pá de tempo me encarando de volta, só consegui espremer um "tudo sua culpa".

Transferir emoções nunca foi meu forte, ainda mais as culpas que mantenho em meu sistema.

segunda-feira, 23 de dezembro de 2019

mooni criou vida!!!!!!



Mooni era como eu chamava a necromante que pensava que estava jogando em Diablo II e já formava todo um enredo possível para essa personagem (Ainda no gênero feminino) sair da descrição em palavras e brotar alguma inspiração visual.

Mas eu nunca conseguia!
Luan Resende, incrível fodástico ilustrador conseguiu!
Para conferir o trabalho dele, segue lá que é firmeza:
TWITTER - FACEBOOK - INSTAGRAM

Mooni serviu de ponte para a Sorena de Shindu Sind'orei (fanfiction essa de outro jogo da Blizzard World of Warcraft), como um fantasma de realidade alternativa, também atormentada por demônios, muitos problemas familiares e um desdém completo por hierarquias.

Enquanto jogava Diablo 3 desde seu lançamento em 2012, sempre me coçava para que saísse logo uma expansão com necromantes, é a minha classe favorita e sempre será. Mooni ficou ali, guardadinha em um rascunho de 20 páginas, não encontrando nenhum espaço em alguma plataforma de fanfictions para ser postada. Acabei pegando muito do conceito de personagem e alguns rascunhos para transportar para a elfa sangrenta viada e nonsense da Sorena Atwood. Até sua cisma com certas arqueiras <3

A personagem foi um desafio pessoal para mim: queria escrever sobre alguém agênero e uma pessoa com deficiência e varias nuances e confusões que essas características trazem para uma pessoa em uma época medieval como a retratada em Santuário. Mooni virou Daehir "Olhos-sem-Vida" Mooni, nefalem de level 15, aprendiz de Xul, o necromante de Diablo II.

Realmente não sei como descrever essa sensação de ver essa artwork para uma pessoa que estava descrita dentro da minha cabeça e não saía de lá tão cedo e assim, do nada, em um passe de mágica e muitas conversas pelo Instagram, brotar desta forma.

A fanfiction é essa aqui embaixo, incompleta como sempre, volta e meia colocando um capítulo ou outro quando sinto que o angst tá subindo (E agora que maratonei The Witcher, com certeza vai vir mais coisas)

quando o toque do anjo não é uma benção (9602 words) by brmorganChapters: 2/?
Fandom: Diablo III, Diablo II, Diablo (Video Game), diablo III reaper of soulsRating: Mature
Warnings: Graphic Depictions Of Violence
Characters: Necromancer (Diablo III), Necromancer (Diablo II), Female Witch Doctor (Diablo III), Male Necromancer (Diablo III), The Nephalem (Diablo series), Amazon (Diablo II), Rogue (Diablo II), Myriam Jahzia (Diablo III), Lyndon the Scoundrel
Additional Tags: Non-binary character, Gender Non-Conforming Character, reaper of souls expansion, westmarch, Idiots in Love, Love/Hate
Summary:
Um grupo de mercenárias faz missões errantes para proteger a população das ameaças pós-conflito dos nefalens contra Diablo e os Males Supremos. Ganhando dinheiro que os lordes podem bancar e descobrindo segredos deixados desde os tempos de confronto contra as forças do Mal, o grupo "Rastejantes" mantém uma certa paz na cidade sitiada e destruída, capital do Reino de Hespéria (Ato V).
Sien é a líder dos "Rastejantes", estrategista e amazona exímia vinda das Ilhas Skovos.
A imortal feiticeira Irina dos Vizjerei é o apoio mágico do grupo.
A bruxa-doutora Zunimyi saiu de sua tribo para descobrir o mundo após a queda da estrela cadente.
A jovem Kyla Haile, que presenciou sua cidade sendo devastada pelos ceifadores de Malthael.
Daehir, necromante sacerdote de Rathma, a pessoa que guia o grupo nas missões.
E Míriam, a mística acompanhando o grupo nas empreitadas.
Tropes: Love/Hate - Idiots in Love - descrição detalhada de cenas violentas - pode conter cenas inapropriadas (NSFW).