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domingo, 4 de junho de 2017

como aumentar sua produtividade científica com playlist trash anos 90

Sério.
Tentei 6 playlists diferentes, a única que funfou para botar a cabeça para trabalhar a favor da Ciência foi a famosa Pop Nostalgia.

Viva o Trash dos anos 90!!



Oh Brian, Brian, e eu achando que ia casar contigo...

segunda-feira, 4 de julho de 2016

top top top - 10 músicas!!

Já que deu pra dar folga em 2 artigos, 1 análise, 1 preparação de aula (???) e preparação psicológica pra prova de amanhã, resgatei alguns rascunhos pra me alegrar a escrever criativamente again. Até a meia noite desse dia vai ter uns posts aqui nesse trem!

E sim, eu sei que "top" é gíria de pessoas heterossexuais, mas como não tenho preconceito linguístico algum e sacaneio TUDO sem a menor piedade, vou deixar esse título por vias de lolz. E no Lolz a gente SEMPRE confia.

:P
Lista de 10 músicas e 10 filmes que marcaram a sua vida.
(A minha, não a sua, mas se você concordar com o que tá escrito aqui, recomendo que faça também. É um bom passatempo relembrar certas escolhas da sua vida.)

O post originéba veio do Facebook - e como não dá para traçar a rota de origem quando se está em uma rede social - mas bora lá que isso vai preencher um legado... ou não.

As 10 músicas:

(Não particularmente nessa mesma ordem)



Walk On - U2. Essa música me salvou tantas vezes que até perdi a conta. É essa versão desse vídeo mesmo, porque a versão single não me representa tanto (vai entender?!). E Deus está em todos os lugares, inclusive no Rio de Janeiro.

Debaixo do link mais piração musical, muita nostalgia e fangirling, because...

quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

[video] hand on your heart da tia kylie minogue

A música é de 1989, mas é a coisa mais cutch-cutch na versão da Abbey Road Sessions:



Put your hand on your heart and tell me
That we're through, ooh
Oh, put your hand on your heart
Hand on your heart

Well it's one thing to fall in love
But another to make it last
I thought that we were just begining
And now you say we're in the past
Oh, look me in the eye
And tell me we are really through

You know it's one thing to say you love me
But another to mean it from the heart
And if you don't intend to see it through
Why did we ever start
Oh, I wanna hear you tell me
You don't want my love

Put your hand on your heart and tell me
It's all over
I won't believe it till you
Put your hand on your heart and tell me
That we're through, ooh
Oh, put your hand on your heart
Hand on your heart

They like to talk about forever
But most people never get the chance
Do you wanna lose our love together
Do you find a new romance
Oh, I wanna hear you tell me
You don't want my love

Put your hand on your heart and tell me
It's all over
I won't believe it till you
Put your hand on your heart and tell me
That we're through, ooh
Oh, put your hand on your heart
Hand on your heart

Put your hand on your heart and tell me
It's all over
I won't believe it till you
Put your hand on your heart and tell me
That we're through, ooh
Oh, put your hand on your heart
Hand on your heart

Oh, look me in the eye
And tell me we are really through

Put your hand on your heart and tell me
It's all over
I won't believe it till you
Put your hand on your heart and tell me
That we're through, ooh
Oh, put your hand on your heart
Hand on your heart

sábado, 9 de janeiro de 2016

top top top 10: álbuns que me influenciaram

Um tempinho atrás me marcaram nessas correntes musicais lá no Facebook (Você acha que se livrou disso no Orkut, mas mera ilusão, mortais) e achei significante deixar registrado aqui para posteridade.

Se houvesse algum tipo de mantra compulsório que me fizesse sossegar o facho seria com esse álbum em específico. Atyclb foi o marco e a volta do U2 para a música e guess what? Lançado em 2000, uma transição enorme na minha vidinha élfica. Todas as letras são importantes pra mim, TODAS! E há uma em especial que me faz querer ser uma pessoa melhor quando ouço (Faixa nº4 btw). Eu fui decorar as letras copiando do encarte diversas vezes em qualquer pedaço de papel que eu tinha e ir andar na rua repetindo os versos sem ter nada o que escutar. Pra mim foi como estar num momento de pura sintonia com a música.


2 - Madonna - Ray of Light
1999, Madonna voltou com um som meio zen? Como assim sair de Erotica pra modo zen? Simples, a maternidade trouxe esse elemento incrível para a pacificação do discurso dela. A kabbalah judaica também ajudou, assim como o esforço dela superar aquilo que ela já havia feito antes. RoL é a perfeição em música, desde a 1ª (minha favorita) Drowned World/Substitute for Love, aos singles básicos até o final Mer Girl. Não chega a categoria de mantra divino inspirador, mas me dá um trem engraçado no coração quando ouço ele inteiro.

3 - The Corrs - Unplugged
1999 também, foi ali o começo da minha pessoa individual, musical, espiritual, emocional, racional. Música irlandesa me chamou atenção imediatamente e aprendi a tocar violão com esse álbum em especial (Sim, eu tocava TODAS as músicas de 1 até a 14 sem titubear), quando vou ouvir algumas esses dias, tenho ataque nostálgico de OMFG como eu era feliz!! - The Corrs continua sendo uma das minhas bandas favoritas.

4 - Dido - Safe Trip Home
Eu já amava a Celeb/Dido desde sempre, ouvir o Safe Trip Home em casa, sozinha, com as luzes apagadas e apenas o encarte do cd nas mãos acompanhando as letras foi mágico! Ela captou um importante momento na minha vida e creio que não irei esquecer como foi escrever a letra de Burnin' Love em um papel de fichário da Pucca com marcador rosa e verde e pregar na parede pra decorar a letra logo e depois tirar as cifras no violão. Bons tempos...

Foi o 1º álbum que ouvi inteiro do Patrono. E dude! Starman, Five Yars E ZIGGY STARDUST!! Minha paixão por rock glam já estava florescendo, mas ao perceber a obra-prima no auge do Ziggy foi excitante! E se a purpurina fica na falta na minha vida, volto sempre a esse álbum, porque Tio Dave é Tio Dave! (E tenho profunda adoração por ele)





6 - Rammstein - Liebe ist für alle da (O Amor é para to(l)dos)
Rammstein foi o meu 1º contato com metal industrial e toda a parafernália da euro-synth-pop-EBM-whatever dos anos 80 pro 90. Esse álbum representou muito nas minhas decisões libertárias de serzinho humano e também foi o embalo para o momento mais foda da minha vida de ver o show no Via Funchal em 2010.

7 - A Perfect Circle - The Thirteen Step
Eu gostava do APC, só não entendia as letras! O negócio é que com APC precisa de preparação antes pra entender o que raios o Maynard quer dizer. Orestes? Yep, Orestes e na época eu tava lendo na tacada Ilíada e Odisséia, depois cismei com as tragédias gregas (fanfiction clássica lalalalala) sobre os "sobreviventes" da Guerra de Tróia. Caiu como uma luva. E só fui entender as letras cerca de 4 meses atrás, viu como é demorado? Quase 7 anos fangirling e só agora vem a iluminação.

8 - Taylor Swift - 1989
Yep, podem tremer os sapatinhos vermelhos, mas eu adoro ouvir a Tay-tay. Primeiro que ela é uma songwriter antes de tudo, poxa a formação musical dela é do roots do country e folk americana, óbvio que ter o que contar ela tem e as letras delas não saíram dessa linha de storyteller desde o 1º álbum. 1989 é importante, pois foi o álbum que comecei a gostar dela mesmo, parando para analisar as letras, vendo o que se encaixava, apreciando o que o pop poderia proporcionar em tempos tão sombrios. 1989 foi meio que catarse para mim, já que o automático aqui é ir para algo barulhento e depressivo quando me sinto malzinha, mas hey! Auto-terapia começa quando tem música pra rebolar e pra pensar. Com esse dá pra fazer os dois. Favoritas desse álbum? Out of the Woods, I know places e Clean.

9 - Emilie Autumn - Opheliac + 4 o'clock + Fight Like a Girl (São 2 álbuns e 1 EP, mas pra mim é obra única!)

Opheliac
Opheliac (Photo credit: Wikipedia)
Essa peça de Arte Musical e Lírica da maluca da Tia Emília fez o meu cabeção pirar na soda quando saquei dos esquemas (Junto com o Livro também né?). Ouvir a obra completa em pedaços foi como despedaçar o storytelling que a prolixa Emilie Autumn consegue ser ao narrar o seu mundinho, o grande problema é: o processo criativo dela é meio parecido com o meu, então por isso, aprendi um bocado a NÃO espalhar demais as dicas, assim dá pra fazer algo compacto antes de dar a cereja do bolo pro público. Sim, quando é Tia Emília Otono, não sou nada modesta!

10 - Tom Zé - Defeito de Fabricação
O senhorzinho vestido de terno esfarrapado, cuspindo verborrologia com rimas mais do que manjadas me interessou na hora. Não sou chegada em música brasileira, muito menos na época da Tropicália, mas a presença desse senhor de idade de Irará, interior da Bahia me fez repensar uma pancada de coisas sobre o movimento musical. Uma pena ele não ser tão bem reconhecido na história da música tupiniquim, porque com certeza #LokiAbençoa esse velhinho. Favoritas do disco? Esteticar e Cedotardar.

sexta-feira, 30 de outubro de 2015

[video] aphrodite: les folies tour 2011 - kylie minogue

O que tem me animado esses dias de withdrawl de Ammë querida é o som hipnótico do synth-pop anos 90 dessa moça aí abaixo. Once you got beeeeeeshice da Minogue, you shall never come back!


A versão de There must be an angel do Eurythmics foi fenomenal, surreal, surreal, surreal...
My fave until now junto com Get outta of my way, e a mashup de Can't Beat The Feeling / Love at First Sight estão no repeat desde cedo.
E holy melíades do Olimpo: um show com tema principal de mitologia grega?

Tá pedindo selo de aprovação do troféu joinha, tia!!

Créditos para a fixação da playlist dessa tour? Nem falo que Noldor Ferrado é má companhia é pouco.
(Miss yaaaaaaaaaaaaaaa beeeeeeeeeeeeeeesha leeeeeeeeenda meeeeea!!!)

segunda-feira, 19 de outubro de 2015

[video] absolute cuckoo por The Magnetic Fields

Essa banda esquisita escreveu um álbum inteiro com 69 músicas de amor com ordem crescente de desastres românticos. Achei válido! E dá pra tocar na mini-Claire de boas...
(E porque fui descobrir através de uma dica da dona Veronica Varlow e da tia Kim Boekbinder)


Don't fall in love with me yet
We only recently met
True, I'm in love with you, but
You might decide I'm a nut
Give me a week or two to
Go absolutely cuckoo
Then when you see your error
Then you can flee in terror
Like everybody else does
I only tell you this 'cause
I'm easy to get rid of
But not if you fall in love
Know now that I'm on the make
And if you make a mistake
My heart will certainly break
I'll have to jump in a lake
And all my friends will blame you
There's no telling what they'll do
It's only fair to tell you
I'm absolutely cuckoo

Don't fall in love with me yet
We only recently met
True, I'm in love with you, but
You might decide I'm a nut
Give me a week or two to
Go absolutely cuckoo
Then when you see your error
Then you can flee in terror
Like everybody else does
I only tell you this 'cause
I'm easy to get rid of
But not if you fall in love
Know now that I'm on the make
And if you make a mistake
My heart will certainly break
I'll have to jump in a lake
And all my friends will blame you
There's no telling what they'll do
It's only fair to tell you
I'm absolutely cuckoo

It's only fair to tell you
I'm absolutely cuckoo

domingo, 4 de outubro de 2015

trilha sonora de hoje: 8tracks - See you at the 2th Line

Trabalhos acadêmicos + faxina + postagens + cuidar da quiançada sapeca que se alojou aqui debaixo da escrivaninha. Só com Second Lines no último volume pra manter o pique!


terça-feira, 20 de janeiro de 2015

[videos] Breathe Me por Sia

Apesar de estar com a trilha sonora de Penny Dreadful na playlist do PC o dia todo,chamou minha atenção no domingo essa criaturinha australiana chamada Sia. E essa música é perfeição!
(E não é que a bendita é em escala de Lá Menor? Voooooou te contar!)



Help, I have done it again - I have been here many times before
Hurt myself again today - And the worst part is there's no one else to blame

Be my friend - Hold me, wrap me up
Unfold me - I am small and needy
Warm me up - And breathe me

Ouch I have lost myself again - Lost myself and I am nowhere to be found,
Yeah I think that I might break - I've lost myself again and I feel unsafe

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Sobre guitarristas/violonistas e bardos




Não tenho lá muito respeito por guitarristas xDDD
Talvez eu não aprecie tanto a função que eles acabaram se tornando durante a evolução da música, mas me parece (E posso estar falando besteira, mas é impressão minha) que eles apenas seguram alguma coisa na música - seja lá qual for - e não totalmente são necessários.

Tem alguns que se destacam mais que os outros, aqueles que fazem realmente o instrumentos como uma parte de seu corpo ou como o apoio essencial de uma banda (Ou de quem esteja cantando), mas nada mais que isso.

No rock é difícil dizer como o papel do guitarrista não faz diferença alguma, porque literalmente sem guitarrista não há rock 'n roll (sim, bebê), mas a presença de apoio me incomoda mais que qualquer coisa. No jazz (de qualquer época), o guitarrista ou violonista está ali de apoio, mas também faz aquela ponte dos agudos pro restante da banda, é válido, é bom de se ouvir, mas seria um instrumento que poderia ser descartado e não faria muita diferença.

(Será que estou sendo uma babaca por renegar o instrumento que toco?)

O que tento muitas vezes conversar com quem entende um cadim a mais de música que eu se eles sentem essa situação estranha de "instrumento de apoio" e não de acompanhante da música. A maioria aponta que quem segura mesmo o ritmo de uma música é o baixo/contrabaixo e quem faz a harmonia do restante é o conjunto do todo - mas voltando ao problema inicial: se tirar a guitarra/violão, a música continua sem problema algum.

Sinto essa falta de instrumentos quando estou tentando tirar alguma música na Claire e ficar com cara de tacho por saber que um bendito baixo em um determinado lugar, ou mesmo a batida da bateria, o reforço de um piano, até mesmo uma gaitinha pode salvar uma música tocada apenas no violão não se transformar em um tédio. Aí que começo a reclamar.

Aí tem as exceções.
Billy Howerdel do A Perfect Circle e Ashes Divided é o exemplo clássico de cara que faz com a guitarra o que nenhum outro instrumento pode fazer, ele "segura" a música em um outra alternativa pro vocal acompanhar - dá pra notar de longe que a voz do Maynard (vocal do APC) está muito perto do que o Billy toca e às vezes é a guitarra que faz a segunda voz de algumas músicas. É lindo isso, um instrumento servindo de backvocal.

O Ritchie Blackmore é uma transição estranha entre o progressivo e o bardo moderno, o cara é um monstro no que toca, ele sim eu louvo com todas as forças, e assim como o Billy, o som da guitarra/violão é o acompanhamento perfeito para a voz da Candice Night no Blackmore's Night. Perfeito e bem jeitosinho. A face de bardo se estende quando ele despiroca e sai fazendo solos para entreter quem esteja ouvindo, não somente o segurar a música, isso é awesome.

AGORA o senhor Damião Arroz é outros esquema.

Primeiro porque o cara é um bardo, não um músico. Segundo porque ele não usa o violão como instrumento, mas como a primeira voz dele. Terceiro porque ele é irlandês.

Algo que acontece com ele que é fascinante é como uma criatura pequena como ele, que a voz nem é tão boa assim consegue manter um teatro cheio ou uma plateia de festival ficar calada por minutos a fio o ouvindo tocar. Essência de bardo aí.

O violão que ele vive usando é da época em que ele buskeava na Itália e na Irlanda antes de ser famoso, o tréco tem um buraco no tampo de tanto ele tocar, provavelmente que o trem virou uma quimera de tanto glamour que ele deposita no bendito. Não é o equipamento ou a voz do Damien que faz ele ser hipnotizante (For crying out loud, ele nem é fodão como o Ritchie Blackmore com altos solos), é o que ele tira dos dois elementos. Toda vez que vejo uma performance ao vivo dele fico imaginando o que se passa na cabeça do irlandês pra ter toda essa força com duas coisas tão simples, a voz e o violão.

Não consigo ver isso em outro lugar musical a não ser ali.

Ou pode ser predileção minha, quem sabe? Mas não há como negar que o ruivo faz algo extraordinário com essas duas coisas sem muito esforço.

Esse novo álbum dele me deu um estalo recente de como é a questão de usar a voz como instrumento e o violão como voz, porque de certa forma quem tá levando a música, quem está colocando o pano de fundo de cada história que ele apenas cantarola - sim, porque cada letra dele é uma história boa de se ouvir, triste, solitária e às vezes cômica - é o violão. Não gosto quando ele usa o sintetizador para colocar o efeito de guitarra em Woman like a Man ou quando faz peripécia demais com os pedais, o fator bardo cai na hora.

Essa música aí em cima em especial é que me fez deliberar o que raios escolhi tocar violão e me manter ali do que em outro instrumento: o que importa é o bendito storytelling, o violão/guitarra é apenas um veículo da voz, é a história sendo musicalizada de fundo pras palavras do bardo poderem ser ouvidas com mais clareza.

E isso é lindo.
(Coisa que nunca vou conseguir chegar aos pés do Sr. Arroz)

Chega de tagarelice, preciso voltar a escrever...
(Já que tocar violão não é lá meu forte)

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

divagações sobre a letra de Miss You Love

Tem essa música do Silverchair que a Globo fez o favor de colocar e uma novela teen aí e distorcer o sentido ao dá-la para um casalzinho apaixonado. Lembro bem que não gostava muito dela por esse motivo, mas ao comprar o Neon Ballroom de 1999 e ler a música no encarte, entendi que Miss you Love era uma letra com trocentos temas para se explorar, mas tudo com uma mesma essencia: wtf serve o Amor? Esse álbum me fez ter respeito pela banda e a inigualável awesomeness lírica do Daniel Johns.

Interessante ver é que nessa época o Daniel estava com a Natalie Imbruglia e as canções mais awesome dela saíram na mesma época que esse álbum - okay, não confundo eu-liricos nem a pau, mas algo como poesia em forma de música acaba sendo tão intimista quanto achamos que possa ser.

O álbum abre com Emotional Sickness - que pra mim é uma maestria mais fodástica do angst heroínico - e Miss you love logo em seguida.



The thing is: we don't fucking need to feel this to survive. Mas precisamos para nos civilizarmos, sermos ditos humanos, com toda a carga emocional impregnada nesse corpo defeituoso, sem upgrade e provavelmente em declínio pela quilometragem usada.

Miss you love pode ser interpretada no sentido do amor comercializável entre indústria da música e os artistas - aqueles que supostamente deveriam fazer Arte por Amar e não ter isso como um produto pra venderem.

Fala igualmente do Amor no modo incompreensível de se lidar emocionalmente/psicologicamente, do amar e se machucar por causa do Amor mesmo que não haja retorno algum favorável, o modo tumultuado de se doar e de receber no processo de paixonite aguda, como o angst teenager que se instala após se perceber que não há escapatória.

O refrão-título mostra essa dimensão de não se conseguir viver sem isso mesmo não necessitando muito. O trocadilho no encarte de "and I miss USE Love" é intencional.

O fato de ser uma balada não ajuda muito na ambiguidade que a música traz para o clima, particularmente acho Daniel escolheu bem as cordas de fundo pra ilustrar essa valsa que Miss you love vai levando. A guitarra que aparece no segundo verso já vai acostumando a gente com o "teenager angst" para acalmar novamente na valsinha doentia que os violinos produzem com o.piano.

Lembrem-se, não é música com letra romântica, assim como todo o Neon Ballroon

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

[video] Precious - Depeche Mode

Era para ser novo.
Por que então tou sentindo o gosto amargo do controle novamente?




Angels with silver wings
Shouldn't know suffering
I wish I could take the pain for you
If God has a master plan
That only He understands
I hope it's your eyes He's seeing through

domingo, 10 de agosto de 2014

domingos são os piores


Uma coisa que venho aprendendo substancialmente em todo minuto de minha vida de escriba agora é que há muito o que se fazer. 

Na maior parte do tempo me sinto uma amebinha muito babaca, mas inteiramente apaixonada. É uma boa forma de se descrever o estado mental de hoje, num domingo chato, sem muita movimentação e uma série de desencontros (ressaca moral, sensação familiar de adormecimento corporal, nostalgia ruim do caçamba em momentos agradáveis, etc) para manter aquela veinha latejando no canto da têmpora.
And there will come a time, you'll see, with no more tears. 
And love will not break your heart, but dismiss your fears.


Argh! Se eu pedir pra ser menos doloroso, não seria a mesma coisa.
Bora terminar esse domingo logo, porque amanhã é o 1º dia de aula.

quinta-feira, 6 de março de 2014

[soundcloud] Dido Greatest Hits - comentários

Comentários das músicas incluídas na coletânea Greatest Hits da lindoooooooca Dido (a.k.a. Celebrían e ninguém me convencerá que não é) via Soundcloud, soooooo many feels and awesomeness:

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Macsch freakin' troll genius!

Recebo um convite fofo de ir numa festa predominantemente rock, ao ver a lista de DJ's me deparo com esse camarada. Quando vejo a playlist, não acredito em meus próprios olhos, então é bom testar os ouvidos né? Pois então... The Zoeira Nevah Ends, dudes... Nevah...

Rap das Armas com Vai Lacraia AND Enya de fundo? Freakin' fucking genius! Alguém dê um prêmio pra esse cara!!


domingo, 1 de dezembro de 2013

The Beatles - 'You got to hide your love away' music video



Esse filme é muita piração na soda, mas a música é boa.
A letra é meio hino de conchinha do Gary (meow!) e fala sobre o que fazer para esconder os sentimentos de todo mundo quando algo vergonhoso/embaraçoso acontece na sua vida.

Uma boa lição, tio Lennon, boa mesmo.

domingo, 13 de outubro de 2013

[video] Amy Speace - Ghost.

Ghost por Amy Speace.


Some people move through our lives and then they’re gone like the morning rain. 
Some stand with the stillness of a soldier at their post and never change. 
Some dance along the waterline like waves against the coast. 
Some forever haunt you like a ghost.

Oh my love, stay. 
Oh my love, I can wait. 

Some people move through our lives and then they’re gone like the morning rain. 
Some stand with the stillness of a soldier at their post and never change. 
Some dance along the waterline like waves against the coast. 
Some forever haunt you like a ghost.

sábado, 3 de agosto de 2013

Introduzindo a Playlist Dark - parte 1

Como eu tenho ideias muito originais e estupendamente incríveis (Sim, modéstia também faz parte das minhas qualidades tão esmeradas durante anos de pesquisa intensa), vou mostrar em alguns posts em como sua vida pode mudar ouvindo EBM - eletronic body music - já que é um dos estilos musicais que mais fazem parte da minha biblioteca musical. E porque é sexy, libertador e me dá vontade de escrever (A Arte e Pulsão de Morte by Freud, olááá?!). E porque pode ser até engraçado tentar explicar isso sem parecer pervertida ou maluca.

O primeiro a inaugurar os esquemas aqui  se intitula: "Como doutrinar um incauto ouvinte na Playlist Dark do EBM"

Há vários modos de se apresentar EBM - eletronic body music, uma variante do metal/eletrônico/industrial vindo lá de Berlim - para pessoas inocentes, mas curiosas pelo estilo musical. O mais importante de tudo é fazer isso com cuidado e sempre com consentimento psicológico para não haver aversão depois.

Claro que às vezes o tiro pode ser headshot e a pessoa jamais querer ouvir nisso por ser "coisa de maluco metido a doido" demais, mas vamos por partes: se você gosta de David Bowie na fase dos anos 90 pra frente, vai gostar de EBM. Se acha que Rammstein é o máximo, também pode ficar tranquilo que é o mesmo esquema, até a Nienna aka Amy Lee do Evanescence bebe da mesma fonte.

Alguns avisos são importantes: não recomendo ouvir EBM com fones de ouvido. Aliás, não recomendo mesmo ouvir tudo dessa seleção aqui com fones de ouvido, se quer causar damage permanente em algum aparelho auditivo, que seja o dos seus vizinhos ou familiares. Alguns temas tratados nos vídeos são NSFW, Rating-18 e definitivamente NÃO deixe as quianças na sala/quarto. Não me culpe caso alguém fique traumatizado pro resto da vida (Eu sei, eu sei...)! Não enviem suas contas de terapia pro meu endereço, não me xinguem por mostrar de forma explícita como entender esse universo oculto.

(Para não haver confusão, esse passo-a-passo foi testado inicialmente em mim, depois em mais 2 pessoas e até que deu certo, logo então, concluo que foi satisfatório o resultado!)

Tudo começa no Patrono Bowie, claro. Ali a partir de "Earthling" (1997) pra frente, se bem que com o projeto Tin Machine de 1989 ele já tava flertando com música eletrônica demais, mas bem. Começa com esse vídeo aqui!



quinta-feira, 11 de julho de 2013

MusiK: No light, no light - Florence + the Machine


Uma coisa que me chamou atenção em Florence Welch - além de sua voz exuberante e insanamente impossível e o fato dela ser ruiva - foi o cacife lindo que a maravilhosa Dido deu a ela no Oscar de 2011 para cantar em seu lugar a trilha do filme 127 horas "If I rise" (Sorry, ninguém postou uma versão decente da apresentação no YouTube, mas vale a pena!).

Não costumava prestar muita atenção no trabalho dela, uma música aqui e ali, "Kiss with a fist" era divertida, "My boy builds coffins" sombria, mas também alegrinha, e de repente o mundo desaba quando usam uma música dela em um episódio de Warehouse 13  - que vocês já devem saber é minha obsessão atual de fandom e coisa e tal. A música foi "No light, no light" e transpareceu absolutamente TUDO que a season finale quis mostrar entre todos os personagens e as situações terminais do último capítulo.

Temos de um lado a equipe sendo obrigada a sair do armazém por Paracelsus (É, o cientista maluco da Renascença interpretado pelo magnífico Anthony "Giles" Stuart Head) comandar os esquemas todos e ameaçando trazer tudo abaixo, Claudia Donovan techgirl FTW cutch-cutch neném próxima zeladora do armazém sendo mais uma vez badass e querendo lidar com a situação ela mesma no modo mais nerdy-geeky-I-has-the-Powah-of-a-Jedi-Master, e para o desespero do fandom mais catastrófico e incompreendido da ficção-científica moderna: Myka OPHELIA Bering no leito de algum Hospital, pronta para ser operada por um possível câncer de ovários.

Muita emoção pra pouca pessoa.

Aí fui prestar atenção na letra da música (Que usualmente é a última coisa que faço quando ouço algo diferente e novo) e caiu como uma luva até para situações pequenininhas que ando passando - não com os feelings do seriado, mas bem IRL o angst também impera às vezes - foi o gatilho para uma porção de inspirações novas e mini rascunhos aqui dentro da cachola. Uma coisa que já me disseram sabiamente é que experiências dolorosas são ótimas para se criar Arte, então de certa forma devo estar no caminho certo, porque essa música foi como uma explosão de coisas cintilantes, purpurinadas e festivas aqui.

Já perceberam na continuidade do ritmo? E o imperceptível som da harpa? Se você for canalizando um som de cada vez, a experiência com a música muda a cada instante. Terrivelmente viciante.

Entonces, Florence Welch é uma cultista do Êxtase, sidhe übber awesome ou um anjo? (Ou os três tudo junto?)

domingo, 2 de junho de 2013

Andarilhos e filhos do vento

Sacaneio com o pessoal que fui alimentada de pop-trash nos meus anos de adolescente, mas esse cara em especial me doutrinou (Essa é a palavra, doutrinar) a ver o mundo através dos olhos de um simples viajante, aquele andarilho na estrada, afastado do mundo tumultuado, avista o cotidiano e se inspira em pedaços para criar seu próprio mundo, sua Arte.

Andarilhos e músicos (irlandeses em sua maioria que encontro) têm esse poder de juntar os fragmentos da Realidade e colocá-los em forma de melodias e letras e vozes e rimas, sempre acreditei nisso, é algo que vai comigo para o túmulo que ninguém irá me tirar. Mas quando se percebe que o andarilho passou muito tempo longe dessa filosofia, tudo se perde, inclusive alguma estrelinha que tenha brilhado o tempo todo, mas que você não enxergava por conta da noite ser tão escura (Não, não costumam levar lanterna ou lamparinas nessa de andar a esmo pelo mundo).

Algumas pessoas entendem o porquê dos andarilhos serem assim, outros não tanto, mas acreditem, eles tentam o máximo possível em ver o mundo como um todo não como os pedacinhos pequenos que costumam vir. A Música é o único modo de se expressar o Universo em pedaços (a supercola universal às vezes não cola tudo), por isso estar munido de Música e um fio de prata no bolso é o melhor a se fazer em épocas como essa - sem estrada para andar, sem estrela para se orientar, sem tantos pedacinhos para se juntar, sem tantos ouvintes para apreciar sua música.

E essa música é a síntese de absolutamente tudo que acredito em minha vida. I still haven't found what I'm looking for, mas sei que tem uma estrelinha lá em cima para me guiar e me ensinar a brilhar (E no final tem essa de filha dos ventos com a faca para poder cortar certas coisas ruins que se amarram em nossos pés).

Uma ótima semana, pessoal e jamais deixem de crer na estrelinha lá em cima.