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sábado, 12 de agosto de 2017

Sonhos estranhos com detalhes: tenho uma alma faltando

O mito mais awesoooooome na minha opinião é o de Psique e Eros. Não, não é pela história "romântica" (o level de fofurice se dá entre inveja divina, tortura psicológica familiar, ameaça matrimonial e o que mais? Oh sim! O moleque estrábico enganou ela o tempo todo?!), mas por toda a noção simbólica ali desenvolvida. Algo estupendo que os gregos faziam ao interpretar seus mitos como possíveis racionalizações de seus atos - e tudo que poderia ser construído a partir de uma narrativa literária simples de uma mocinha que atraiu a atenção da deusa que não irei nomear aqui por sua beleza, mandou o filho moleque estrábico e sem noção pra dar uma lição nela e acabou se ferrando, porque o babaquinha se feriu na própria flecha que ia atingir a mocinha. 

Psiquê revivida por beijo de Cupido por Canova (ano de 1.793)
Escultura em mármore, Museu do Louvre, França.

É fucking complicado! 
Deuses gregos são mais estúpidos que nós no requisito de causar fu**** federal. Sério. 
Galera do panteão celta, viking e sumerio se reuniriam pra dar #EpicFacepalm com os absurdos. 

Para os gregos Psiquê, em sua etimologia quer dizer "Sopro de vida", o equivalente de alma, na qual toda a criação racional do ser humano surge e afeta o exterior. Eles não tinham ainda o conceito de espírito como temos (obrigadão seus pulhas, por separarem entre espírito e alma e confundir a cabeça do povo!), mas concordavam que a alma é imortal. É ela que fica quando o corpo morre e é ela que se encaminha pro Hades pra além vida. 

Mas voltando a personagem e ao mito, Psiquê se tornou minha chuchuzinha, pois é de longe uma das poucas pessoas a causarem tanto estrago no Olimpo sem fazer absolutamente nada. Tipo Helena de Troia, que poucas vezes é citada na Ilíada, pessoas, então não achem que a briga de 10 anos foi pra reaver a filha de Zeus (era pra concretizar 2 destinos inevitáveis: vai ler Oresteia que tem lá, mmmmkay?).

Debaixo do link, o tal sonho estranho e com detalhe...

segunda-feira, 5 de junho de 2017

coisas produzidas pelos sonhos

Quando se é uma criança com uma imaginação fértil em uma época onde a tecnologia afetava timidamente o que poderia ser produzido depois, tive sorte de ter sido criade numa casa onde tinha quintal enorme.
Dreams, inconsistent angel things...

Já comentei das peripécias de viver na Tiago da Fonseca durante os anos 90, como isso me afetou na escrita e na produção de sentidos para as realidades em que estive inseride. Sonhos estão comigo tão vívidos desde pequene, felizmente muitos me dando inspiração para escrever e narrar histórias - nem que seja só para mim mesme, todo mundo precisa de um pouco de ficção pra não ficar insano - outros, os pesadelos, tem estado comigo também desde que mudei de estado ali na metade de 1994.

Coincidentemente meu contato com bibliotecas foram nessa mesma época. Perceber o mundo de um jeito mais crítico também. Mas os pesadelos estavam ali por algum motivo que não se dá para tocar quando criança, às vezes nem é bom, pois para digerir isso quando novinhe se faz um esforço tão grande que acaba ferrando com a cabeça depois.

Pra quem tem muitos pesadelos desde criança, até que tou bem quanto a eles. Não afetam mais como antes. Comecei a escrever o que lembrava deles após acordar em uma antiga sessão do primeiro Blog que tive (DelusionalWounded, geocities disse bye-bye, weblogger do Terra também, depois domínio próprio e aqui no Blogger pra virar esse que você lê agora), a tal da "Sonhos estranhos com detalhes"


My beautiful grief
Your dreams are my torture

Your dreams my relief



Depois de descobrir como se faz para manipular sonhos - o que chamam de sonho lúcido - durante meus 20 e poucos anos e entender que sonhos, sejam eles bons ou ruins, fazem parte da nossa criatividade querendo dar as caras para algo a ser produzido, transformei muitos sonhos/pesadelos em contos. Das melhores experiências no mundo onírico, consegui tirar um projeto de cenário para fadas - Projeto Feéricos tá devagar, mas tá indo - e mesclando com cultura popular, cinema, música e performance. Dos pesadelos intricados, dolorosos e traumatizantes, consegui compreender como a vida no mundo real, sólido e tátil pode ser uma dádiva a ser aproveitada a cada segundo. Deles também tirei inspirações para muitas histórias, questionamentos, pesquisas, realizações. Sonhar com a própria morte dezenas de vezes numa mesma noite não é saudável para ninguém, mas acabei percebendo que cada batida de cartão ao patrão Morfeu, uma lição era aprendida: nunca subestime o poder do ID, do subconsciente.

No Projeto Feéricos comecei a delinear algumas histórias que tomassem a narrativa desses sonhos, afinal tudo começou com uma menininha mendiga com um mochilão maior que ela, no meio de uma chuva torrencial, debaixo de um prédio cheio de escombros, me ajudando a lutar contra um monstro feito de vigas de ferro retorcido e pedaços de reboco e concreto. A Angie nasceu ali, de um sonho escabroso em uma noite de verão após chegada ao Rio de Janeiro, perto de um local onde uma tragédia aconteceu décadas atrás e que só vim saber depois quando contei o sonho pra uma pessoa da família que mora na cidade.
(Links para as notícias [x] [x] [x])

Com esse template de narrativa feita, e devorando o Manual Básico de Changeling the Dreaming, veio a confecção de um mundinho muito aproximado do nosso, com muita mistureba da nossa cultura com os diversos lugares que já estive/passei/morei. A Metrópole que é citada nos contos é uma mescla entre centro do Rio de Janeiro, centro histórico de Florianópolis e um pouco de Belo Horizonte. Cada pedaço ali descrito é meio que revisitar esses lugares que passei tanto tempo admirando ou correndo. O Posto 2 do Zé Ferreira, Dona Alcidez e Angie criança é total Avenida Rio Branco, desde a frente da Rodoviária com os hangares portuários, até lá o final chegando na praça dos Bombeiros, passando pelo antigo Hospital Psiquiátrico Pinel.

Mas pra quê isso tudo? porque acabei trombando com esse cara.

Zdzisław Beksiński era um pintor polonês que passou a vida toda pintando sobre seus sonhos. e o que ele via lá eram coisas beeeeeem estranhas por assim dizer. Muito da arte dele é grotesca, vívida e surrealista, então para ter um pouco mais de atenção nas pinturas tem que ter um estômago mais ajeitadinho, uma cabeça mais acertada com certas temáticas. o surrealismo dele, onírico por assim dizer ultrapassa muito das nuances que a gente, meros mortais, consegue produzir com a imaginação.
Nem nos meus piores pesadelos eu tenho lembranças de material como esse.

Duas pinturas que me impressionaram pelo detalhismo e a semelhança tão f*** com o que eu imaginava para o cenário de Projeto Feéricos são essas aí abaixo:

'Dolina Śmierci do artista polonês Zdzisław Beksiński -  (Fonte: Carajaggio)

Essa pintura já havia colocado no conto que escrevi semana passada "Como pesadelos são construídos" ilustrando o feeling das andanças da Angie. Em termos de jogo - Changeling the Dreaming - a Angie tem as skills de passear entre Trods, é como se fossem passagens secretas entre tempo-espaço, poucas fadas conseguem fazer isso com segurança, e como a Angie tá enquadrada como Eshu no RPG, ganha uns pontinhos a mais... Tem todo um background de como ela consegue passear entre mundos, isso vai sendo explicado depois. Há esse rascunho mal processado que escrevi na época em que o cenário tava tomando forma, problemas de bloqueio vieram depois, aí não produzi tanto quanto queria.




A imagem do ônibus abandonado é perfeita para a quimera-ônibus que surgiu depois de um sonho esquisito com caçadores de pokémon que eram fadas (?!) e eu participava do grupo com o sarcasmo e o lolz. Até hoje esse sonho norteia qualquer mudança que eu vá face no cenário de Feéricos, por conta de ser como visualizei primeiro como seria a dinâmica entre os personagens. Tudo bem que Angie não tava lá, mas a forma dos personagens estavam, a motivação também.

O ônibus-quimera é uma daquelas alegorias de pesadelos estáticos que volta e meia visitamos de tempos em tempos, arruinado, enferrujado, pichado e trazendo ferro frio em sua constituição traz todo o pavor possível para qualquer feérico que seja obrigado a estar perto dele. A quimera se manifesta silenciosa, na forma do ônibus e levando seus passageiros para um lugar onde os sonhos estão paralisados.

Vi um ensaio de fotografias de exploração urbana na cidade de Pripyat, onde fica a usina nuclear desativada de Chernobyl, Ucrânia e não sei se vocês sabem, mas lá é inabitável pelos altos níveis de radioatividade no solo, na água, e até no ar respirável em alguns pontos. Tem uns malucos que fazem turismo por lá com todas as precauções feitas pelo governo para não haver contaminação radioativa, aí nas fotos, uma me chamou atenção: o parque de diversões da cidade.

O parque foi para Engel, o ginásio foi a ponte para introduzir a Angie no grupo, já que a menina é ligada ao caos e ao vazio. A desolação de Pripyat mais essa peça do polonês dão um tom para a trama da Angie que me fez questionar algumas coisas na personalidade da personagem eternamente adolescente:
- Como ela chegou ali? 
- Por que ela está ali? 
- Paradas de tempo são possíveis em sonhos? 

O ônibus-quimera respondeu a tudo isso, além de dar um adicional pra Angie, ela sabe o que é ficar entre o Sonhar e o Limbo, ela compreende o que é perder o Glamour para algo tão banal quanto ao tempo.

Ou a minha primeira reação ao ver um quadro dele: "That's the real stuff made by nightmares." e saiu em inglês mesmo dentro da minha cabeça, porque não consegui traduzir isso direito pro português: "Coisas bisonhas produzidas por pesadelos" e aí bati o olho no Manual de Changeling e pimba! Tá lá os Pesadelares como descrição disso mesmo que tive a primeira impressão.

Escrever com algo que está posto na realidade é gostoso, gosto de moldar mundos como se brincasse novamente de Lego - só que com as palavras né? - o que é mais intricado em fazer é adicionar os elementos dos sonhos nisso tudo. E é aí que comecei a escrever esse texto: encontrei o artista perfeito para ilustrar algumas passagens das minhas escrivinhações.

domingo, 12 de fevereiro de 2017

bruxometria

Sonhos estranhos com detalhes de ontem:
Zé Bunito (pseudo siamês que tenho) se perde em uma fazenda meio assim estilo Tim Burton, extremamente sombria e de curvas em lugares nada a ver, mas de um colorido de machucar a retina.

Ele bebeu água de um riacho que o transformou em dezenas de versões dele mesmo, só que pequeninho e em cores mais escandalosas ainda. Lá vou eu caçar todos os Walteres (esse é o nome oficial do gato, mas ele só atende com Zé) e derrotar os contratempos que a fazenda tem pra me fazer perder eles de vista.

Numa dessas de ajuntar a gataiada arco íris perto de um celeiro (Ou era moinho? Dava pra fazer piada com Dom Quixote de boas) uma nuvem roxa carregada de raios e soando trovões chega, estaciona ali e já sei que é treta na certa. Peço pra gataiada se esconder no celeiro e ficarem quietinhos pra despistar seja lá o que vem na nuvem.

Desce uma senhora em vestimentas mais que espalhafatosas a la feiticeira do Castelo Rátimbum, pega um dos Walteres antes dele se esconder e está pronta pra abrir a boca para devorar o coitado.

Eu, babaca no meu modo, grito:
"Cê vai cumê meus gato non, tia! Pego meu breguete, taco na tua coisa, e te penabundeio!" - Sim, essa é uma das frases mais emblematicas que consegui dizer em sonho.

A tia devoradora bota o mini Walter no chão, cruza os bracinhos na frente só busto avantajado e responde:
"Tá achando que minha cara é o quê?! Eu faço contagem de gatos em periódicos!! Nem quero saber de conteúdo de qualidade ou relevância científica do tema, faço bruxometria."

Rio tanto, mas tanto que o sonho se interrompe comigo acordando gargalhando na cama com essa de bruxometria.

Juro pra vocês que não comi nada estranho, não usei dorgas e estava devidamente hidratada na hora de dormir.

Bruxometria, é esses trem biblioteconômico me perturbando até nessas horas. Ah! Zé Bunito está bem, no último sono ali na sala,nenhum spell louco ou damage.

Voltando a estagiar com Morfeu, com licença.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

sonus interruptus

Sonus interruptus é aquele trem que acontece quando você está no meio de um sonho, se depara que é um sonho e decide interromper o sono para poder escrever isso em algum lugar. Botei em latim porque parece mais estiloso. Ou elitizado. Qualquer coisa em latim acaba se tornando coisa de gente elitizada. Ou profecia de últimos dias. Anyway, fica em latim mesmo e se tiver errado a declinação, culpe o 2 semestres falhos da PUC por isso.

Noite e Sono por Evelyn de Morgan (1878), créditos: Fantastipedia

Quem é estagiárie vitalície de Morfeu tem um bônus nos esquemas de tecitura do Sonhar, apesar de tempos atrás levar cada sonho que tinha muito à sério, hoje em dia acabo não relevando parte para IRL, por motivos...
(A gente morre um pouco cada dia após ter cada sonho despedaçado. Nutrir esperanças por mais outros não é lá adequado para o momento.)

Mas então, onde estava? Oh tecitura! Essa sim é uma coisa que não largo nem a pau. tecer Sonhos enquanto dormimos é uma tarefa árdua e se adquire com o tempo, logo o desprender da realidade do sonho pode se confundir com a sensação real de nossa Realidade.

Sonho lúcido é uma experiência velha para mim e creio que esses dias intensos de labor e muitas ideias wanderlísticas na cabeça anda me dando um bordado tão grande para costurar que até Penélope ficaria com queixinho tremendo.
(Tá tia, cê demorou 10 anos pra bordar aquela manta pro caboclo Odisseu voltar, não quer dizer que és a única... Oh oh! Arwen Undomiél!!)

O legal de se ter o hábito de acordar no meio da madrugada para escrever rapidamente o que se sonhou é a imensa investigação no dia seguinte para decifrar letras garranchadas, significados de palavras e o que raios posso lembrar do dito sonho. Pura aventura psicolinguistica!! 
(semântica venimim que sou facim) 

A tecitura comigo funciona meio truncada, com um leve esquecimento na hora do acordar, para depois durante o tempo de vigília haver um rememoramento quase completo de eventos. Escrever palavras soltas com garranchos nada a ver faz parte. Às vezes dá para fazer um parágrafo com mais detalhes, talvez um ou dois diálogos, penso duas vezes antes de transcrever aquilo que não DEVO lembrar (E há muitos desses momentos, na verdade), então formar a tecitura é como lembrar de uma história mal contada. Ou escrever um conto de ficção.

No, no, no, no, IRL não é ficção. E nem a ficção é IRL.
O que ajuda é o escrever em alguma coisa e ir matutando depois. Isso quando tenho tempo. Isso quando tenho saco pra entrar no modo de costureira do estágio. Essa semana foi intensa com experiências de sonho lúcido, terminando com um hoje que achei que era mais para me cutucar no subconsciente cínico que o cinismo andou me colocando.

De certa forma preciso fazer esse exercício mental após tantos sonhos e pesadelos na mesma semana, se não dá pra aguentar o tranco. Vou achar que ainda estou com a perna estropiada, com trocentos miligramas de entorpecentes no organismo e sendo obrigada a fazer teste de realidade a cada meia hora.
(Não é nada legal viver assim. Nope, nope.)

Ranting básico para a sexta pelando aqui em Belfalas.
Voltando a programação normal em 3... 2... 1...

quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

sonhos estranhos com detalhes - Sandman de recorde

Então.
Sou estagiária vitalícia do Senhor do Sono. Cês já devem saber disso faz tempo - se não, hey! Sim, tenho um contrato permanente com a entidade e dormir facilmente é algo que faz parte da minha vida de escriba - então qual há eventos especiais lá na Morada dele, há sonhos estranhos com detalhes.

Creio que os 6 dias de sonhos envolvendo pessoas que não gostaria de ver deve ser uma demonstração básica do poder chatinho dele de dizer que preciso voltar a lavar a louça ou limpar o lustre antes das raves que ele dá por lá no Sonho. Não que eu seja uma funcionária preguiçosa, até sou dedicada, o problema é que se pudesse eu dormiria o mínimo pedido no curriculo - tipo de 4 ou 5 créditos, sabe? - e ocuparia o resto do meu dia com algo produtivo (Como escrever por exemplo!). Aí ele coloca uma cereja no topo dos sonhos esquisitos com o enredo horroroso relatado abaixo de sua contraparte revisitada nos quadrinhos.

Uma coisa que percebi também: se o sonho é felizinho e cutch-cutch só vou lembrar pedaços, se o sonho é uber-creepy e cheio de bizarrice vou lembrar fielmente cada detalhe. #PowhaMorfeu!

Tudo começa com uma notícia sobre certa emissora de televisão que costuma fazer adaptações épicas de livros bíblicos para novelas com mais de 200 capítulos. Com esse background fantástico da certa emissora de televisão que também é governada por um cara muito esquisito que diz que tem a arca da Aliança de Salomão lá dentro do templo de mais de 680 milhões de reaux, a notícia era que os direitos de adaptação para TV de Sandman eram da certa emissora que não falaremos o nome..

Okay.

Sim, era o Sandman do Gaiman.



Eu, no sonho, fiquei estática, porque ler a notícia pelo celular pode ser um hoax lindo de seguidores de Loki - mas tenho imunidade para spells desse tipo, sorry bros! - então deixei para lá. Deveria ser um simples fato que aconteceu dentro de sonho que eu nem ia prestar atenção depois, SÓ QUE NÃO!

A sequência do sonho foi de como a bendita novela - agora intitulada "Oneiros" - estava sendo televisionada pela certa emissora e como era ruim pra cacete!

Nem eu sei porque estava vendo TV na hora - não era aqui em casa, com certeza - mas só sei que fiz questão de manter meu traseiro grudado na poltrona vendo o diálogo mais tosco possível se desenrolar na telinha. Eu tinha companhia, eram os gatos de um lado me ouvindo ter pseudos-ataques de "WTF ROTEIRISTA?! WTF?!" ou gritando algo aleatório quando via algo realmente absurdo nada a ver com a mitologia grega OU o universo de Sandman. Já a turminha do barulho que estava comigo na poltrona também estava revoltada com a adaptação mal feita. As usual, gente que não lembro ou não vi o rosto, mas revoltados.



O senhor "Oneiros" era o Marcos Palmeira (urrum urrum) com uma maquiagem branca na cara, muito delineador, sombra e talz, os cabelos bagunçados à la Robert Smith, roupa gótica clássica e uma voz de pobre coitado. Era aquela cena inicial clássica do 1º arco em que a maninha Morte vai lá conversar com ele, enquanto estão jogando pãozinho pros pombos e vendo a mulecada jogando bola perto da avenida. A Morte eu não sei quem era, mas estava bem no cosplay (Pena não ser a versão que formei da Muerte no meu subconsciente). O roteiro estava péssimo e não seguia muito bem o que era canon, isso já foi me deu o hint que a zoeira seria épica.

Certo, os pombos, a conversa nada a ver entre os irmãos, o mimimi básico do protagonista (Isso o Palmeiras conseguiu pegar bem) e entãããão a cena do guri indo conversar com a Morte? E depois? Então... "Oneiros" salva o guri... Urrum, o roteirista sem noção dessa adaptação fictícia fez o senhor do Sono virar HERÓI e salvar TODO MUNDO que estava em perigo. Tipo herói em redenção? Com toda a firula de "preciso fazer o bem e ajudar as pessoas" com "Oh como estou sofrendo com essa jornada de herói, porque tenho o peso do mundo nas costas!" - daí pra frente eu já tava grudada em um gato e pedindo pelamooooooooooooooooor pra bendita novela terminar.



Sei que o sonho foi intercalando com os possíveis episódios, muita coisa que não tinha nada a ver com o universo de Sandman tava no meio, muita coisa ficou PG-13 e cenas importantes foram estendidas mais que o necessário. Uma coisa que me deixou particularmente puta foi que cortaram o Coríntio (Pelo jeito, muito hardcore, neaw?) e fizeram o Matthew virar um Diego da vida como o corvo da Malévola. O bicho fazia piadas muito toscas como alívio cômico e os efeitos especiais...? Pois então, virar corvo para homem e vice-versa é uma coisa linda com o baixo orçamento.

Lembro de ter a Biblioteca dos Sonhos - até aí tudo bem, fiquei satisfeita em como haviam retratado essa parte TÃO IMPORTANTE do reino - mas a jornada chata de herói continuava. E véi, de Bowie, sei que terminou um dos capítulos e eu estava com a cara enterrada nas mãos, back and forth, exclamando: "Nooooooooouz nouz nope nope nope!"



E foi assim que o sonho estranho com detalhes continuou, porque patrão não é nada piedoso e me fez rever todos os conceitos que tenho dos quadrinhos do Gaiman após me fazer revisitar a história dessa forma. Assim, não, sabe? Apenas não. Tem um limite pra tudo e adaptar esse trem pra novela brasileira não dá certo, tá? Esquece esse memorando de sonho bem, mas bem escondido lá na biblioteca dos Sonhos.

E que jamais saia de lá!

sábado, 28 de novembro de 2015

sonhos estranhos com detalhes - ultimato de personagens favoritos

[Esse post é para eu me lembrar que preciso levar mais a sério a escrita literária. O Projeto Feérico tá parado faz tempos e não continuo por pura distração, procrastinação, medo ou sei lá o quê]

Fazia tempos que não sonhava com a Ângela Maricotinha da Silva Sauro dando pitaco nos meus sonhos, acho que meu cérebro foi induzido pelo excesso de adrenalina de ontem com o cd novo do The Corrs.

A criaturinha vestida como um acidente de carro estava comendo na minha cozinha (óbvio) e fazendo alguma coisa no meu celular, mas acho que era o celular dela, mas parecia com o meu, sei que saí do quarto e perguntei pra ela se queria café e talz - coisa de anfitriã nada organizada como eu faço - e aí ela emendou que já tinha feito e tava esperando o ônibus para voltar pra casa.

Até aí tudo bem, dá para se relevar um sonho sendo comum com algo do cotidiano acontecendo - não que eu vá ter gente na minha casa todos os dias, muito difícil - mas aí ela mastigou o biscoito que tava na mão e terminou de escrever algo no celular e me olhou. O diálogo a seguir foi feito em um inglês confuso com sotaque redneck e com um certo tom histérico vindo de minha parte.

Bem, a Angie disse que tava morta (???) eu entrei em modo WTF NÃO A MINHA PERSONAGEM FAVORITA!!!, mas ela me acalmou dizendo que sempre foi assim, meu costume de matar os protagonistas tinha que se perpetuar. Aí barganhei dizendo que matava qualquer outra pessoa, todo mundo se necessário, não ela, mas ela falou que não havia happie ending para essa história (Da onde ela tirou isso, pelamor?! Vai ser um livro infanto-juvenil, por que não tem final feliz?!) e eu neguei de novo e ela disse que eu disse isso, repliquei que não, ela disse que sim, que eu tinha pensado nisso a semana inteira, mas ela podia voltar nos flashbacks. Mas aí eu disse que se ela morresse a história toda perdia o sentido, que não tinha como continuar, que Dr. Horrible não precisa ser levado ao pé da letra em certas narrativas e ela me abraçou do nada e bateu de leve na minha cabeça e respondeu apenas: "Cause I told ya so." 

E foi embora, me deixando no meio da sala pensando WTF a minha personagem de RPG e futuro talvez-bem-mais-lá-na-frente livro me dar um ultimato que ela morreria na história.
Why Angie, why fucking why?!
Se veio para me dar um empurrãozinho pra escrever, não precisava vir de sopetão, oras!

Ps: Sim, vou voltar a escrever, beeeesha drástica, mas só depois de terminar de ver Lost Girl.
Ps²: Se algum outro personagem meu aparecer em sonho pra dar o sermão que preciso voltar pro meu ofício primário, VAI GANHAR A VAGA DA ANGIE!! (a.k.a. mato sem dó).


[Edit] Pensando bem, com essa mudança de plot dá pra encaixar a desculpa do Devorador de Sonhos... Hmmmmmmmmmmmmmmm... Well done little redneck...

sexta-feira, 31 de julho de 2015

f-u intuição ilógica

Sabe a postagem anterior da Lady Murphy com a sensação do vai dar merda?
Pois é, deu. Só que não foi pro meu lado, foi pra Entesposa.
Por culpa de uma torneira aberta por falta de água no condomínio onde ela vive, inundou parte da casa (quartos, sala e cozinha principalmente. Milagrosamente o canto do Hankloud Strife, o cachorro ilusionista, estava intacto. Creio que ele seja a prova-dágua) e por pouco não inutiliza 70% dos móveis.

E a mania dela não ligar para avisar que está precisando de ajuda está me deixando ligeiramente irritada - não só com ela, mas comigo mesma, porque repito esse comportamento absurdo sem querer como forma de me proteger de outras pessoas e suas intenções (boas, ruins, whatever).

E aquele medo irracional que ela possa também estar sofrendo do mesmo mal de família que a intocável avó materna. 

Magnífico, agora vou ter que re-retirar o que disse antes dos sonhos.
O chato que tive na soneca inesperada de tarde era uma casa bagunçada, tudo revirado em cima de uma cama, e meia dúzia de gatos pulando em cima de mim (estava dormindo na cama com alguém que meu subconsciente cisma em trazer em lembranças), miando e arranhando de leve meus braços.

F-U ilógica da intuição! F-U!
(Isso é demais pra minha cabeça prática, it's so fucking too much!)


quarta-feira, 22 de julho de 2015

sonhos estranhos e com detalhes: La Muerte

Para comemorar mórbidamente o post 566 desse blog guardado por entidades inanimadas, submersas e sonolentas nas profundezas do Mar-sem-fim, o assunto veio a calhar.

Muerte Blanca
Muerte Blanca (Photo credit: Wikipedia)
Eu respeito a Morte, a Morte é legal, é sensacional. A única coisa que a gente tem certeza nessa vida (Nem mais os impostos, señor Franklin!), a inesperada esperada notícia que todos vão ouvir algum dia. A Morte me fascina de jeitos peculiares, desde sua compreensão nos povos antigos até os dias atuais de pura confusão e nonsense. Mas quando se sonha ou vivencia demais, dá um nó danado na cabeça.

A Morte com M maiúsculo, pois é seu lugar incontestável ser a dominante entre tantas divindades. Onde termina, onde começa, o ciclo está ali com a mocinha vestida de capuz escuro, cadavérica e carregando a foice na mão. Alguns a vêem com esses olhos caricatos de a Ceifadora, já eu costumo ter sonhos inusitados com ela de mochilinha rosa das meninas superpoderosas e andando num triciclo de plástico da Estrela. Não saberia como explicar essa imagem que tenho da linda dama sempre pontual, mas algo me fascina sobre a figura daquela que tantos evitam de mencionar por acharem que seja mau agouro e tudo mais.

Celebrada e afastada em diversas culturas, a Morte traz um bocado da História da Humanidade em sua formação como aquela que é responsável pelo seu último suspiro, tudo de certa forma em nossa sociedade é ligada a ela: I hope I die before get old, o verso tão famoso do The Who não falava da fuga adolescente de se querer viver jovem para sempre, mas sim de reconhecer que a juventude acaba e a velhice precede a esse estado irrecusável. Na Irlanda (Ainda chamada Eire) antes da romanização de ritos, era comum ver famílias inteiras desenterrando os mortos mais recentes, darem uma voltinha ou uma dançadinha com eles e depois colocá-los no caixão de novo. Na Índia se banham com as águas turvas do Ganges, lotada de restos mortais em cinzas de pessoas falecidas. Na Inglaterra Vitoriana colocar moedas acima dos olhos de um morto era sua garantia de travessia para o outro mundo, na Grécia Antiga o pagamento era feito com uma moeda debaixo da lingua, o símbolo máximo do Cristianismo, Jesus Cristo, ressuscitou da Morte após 3 dias e assim vai e vai e vai.

Inúmeros exemplos de como a vida é permeada pela fuga contra a Morte é ilustrada bem nas teorias de Freud sobre libido, pulsão de morte e de vida. Muito do que passamos em nossas vidas são experiências entrelaçadas com o morrer diário. Estamos mortos a cada instante com a mudança de células em nosso corpo, a Arte, a Violência e o Prazer estão ligados à Ela igualmente.

Medicina Legal sempre me chamou atenção (Tanatologia era meu tópico favorito de correr atrás), cuidados e prevenção ao suicídio fizeram parte da adolescência trash de pesquisa intensa, pensar na Morte nunca me foi tabu, nunca me foi vergonhoso, mas expressar isso com clareza para o exterior pode parecer insensato. Alguns dias atrás postei uma animação irlandesa CODA sobre essa temática, tão delicada em sua composição que me trouxe bons momentos filosóficos sobre como é esse processo de nascer, crescer, desenvolver, morrer, renascer. Não é a toa que um dos meus cenários favoritos de RPG se trate justamente de pessoas que encaram a Morte quase todos os dias.

(Para posts que já argumentei aqui, vide aqui, aqui e aqui também)

Não encaro a Dama Branca como um monstro horrendo que deve ser mantido à distância, ao contrário, ter um diálogo aberto sobre a Morte (E qualquer outro tabu social que impomos nas nossas vidas) é saudável para se ter uma vida mais sã e salva. Assim como creio que se falarmos mais sobre Ela para nossas crianças, não vai ter tanta gurizada desmiolada fazendo coisas sem noção para provar que são adultos, né?

Ter sonhos com Ela costumam ser esporádico, mas semana que se passou foi diferente. É a quarta seguida vez que sonho com a Dona Muerte (Yep, é como eu a chamava no sonho). Impávida e nada colossal - ela era baixinha, aterrorizante, mas vairy vairy cute and tiny - se aproveitando do ensejo de minha mente lesada e levando essa beeeeeesha lôca aqui a ter mais impressões estranhas dela.

Já havia tido um sonho parecido, com a mesma personagem, só que ela era a Nêmesis linda do meu s2. Claro que nesse veio a inovar, já que se é para ficar ao lado da Muerte durante um sonho inteiro e sentir aquele comichão de questionamento vir a cada 5 segundos, o sonho a seguir consegue ser mais maluco que o anterior.

Debaixo do link, a doidice master que me acompanha já faz uma semana.

sábado, 18 de julho de 2015

sonhei com gente estranha, mas não lembro

Seja lá quem visitou meus sonhos hoje: obrigada pela mensagem. Foi reconfortante.

Agora, por favor, ajuda o Zé Bunito dormir, ele já fez rave na cozinha, derrubou vasilha no chão e não para de miar. É como ter um mini-despertador ambulante de quatro patas, alarmando cada vez que isso acontece. (Essas quiança que percebe em tudo, viu?)

quinta-feira, 11 de junho de 2015

[sonhos estranhos com detalhes] bibliotequeiros, a aula de tanatologia e a senhorinha



Para a sessão de sonhos intermináveis de hoje - praticamente a madrugada pra manhã toda - tive um mini-curso frustrante de extensão em biblioteca pública, fui ministrar uma aula de tanatologia pra uma turma de residentes e conversei um bom tempo com uma senhorinha já conhecida.

Here we go Morfeu que hoje o estágio noturno foi produtivo!

quinta-feira, 21 de maio de 2015

o "santo" é forte - e o vaso aqui ruim de quebrar

Alguém disse full combo DPS/herbalista? 
Larguei de lado algumas coisas que eram essenciais na manutenção da minha cachola, a espiritualidade ficou um pouco em segundo plano quando coloquei o coração na frente (e aí a briga eterna de prioridades nos três sensos), deixei de fazer as rotinas costumeiras por alguma razão besta, mas também nunca me senti obrigada a fazer certas coisas para agradar seja lá quem for que esteja me protegendo nesse mundo maluco aqui.

Durante essa semana ouvi muita gente comentar o quanto foi "sorte", "graças a Deus" e outras atribuições para eu ter saído bem do acidente, implicitamente algumas desas pessoas meio que me empurraram o velho discurso de "Agradece que é mais que sua obrigação!". Isso me deixou um bocado inquieta na verdade.

Alguém me disse uns dias atrás que quando essas coisas aconteciam era pra gente sossegar o facho e ver o que andou se perdendo na pressa de tudo. E foi o que fiz.

É porque quero acreditar que o pior não aconteceu por ter apelado pra Ciência no último instante quando senti a roda bater na minha perna. Usei a gravidade ao meu favor (Não bati a cabeça, não perdi a memória, não morri), as 3 Leis de Newton tudo ao mesmo tempo, segui o reflexo da sinapse da dor imediata - retirei meu pé debaixo da roda a tempo. O fato de ouvir o rapaz da moto quase entrar em desespero por ter me derrubado é que me incomodou, o fato dele ficar chamando o nome da divindade que ele cultua várias vezes também não me deixou segura, são e salva. Alguém ali tinha que manter a compostura e fazer algo, eu só queria que a dor parasse, só queria sair dali, sinceramente, só queria mandar todo mundo shut the hell up e me deixar em paz em um espaço pra sentar e esperar a ambulância. Às vezes manter a calma é mais enervante do que entrar em pânico.
(E olha que entro em pânico por pouca mixaria...)

No Hospital ouvi a tal da "sorte", também os "graças a Deus" (O cristão, sabe?), e quando repliquei que o santo aqui era forte - e quando digo "santo" é um conjunto de coisas inexplicáveis, entidades que devo respeito, me sinto confortável em agradecer por terem me protegido da casualidade que as Leis de Newton podem causar, é santo, é santa, é orixá, é anjo da guarda, é ninfa, é força de antepassados, é tudo - me olharam com uma cara de fuinha. Às vezes esqueço que catolicismo tá ficando pra trás, pegar termos deles pode parecer ofensivo aos ouvidos dos pentecostais.

Sem nem estar concentrada nisso esses dias - porque há outros pormenores chatos que ando batalhando, incluindo os pesadelos que prejudicam a recuperação de XP em paz - acabei deitando a cabeça no travesseiro ontem e pedindo pelamordequemmeprotege pra parar de pensar que o remédio ia fazer meu cérebro virar mingau (O post de ontem tava tão tenso?).


domingo, 10 de maio de 2015

onde as ruas não tinham nome

Foto extraída de: http://www.cityofsydney.nsw.gov.au/council/our-responsibilities/permits-and-notifications/busking
Então...
Desta vez foi melhor.

Foi em sonho.

Você estava lá me mostrando maquiagem.
Pura criancice de meninas que não sabem o que fazem com tantas opções.

Era pra eu ser a única opção. Ou não, talvez aquela opção daquela vez.

E foi em sonhos que você apareceu.
Continua
Aparece às vezes no rosto de alguém conhecido.
Na voz de alguém que admiro.
No perfume de dama-da-noite que não vejo.
Continua.

Receber sinais via sonho vêm se tornado uma constante.
Após o sonho bizarro de estar conversando com meu pai (E uma pancada de gente) vou saber que o velhaco tá são e salvo com a família lá nos Portos Cinzentos. E devem estar comemorando o Dia das Mães com a minha querida vózinha chuchu cutch-cutch salve salve. Good.

Dessa vez a coisa ficou menos séria, mas não deixou de chamar minha atenção.
Era uma busker - ou artista de rua, essas pessoas lindas e corajosas que tocam ou performam no meio da rua sem meod e serem felizes.

domingo, 1 de março de 2015

nossos fantasmas preferem nossos sonhos

Tava demorando para ter um combo mágico de pesadelo com quem amava (posso já colocar no pretérito tão nefasto? Já está na hora mesmo?) e um sonho estendido com meu progenitor. De manhã foi o de ter perdido o Walter no meio de tantos outros gatos em um aeroporto e quem salvar o dia ser minha avó - sempre a salvadora de muitos dias de nossas vidinhas medíocres - e agora isso.

Se há algo chamado inferno astral, poderia classificar esses dias que vêm se arrastando desde a semana do dia 25 passado. A data por mais aleatória possível só me foi esclarecedora quando os pesadelos começaram no dia 26.

Pintura de José Benlliure y Gil, La Barca de Caronte, 1919 (Fonte: Generalitat Valenciana Website

A conclusão veio em um pequeno enxerto de sabedoria vinda do Sonhar: "Todos nossos fantasmas preferem visitar nossos sonhos do que aparecer em nossas vidas acordadas."

TL;DR - rambling rambling, fucking rambling porque preciso tirar isso de mim em palavras antes que fique mais uma semana remoendo coisa que não preciso.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

E no meio da madrugada

*tendo crise emocional no final da noite*

Coração: "Gezuis, não vou aguentar! Não vou conseguir dormir! Vai dar tudo errado, vou descambar o sono todo!"

Cérebro: "Hmmmmm que tal pesadelos com livros didáticos? Parece legal."

E aí acordo rindo.
Obrigada Loki pela graça atingida.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Sonhos estranhos e com detalhes - O templo, Perséfone e a torneira aberta

Greek God Hades
Hades e Perséfone (Photo credit: Wikipedia)
Tenho esse diário de sonhos, porque sei lá, tem coisa que aparece ali que às vezes faz só sentido tempos depois, ou porque me dá ideia pra escrever, mas também porque há essa consistência de sonhos estranhos e com detalhes.

O de hoje foi com a deusa Perséfone - nada de versão Matrix - me dizendo que conheceu um matemático chamado Bartolomeu (Será? Trigonometria? Num sei?) há muito tempo atrás e tentou ganhar a confiança dele.

Aí ela estava nesse templo cheio de água e tirava folhas de caderno rabiscadas da minha mochila, ainda tagarelando sobre o Bartolomeu.

Sei lá o que aconteceu, mas senti que teria que dar o fora dali o mais rápido possível, porque alguém havia deixado a torneira aberta (???) em algum lugar do templo e ele ia inundar. Do nada, DO NADA, abre uma janela em um canto do templo e vejo a oportunidade de sair. Subi a janela, fechei as persianas, tranquei os vidros, caí na calçada da rua onde eu morava quando criança.

Aí um time da SWAT apareceu de furgão e tudo, me arrastou pra dentro e "os zomi de preto" fizeram perguntas descabidas sobre a deusa dos mortinhos, Rainha dos Ínferos, esposa de Hades. E eu preocupada com a torneira aberta.


[edit: esse sonho foi escrito às pressas pra me lembrar quando levantasse, foi às 09h e alguma coisa, tive um update de sonho após às 11h com o mesmo cenário, situação parecida, só que DENTRO do templo, creepy, creepy]

domingo, 21 de dezembro de 2014

Citações em sonhos

Nisso que dá dormir na casa da Entesposa-mãe. Sempre rola bizarrice na hora do estágio noturno - aposto que não tem filtro nenhum de sintonia com outras frequências...

*se afunda no travesseiro*
Para fins de averiguação da posteridade, o sonho maluco com detalhes de hoje foi organizado da seguinte maneira caótica:
 
  • Pipas em forma de fênix;
  • Subidas em ladeiras de ângulos impossíveis;
  • Arrumar modem defeituoso;
  • Escrever em fichas de Catalogação;
  • Ver um rosto familiar em uma multidão de gente;
  • Tomar banho solitário em uma casa inundada com água azul;
  • Citar Santo Agostinho falando sobre a prática do claustro para uma mãe-de-santo. 
Esse foi o resumo das viagens oníricas de hoje.

Eu nem sabia que Santo Agostinho tinha texto sobre claustro e talz, vou ter que pesquisar. Porque se esse trem veio da biblioteca onírica e eu acabei citando ("De acordo com Santo Agostinho, lalalalalala"), vou precisar de um exorcismo filosófico... RÁPIDO!!

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Sonhos estranhos com detalhes - Nemesis de meu s2

 Há certas divindades olímpicas que não costumo nem falar por não querer encrenca. Passo longe de Hera, tenho medo de Atenas, definitivamente não vou com a cara de Zeus e for crying out loud, não gosto nem de pensar em atravessar o caminho das Erinias e da sua comadre de tricô Nêmesis.

É, aquela da vingança, da retribuição e instalação de software divino equilibrado e talz? Costuma vir com objetos afiados e pronta pra pular na jugular. 

Nemesis ou Rhamnousia/Rhamnusia (o que é claro não terei uma tradução viável pra isso) era conhecida na Grécia Antiga por realizar a Justiça Divina, com direito a repertório básico na Jornada do Herói, a hýbris era especialidade dela. Era deixar o Ego passar da medida, BANG! Tá lá corpo estendido no chão. Ela também cuidava das Fúrias, irmã de Hécate (Okaaaaaay, pode já entrar em pânico ou espero os comerciais?) e pelo que li, como assim era mãe de Helena (Sim, aquela Helena mesmo) e Pólux de Esparta?! Tudo bem nascerem de um ovo, mas srsly?! WTF gregos, PAREM de sacanear com lore toda vez que volto a pesquisar.

O mais engraçadinho (isso foi ironia tá?) é que ela é a segunda geração dos deuses das Trevas - ou a galera que veio de Nyx, o Nada - e tchananananan: irmã de Morfeu. Pronto, tá explicado. Foi por conta de bater meu cartão de ponto atrasado né? Ou ficar papeando com Caronte (Que também é irmão dela)? Fazendo carinho no cangote do Cerberus? Qual é a reclamação da semana?
(Dude, nunca vou ser funcionária do mês assim...)

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

sonhos malucos e com detalhes - a freira, o whiskey e as bonecas russas

Iron nou sobre vocês, mas os sonhos pirados que ando tendo debruçada no balcão da biblioteca durante a soneca pós-almoço estão ficando CADA VEZ mais weirdos.

Dessa vez era uma história sobre um internato de meninas, década de 40 ou 50 talvez, onde havia uma lenda de alguma coisa (Só peguei partes da histróia, porque ou era uma das meninas, ou tava sendo uma das professoras) que as atacava de noite e as deixavam na enfermaria por dias.

Hello, vampiro? I'm on it!

Depois cortou para várias repetições de cenas, só que de diversos ângulos psicológicos da história toda - e entre esses cortes de cena tinha esse formato de "fechar" a história (Spoiler alert, a criatura não era sobrenatural, era uma freira louca que machucava a quiançada por sadismo, btw, acho que era a mesma freira de um sonho sobre trancar freiras em armários) como uma daquela bonecas russas Matryoshka, uma camada abrindo a próxima com a mudança de perspectiva.

Ge-zuis, chegou uma hora em que eu JÁ SABIA wtf ia acontecer, e decidia trocar gente de lugar só para ver o que acontecia. A bendita da freira percebia, aí fui atacada, só que tinha uma garrafa de whiskey debaixo da minha cama (totalmente compreensivel se você aparenta ser alguém pertencente a uma instituição privada de ensino) e cacetada nela até parar de se mexer.

Realmente essas garrafas são duráveis.

Depois ia pra cena final, a freira raivosa, pingando chuva, lama e sangue, encurralando um bando de garotinhas e alguns professores e eu no meio tentando fazer ela parar/desistir/deixar atacar/whatever.

No último take antes de eu acordar com o alarme do celular foi de estar bem perto dela, pelo lado de trás e estar pronta para pular em cima dela com muita muita revolta (E algo me diz que ela atacpu alguém que eu gostava no sonho).

Conclusão: Irmã Selma, SAI DOS MEUS SONHOS!!

quarta-feira, 21 de maio de 2014

confissões das 11 horas da noite

Essa é a premissa: eu sonho, escrevo fic.
Clássico.

Se Zé do Caixão pode, também vou fazer (E melhor)

quinta-feira, 27 de março de 2014

pesadelos, mim tendo

A quantidade de pesadelos que ando tendo está passando do nível de qualidade para tê-los.

I mean, acordar do nada e deliberar: "Oh pesadelo esquisito! Oh well..." e voltar a dormir dando whatever pra seja lá o que ocorreu está se tornando corriqueiro.

Já disse algumas vezes que levo meus sonhos à sério, sejam eles frutos de meu subconsciente ansioso e extremamente funcional em coisas que não deveriam ser fundamentadas, ou seja lá que o Destino, as Musas ou mesmo os Deuses queiram me informar. Os pesadelos em si são avisos básicos de soberba, arrogância e aquela pitada linda de desordenamento de prioridades que vai se materializando em IRL. Como é o dia após tantos pesadelos? Literalmente normal, sem muitos altos ou baixos, mas a taxa de distraimento aumenta em 50% e se eu tiver fazendo uma tarefa que exija minha atenção máxima, vai dar probrema... Eu sei que irei esquecer algum detalhe.
Trocando em miúdos: se minha vida tá perfeita aqui do lado de fora, maior será a quantidade de pesadelos toscos e sem fundamento algum.

Isso aumenta o grau de periculosidade e de cautela, pois se eu achar o pesadelo tosco demais, vou acabar ignorando-o por default, logo probremas podem vir com a desatenção. Eu sei bem disso, sei como meu corpo reage nesses casos e por incrível que pareça, os problemas diários são os últimos da lista na interpretação morfética de pesadelos regulares. Pela semana que começou no sábado com alguns temas recorrentes (listados abaixo), 2 em particular estão se tornando tão comuns que já estou providenciando em exterminá-los com algum tipo de sonho lúcido o mais rápido que for:


  1. sonhar que estou procurando alguém e a pessoa que encontro é a última pessoa que quero ver em sonho;
  2. sonhar que tá chovendo e tem água subindo até meu pescoço (E não sei nadar no sonho, mesmo sabendo aqui fora);
  3. mãe, irmã, parente querido ou qualquer outra pessoa que considero apreciável de mínima confiança me dando bronca, me xingando ou simplesmente me ignorando;
  4. pés doloridos, perna machucada, mãos mutiladas nos dedos (ou amarradas nas costas) e lingua maior que minha boca. Ah! E gritos, não meus, de alguém atrás de mim tendo o mesmo problema.
  5. pessoas que sei que falhei tremendamente procurando me machucar fisicamente (E pela 1ª vez na vida estou revidando com um vigor absurdo que me assusta);
  6. aranhas. Falantes às vezes, sempre querendo me morder ou pular na minha cara.

A apatia que vem após acordar de um sonho desses não me é familiar. É como se houvesse um pacto silencioso de punição assistida, se eu tenho pesadelos é porque os mereço. O complexo de barroquismo não termina por aí, porque os últimos sobre o item 1 estão me deixando ansiosa para NÃO me render a alguém que já estou deveras encantada - mas o corpo diz outra coisa bem diferente, com direito a mariposas circulando livremente abaixo do diafragma.

Já o item 5 ferra com a minha lógica lúcida (por serem sonhos reais demais, acabo me colocando radicalmente na defensiva sem mesmo deixar um pouco da racionalidade comandar) e por me reafirmarem que eu falhei e guess what? não sou eu que vai ter que consertar dessa vez.

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