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quinta-feira, 23 de março de 2017

os filtros de culpabilidade para o sistema limbico foram atualizados

Clica cá [x] pra entender o que um filtro de sonho faz energeticamente na sua vida.
Assim como esse instrumento de origem mística para manutenção de desejos do subconsciente (culpa o chato do Freud, ele que veio com essa dos sonhos), a vida de adulto - chata por sinal - precisa de alguns cuidados com sonhos acordados. Como por exemplo, manter a sanidade em ocasiões em que o senso geral das pessoas em volta estão fora do padrão - sóbrio, comportado, agindo de forma polida e sem atrito argumentativo. O sistema límbico agradece.

O que ando tendo mais dificuldade por conta de um ser miserável alojado entre o manipura e o svadhisthana que insiste em responder perguntas externas com divagações nada adequadas para a normalidade. Às vezes uma pergunta inocente pode nem passar pelo meu eu tradicional, boboca e contido, ir direto pra caixa de mensagens do bendito e a resposta resultar uma falha vocal ou um atropelo de palavras apressadas pra disfarçar o nervosismo. Em tese era pra dar uma resposta correta e socialmente aceitável né? É o protocolo. Mas aí quero responder algo indevido, insinuante e com terceiras intenções.

Mas não pode, porque status quo é uma ferramenta castradora tão bacana que você mistura com a culpa de sentir aquilo (sim aquilo mesmo) e não poder transparecer sua opinião verdadeira sobre...

A pergunta básica e trivial: "Como vai passar o feriado?" - poderia ser muito bem dialogada com algo igualmente trivial. Vou dormir, vou estudar, vou ser responsável academicamente porque é isso que paga o meu feijão na mesa. Mas não, o ponto de intersecção quer responder: "Na cama, com você de preferência, de conchinha, sem roupas" - mas não pode. Óbvio que não pode. Quem em sã consciência iria dizer isso situação dada? Você responderia isso no meio da rua? No ponto de ônibus? Na fila do supermercado?

Que assunto óbvio, pelamoooooor!! Alguém indaga indignado por estar tratando de uma apresentação mais direta sobre como uma pessoa extremamente tímida, sem prática nas artes de sutileza e sedução (pelo que já ouvi, precisa de expertise e altas skills pra chegar em um ponto aceitável socialmente) precisa parar e se auto questionar de vez em quando. Pode não parecer, mas a vida aqui atrás do muro de concreto firmado pra não sofrer dano por diversos tipos de humilhação, admoestação, acusação, distorção de fala, costuma ser uma guerra civil.

Ser sutil nessas horas é impossível, eu já nem sei mais como fazer isso sem querer planejar falas e as saídas de emergência pra algum tipo de furo. Plus, pessoas ditas socialmente normais, aceitáveis, conforme a padronização não estão acostumadas a ouvir esse tipo de resposta e ter uma reação boa. Na verdade, elas não querem ouvir isso dessa forma. O que é uma pena, porque não encontrei outra forma em que me deixasse confortável para me expressar.

Convidar para um café? Um passeio? Ouvir música alta? Estudar e discutir sobre algum autor maluco? Não pode ser mais simples? Na minha cabeça de melão sim, ter a coragem de falar é que não, por conta desses fatores todos ali descritos.

Ainda mais quando há diferenças de hierarquia, geracional, os idealismos de como introduzir uma conversa direta sobre essa situação. Por Odin de saias, tem a problemática da não aceitação em estar com alguém trans+. E tem a culpa. Essa maldição herdada da sociedade patriarcal ocupa um espaço enorme nessa hora.

Culpa de querer desejar, de se querer ser desejade, uma culpa extra por deixar o corpo (consequentemente as emoções) controlar o racional e bota mais uma pitada da culpa capital pela luxúria acima do socialmente aceitável que já fui repreendide algumas vezes. Tem culpa em tudo aí, dilema barroquista do pecado versus redenção. 
(mesmo eu já sabendo que tenho carteirinha VIP em qualquer opção de inferno ou tormento eterno pregado por alguma crença aí - construtos ideológicos para sufocarmos essa sensação de que se reproduzir sem a expectativa de produzir descendentes e apenas em busca de prazer)

Os golfinhos sabem bem o que estou falando
(E eles serão os primeiros a irem embora da Terra, cês sabem)

Então, o que vou fazer no feriado mesmo? 
Negando mais um pouco desejos reprimidos e oportunidades de novas experiências com quem gostaria de mapear o corpo com os meus lábios. 
(E não pode. Não pode.)

Oh! Artigos! Tenho uma montoeira deles pra ler e escrever um!

(A repetição da frase "aceitável socialmente" para fins educativos. É pra grudar na cachola e não sair, tá?)

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

o santo que não existe, o publicitário e o do consórcio

Esse post tá atrasado uns 10 dias, mas vai mesmo assim!!

Há esse meme que brasileiro deveria ser estudado por conta das absurdidades que conseguimos produzir tão bem (pro bom ou péssimo lado) e por ter passado a data especial para o resto do mundo ocidental - hello dia de São Valentim? - ia ter brasileirice no meio né?

Ao pesquisar sobre a data em específico, indo nos lugares mais óbvios possíveis pra depois aprofundar os dados - até porque não tenho interesse em escrever uma dissertação sobre, logo não vou procurar artigos na Web Of Science, pow! Esse é um blog informal, pelamoooooor - descobre-se o origem do feriado mais romântico do planeta Terra. Ou não, depende do ponto de vista.

São Valentim era supostamente um padre/bispo romano gente boa que ficou conhecido por celebrar casamentos mesmo após a proibição do Imperador Cláudio II por alguma razão idiota. Senta lá, Cláudio!
(Sério? Quando mais gente sendo produzida, mais força de trabalho escravo, romanos? Vocês eram loucos mesmo!)


Valentim foi preso, sentenciado a morte (porque romanos não sabiam fazer mais nada além disso e micareta no coliseu... Oh oh!! Pavimentação de ruas!!) e pessoas apiedadas pelo pobre cara jogavam flores, bilhetes e orações para ele partir em paz. Não sei quanto era dos bilhetes, já que no mundo antigo era raro alguém da classe mais pobre saber escrever, mas bem... Vamos relevar a Wikipédia, porque ela salva! 
Ela e o Ctrl+S!


Aí o Valentim foi morto de algum jeito especial que os romanos deveriam gostar e após fazer algum milagre aí, Igreja Católica canonizou. O legal é que não tem registro disso em lugar algum, nem que na época do Carlinhos havia um bispo chamado Valentim.

A versão em inglês do artigo da Wikipedia¹ é tão mais lindo que dá pra entender a precariedade de informações sobre o suposto santo. Tem pelo menos 4 Valentins na mesma situação, que morreram em épocas diferentes e faziam os mesmo esquemas, e tem sincretismo com uma festa pagã romana chamada Lupercália que caía na mesma época. A máquina de marketing da Igreja Católica Apostólica Romana sempre me impressiona!

14 de fevereiro ficou pra ele no calendário insuportável de feriados católicos de 365 dias (Aliás, sabia que existe um santo para CADA dia do calendário? O panteão católico é uma máquina de fazer feriado, adoro!) e sendo assim a marca registrada de ser o Dia dos Namorados veio daí.

Aliás, o feriado foi descontinuado em 1969 pela Igreja, por conta da falta de comprovação quanto a existência do benedito, quer dizer do Valentino, mas a tradição perdura. A indústria de cartões e ursinhos de pelúcia adoram, creio que as de chocolate também.
(BTW 1969? Tipo, homem à Lua, volta dos sidhe para Arcadia, isso dá um plot lindo pra Changeling que...)

Mas o que tem a ver Santo Antônio? Não sei, tou pesquisando ainda e não achei nada de relevante para acrescentar no dia.

O jovem inquieto como Agostinho, ganhou o notório título de santo casamenteiro - porque atribuir isso a um cara que fazia consórcio para angariar fundos pra nobreza do clero é uma ótima ideia. E o cara era intelectual do baraleo. Com um santo guiando, menino JC no colo, ovelha do outro, Santo Antônio recebe a maioria das preces até hoje pra arranjar a metade da laranja, a tampa da tabela, vocês entenderam... Óbvio que tenho que postar NOVAMENTE o stand-up que mais adoro no mundo:


No resto do mundo, porque aqui no Brasil não entramos na brincadeira do possível sincretismo com religião pagã (diga algo que não saibamos, ahem) e santo fictício. Mas por que não? Por que somos espertos o suficiente nessa educação cristã-judaica a entender que contestar uma data do restante das outras datas no calendário de feriados católicos seria o mais ético a fazer? Procurar mais fontes? Não cair nessa? Nope.

Foi marqueteiro nos esquema.

João Doria era o nome do publicitário que cunhou o 12 de junho como Dia dos Namorados aqui no Brasil em 1969. Com a profunda consciência que deve ter sido abençoado, ele fez campanha para sua empresa para homologar o dia 12 de junho como Dia dos Namorados porque era o dia antes de Santo Antônio - que é o santo casamenteiro da mitologia, oooooops do canônico católico apostólico romano. Não foi por causa de um buraco no cronograma anual de altos e baixos de vendas no comércio, não, não, imagina.

Vamos também não relevar o fato de João Doria ser pai do atual prefeito de São Paulo que pelas suas últimas notícias já mostram o quanto a família é honrada em suas ações e palavras. E que são super generosos e cheios de amor pra dar.

Resuminho da ópera: adoro você, Capitalismo dos Ínferos!

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N/A:
¹ - "É pseudo-bibliotequere e pegando artigo da Wikipedia?! Tem vergonha não?" - escuta aqui, por acaso esse blog vai pro meu Lattes e botar estrelinha da Scopus na minha testa? Há algum interesse sumário em fazer verificação de fontes bibliográficas de tal assunto? Só tou dissertando bobagem sobre um dia que obviamente foi fabricado, gente. Tou levando nada disso a sério não...
Ps: Wikipedia ruleia, julguem-me!!


sábado, 4 de abril de 2015

Guia do Universitári@ Probri: Panda's Edition

[Post originalmente postado no Blog Um Sofá para Cinco no dia 03 de abril de 2015]

Para embalar o tema desse post, gostaríamos de agradecer de coração a linda panda sem nominação aparente, que estava espoleta nas letras de pagode que resgatamos para recreação criativa. Prontos para iniciar esse post com a frase: "andei, andei, andei até te encontrar" por visitar diversos lugares da federal sem rumo nem beira?


wanderlust
1.A very strong or irresistible impulse to travel;
2.strong longing for or impulse toward wandering.
Tradução bem fuleira e cheia de licença poética: Andança - 1. um impulso forte e irresistível de viajar; 2. desejo forte ou impulso para bater perna sem ter destino algum.

Você é universitári@ sem nada o que fazer final de semana de um feriado, não vai pra casa da família (Ou não tá a fim de ficar com eles pra aturar as piadinhas do pavê ou pra comer) e se sente com uma vontade imensa de sair pra bater a perna? Mora nas imediações de Florianópolis? Você tá durang@? Sem um centavo no bolso? Só tem o cartão de passagem de estudante, uns passes do RU, muita disposição e espírito aventureiro? Então temos uma solução bem bacaninha pra você que não foi abençoado pela HOSTENTASSÃO e riqueza.

Vivemos num criadouro chamado Universidade Federal. Óbvio que em lugares como esse existe um local de engorda definitivo com uma dieta equilibrada, bandejas desajeitadas, suco na máquina bizarra. Às vezes eles têm piedade de nós, meros mortais que apreciam seu feijão com arroz, o RU - restaurante universitário - resolveu colocar no cardápio algumas comidas bem exóticas...

O dia de sexta-feira santa, feriado religioso comemorado nacionalmente (Estado Laico, Estado Laico, Estadooooooo fucking Laicoooooo!!) foi uma adição para o cardápio modificado: Estrogonoff de camarão.



Apesar de ser uma sacanagem tremenda em fazer um prato especial desses em um feriado quando os seus usuários NÃO ESTARIAM pelas imediações da universidade, lá fomos nós encarar o belo pratão de nomnomz.

Tipo, camarão mesmo! Com molho consistente e batata palha (batatapalha-batatapalha-batatapalha-batatapalha), tudo que um estudante meia boca, sem grana pra gastar com comida mais ajeitadinha ou com preguiça de fazer almoço em casa poderia pedir.

Delicadamente feito com todo amor e carinho.


Sem muitos planos na agenda a não ser comer, sentar debaixo de uma árvore e falar besteira. Após o almoço bem servido, a árvore estava ali para um breve descanso, para então rumarmos para nossos recintos individuais... Até que esta que vos escreve teve a brilhante ideia de perguntar onde era o Planetário. A saga começa ali.

Sem ter mapa, um wireless que funcionasse decentemente e testando lindamente o senso de direção da Psycho Panda, rumamos a nossa aventura Ufisquiniana do Feriadão Santo. Peraê pandinhas quiridus, a gente coloca as direções pra vocês:

Se você clicar na imagem ela vai crescer tanto, mas tanto!

O primeiro lugar a ser visitado foi o Planetário, um domo redondinho com trocentos gadgets all around e pequeno de acordo com o que eu havia pensado antes. O bichinho fica ali nas beiradas do Bosque e atrás do RU.

Sim, eu tiro fotos de hidrantes

Como não registramos fotos do Planetário e Bosque (Deixa pra próxima andança, fiquem felizes com a foto do hidrante), vamos pular para a ideia linda da Panda mais velha, sim, aquela que escreve sobre músicas românticas creepy! Ela simplesmente foi dando a volta no Bosque, conosco no encalço e apreciando os entornos da Universidade que jamais conhecemos depois de anos estudando por lá e atingindo um dos lugares mais fofos da região...

Para ler toda a epopéia dentro do Antro Vil e Maléfico de Cthulhu, clique cá!
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