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quinta-feira, 28 de junho de 2018

[interlúdio] aquele perdão secreto

Créditos: Arte de Ner-Tamin.
Hey você, você mesmo que sei que não dei braço a torcer, não escutei, não delimitei fronteiras do onde começava o nos para o eu e você.
Você que sei que não vai escutar, também não irei falar, silêncio é a nossa arma secreta de vidas passadas em profundo eco. Vivemos pela vida de outros?

Vivemos por nossas vidas por um período de tempo, esse que o silêncio afogou aos poucos, lembranças ocas em superfícies cristalinas.

O orgulho, o rancor, o amor, tudo dissolvido em galões de água turva acumulada em chuvas e tantos trovões.

O silêncio que nos tornou um fio tão quebradiço que quebramos, relações, afeições, paixões, em prantos. Silenciosos, mas prantos, que o orgulho alcança com finos dedos ossudos, velhos e cansados, espremendo qualquer suco que tenha dado alegria as nossas vidas conjuntas de duas vidas em conjunto

Hey você que não irei mais repetir o nome sem antes engolir em seco, trancar a garganta, arder os olhos, ranger de dentes, batimentos cardíacos contidos. Hey você que não pôde ser real e assumido, comprimido, estrangulado, sufocado por tudo ao redor de nós e que nunca foi feito para durar mais que segundos.

Hey você que não verei mais, mas cinema assombrar meus sonhos, o canto do meu olho cansado, meus pesadelos paralisados, fantasma vivido de alguém que em uma chance impossível entre dois universos infinitos teria sido perfeito.

Teria
Haveria
Podia
Deveria
Pretérito mais que perfeito assombrando vidas de uma vida que aqui se afogou em águas do temor, do ardor, do esquecimento.

Hey você que algum dia sei que irei ver novamente, mas não lembrarei, ainda guardo uma pétala de uma flor
Uma canção escondida no violão
(e enterrada no meu peito até virar pó) 
Um tempero de uma vida que podia 
Um perdão secreto que jamais sairá de meus lábios 
Nem dos seus

sábado, 26 de maio de 2018

[interlúdio] as vibrações amanteigadas da vida


You're looking at me like I'm preyed upon
I'm gonna give in to you
Anything more and it's game on
Have you ever been in love

I've been sleepwalking the corner of hypnotised
I'm gonna give in to you
I couldn't help it even if I tried
Have you ever been in love

Playing in the garden of glorified
Sleepwalking the corner of hypnotised
Loving in the rubble of a landslide
Waking in the wonder of a sunrise

You're the something on my mind
Butter flutter in my breast
You're the something on my mind
Butter flutter in my breast

I've got a fear I'm running out of time
I'm gonna give in with you
2016 never felt so fragile
Have you ever been in love

We're playing in the garden of glorified
Loving in the rubble of a landslide

You're the something on my mind
Butter flutter in my breast
You're the something on my mind
Butter flutter in my breast
The Corrs "Butter flutter" - Jupiter Calling (2017)


Quando seus códigos de conduta pessoal não te permitem ir muito além daquilo que é esperado em situações específicas. 

Isso e o medo quase irracional de falhar novamente em me conectar emocionalmente com qualquer pessoa.

"Mas tem que se arriscar, melbeim!Viva a vida!!" - diz uma vozinha bem fininha lá no fundo da cachola.

*quede o emoji de dedo do meio hein*

segunda-feira, 19 de março de 2018

interlúdio: só pra não esquecer que como vai?


[...] Pois eu vou bem, consigo ver beleza em nós. Nesse astral eu vivo bem. 
É natural ficar assim tão feliz?! (Eu não sei)
Será o tal do rivotril que me deixou tão calmo assim? Eu não sei, não tô bem.
Logo a gravidade me encontrou mais uma vez desligou a chave que mantém minha lucidez
Seu doutor eu não tô bem, faça um favor? Me deixa zen pr’eu me aguentar
“Por favor, meu filho não inventa de roubar, a paz que procura não é química”
Logo a gravidade me encontrou mais uma vez desligou a chave que mantém minha lucidez
Logo a lucidez me desligou mais uma vez, minha gravidade é a chave que mantém (Nada me encontrou)

sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

interlúdio - controle de danos

Eis uma rotina que vem atormentando periodicamente. Não é de hoje, nem de meses atrás, é de anos e anos tentando ser âncora pra navio que já afundou há Eras. 

"Mas vamoquevamo.", disseram. 

Primeiro lembrete do dia: paradoxos. 

Onde havia energia e motivação, apenas decepção e cansaço. Não precisa olhar no espelho, só checar o livro de cabeceira, algo aí da graduação que tanto empolgava. 

Não empolga mais. 
Nem faz muita diferença agora. 
Virou o que chamam de "mais outro ponto da lista de afazeres". 
Pede entredentes que não vire obrigação. Porque quando vira obrigação tudo fica bem mais insuportável do que costumava ser. Obrigação parece coisa de quem vai fazer algo sem sentido algum, servindo de bucha de canhão, fazendo papel de cão do sistema, sentado em algum lugar, atrás do balcão sem fazer coisa alguma. Aquele estereótipo de sempre que enojava. 

Agora tá ali, pensando se não seria melhor ser como muitos e apenas sentar atrás do balcão e ser um cão do sistema. Parece sedutor agora que não há motivação para absolutamente nada. Parece plausível com o sistema de tira e bota, do rentável ao imprestável. Prestativo não rendeu muita coisa, só dor de cabeça. 
E costas. 
E pulmões. 
E pernas. 
E coração. 

Pra quê então? 

Minutos se estendem pra sair da cama. Muito mais que o necessário. Hoje era para resolver coisas importantes, pois as coisas importantes serão o futuro daqui uns poucos meses, mas não há vontade de sair de cama ou às vezes da casa.

Hoje, pelo jeito, é dia de não querer sair de casa. 

Mas aí é preciso alimentar os gatos! 
Um deles arranhando a porta do quarto, o outro discreto, miando baixo perto da porta. 
Além dos gatos, se alimentar, manter o mínimo de vontade para fazer algumas coisas. Aquelas coisas importantes que precisam ser resolvidas. Aí vê o sofá e os gatos no sofá, e senta, os companheiros felinos entendem alguma coisa, pulam no colo, pedem carinho, arranham perna. Machuca, dói. Aparar as unhas dos dois quando der tempo. 

Que tempo? Tem tempo de sobra! 
Tá tudo bem hoje, hoje pode não ser dia de sair de casa, mas talvez de fazer a faxina, embalar suas coisas, lavar as roupas, dar comida aos gatos, verificar as caixinhas, não entrar em pânico, tem ainda muita ração e areia novinha. 

Que dia que conseguiu sair da cama pra comprar isso? 
Não lembra bem. 

Do sofá olha em volta e vê que não há ponto de fazer absolutamente nada. Porque pela lógica seguida é dessas tarefas, não há o que fazer, já que não há motivo grande para fazer algo mais. Posso deixar para amanhã pelo jeito. Ou não. Não sei mais.

Oh comer! Sim! 
E abrir a geladeira e ver a pia entulhada de trecos, e cozinhar. 
Cozinhar. 

Aí vem a parte perigosa do dia. 
Porque na cozinha há coisas e na cabeça há outras. Distração é uma delas, entre o ponto de deixar algo queimar ou de esquecer de esquentar algo. E as coisas da cabeça às vezes alertam sobre outras coisas que podem acontecer se não tiver mais cuidado com o que pensa, porque na cozinha há coisas. 
(afiadas, pontiagudas, quentes demais, um acidente pode parecer convidativo quando o dia...) 

Aí vem as mensagens. 
Alguém que importa. Alguém importante. 
Bons dias, bons dias, tudos bens, tudos bens, tá tudo legal? Tá tudo legal. Agora tá. Parece estar bem, agora, nesse momento. Aí o dia parece legal pra poder fazer algo. Comer um pouco, fazer a lista de que tem que fazer, pegar a oportunidade pra ir e ir! Senão da porta não passa. 

E é estranho.
Porque sair por aquela porta era fácil antes. Era só ter a rotina, o vale-transporte, o banho tomado, os gatos alimentados e tudo limpinho e abrir a porta. 

Abrir a porta demora mais que se levantar de manhã. Às vezes, mais que dias para abrir a porta. 

Ficar em casa também não é algo incrível, é suportável, como daquela vez em que sair da conchinha consumiu tanto que fui obrigado a pedir arrego e procurar ajuda de especialista. Só que nem tudo dura pra sempre. Por exemplo, antes havia listas de prioridades, o que fazer, com o que gastar, quem pagar, onde não comprar, como fazer quando tudo for pro ralo. Agora parece suportável, daqui a pouco não mais. Deve ter algo na geladeira para comer, sem cozinhar, esquentar talvez, nada de se aproximar de coisas da cozinha e não deixar as coisas da cabeça virem a superfície. 

É um acordo legal. 
Não de bacana, mas de legalidade. 
Afinal de contas, é a sanidade aqui que está em jogo.

No jogo também se distrai. A distração é permitida. Ou algum tempo de distração, tem que fazer as coisas importantes, não é? Mas hoje é dia de ficar em casa! Não abrir a porta! Não precisa cozinhar! Manter o mínimo, controle de danos, controle de danos. 

Danos. 
Não teve nenhum até agora. 
Agora tá tudo bem. 
Até agora. 
Até hoje. 
Hoje tá indo.
Amanhã não sei.
Controle de danos.
Não dá pra pensar em amanhã e ser que nem hoje.

Outra mensagem, alguém liga. Alguém importante. 
Tá tudo bem aí? 
Tá, agora.

Paradoxos.
Daqui a pouco não estará.
Fica no sofá ou vai pra cama?
E se for pra cama e não acordar mais?
Quem vai alimentar os gatos?

Então amanhã vai ser diferente.
Não como hoje.
Sem paradoxos.
Com controle de danos.
Amanhã vai estar tudo bem, melhor que hoje.
Tudo bem.

domingo, 29 de outubro de 2017

interlúdio pra hipocrisia

Vou falar mal da minha própria postagem, porque tou no direito.

Estava a deliberar - devido um puxão de orelha lindo ao corrigir um texto muito legal de uma colega sobre branquitude, rasura do sujeito e políticas discriminatórias que nosso país anda (re)vivendo - algumas opiniões que carrego comigo há um tempo sobre a questão de privilégios sociais.

Isso bate perfeitamente em como enxergamos as pessoas em nosso convívio, tanto para o bom quanto para o ruim. Me vem a mente também um discurso awesome que a fessora Mestre Jedi mais awesome (redundância É aceita nesse caso) que tenho fez na turma de formatura em que eu deveria estar formando esse ano, pois a questão de privilégios causa embaraço, envergonhamento, intimidação. Ela partilhou desse texto um tempinho antes de finalizar e perguntou até em que medida estava cabível para não alarmar as sirenes piscantes ululantes de certos círculos.

Aí lá vou eu escrever uma postagem sobre enrustid@s, um lugar/estado em que me senti pertencente por muito tempo devido ao não privilégio de algumas sensações carnais proibidas pela sociedade vigente, mas ao mesmo tempo me dando um privilégio - ao não sentí-las - de entender melhor quem são os Outros. Sim, esses do Sartre, aqueles que são o Inferno.

Ao reler o texto anterior desse blog - e não pensem que não faço isso com frequência, é uma ferramenta para eu tecer novas amarras e tecituras, achar onde estavam meus nós e desatar algumas ideias presas, as ideias enrustidas, here we go again, são o meu maior pesadelo acadêmico - senti que fui um tanto incisiv@ em tocar no assunto sem antes haver um ruminamento de como isso poderia de alguma forma ofender alguém.

E ofendeu.
Então, assim - vou me autocensurar e botar debaixo do link pra carapuça só servir pra quem apertar. Faz menos estrago e a minha própria carapuça se autoajusta.

Hipocrisia, a gente vê por aqui nesse blog também.
(Ninguém escapa!)

quarta-feira, 19 de abril de 2017

[interlúdio] as pequenas ofensas diárias

Tem os altos e baixos
Tem os altos e baixos
Tem os altos volumes dentro da cabeça, girando ao redor dos ouvidos, até quando estou ouvindo música no último volume, porque é preciso se distrair do que ouvir a autosabotagem esperneando com o bode balindo na perna

Tem os baixos quando os ombros não aguentam muito tempo e as costas vão curvando e o pescoço vai corcovando, o semblante franzindo, o olhar desfocando e tem mais baixo do que alto

Quando deveria ter mais altos que baixos
É uma questão de aguentar o tranco

Aí as pequenas ofensas diárias
Vai tudo pro tribunal das causas realmente pequenas
Aquele júri que fica calado, tenso
Esperando a próxima testemunha botar a mão no livro
Jurar que vai falar a verdade somente a verdade e nada mais que a verdade
Tem os baixos e os altos

Os altos e baixos
Queria um lugar no meio pra me encaixar normalmente nessas parada
Não é só de categoria que tou falando
É de estar enquadrada em algum lugar
Não no alto
Ou no baixo.
Nos altos e nos baixos

Por Odin de saias nunca desce nunca sobe
Os altos e baixos

Aí as pequenas ofensas diárias
Aquela palavrinha bendita
Direcionada a esmo
(nem tão a esmo, tem autoflagelação aí)
Atravessa o ar como um silvo
Tiro certeiro em quem não precisa ouvir
(precisa, não precisa, precisa? Fui bem fui mal fui rude fui benevolente fui alto fui baixo os altos e baixos)

No alto dá pra sacar que não precisava
Ninguém realmente precisa tomar a dor dos outros
Mas tem os baixos, que tá ali só esperando
Os silvos, os tiros, as pedras, as ofensas veladas
Os altos os baixos os altos essaporranuncavaiparardeoscilar

Aí vem as pequenas ofensas diárias
Para de comer
Se nega
Se esquece
Não tem vontade
Nos altos e baixos
Chega a ser um castigo pro pouco prazer que pode obter
Nos altos e baixos

Tou exagerando demais
Tou sendo preguiçosa demais
Tou empolgada demais
Tou fora da casinha demais
Tou fugindo demais
Tou me escondendo demais
Tou prestando atenção de menos
Tou sendo menos amigue Tou sendo menos rude
Tou sendo menos acessível
Tou menos online
Nos altos nos baixos
Tou demais tou de menos
Odin de saias, preciso de um diagnóstico? Categorizar parece mais fácil
Mais fácil mais dificil
Mais fácil de lidar
Mais difícil de entender
Mais fácil de arranjar uma medicação
Mais difícil se se manter equilibrade
Mais fácil de se desculpar por omissão
Mais difícil de se encontrar na bagunça
Nos altos e baixos

Queria poder entender logo o que é
Aqui do alto (onde estou hoje)
No baixo que vai ser (quando acordar amanhã)

Aí as pequenas ofensas diárias
Vai separando nesse abismo de palavras vomitadas
Unindo todo a a mágoa não processada
Junta, separa, junta, separa
Odin de saias esse binarismo que me mata Todos os dias no alto no baixo
Quando tou no alto
Quando tou cavando pra baixo

As pequenas ofensas diárias
Tribunal das causas realmente pequenas que não dá um veredito
Queria poder... No encaixe
Ou o meio
No alto e no baixo
No meio me encaixo
Será que fui rude demais
Será que me empolgo demais
Será que devo ser menos
Nos altos e nos baixos

sábado, 5 de dezembro de 2015

interlúdio - coisas chatas



Créditos: Visualize.Us
Sabe aquela música da Alanis Morissette "21 things I want in a lover"?
Minha lista se reduziu a isso aí acima.

O tempo passa, as prioridades mudam.

segunda-feira, 2 de novembro de 2015

interlúdio - autonomia



[...] I stared into the light
To kill some of my pain
It was all in vain
Cause no senses remain
But an ache in my body
And regret on my mind
But I’ll be fine

Cause I live and I learn
Yes I live and I learn
If you live you will learn
I live and I learn


Autonomia é uma palavra que assusta.
Para o mais sábio, o mais burraldo, o menos ajustado, o super engajado, autonomia conota algo como um superpoder.

Quem dera.

Substantivo
au.to.no.mi.a [feminino]
1. capacidade de fazer as coisas independentemente, por si só.
2. distância que um veículo percorre com o combustível na capacidade máxima

Etimologia
Do Francês autonomie, derivado do Grego αὐτονομία, -ας: αὐτος próprio, si mesmo + νόμος lei, norma, regra

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

interlúdio - reflexões reflexivas - arma vorpal com trocentos dados de dano

A frase saiu solta após reprimenda:
 - Cê tá é deixando eles grudarem em ti, né? Vai abrindo a guarda, sua bobona!
 
A resposta nem foi tão deliberada, um par de ombros que subiu e desceu em concordância, mas ao mesmo tempo submisso. Estava, era, tudo.
 - Ou abri a guarda pra ver com quem estou mesmo.

Parei de ir ao terreiro.
Parei com um tanto de coisas.
Até ver nos pequenos detalhes da vida que eles estão lá, ainda me guiando.

Isso é bom.
Isso é ruim.

A dúvida permanece, a descrença não aumentou nem um pouco.
O que restou ficou guardado numa caixa. O que for, whatever.

Preciso do tempo pra me recuperar e observar.
Não sei porque me apressei tanto, não precisava ter corrido que nem desesperada.
Tava tudo ali.

Para ilustrar essa reflexão: um LolCat.

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

interlúdio entre o que era antes o que foi depois

O legal de se estabelecer uma relação sobre reações que eu tinha há 10 anos atrás e agora é que tem um padrão combinado de coisas que imagino fazer e que realmente faço para poder lidar com certas situações.

Por exemplo:
Tópico - lidar com a possessividade alheia.
10 anos atrás: quase morrer de tanto self-punishiment e angst por fazê-la sofrer pelo mínimo erro que tenha sido.
Agora: don't give a flying duck.

Tópico - lidar com a pressão na Universidade.
10 anos atrás: sair como barata tonta atrás de coisas para estudar para não se afogar na quantidade de coisa nova. Pouco tempo para pesquisa e ação em campo.
Agora: tudo está vindo tão naturalmente que parece que nasci pra isso.

Tópico - lidar com o emocional.
10 anos atrás: OMFG OMFG o que foi que fiz?! Por que deixei isso acontecer?! Por que não fiz algo antes?! Por que fui tão covarde?! Por que fugi?! Porque não percebi antes?! Onde eu estava com a cabeça?!
Agora: fico imaginando o cenário eminente do Apocalipse Zumbi, eu caminhando em passos trôpegos na direção do alvo, agarrando-o, arrancando o escalpo com uma dentada e extraindo os miolos da situação com muito gosto e generosidade. Nem penso no headshot que irei receber por algum sobrevivente ali perto, apenas nesse glorioso momento de antropofagia cerebral. E sorrio, mesmo zumbi, sorrio.

Tópico - a imensa pedra metafórica que está sempre no meu caminho.
10 anos atrás: ficar ali, parada, olhando a grande pedra em seu enigmático momento de "Decifra-me ou te devoro" e vai lá decifrar. Mesmo que isso vá custar todas minhas energias, minhas alegrias, consumir as minhas tristezas e desperdiçar o meu tempo.
Agora: Olha os 2 cantos da pedra enorme (Já sei que o caminho continua ali depois da pedra), faço uni-duni-tê, escolho o caminho aleatório e vou por uma trilha mesmo. Se vai cair num deserto sem água e frutos algum, o problema é meu. Se cair em uma Floresta cheia de criaturinhas estranhas, whatever, eu posso muito bem ser uma delas.

Conclusão: Benjamim Buttom, vamos ter uma conversa?

domingo, 12 de janeiro de 2014

[interlúdio] no barquinho da meditação tento navegar

Às vezes eu desejo não ter meu baço, às vezes peço que meu estômago não estrangule os meus órgãos internos e muitas vezes eu peço pelamordeEruIlúvatarnacausa pro chakra do Plexo Solar não derreter tudo aqui dentro.

Aí escuto barulho de Mar, de barcos e gaivotas e parece que assenta o trem do bololô todo.
Uber tenso. Já avisando, debaixo do link post criptografado. Escrevo essa sessão pra me lembrar do que fiz depois, então tenho que deixar incompreensível para futuras consultas.


Queria poder saber meditar, sabe? Tipo no modo clássico, sentar, respirar fundo, dizer algum mantra e meditar 4realz, mas a ansiedade maluca e o overdrive do cérebro não diminui até quando preciso. Tenho ciência absoluta que muito dessa ansiedade, medo de falhar, medo de tentar, tensão com desafios que não suportam lógica mental acaba me ferrando lindamente, trabalhando nisso irei, hmmmmm *Yoda style*

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

[interlúdio] véi, de Bowie...

Quando há muito mimimi e pouco pewpewpew é sinal de algum tipo de moléstia depressiva.
Quando há muito mimimi e muito q-q é preferível manter uma distância do indivíduo que não quer ver onde está errando, como vai repetir o mesmo erro de novo e parece que sente um prazer mórbido em errar da mesma maneira só para ter alguém para alisar suas cabecinhas cheias de ideias erradas.



Véi, de Bowie.
Eu sou lá confessionário?
(E por Eru Ilúvatar nos céus de Varda! Não me peçam conselhos amorosos!)

sábado, 4 de janeiro de 2014

[interlúdio] there's nothing I regret, except

There's a few things I regret in my life:

To not hold your hand when I have opportunity
To fall asleep beside you when I shouldn't
To not stay awake to listen what you've might said
To not hug you everytime I could 
Sometimes I wish I could trust anyone else like a I trusted you


terça-feira, 8 de outubro de 2013

interlúdio entre manter promessa e manter a sanidade


Verdade seja dita, não consigo manter promessas.
A mesma força impulsionadora para que eu as faça é a mesma proporcional para o desinteresse da causa prometida. E se o desinteresse for altamente questionável, aí sim pode apostar que a promessa antes feita com todo carinho e amor será deixada de lado no limbo cósmico para talvez ser resgatada algum dia depois para averiguação.

É amargo ter consciência disso e não poder fazer muita coisa.
Mecanismos de auto-defesa é uma coisa, já auto-preservação é outra.

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

breve momento de interlúdio entre a inércia e a consistência

Uma coisa que sempre me pegou durante a minha vida toda foi me acostumar com a inércia inevitável de coisas que realmente deveria estar paradas. Nem digo que na questão emocional, quanto mais "estável" tivesse, mais chances de eu acabar transformando aquilo em um completo bolo caótico de puro twisted chaos (É, redundância, tou usando ela ao meu favor esses dias).

Essa é a minha ideia máxima de Caos.
E sorvete de creme com morTANdela.
A inércia nunca me machucou tanto quanto o Caos, talvez por não saber como controlá-lo de maneira ao meu favor, fico com aquela impressão que a Lady Murphy - tão demasiadamente graciosa por querer sentar no meu colo quase todos os dias... Dama exigente, sou sua serva feliz - meio que controla esse aspecto da morosidade na minha vida.

E não é exatamente uma coisa ruim, é apenas... incômoda. Porque responder uma pergunta como: "Então, o que você tem feito da vida?" é como perguntar sobre que tipo de sorvete eu gosto (Baunilha, aliás), nunca vai mudar assim instantâneamente, as mudanças chegaram, mas foram gradativas, não fui pega de surpresa durante a espera, apenas bem... esperei.

Aí lembro do diálogo da Piper com a Alex em Orange is the New Black quando elas jogavam cartas após se ajeitarem finalmente - FYI: os diálogos desse seriado são tão perfeitos que não tem como não citá-los como canônicos na vida de muita gente - e a Piper vira dizendo que se sente como se tivesse 23 anos de novo e com tantas mudanças que passou em 10 anos separadas era incrível como ficar perto da Alex a fazia se sentir mais jovem, mais livre, mais segura de si. A resposta da arruinadora de fangirls é exatamente o que costumo responder quando a pergunta ali em cima: "O que você tem feito de sua vida?"

"I didn't change this much, I’m pretty consistent..." - foi o que ela respondeu. E é o que acontece comigo também. A inércia ajuda na consistência, no se manter você mesmo para não se perder no turbilhão de coisas caóticas que podem te afetar quando tudo está indo por ralo abaixo (E já que sanidade é um dos motivos mais preciosos que procuro manter intacta e limpa e sem exceção nas regras universais). Sou vulnerável a uma porção de coisas (Inclusive medo do escuro, continuo tendo), mas essa pergunta simplesmente me derruba no chão: porque independente do que aconteceu em certo determinado período de tempo, eu continuei a mesma, eu me mantive no mesmo hábito de costume, posso ter sumido da face da Terra para alguns, mas não consegui mudar muita coisa do que sou/fui há 10 anos atrás. Consistência não quer dizer monotonia, apenas me mantive na inércia para não cair no buraco sem fundo que lembro de ter cavado uns anos atrás.

A inércia ganhou e a consistência se firmou. O que me deixa puta mesmo é saber que a consistência derrete quando a inércia se transforma em uma força sobrenatural de atrito com o cosmos, e essa pergunta CHATA é que me faz sentir péssima com esse sistema de resguardo (Poucos acreditam mesmo que mantenho minha guarda aberta quase o tempo todo, mesmo com essa placa de NÃO em néon na minha testa) adotado. Em resumo, posso ser consistente e ter a inércia comigo, mas não quer dizer que eu não vá tentar algo audacioso. Não irei pular de paraquedas, ou escalarei alguma montanha e muito menos fazer algo que me é doloroso só de pensar. Não é a inércia que cuida desse aspecto, é a consistência.

Papo de maluco. Preciso de mais horas de sono.

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

breve momento de interlúdio entre uma visita e outra

Uma das coisinhas que venho percebendo quando vou visitar minha mãe ou ela vem aqui para me visitar são as meia-palavras que costumam morrer quando nós constatamos algo. Desta vez, durante a visitinha básica dela ao meu cafofo aqui perto do Mar, ela perguntou se eu estava feliz.

A resposta é claro, foi uma mentira.

Não deslavada ou total cheia de detalhes, apenas disse que estava e muita coisa tava para melhorar. Afinal de contas, essa é a grande sacada de todo o ser humano, nunca saber o que responder quando vem essa pergunta. Para variar, repliquei a pergunta para ela e recebi um bonito: "Criei vocês, vocês são adultas, estou feliz porque tenho vocês por perto." - de certa forma ainda me emociono quando minha mãe fala sobre esse apego maternal sobre a gente, mas me preocupa o tanto que isso pode afetar ela e a nós duas.

Uma outra pergunta que surgiu foi: "Minha filha, você não pensa em viajar não? Conhecer outros lugares?" e a minha cara de WTF? foi legítima, porque ela começou a rir. Acho que depois de tantas mudanças de casa, cidade e Estado, ela só poderia estar brincando, né? Mas foi genuína a pergunta, ela queria saber se eu estava satisfeita morando aqui (Na verdade, se analisar bem, ela tava perguntando de novo se eu tava realmente feliz). Minha resposta saiu sem querer: "Vontade tenho sim, mas preciso me encontrar 1º antes de me perder por aí..."

A conversa parou por ali, porque não havia muito a ser discutido. E acho que acabei dando a resposta da 1ª pergunta a ela sem perceber.

terça-feira, 16 de abril de 2013

breve momento de interlúdio entre um poço e outro




Are you sleeping? Still dreaming? Still drifting off alone.
I'm not leaving with this feeling, so you'd better best be told
And how in the world did you come to be such a lazy love?

It's so simple, and fitting the path that you are on
We're not talking, there's no secrets, there's just a note that you have gone
And all that you've ever owned is packed in the hall to go

And how am I supposed to live without you?
A wrong word said in anger and you were gone

I'm not listening for signals, it's all dust now on the shelf
Are you still working? Still counting? Still buried in yourself?
And how in the world did we come to have such an absent love?

And how am I supposed to live without you?
A wrong word said in anger and you were gone
And how am I supposed to live without anyone?

And how in the world did you come to be such a lazy love?
And where did you go?