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sábado, 29 de junho de 2019

sobre traduções amadoras, jogos e a Era Orkut.


Aqueles textos sobre games...
É que eu amo muito a franquia Diablo e quanto mais pesquiso sobre o enredo do jogo, mais fico feliz de ter reservado metade do meu cérebro pensante em detalhes do Mundo Santuário.

Então em um CD velhaco aqui nas montoeiras de coisas que ainda guardo tem um txt imenso com a tradução fuleira de Diablo II que uma comunidade do Orkut disponibilizou na época do lançamento no Brasil, ali entre 2001/2002.
(Obrigada forévis pro meu incrível primo Oto Melo por me apresentar o jogo)

O arquivo das falas estava escondido em um diretório do programa quando você terminava de instalar e tinha umas pessoas lindas que descobriam como dar um jeito de extrair, fazer traduções livremente, mudar algumas funções, fazerem o que chamam de "mod" em jogos (É uma modificação customizada que pode ser divertida até).

E nessa comunidade rolava muita troca de traduções e termos e coisas afins sobre o jogo, porque entendam era 2001, não existia Wikipedia, o site da Blizzard era todo em inglês, os manuais que vinham nos CDs do jogo não tinham tantas informações assim e muito era definido no "tato", o de jogar, jogar, jogar, voltar e interpretar a história e ver como a narrativa se encaixava.

E estamos falando de um jogo entre 36 a 46 horas para começo e fim. Era diálogo pra caramba! 
O que a gente fazia?
Pegava dicionário fuleiro, conhecimento avançado em inglês, alguns privilegiados que sabiam mais do idioma anglo-saxão e metíamos as caras em uma tradução que sim, sabíamos que não era uma maravilha, mas que ampliava a jogatina para outras pessoas que sabíamos que não se aproximavam de jogos assim devido a barreira linguística.
(Quantas vezes em locadora, com dicionário de bolso faltando páginas, junto com a molecada pra tentar entender enredo de começo dos games que amávamos?)

E aquele pequeno esforço foi dando meio que certo, pois a cada ida e vinda de correções e tópicos sobre termos e volta e meia uma referência cruzada com outros jogos da Blizzard (THERE IS NO COW LEVEL!) me fez perceber o quanto eu me afeiçoei a uma franquia não pela sua qualidade ou jogabilidade ou essas coisas técnicas que gamers gostam de exaltar, foi pela comunidade de nerds bestas que com o mesmo problema ("não sabemos inglês, bora traduzir essa powha? bora!") consegui ter paixão por esse jogo em particular.

Tinha bastante mina na comunidade, aliás era um dos poucos lugares onde eu me identificava como pessoa do gênero feminino sem ter receio de assédio, babaquice e tudo que vem com isso. Acho que nosso foco era tão obsessivo em traduzir logo a powha do texto pra poder jogar direito (E mostrar pros amigos que davam pra jogar também) que não tinha tempo pra desqualificar ninguém por ser isso ou aquilo.

Okay rolava uns preconceitos contra necromantes (Minha classe, aliás), mas é porque depois da expansão rolou um ajustes de classes e a gente literalmente ficou overpower, acima da média das outras classes (Tá, okay! Necro era classe roubada, okay? Admito! Aff) - além disso? Não lembro de haver desrespeito durante as discussões nos tópicos.

Ninguém reclamava da robalheira das Assassinas!

O Orkut se foi, a comunidade também, o jogo tá aqui bonitinho em 3 CDs encostado bem perto na escrivaninha e esse arquivo bobo me faz ter boas lembranças de como a gente usava a Internet de uma forma tão comunitária que esquecíamos que poderia rolar uns processinhos da Blizzard se soubesse o que estávamos fazendo.
(Mas meu lema sempre foi acessível para toldos. E eu digo TODOS! Mesmo pra quem não quer)

Quando vi em 2012 que a Blizzard ia traduzir E DUBLAR o jogo todo, meu coraçãozinho foi lá nas alturas
E respeito total por todos os envolvidos no projeto aqui no Brasil em dar mais acesso para quem gosta da franquia e queria conhecer mais do Mundo Santuário.
(Estou falando de acessibilidade também, extremamente importante)

Mas também não vou esquecer daquele grupinho de pessoas com tempo de sobra em suas vidas, com modem péssimo após a meia noite da sexta pro sábado, ou em lan houses que utilizavam o pouco que sabiam de um idioma pra dar acesso pra quem não podia ou não sabia ainda.
(Aliás, o que deve ter saído de pessoas com inglês afiado daquela comunidade deve ter sido ótimo, a gente discutia muito sobre termos e eu nem sabia o que era vocabulário controlado e essas parada de linguagens documentárias da Biblio!)

E era isso, mais alguém com uma experiência gamer total fora do padrão aí pra gente assuntar? Não? Sim?

domingo, 14 de outubro de 2018

Reeditando a redigitação

Parece que o inferno astral do aniversário ainda não foi suficientemente doloroso, logo perdura. 

Conseguir lidar com pequenas coisinhas manejáveis está ficando cada vez mais difícil. Então meu corpo vai fazer o quê? Cair no sono de imediato e dane-se o que estiver acontecendo. Infelizmente no mundo real não dá pra se armar contra quedas súbitas de sono e bater cartão para Morfeu. 

Acontece. 
Deve ser algo aí da fisiologia que não dá pra entender muito bem. 

Estou reeditando a redigitação faz um bom tempo, como naqueles meados/miúdos estranhos entre 2011/2012 em que sobreviver era imprescindível pra provar alguma coisa de concreto em meus planos. Sobreviver pra se sentir de novo. 

Apatia é uma das piores coisas que eu desejaria a alguém. O não sentir transbordando aos montes, inundando um terreno que algum dia foi sua vida. A forçassão de barra tá sendo impecável, se tá adiantando? Apatia tá respondendo. 

A sede por café também. 
E aquele prédio abandonado ali perto da Matemática? Já mudei a rota essa semana, apenas seguir o caminho mais rápido pra chegar mais cedo e não ter que pensar que o prédio não tem muretas de segurança ou sequer outro empecilho. Infelizmente 4 andares, não passo desse fio de raciocínio... Até aí sou permitido a teorizar. 

domingo, 26 de abril de 2015

como eu conheci a Bruna

Já pegando o embalo para a primeira postagem das 20 coisas para se escrever quando estiver em um bloqueio de escrita, bora então falar de uma pessoa que que tem o mesmo nome que eu xDDD

Write about what it was like when you first met your best friend.
Escreva sobre como foi que você encontrou sua melhor amiga pela primeira vez.

Oh well...
Era 1994, tinha acabado de mudar pro vilarejo brejeiro de Betinópolis, ainda carregada com o sotaque de manézinha da Ilha, sem entender porque pessoas seguravam minha mão, me abraçavam efusivamente e me tratavam como se fosse velha amiga delas.

Foi um choque cultural beeeeeeeeeeem demorado de se acostumar.

Estudava na 4ª série, com um sistema educacional totalmente diferente e a professora era uma senhorinha chamada Vânia (Sim, a mesma Vaninha da biblioteca!) que fez o possível para que eu me mantesse calada durante o tempo de aula e não fizesse bagunça por culpa do meu ligeiro probleminha de terminar tudo antes e pentelhar os outros.

Apesar de tentar enturmar com a turminha de meninas do voleibol e handebol, acabei grudada numa criaturinha loira, alta, de rosto redondo e risada alta. Único detalhe que me era estranho: ela era crente. Saião, cabelo enorme, roupas sóbrias, nada de TV em casa, não visitava amigos, no máximo fazer trabalho na escola. Supervisão maternal o tempo todo.

A mocinha tinha o mesmo nome que o meu e como uma boa aquariana orgulhosa de seu espaço, ela odiou isso hehehehehehehehehe... A Bruna A. se tornou uma companhia constante devido a proximidade no nome da chamada e por ter gostos peculiares sobre sacanear os outros - igualmente a minha pessoa, preferíamos fazer piada sem graça e rir de paródias musicais inventadas no teclado dela e minha voz esganiçada. Éramos as palhaças da turma, literalmente.

A afeição cresceu quando soube de como era a vida dela em casa - e ela soube como era a minha - imediatamente minha mãe superprotetora a adotou como filhinha do meio e por muito tempo ela passava lá em casa sem ter estranheza em ouví-la chamar minha mãe de mãe e eu de irmã.

Eu tinha 9, ela 11. A gente se entendia como podia. Muita coisa que ela sabia, eu nem passava perto, muita coisa que eu sabia ela bicava aos poucos. Nossos temperamentos sempre foram diferentes, nossos gostos musicais meio parecidos, mas a Bruninha era totalmente o oposto do que vejo em afinidade com alguém. Essa foi a base da amizade for real e bem, ela sempre foi minha melhor amiga.

A gente brigava mais por coisas bobas externas, por gente que tentava entrar na amizade, por ela ser mais velha, por eu ser mais nova. Foi ela a primeira pessoa que percebeu que era um problema eu dormir demais (Ela me cutucava nas aulas ou simplesmente jogava alguma coisa em mim), que eu falei que era lésbica, não media palavras pra me dizer o que sentia e de vez em quando (Assim raramente) deixávamos a fachada de "okay, somos birutas" e falávamos de coisa séria como relacionamentos, medos, certezas, vontades e etc. Spice Girls, Madonna, Fatboy Slim, muito da minha playlist recheada de pop e música eletrônica veio das tardes com ela.



Em 1999 a gente ficou mais uma perto da outra por termos mudado de escola, eu a via pouco durante a semana, mas os fim-de-semana eram praticamente dentro do quarto dela vendo MTV, ouvindo funk trash nas rádios clandestinas de Betinópolis, vendo Castelo Rá-tim-bum ou alugando filmes de comédia besta. Virou um ritual básico dela ir no Dia das Mães lá em casa, ficar com a gente no Natal e no Ano Novo.

A impressão que tive quando a vi pela primeira vez?

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

recapitulação de infância - beijinho

Post com reminiscências a seguir.

Eu sonho demais com o lugar onde morei por cerca de 5 anos durante minha infância. Apesar de não ser um lugar em que tenho as lembranças frescas - muita coisa se mistura com relatos de mãe, irmã, confusões infantis minhas e por aí vai - mas realmente a casinha de madeira no meio da Tiago da Fonseca era e sempre vai ser meu endereço favorito.

[TL;DR - Tão avisados! É um daqueles posts de divagação que só vão me servir para lembrar onde morei na infância caso algum dia eu perca a memória ou algo do tipo]

quarta-feira, 4 de junho de 2014

dia nostálgico

1 década pode ser:
315.619.200 segundos.
5.260.320 minutos.
87.672 horas.
3653 dias.
521 semanas.

Não que eu estivesse contando, mas cada dia parece que dura mais que uma Era do Sol.


sábado, 14 de janeiro de 2012

Nostalgia dos meus 7 anos - Ace of Base

Quando eu tinha uns 7 anos eu ainda morava em Capoeiras, na rua Thiago da Fonseca, sabia escrever meu nome, soltar pipa, sabia a escalação do time do Botafogo todo, sabia o placar de medalhas das Olimpíadas de Atlanta (1992) e tinha uma irmã 6 anos mais velha que só escutava poperô – ou Eurodance como é chamada.

Todo mundo na rua era mais velho que eu, sem exceção, então eu meio que era a sombra da minha irmã por um tempo. Ela escutava muito Ace of Base, muito mesmo, escrevia o nome da banda em tudo quanto era lugar e vandalizou um guarda-roupa que sobreviveu por muito tempo com corretivo e estilete e o nome da banda e outras. Eu lembro disso perfeitamente. Da música tuntuntuntiz que era o tempo todo, de não entender parcialmente o inglês, mas saber que no LP tinha a tradução.

O LP era esse aí – Happy Nation de 1992 – srsly business entrou no Guinness Book como um dos LP’s mais vendidos na história fonográfica e fazia parte da rotina lá de casa, mesmo que eu não prestasse atenção naquela época – eu preferia prestar mais atenção em Ursinhos Gummy e Tv Colosso tá?

Então resgatando a Discografia vinda na última viagem a casa de minha irmã, lembrei de cada coisa anexada ao grupo sueco que agora posso afirmar que tenho memórias de infância incluindo meus 7 anos, Ace of Base era uma delas. Acho que a primeira música ouvida foi Happy Nation mesmo e a Jovem Pan era craque em colocar a música trocentas vezes para tocar até a exaustão, All that she wants que cantei a letra sem saber naaaaaada do que se tratava por pura força do memoramento infantil, Wheel of Fortune – que eu nem lembrava que existia, mas olha só!

A minha favorita é Beautiful Life pela letrinha chimfrim, mas que eu cantava muito bem aos 7 anos para alguém que mal sabia falar português direito xDDD