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quarta-feira, 30 de maio de 2018

[bibliotequices] as quimeras do processamento técnico

Processamento técnico pra mim era como uma quimera com a boca escancarada só esperando eu colocar algum membro meu dentro da bocarra e ver o que acontecia.

Até eu ser forçada a dominar a quimera pras minhas vontades.

Se a prática faz a perfeição, não sei, mas inerente a habilidade essencial de ser bibliotecário - tá na nossa lei maior, vai lá ler - devo dizer que ter um certo apreço com o tratamento técnico do acervo anda fazendo minhas convicções na área irem pra outro ângulo.

Calma lá que não é virar a mesa e jogar pratos pra cima, é compreender que o treco é tão chatonildo de se entender e se entusiasmar que a maioria dos mortais não quer chegar perto ou aprender para própria sobrevivência. Continuo vendo a parte técnica da Biblioteconomia ainda desvinculada do social e do humano, até porque a tarefa de se tratar as informações e gestão do conhecimento são/estão em um patamar dentro da área como algo que não necessita de humanos para funcionar direito.

Todo sistema é falho, essa é a premissa. 

E categorizações podem ser prejudiciais para um entendimento mais profundo de uma estrutura social. O que meu curso e profissão fazem é pegar tudo isso que existe no mundo e pormenorizar como meros dados para serem interpretados por algo (máquina) ou alguém (indivíduos).

Esse gatinho é uma quimera e é fofinho <3

A problemática começa quando não se sabe exatamente pra quê fazer tratamento de informações nas bibliotecas, pra que e pra quem. Se um acervo é impecável em sua desenvoltura de armazenamento em base de dados sofisticadas, mas ninguém entende como consultar e recuperar as informações pra ter acesso ao que quer, então mizifie, o processo tá todo errado. Esquece os portais, as caras de pau, os manuais e simbora pra algo mais palpável.

Aqui no Brasil, com a herança da parcial escola francesa humanística que falta vergonha na cara de dar a mesma a tapa e questionar a escola americana que se fez durante a consolidação do curso nas universidades brasileiras, seguir os padrões internacionais parece ser o mais sábio e correto. Eu diria único caminho a seguir.

Não há um estudante de graduação, professor, pesquisador, mestrando, doutorando, profissional da informação que não responda no automático quais são os 2 tipos de sistema de classificação mais usados no mundo.

CDD e CDU.

Mentira, que o sistema da Library of Congress também é usado na maioria das vezes no hemisfério norte por ser o mais confiável e confiável diríamos que seja o "melhor método que encontramos de padronizar da nossa forma" que os yankees desenvolveram durante séculos.

Outros nomes de manuais e ferramentas vindos de lá também estão na ponta de nossas línguas. Alguma exceção brasileira? Tabela de PHA, uma adaptação da Tabela Cutter-Sanborn para fazer aquele número horrendo de chamada que fica na lombada.

Pra que serve aquele número?
É pra achar o livro mais rápido.
Se a maioria usa?
Muitos desconhecem.
É aí que a nossa habilidade mais notória se torna um fardo praqueles que não compartilham de nossa formação.
É ridículo isso.

Vai contra a qualquer premissa em que a comunidade em que a biblioteca está inserida. E também contra nossos princípios éticos da profissão. Oras! Se é realizar o trabalho para dar informações para as pessoas com mais relevância, confiabilidade e mais rápido pra quem precisa, por que raios transformar numa outra quimerinha venenosa pronta pra mordiscar e afastar essas pessoas?

Quando se perde essa motivação base, a parte técnica se torna mais outra ferramenta besta (entendeu, usei quimera e agora besta? Tipo, referência pra mitologias rolando adoidado aqui) que ninguém vai saber como usar, pra quê usar e porque usar.

É aquele trem de fazer gerenciador de acervo só pra bibliotecário entender, sabe?
(Damn you povo de Curitólia Universidade dos Stormtroopers!)

Foi esse desastre intelectual experimentado na 3ª fase que me fez ter toooooodo receio, me equipar com uma vara de tamanho suficiente pra nem cutucar a fera. Mas tá lá na lei, tem que aprender pra ser técnico também.

A joça tá indo, mas não faço ideia de como vou aplicar isso na vida diária.
Minha opinião continua a mesma: se não tá fazendo o leitor ter seu tempo poupado, nem chegue perto de mim gerenciadores de acervo com regrinhas chatas.