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quarta-feira, 20 de março de 2019

eu julgo professores silenciosamente

[Essa postagem não serve pro Bibliotequices, mas tem a ver com a graduação]

Eu julgo pessoas silenciosamente.
E tenho uma predileção absurda por pessoas que decidem ser docentes - por acidente, por amor ou por obrigação. Queria muito me livrar dessa intensa opinião forçada goela abaixo por minha educação exemplar na universidade dos stormtroopers, mas infelizmente acontece.

Então.
Eu sei.
Não adianta fingir que não aconteceu.
Eu sei.
Já passei por todos os estágios de pânico, desdém, infelicidade, euforia, enfrentamento, conflito,  o que pode se intitular como enfarto pedagógico quando se trata de docência.
Eu sei.

E sinceramente gostaria de desaprender essa powha, porque não me ajuda em nada quando estou como estudante e subitamente observo a didática de professores. 
E quando elas funcionam.
Ou não.
Usualmente capto quando elas NÃO funcionam e aí reside o problema ético da minha 2ª graduação: falo na cara dura que a pessoa deveria estar pescando, jogando xadrez ou sendo feliz FORA da sala de aula ou fico em silêncio julgando silenciosamente?

Última opção forçada na disciplina.
Parece menos desastrosa.

A figura do docente em uma sala de aula nos parece absoluta quando estamos nos percalços da vida escolar, a palavra do professor é sempre a mais alta em hierarquias que não entendemos ou não querem que entendamos, e sim, há toda uma maquiagem linda cultural que da porta pra dentro a sala é do docente.
Supostamente.
Tou aqui verificando o senso comum, gente.
Estudante passivo tem a obrigação de escutar e assimilar. 
Esse é o senso comum. 
Aí você passa 3 anos e meio em uma licenciatura que te desconstruiu tudo, destruiu conceitos e te fez questionar até a escolha de verbo que docente usa no modo preferencial.

Acontece.
Eu sei.
As marcas linguísticas dizem muito sobre um docente.

Eu era a pessoa que dava aulas de alfabetização pra turmas lotadas de jeans surrado, tênis sujo de lama, camiseta meio amassada e um cotovelo ralado ou cabelos desgrenhados, porque eu fazia questão de passar o recreio com a criançada no pátio pulando corda e fazendo meu trabalho de educadora.
Dali dava pra tirar "n" motivos do porquê criança problema nº 1 era atrasado em saber identificar as letras (ela só se alimentava direito na escola), porque criança introvertida nº 2 tinha explosões de humor quando pressionada (problemas de visão não identificadas pela família), porque criança nº 3 gritava dentro da sala de aula e causava transtorno por brincadeira (porque em casa era maltratada de diversas formas).

Vida de professores não é fácil.
A muralha tá ali pra construir e não ver, mas quando ainda conserva um pouco da infância em você, não tem como virar a cara pra esses silêncios ou esses gritos. Aí vamos para a faculdade, onde supostamente deveríamos ser a nata da sociedade civilizada e um bando de babacas elitistas. Privilegiados do baralho. Gente mesquinha e sem emoções. Somos mais um número. Mais um currículo lattes. Mais uma cabeça vazia pra preencher com teoria falha. Mais outro com canudo que não vai fazer diferença no mercado de trabalho sujo e cruel da vida real.

O que enxergava naquelas crianças, adolescentes e adultos (EJA) vejo nesses seres quase superiores por terem uma cadeira na carteira e na frente do quadro no ensino superior.

sexta-feira, 13 de abril de 2018

Coisas que não se pode falar, mas se escrever talvez seja mais fácil de entender

O título é longo, mas valeu dissertar absurdamente sobre isso.

Temos hoje, 3 itens para dialogar, vejeeeemos:

1) bife de caçar rolinha não é o mesmo que rifle de caçarolinha;
2) adote aquele docente que ainda não entendeu que participar de eventos da área, no quintal do próprio departamento, não é tão ruim assim;
3) você só vira bibliotecário depois que se forma em Biblioteconomia e paga registro no CRB e as anuidades em dia.

Para o item 1, sabe-se que a semântica é algo lindo de se subverter, para o item 3 não tem como sair da caixinha legislada, mas para o item 2, oh sim, esse tem muito sentido com o item 1 e 3.

Vamos lá falar do item 2 então?
Parece interessante.
Vamos também colocar algumas falácias pra geral ficar ligada também, mesmo não sendo verdade completa. O medo é real, mas não verdadeiro.

Se você não atinge as horas de extracurriculares e optativas, você não forma. Yep, simples assim. Vai ficar mais outro semestre mofando no curso, pegando optativas que cumpram a carga horária e torcer para haver eventos que possam lucrar tua cara das horas pretendidas no currículo.

É isso mesmo sim, e se ferra aí.

Então a solução apropriada para tal coisa não acontecer na 7ª fase ou no pulo da 8ª, adote um docente carente de informação.

É fácil notar essa tipologia de docente, pois em momentos cruciais de integração entre discentes, eles fazem 2 coisas peculiares: se recusam a aceitar que você vai faltar uma aula deles para ir ao evento; dão de João sem braço para fugir da gafe de recusar o aprimoramento da educação formal de seus alunos.

Como então adotar criaturas peculiares como essa?
Chega naquela pessoa que ministra suas aulas e não libera para o evento, seja gentil, pergunte como a pessoa está, se ela tem um tempinho para ouvir a palavra da Legislação do Curso, aprovada em caráter oficial e assinada com responsabilidade em instâncias que representam (pasmem!) eles mesmos!

Olha só que lindo esse conjunto da Palavra tão verdadeira e inquebrável!

Currículo 2005 [x]
Currículo 2016 [x]
O bendito Projeto Político Curricular do Curso
A linda da Resolução 01/BBD/2009 que ajuda a miopia acadêmica ficar mais nítida: 

A Bendita Palavra da Legislação do Curso e seus respectivos documentos comprobatórios são tipo... A regulamentação dos objetivos daquele curso. Se alguém fere ou interfere nessas sagradas escrituras pautadas por uma lei maior chamada (Resolução Normativa nº17 CUN de 1997 que regulamenta os cursos de graduação), cabeças rolarão!

Metaforicamente. Ainda.
Não sabemos o que acontecerá daqui alguns meses.
Já que a universidade é autônoma, assim como o curso ao decidir as suas escrituras-lei.
Infelizmente os professores e alunos não têm autonomia alguma pra decidirem coisas sozinhos ou terem aval em documentos que regem todo um departamento.
Metaforicamente.

A mesma Legislação e aparato legal que dá poderes a eles também é o que os deixam na mão da burocracia.

Ruim isso né?

Mas óia só, há a contra argumentação de que na 17CUN97 o aluno tem direito a 25% de faltas.

E de acordo com o Oreio (Aurélio), punição em meio acadêmico se caracteriza quando alguém de hierarquia superior usa de sua credencial como detentor de informações e conhecimento para coagir um bando de medrosos a acreditarem que se faltarem 1 aula na semana para ir a um evento, serão condenados por uma graduação inteira.

O que dizer desse docente que morre de medo de ser boicotado?
Como adotar docente carente de informação com eficácia?
Vai munido das escrituras sagradas, com um sorriso no rosto, introduz o quanto importante aquele evento vai ser pro teu futuro acadêmico e profissional. Lembra do Decreto de Lei de como um bibliotecário deve ser formado pra bem... Ser quem deve ser e explica encarecidamente que essa obstrução de não deixar participar de eventos é resquícios de um trauma na formação profissional dele e você não quer repetir isso enquanto tem chance.

Okay, a última parte pode só pensar, não falar alto.
Tem gente que não aceita crítica construtiva quando ela é apresentada com argumentos, documentação, fé, falácias e a tal da punição eterna.

Dar suporte para formar aluninho medíocre como profissional crítico não é lá uma das prioridades dessa categoria tão interessante de se observar, mas fazer o máximo pra se manter BEM LONGE. Porque é meio isso que docente carente de informações tá fazendo: te punindo com as brechas do sistema para você se ferrar mais lá na frente quando perceber que perdeu oportunidades de ter experiências incríveis no curso.

Ou você pode deixar de ser medroso, ir ao evento e não dar satisfação alguma, porque convenhamos, adulto você já é e já basta a sociedade mandar e demandar na tua carcaça desde que você se entende por gente. Você pode também não ir ao evento e perder igualmente a oportunidade de ter experiências incríveis no curso.

Há algo a se considerar também, docente carente de informações também já foi você, aluno, medroso, babaca, logo isso pode estar refletindo na visão que ele fez e faz sobre eventos.

Se o evento for de graça, no quintal do departamento, com colegas de trabalho dele, pega pela mãozinha, continua sorrindo, leva ele contigo pro evento. Não custa nada tentar né?

E para o item 1 fazer sentido nessa verborragia, agora que os termos estão nos lugares certos e o entendimento pode ser feito com mais clareza:
Não confunda bife de caçarolinha com rifle de caçar rolinha.

E ir a eventos é o bife.
A rolinha é você quando não se posiciona politicamente nas ações de seu curso e profissão.
O rifle acho que cês já sabem quem são.

Ah! O item 3!
Se você não se forma devidamente nesse curso, como é que vai ter condições de pagar registro e anuidade no CRB? Ficou 4 anos no curso de bobiça é?

Que feio.
Roubou a vaga de alguém que queria.
Nossa, como você é ruim.
Vou te culpabilizar por esse delito e esquecer a reflexão ética discorrida ali em cima.

segunda-feira, 9 de outubro de 2017

Do nada aparece uma bolsista de licenciatura para ser atendida no lab onde estagio. Na blusa a seguinte frase: "Tô te explicando pra ti confundir"


Sim.
Do véi cearense trollador - troll com trovador - que me fez mudar de opinião na segunda fase ao ver o show ao vivo dele.

Tô.

Agradeci a guria aos montes.
Eu havia esquecido que meu grande plano maléfico é virar docente e me vingar de todos.
Oooooops virar docente pra explicar.
E confundir explicando.
Ou explicar confundindo.

É esse trem aí.
Tô.

Tô putiade com um tanto de troço.
Tô revoltz com uma série de absurdos.
Tô duvidando das minhas escolhas.
Tô deixando uma parte de mim ir pro limbo cósmico, because the tranco tá difícil guentar.

Já sei que ano que vem vou ter que desistir de um bocado de coisa, inclusive desse pulso de raiva que mapeia algumas decisões quando o levante é sobre estudantes e formação acadêmica.

Aí eu tô.

É tão bonito ver alguém que cê passou um tempo ou dividiu a sala ou conversas se dar bem e estar bem e sorridente e encontrou o caminho que queria, aquele sentido besta de pertencimento. Está acontecendo isso demais ultimamente. Colegas de turma, trabalho e amigos estão vislumbrando seus caminhos e fazendo o melhor que dá pra se manterem no foco. Às vezes eu tô.

Essa música, essa bendita música me faz ter certeza do é, não do ser. Quanto mais me lembro do que raios aconteceu com a menina Morgan (não mais) do começo de 2013 pra cá, consigo diagnosticar onde exatamente o meu foco tem sido desde então.

E caraca véi, tem sido a melhor sensação do mundo.

Porque as decepções são/fazem parte desse caminho, mas elas me deixam putiade por no máximo dois dias, já o Amor pela Biblio? Esse nunca sai de moda.

Ouvi de alguém muito zeloso que todos nós devemos ter canos de escape para outros prazeres na vida e por mais que eu tente, a profissão me rege a entender um mundo deteriorado por falta de abrirmos os olhos e a vermos nova perspectiva.

Talvez esteja na hora de achar os canos de escape.
(Esse blog já está sendo um faz um bom tempão)

terça-feira, 8 de agosto de 2017

Não parece, mas alguém aparece

Aquelas reminiscências de época de licenciatura sempre aparece.
Em uma conversa awesoooooome com a pessoa querida da Fran, resgatei algumas lembranças da época da graduação de Letras, os apertos que todo metido a docente vai passar algum dia e lembrei desse guri que foi uma experiência de alfabetização que deu errado - conforme o que a escola queria e a universidade dos Stormtroopers esperava em seus relatórios e estatísticas. 

O que eu devia fazer na época era ajudar alunos como ele - não regularmente alfabetizados em séries mais altas - a conseguirem no mínimo escrever o nome direito e saber o alfabeto. O carinha tinha 12 anos, tava parado na 2ª série (equivalente ao 3º ano agora, crianças entre a faixa de 8 a 9 anos), depois da bagunça estadual da reforma do ensino feita por certo governador almofadinha, agora senador com péssima reputação por conta de lava-jatos.

Crianças como ele ficavam retidas por um bom tempo até desistirem, haver um milagre docente, ou eram aprovados sem saber fazer uma conta direito pra desencargo de consciência do Estado. 

Era um bairro da periferia do vilarejo brejeiro, eu ia pra lá a pé na ida porque precisava chegar animada, motivada, ativada pra dar aula de reforço pra aquela gurizada ligada no 220v. Foram 8 meses nessa, eu, uma estagiária da biologia super zen, uma da matemática que passava um dobrado por não saber o que fazer e outro da psicologia pra fazer pesquisa de campo. Em geral a gente dava apoio aos professores das séries iniciais, dentro da sala de aula, eu preferia ficar com a galerinha que estava fora de sala de aula (aulas de educação física, horário alternativo pelo ensino integral) aprendendo com eles. E eles me ensinaram muito. 

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

futurismo docente sonolento

Queride eu daqui alguns anos com doutorado em alguma área bizarra, 


Você dará aula. 
E pessoas dormirão no meio da explicação. 
E colocarão sua aula como prioridade mínima na lista de coisas a se fazer. 
E provavelmente estarão espiando o celular a cada 5 minutos. 
E pedirão pra sair mais cedo, pois não aguentam muito o assunto que você tratará com tanta felicidade.


Para os dorminhocos, dedico essa carta futurista docente.
Quando você ver aquele aluno cabeceando de sono, lembre-se que um dia foi você naquele lugar, desmotivado, sem energia reserva, drenado pelo trabalho, a jornada dupla, a falta de vontade alguma em querer absorver conteúdo algum, um mero autômato, veículo passivo de audição nada discreto em sua manifestação.

Leve incenso, use mais vermelho, use a tática Abelardo de dar aula, cutuque o colega estudante com delicadeza, lembre-o que estás ali pela aula assim como ele também. Se o problema persistir, toca a vida sem se importar, a aula precisa ser dada mesmo, não se preocupe caso haja uma plateia morta, há outras formas de se chegar aos estudantes sem passar a perna. 

Créditos do gráfico aqui [x]




domingo, 16 de setembro de 2018

discursos paródicos

Demora uns meses pra esse texto sair do meu sistema. 
Por que? 
Porque aprendi com pessoas sábias a não gastar saliva com gentio com facilidade volátil e irritável do que tentar travar algum tipo de diálogo, falado.

O escrito está sendo formulado, afinal, como sempre, repetindo: o futuro da qualidade da educação em Biblioteconomia indo pro ralo por conta de histórico de briga de parquinho, e falta de carisma e alteridade para entender que estamos numa sociedade falida, capitalista e fadada ao repetitivismo, aquela junção de repetitivo com vitimismo. 

Já avisando, mais do mesmo, no mesmo teor parodico de certa fala feita durante certa reunião de certo departamento de certo centro de alguma universidade aí. 

Por onde começar? 
Pelo Fanfiction de péssima qualidade que estão tentando empurrar novamente para os alunos bucha de canhão decidirem?
(Mais sobre aqui, aqui)

A epopeia de egos fragilizados em departamento que se convence a cada dia que está a serviço da informação, MAS esqueceu completamente que informações são ideias intangíveis, diferentes de seres humanos, palpáveis e que usam a informação para fazerem algo? 

Preciso mesmo tocar no delicado assunto de medição de comprimento de Lattes, estrelinhas de Scopus, produção acadêmica em ritmo de Parnasianismo, arte pela arte, ciência pela ciência, "sou eu que coloco dinheiro aqui nesse lugar"? 

Tem necessidade de regurgitar a incoerência de que Ciências das Informação não é da área de Educação?! Que é necessário separar as Ciências da Informação - e seus agregados, Biblioteconomia, Arquivologia e o curso que vai formar a primeira turma agora, mas nem reconhecido pelo MEC ainda foi (e os diplomas válidos, minha gente?!) ?! 

Será que tocar no delicado band-aid da integração, interdisciplinaridade e COLABORAÇÃO em fazer algo novo, mas certo - Ciência da Informação, certo? Cadê o povo da Museologia pra conversar com a gente? - vai ilustrar essa postagem? 

Nananinanão. 

Devido a fala paródica, irei matutar parodicamente, já pegando a minha carteirinha na graduação em Letras em uma das universidades mais conceituadas do país (status é tudo nesse mundo acadêmico, gente, sério.) estudante mediana de Análise do Discurso e fazer pouco caso de quem desconhece ou finge que o populacho (estudantes) é otário. 

Talvez sejam. 
Talvez não. 
Fatalistas acreditam no inevitável e óbvio. 
Mas também adoramos ver otimistas se esforçando por um mundo melhor. 

(Debaixo do link, mais um capítulo besta da novela agora fanfiction...)

sexta-feira, 3 de novembro de 2017

sonhos megalomaníacos para a docência de(s)cente

Essa postagem começa com emblemático vilão dúbio das Meninas Superpoderosas
Quero dar aula.
Pronto.

Já tava decidido faz um tempo.
Fui e voltei na decisão.
As perguntas foram muitas.
Será que tal lugar comporta a linha de raciocínio que gosto de me expressar?
Será que devo me adequar a todo um procedimento encaixotado padrão que vai matar os estudantes de tédio e eu de ansiedade?
Será que devo voltar pra onde me formei e fazer parte desse núcleo exclusivista para uma certa área do conhecimento e que esquece que a gente tá formando gente pra cuidar de gente que possivelmente vai mudar o mundo?
Será que tenho paciência pra aturar a burocracia do ensino superior?

Tudo pode ser respondido com uma música apenas. E foi daí que parti em interligar os aprendizados nas aulas, junto com aquela avaliaçãozinha discreta dos docentes que estão moldando meu serzinho para algo lá no futuro AND como o sistema universitário poderia manter minha Sanidade em cheque (e a conta bancária também, né?). Vale a pena?

Até onde estou vendo sim. Vale MUITO a pena.

Os sonhos megalomaníacos para daqui algumas décadas não é só ser le tiezinhe da referência e do café, mas também aquela pessoa que quando citam em trabalhos acadêmicos, orientadores botam as mãos na testa, sentem espasmos e viram pros seus orientandos e dizem:
" - Cê tem certeza que quer citar MORGAN?" ou " - Te peço, por favor, por tudo que passamos juntos aqui, muda de referencial teórico!" ou ainda mais " - Vai citar MORGAN? DESAFIO ACEITO!"

E aí na apuração final da banca sempre haverá aquele silêncio constrangedor ou pausa dramática antes de: " - Então, vi que você decidiu citar MORGAN (2042)... Por que essa decisão inusitada?" ou "Sabe, o referencial teórico estava ótimo, bem estruturado e coerente, mas aí você citou MORGAN... Você tem certeza disso, não é?"

Quero ser aquela pessoa que quando vão ver o Currículo Lattes perguntem na metade da leitura técnica: "WTF essa pessoa foi fazer na Biblioteconomia?" ou melhor "Véi, essa criatura pesquisou ISSO? E ISSO? Como é que passou em banca de..."

Quero finalizar meu pós-doc fazendo uma dança interpretativa da minha conclusão.
E ninguém entender. Será uma piada interna que poucos entenderão.

Quero ser aquele-que-não-deve-ser-nomeade em reuniões acadêmicas, mas que é sempre bom lembrar que existe. Não porque toca o terror, é autoritário, faz a caveira dos outros, mas porque não parece polido mencionar que estou ali. 
Tipo, porque quando rolar pesquisa com coisa que já produzi nesse meio tempo, espero causar estrago nas bases tradicionalistas engessadas acadêmicas, aqueles estragos que dão certo pra comunidade, pras pessoas que não tem acesso a universidade, aquele estrago que não produz dinheiro ou status. O estrago que a universidade e os catedráticos não gostam sequer de pensar que docentes podem fazer lá fora.

Quero ser docente que chega na sala de aula e deixa um misto de "Powha vou ter aula com aquela criatura hoje..." junto com "Caraca, tenho aula com aquele-que-não-deve-ser-nomeado... Que sortudo de uma figa que sou!" - Quero as aulas de segunda. E que os estudantes fiquem até o final por gostarem de estar ali na aula, por acharem relevantes as maluquices que irei tratar e relacionar com o curso, a profissão, o fazer algo que preste pra sociedade.

Aliás, não quero alunos, quero pessoas parceiras que pensem comigo, abertamente, sem fronteiras, sem exclusivismo, sem mania de grandeza produtiva. Quero formar bibliotecári@s desde a primeira fase até a última, pra entenderem que sim, o curso pode sim te dar ferramentas, modos e visões de enxergar o mundo das bibliotecas e afins com algo a mais. Quero giz de cera e papéis A4. Avaliação? Que tal autorreflexão sobre o que aprendemos ou não? Redação de livre associação?

Por que não usar o exercício da Ágora de defesa de argumentos?

Não quero ser o motivo de gente perder o sono pra estudar madrugada afora.
Não quero gabar meus títulos e honorários, e louros e floreios e borrões.
Não quero ser chamada de doutora professora, quero que me chamem pelo nome.
Não quero ficar subindo em tabelinha de ranking de produção.
Aliás, não quero produzir nada substancial pra área a não ser a prática que farei dentro das bibliotecas junto com outras pessoas maravilhosas.
Não quero estrelinha da Scopus.
Não quero citação na Web of Science.
Não quero que façam pesquisa bibliométrica sobre o que escrevo.
Não desejarei a aposentadoria tão cedo.
E vão sempre me perguntar quando é que vou aposentar.
" - Chuchuzim, demorei mais de 6 anos pra me formar na graduação... Cê tá pedindo demais né?"

E aí quando forem ler meu Currículo Lattes de novo vão ver que em outras produções ou participação em bancas, eventos e projetos de extensão tem mais coisa que não bate com a área. Que fiz trabalho até em lugar que não devia, com gente que nem deveria ter acesso à informação. Que peguem minhas referências ou não usem, pois é muita covardia ou muita coragem. Quase um Gregório de Matos.

quarta-feira, 25 de outubro de 2017

a@s fessores, aquele abraço!

Deix dias atrasado, mas hey! Quem disse que memória tem que ser periódica?!
Até onde sei, esse blog apenas me serve como terapia alternativa, vazão criativa e caso de emergência para algum caso futuro de amnésia.

BTW, era para postar no dia 15 de outubro, então...
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Hoje é Dia dos Professores! Yey!
A profissão mais responsável e séria de todo universo.
Já escrevi sobre ela aqui [x] e volta e meia vou citando a bendita da docência (in)decente aqui no blog. Por que isso? É de família.

Não é legado não. Nem maldição. É tipo algum plano bem obscuro de manipulação mental que ainda não entendi direito como se faz.

Eu gosto muito de professores.
De incomodar bastante eles também.
Pois caso não tenham percebido, vocês são responsáveis por muita coisa que vai acontecer no futuro. Médico cortando cordão umbilical é pouco comparado com a (des)construção de vida que um professor é capaz de fazer com uma pessoa. E como eu acabo direcionando toda minha atenção para quem faz o trabalho com excelência (ou não), é possível perceber o quanto eu os adoro.

É porque eu quero mesmo ser professor algum dia desses, tipo num futuro distante.

Minha mãe já foi, minha irmã continua sendo, agora parece que só falta eu aprender os paranauê. Na universidade dos Stormtroopers aprendi que deveria ficar beeeeem longe do lugar/pedestal na frente de uma classe de carteirinhas enfileiradas, acabei tropeçando nas promessas e cair na Biblio. E aí a coisa mudou.

Mas a histórinha? Sim, tem que ter! Senão não tem reflexão do papel social em que estou inserida desde criança, né? Debaixo do link alguns professores que me fizeram acreditar num mundo melhor.

terça-feira, 17 de outubro de 2017

a prova-ação da senhora escrita

Sou contra avaliações da forma que se configuram desde forévis. 

Avaliação, prova, teste não prova com exatidão a quantidade de conhecimento retido no cérebro de uma pessoa, nem como mensurar o que uma criatura aprendeu ou não. A linguagem é algo incrível de ser estudada, mas causa muitos problemas de interpretação. Tentar decifrar isso em uma folha de papel com questões aleatórias sem um propósito, aí sim teremos o grande problema.

Hoje fiz a prova que mais me fez escrever e pensar no curso. Yep. A última vez que fiz isso foi em 2007, com cerca de 9 páginas, frente e verso pra olhar pra cara do professor, pra prova e ter aquela revelação instantânea: yep, é pra isso mesmo que vim fazer nesse mundo. Escrever.
 
O que muitos acham que é repetecos do looping, para mim se torna mais árduo de encarar e refletir sobre a profissão quando se encara uma disciplina dessas. A disciplina já na reta final para quem vai caminhar pro TCC e tudo mais, a união de quatro ou cinco disciplinas em uma só para verificar o quanto nós entendemos o que raios viemos fazer aqui.

A subjetividade de uma prova objetiva me apavora. V ou F pra mim é entregar uma sentença de afogamento de nota. Marcar a correta e a incorreta me dá calafrios intensos em agonia e sofrimento. Por favor, não vamos falar sobre marque a alternativa incorreta, correta nesse contexto: é pedir para enfiar a caneta no meu globo ocular e girar algumas vezes até meu cérebro começar a funcionar adequadamente.

E aí há questão de que pessoas são diferentes para assimilar dados que se tornam informações quando você dá significância naquilo para então na síntese ter essa surpresa que se tornou conhecimento. E conhecimento pesa em nossos cérebros.

É por isso que a gente precisa de livros e suportes tecnológicos pra botar essa tralha toda, nossos cérebros não foram feitos pra isso. Mas com um certo treino e rotina dá pra se aguçar algumas habilidades. Por isso existem bibliotecários de perfis diversificados, porque essa galera se especializa em algo pra poder ajudar a gente com aquilo que não compreendemos pesquisar muito bem. Pra isso existem professores, pois são eles que usam ferramentas institucionalizadas, testadas e legalizadas pra reter parte do conhecimento que precisamos aprender para viver. Pra isso nosso cérebro serve, adaptação, assimilação, reinterpretação e execução.

Repete tudo de novo.
Tô simplificando os esquema tá? Tem mais coisa no meio. Muito mais. Galera que estuda isso fica biruta ou vira psicolinguista, mas fé na Ciência povo, explicação pros esquema existe. 

Então quando recebo uma prova de dez questões dissertativas com uma folha branca para respostas, o bicho miserável dentro de mim que cultivei com muitoooooo desgosto na Letras resolve acordar. E ele acorda rugindo, tão alto que a única coisa que consigo pensar é: "Bom trabalho professor."

Porque vai me fazer escrever textão e assim como meus colegas. Vai fazer nós remoermos os confins de nossas massas cinzentas para produzir um texto e todo o processo dolorido de externar aquilo que parece pertencer apenas ao interno. Vai mesmo me fazer PENSAR na minha escrita, nas escolhas da minha vida, nas habilidades que adquiri durante esses anos nesse curso. Vai botar em cheque TUDO que eu lembro até agora de todas as disciplinas em forma de quê? De texto. De puro e socialmente aceito instrumento de manipulação intelectual: o texto escrito.

Conseguem entender a dimensão dessa ação de pegar papel, caneta e arcabouço teórico que você construiu em cima de algo e botar pra fora? Escrever dói. Tão mais que pensar em escrever. Pessoas desistem de escrever antes de pensar em começar. Essa ferramenta segregadora inventada para impor dominância sob algo ou alguém é a Dominatrix de todo seu escrevente, pobres nós escravos intelectuais dessa Senhora tão cruel.

Ali na prova dissertativa é onde tenho o real controle da minha vida de escriba. 
E sério, pra quem costuma não ter controle algum da maioria das coisas que acontecem - chame de acaso, caos, blá-blá-blá destino é outra piada sem graça que os deuses inventaram pra curtir com a nossa cara, assim como o Amor (e essa piada é a mais engraçada, pra eles, não pra nós)

Mesmo que saia tudo errado. Mesmo se tenha erro de concordância, falta coerência entre parágrafos, não siga o enunciado, não importa: ali, eu, papel e prova, rascunho (porque eu preciso ter certeza que produzi aquele texto e foi manuscrito, não digitado) me entrego de corpo e alma pra essa função tão dolorida. 

Escrever dói.
Meus dedos pararam de funcionar depois da sétima questão e faltava três pra passar a limpo. 

Eu fiz a melhor prova de todo curso, com certeza. 
Não porque domino satisfatoriamente a Domina Escrita, não, ela ainda me controla 24/7, em cada pensamento não externalizado, em cada ideia que não consigo colocar em prática, no bendito projeto que possivelmente vai mudar minha forma de ver o mundo e de retribuir onde queria tanto ajudar a crescer (bibliotecas escolares). Ela me ensinou a olhar o mundo de uma forma que não consigo mais desver. 

Dez questões para responder em 1h40m. 
Garranchos em três folhas A5, frente e verso, os rascunhos são rápidos, porque a letra é trêmula, apressada, sem regra alguma de acentuação ou ortográfica. Já o passar limpo? Aí começa a sessão masoquista. 

Porque passar a limpo é te obrigar a ler aquilo que você produziu, é jogar na sua cara o que pode ou não ser o resumo de sua história dentro de uma instituição. 

Quantos alunos não vi desistirem de um simples parágrafo por verem que são incapazes de lidar com a situação? Já vi doutores entrarem em crise existencial por não encontrarem a palavra certa para o parágrafo certo. Já li escritores que sangravam, choravam, esperneavam, colocavam pedras dos bolsos dos casacos e se afundavam em rios no meio do nada. 

E é isso que a melhor prova que já fiz no curso me fez sentir depois de tanto tempo. 

Foram 1h40m de exercício mental sobre a escolha que fiz há quatro anos atrás. O que terapia, esportes radicais, drogas, futebol causa em muitos, a escrita me proporciona em experiências catárticas como essa. 

Não tô nem aí se tirei dez ou zero ou meio, o que me interessa é que pela primeira vez em quatro anos senti de verdade o que significa ter o peso das escolhas nas costas. E apreciar. E estar feliz. E saber que mesmo se não for corrigida totalmente (como já vi docentes já praticando esse delito de nos obrigar a escrever e não dar valor algum para aquilo produzido - gente já fui obrigado a fazer resumo de manual de instruções. Isso sim é desperdício de tempo e de intencionalidade do exercício da escrita), tô feliz, tô sorridente, quero apertar a mão da docente e dizer que "Bom trabalho. Você me lembrou o que vim fazer aqui.

Avaliações, testes e provas não conseguem dizer exatamente a profundidade de conhecimento retido e mantido. Já o exercício de escrita, quiriduns? Ah, isso nos ensina lições tão inquietantes que o único jeito de me livrar dessa sensação de dever cumprido é escrevendo. E era isso que tinha que escrever. Sempre sob o chicote da Senhora Escrita, sempre mandando e desmandando na minha vida desde que me conheço como gente.
(Tem gente que vive, a maioria só existe, lembra Oscarito?) 

sexta-feira, 19 de maio de 2017

sem reação


Pela primeira vez na estória de amor com a graduação na Biblioteconomia fiquei sem ação para falar bem do curso. 

Não era falta de empolgação. 
Eu amo esse curso, tanto, mas tanto que protejo o bendito com unhas, dentes e chutes baixos.
Mas não dá. 

Quando alguém pergunta como é o curso pra mim agora, vou falar a minha impressão total sem censura e cortes de classificação indicativa. A tendência não é piorar, é virar outra coisa. E nomenclaturas são um perigo, gente. Porque nomenclaturas categorizam e taxam e inibem e forçam padrões.

Quero ser otimista e pensar que daqui alguns anos haverá um corpo docente unificado e disposto a trazer mais humanidade pra quem sai daqui, mas não creio que vá acontecer tão cedo. 

Por isso tou pulando fora do barco na pós. 
(Se o mundo não acabar antes, se eu não jubilar, se não haver um apocalipse zumbi, se, se, se vários ses...)
Por mais que seja incrível contribuir com a comunidade em que te proveu experiência em uma graduação que era meu sonho concretizado, não suporto mais ver/interagir com certas situações desnecessárias. Pessoas desnecessárias. Picuinhas desnecessárias. 

Produtivismo e pouca humanidade. Isso tá rasgando um corte de lâmina cega na minha paciência e no meu ego (e não mexe com essas duas coisas que virginiane NÃO sabe lidar com essas coisas sem surtar ou cometer algum crime capital). É sem reação que consigo responder alguma coisa para a pessoa que quer retornar ao mundo biblioteconomístico. É sem reação que fico, segurando aquele bolo debaixo do diafragma, pressionando o baço, pronto pra expelir bile amarela e dar a real: se for pra ficar com traseiro sentado no funcionalismo público e não contribuir em nada pra sociedade, vai pra outro curso. 

Aí percebo o quanto meu level de comprometimento com a profissão chegou ao ponto alto, porque essa porra tá me dando uma visão unilateral do todo. Mesmo eu sendo a criatura dos relativismos, dos talvezes, dos "cada história tem 3 lados". E já vi o que acontece com as pessoas que chegam nesse estágio de pensamento unilateral. A gente fucking cansa. 

Sinceramente cansei quando não vi mais aplicabilidade da teoria da aula nos lugares onde estagiei. Atuar no Museu foi o estopim, estar em um ambiente interdisciplinar mostra o quanto não valemos muita coisa, não quando a vontade de querer ser alguém que contribui beneficamente pra área de conhecimento em que quero habitar está deixando claro que pessoas como eu não deveriam estar ali. 

Produtivismo e androides. 
Quem produz mais. 
Quem tem mais estrelinhas. 
Quem é mais citado. 
Quem traz dinheiro pro lugar. 
Quem é a autoridade. 
Quem sobe na cadeia alimentar dos glutões pelo poder frustrado. 

Não sou obrigade a aguentar esse discurso por muito tempo, não quero ficar amarrade em uma pós graduação que me cobra pra ser eficiente com metas institucionais e não enxergar que ali do lado tem uma biblioteca comunitária precisando de alguém para viabilizar cidadania. Não sou obrigade a compactuar com esse ideal mercantilista de validação acadêmica. Não foi pra isso que assinei a papelada de retorno de graduado. Não foi pra isso. 

Espero que a pessoa saiba por fontes mais fofuxas e agradáveis sobre o quanto o curso pode contribuir pra vida das pessoas, qualquer pessoa, espero mesmo, mas tou pedindo pra Dewey, Rangs e Otlet pra não me perguntarem o que acho do curso de Biblioteconomia da universidade que não irei citar o nome por questões de puro sarcasmo intencional. 

A resposta não vai ser bonita. 

E Rangs abençoe pra eu não virar essa veia coroca de coque na cabeça, dedo em riste na frente dos lábios e pedindo "xiiiiiiiiiiu!".

domingo, 3 de julho de 2016

análise do Discurso arruína vidas

Análise do Discurso arruína vidas.
Ou o que a gente promulga como vida.

Essa criatura abençoada da terças e sextas me faz ter ataques escalafobéticos todo final de aula, poderia culpar o Foucault ou os teóricos, mas a persona em si, um docente, me fascina.

Estávamos na aula introdução da Análise do Discurso Crítica dos anglo-saxões - muita paciência e força na peruca com eles - e as ideias que eu tinha de organizar o TCC foram despedaçadas. E isso ao invés de me deixar pior ainda que já me sinto emocionalmente falando (sim, o monstro miserável aqui também fica estafado em sentir diversas coisas ao mesmo tempo), fez aquela chama do Prometeu saindo da caverna e dizendo: YOLO modafócas!! Chega da escuridão e Bora Rave!

Debaixo do link, problemáticas, discussões intelectuais comigo mesma (Faço isso direto no busão) AND possível tema de TCC futuro.
#RanganathanAbençoaFaixFavô

quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

Retrospectiva 2k15

Porque mainstream é cosaleeeeeeendadeDeoz, então tou fazendo também ohohohohohoho.

Esse ano foi produtivo na escrivinhança (???), com seus altos e baixos, postagens recheadas de alegria e sarcasmo, outras mais caidinhas e com um bodezinho balindo suave, por aí vai... Devo dizer que estou muito orgulhosa do trabalho que tenho feito aqui nesse antro e fazer o que mais gosto na vida é algo super legal, uau, uau, melhor que o Picapau.


JANEIRO! (26 postagens)

Tivemos Projeto Verão 1 praia por semana, fangirling com a Celeb/Dido, problemas com pesadelos, aniversário do tio Dave, Jesus e Buda dividindo um apê em férias no Japão, Vanessão dos Viiiiintchy reaix no WoW, FIFTY SHADES OF CREAMPUFF OMFG QUE FANFICTION É ESSA?!, mais praia, descobri a Sia, 28 dias de desafio de fotos da VeVa e um cachorro preto.
(Não o bode.)

FEVEREIRO! (20 postagens)

Rave Metal, saudades da biblioteca escolar, acerca 50 tons de cinza (zoeira, quack!), mais zoeira ao ver o tal filme, amigues secretes do dia de São Valentim (ui ui ui), visita da família Morgan (primo lindoso e praia de madrugada), UM SOFÁ PARA CINCO NO AR MODAFÓCA!!!!!, fangirling por Mistah MacPhisto, fangirling por Carmilla the Series, e pronto, foi um mês curto.

MARÇO!! (11 postagens)

Fangirling por São Damião Arroz (Já prevendo o que aconteceria em outubro), UFSC e Semântica e segura na mão da bailarina (Linguagens Documentárias FTW), São Patrício no meio da semana (Mas hey! Deu pra encher a cara no Pub!), Prometeu e outros titãs, Domme brasileira FTW, o não sentir mais à vontade com o próprio corpo, aniversário de Floripa, denial virou aceitação (Entesposa yey!).

Bônus: Tiozinho do nada começa a dançar enquanto o ceilli comia solto.

ABRIL!! (29 postagens)

Biblioteconomia e docência se aprochegando, Estagiária de Morfeu voltando a bater cartão, Semana Santa no RU, terminei de ler Sandman (não foi um blowmind, mas me ensinou muita coisa sobre storyteller, acabei descambando para Fables), início da campanha do CAB, tosa de cabelo, ASK.FM aberto para respostas descabidas, pseudo-bode se alojando com o 13th Step do APC tocando no repeat, projeto Feéricos no Ao3, WHEN MARNIE WAS THERE GEEEEEEZUIS GHIBLI PARA DE ME FAZER CHORAAAAAAAR, Dia de São Jorge (benção painho!), fangirling em Carmilla again, descobri o boy-magia Ed Sheeran, 20 coisas para se escrever quando se tem um bloqueio de escrita, sonhos estranhos com detalhes, óbvio.

MAIO!! (30 postagens)

Organizando o Projeto Feéricos, as aulas de Ética e Informação e Cidadania, Ode para a Passivona Interior (Nem era pra mim, mas acabei lendo de novo e hey, sou eu!), planejando já TCCs dentro da cachola, PAREI COM A MOTO NA BR!! (E como tive que coping com tudo que veio depois), 15 anos de saída do armário e indo e voltando e saindo e voltando, a novela mexicana com o Tramadol (Alucinações, sonhos bizarros, muita confusão e perda de noção de tempo, weeee!), Referendo de casamento homoafetivo na Irlanda aprovado, Projeto Reverso, codeína na minha vida, fangirling por Carmilla again and again, fangirling por Daredevil, em resumo: nem sei como esse mês passou - DE NADA MAIS ME LEMBRO!!

Ps: minha percepção de mundo mudou bastante, atenuou a ansiedade maluca, alguns reflexos ficaram relaxados, acostumei a sentir dores agudas no meio da noite.

JUNHO!! (14 postagens)

Tempos de recuperação, Carmilla salvou minha sanidade, sonhos estranhos e com detalhes, fangirling pela Tay-tay, Ammë-mãezinha-Momz, um manual de GURPS vem pra doação lá na biblioteca, tia Candye Cléo e o preço de um pedaço de uma torta.

JULHO!! (25 postagens)

Muita deliberação quanto ao parar motos em BRs, Hippo voltou a vender o Riston Tea (Hell yeah yeah!!), Defiance o Jogo (Tava nos rascunhos sei lá o porquê), muito angst com Carmilla, aniver de vovó Sant'Anna, BIBLIOTEQUICES BEGINS!!!, a companheira de sempre Lady Murphy, Tive-tive-detetive meu pai é detetive (Senhora Violeta na biblioteca com uma folha de A4!) fangirling pela Eva Green.

Bônus: Oh oh oh eu li esse livro!! E review no rascunho até hoje *chora*



AGOSTO!! (16 postagens)

São Damião Arroz no Brasil como eu havia previsto começo do ano (E o money$$$ que é good nóix não révi não ajudou em nada), reunião das Malévolas na madrugada boladona dos Ingleses, deliberações com Mistah MacPhisto, a recorrência de postagens derivadas da Biblioteconomia subiram, improvisation de estante para os livros, 1 ano de Carmilla na minha vida de fangirl!!!, folk americana/country e Gillian Welch, e mais angst com destruição total de coraçãozinho fangirlístico em Carmilla.

SETEMBRO!! (15 postagens)

Aquele mês em que completei 29 anos e não foi nada legal, Bibliotequices se estabelecendo aos poucos, deliberando sobre Emoção versus Razão com Carmilla, Hyde Park da BBC2 com The Corrs OS IRLANDESES QUE SE VESTEM DE PRETO VOLTARAM DEPOIS DE 10 ANOS DE HIATUS!!!!, fecha a Internet que a minha banda favorita voltou no mês do meu aniversário <3

Bônus para: "no matter how I try to say goodbye, you're always go back into my life" - AACRDOX.

OUTUBRO!! (18 postagens)

Mês da renovação do ciclo, mas que ultimamente anda me dando uma vontade de defenestrá-lo do calendário, 2º Simpósio de Práticas Éticas na Biblioteconomia, pessoas demonstrando afeição espontânea pela minha pessoa, BETE BALANÇO MEU AMOR (Elizabeth Vanessa Danny Morgan da Silva Sauro) no meu recinto, Edgarzinho na biblioteca e mês especial para a quiançada, fangirling no Hiddles (Rebolation, rebolation), 2ª temporada de Carmilla acaba deixando em frangalhos o fandom do tampão, cancelamento de Defiance na SyFy (Oh butthurt), as desconfianças sobre certo "docente" se intensificam, VISITA DE AMMË QUERIDA DOS NOLDOR FERRADO!!!!!1111!!!1!11!, beeeeeeshice over9000 com Kylie Minogue e Les Folies Tour.

NOVEMBRO!! (13 postagens)

Halloween das Malévolas (Com doce, bala e chiclete, menos a gata Bete), 33º Painel de Biblioteconomia em Joinville (Priceless, gente!), deliberações sobre relacionamentos/visão do corpo/bodes amarrados na perna, sonhinho estranhinho com a Angie Maricotinha, aulas de Fontes de Informação e Serviços de Informação FTW, Bibliotequices intensifies, WHITE LIGHT LANÇADO!!! NOVO ALBUM DO THE CORRS!! OS IRLANDESES QUE VESTEM PRETO VOLTARAM MESMO MESMO MESMO COM MÚSICAS NOVAS!!!1111!!!1!, dedetização na biblioteca (E escola) onde eu estagiava.

DEZEMBRO!! (14 postagens)

Semestre acabou e o barraco rolou solto na Ouvidoria com o "docente" suspeito, Memes da Biblioteconomia (Sem medo de ser feliz!), verificação de postagens no 20 coisas para se escrever quando se está com um bloqueio de escrita (Tá faltando postagens!!), amigues secretes de final de ano das malévolas, a dor-de-cotovelo ao ver a biblioteca fechada e inutilizada (devia ter me desapegado mais cedo), vlogando sobre ter que sair da biblioteca, BIBLIOTEQUICES E A GUERRA CIVIL DOS LIVROS DIDÁTICOS!!!1!1111, Natal na família Rex (awkward), 2/3 das mudanças nos cabelos, começando a me identificar com o que escrevo.

Bônus: Não, não irei ver Star Wars o Despertar da Força nos cinemas, mas esperando Carol desesperadamente!

Para quem esperava que nada de surpreendente iria acontecer, muita coisa no decorrer do ano mostrou o quanto estou indo no caminho certo.

Bejas na Xaxa, no Xuxa e pra caravana das quebrada de Belfalas.

segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Bibliotequices no 33º Painel de Biblioteconomia


[suspeito que esse post será editado várias e várias vezes na esquina com as macas da Varig, então...]

DISCLAIMER LINDO QUE PRECISO FAZER: Sou graduanda de Biblioteconomia na UFSC, na fase do só Ranganathan sabe, loooooogo minhas opiniões acerca do evento são inteiramente minhas, da minha cachola meio amalucada nutrida com café e comida do RU. Creio que terei que introduzir um tesauro nesse blog para os novos leitores entenderem as piadas internas e as referências nerds (Gente, referência é tudo nessa vida!).

Para quem quiser dialogar sobre esse post e outras questões (Inclusive motores de avião, estou disposta a discutir sobre engenharia aeronáutica, tá?), só deixar um comentário ali na caixinha abaixo. Não custa nada, sério. Nem pro Google Adwords eu apelo (E não tou ganhando jabá nenhum por declarar minhas opiniões... Eita).

Bora lá que lá vem postagem longa...

O que posso dizer sobre esse evento estranho que junta um povo mais esquisito com o intuito de falar sobre a maluquice do fazer bibliotecário e bibliotecas?
(Porque cês sabem né? Conforme a nossa sociedade contemporânea, ajudar as pessoas a buscarem cidadania, dignidade e autonomia é coisa de gente biruta. Mexer com máquinas é mais seguro.)

Me senti mais animada, o low da semana passada foi substituído por essa coisinha mastigando minha bile e cuspindo formas de se abalar a estrutura do sistema vigente. Eu amo a minha profissão, amo meu curso e tudo que ele representa em minha vida nesse momento. Ter um espaço para discutir sobre a Biblioteconomia é raro dentro da Academia, mas nesse Painel a conversa foi inspiradora no modo prático. Apesar da minha cabeça estar bem bem bem cheia de idéias iludidas para se fazer no local onde trabalho (estagio em uma biblioteca escolar da rede pública de ensino), vi aqui no encontro um modo real de colocar essas coisas fora do papel.

Aprendi um bocado com colegas, mais um pouco com os docentes, descobri algumas coisas sobre mim mesma, sobre o Outro, e vi que a vontade de nossos estudantes é MUITO grande, mas como há sempre problemas no caminho, tivemos a oportunidade de ouvir e também debater sobre as dificuldades no curso. Graças a Dewey tivemos como nos expressar, porque a coisa tá feia gente...

Auditório do CEDUP cheio e muitas discussões
Palavras que surgiram como ser ousado, proativo, gestor cultural, conhecedor de leis me iluminaram bastante sobre o meu papel na sociedade. Eu tenho um orgulho enorme de ter escolhido esse caminho, mas ao mesmo tempo me sinto inibida ao ver que algumas responsabilidades são bem maiores que eu pensava.

Por exemplo: pra qualquer lugar que olho há empreendedores e a única coisa que eu gostaria mesmo de sentar e conversar era sobre "okay, estamos todos ferraxs, o que fazer com uma caixa de leite vazia, retalhos de EVA e tinta guache para trazer os leitores pra dentro das nossas bibliotecas?" - mas a maior parte do tempo era algo sempre virado para a tecnologia embutida nesses espaços. Méh.

Senti-me como um daqueles homens das cavernas ainda tentando entender o que é a pedra redonda enquanto os outros homo sapiens já faziam uso da roda. Talvez seja o nicho que decidi me enfiar, biblioteca escolar pública é um lugar primário, rústico, dah roots, sem muitos recursos tecnológicos, a improvisação é primordial e às vezes a vida não te dá mais ideias pra tirar da cartola (Ou das mangas ou atrás da orelha, cê sabe, fazer efeito de mágika perto dos não-despertos dá Paradoxo e Choque de Retorno¹!).

Outra coisa que me fez repensar meu papel:
 - A tal da caixa.
 - O pensar fora da caixa.
 - O ir além da caixa.

Véi, de Bowie...
A caixa não existe.
É que nem a colher do Matrix. Não tem essa de caixa, a sociedade que gosta de colocar paredes pra delimitar tudo, a caixa é simbólica, você se encosta no canto se quiser, mas ela não tá lá. Somos além da caixa, somos além das paredes como o evento quis colocar em sua temática.

NÃO TEM CAIXA NENHUMA.
(Get used to it! let's Dewey it!)
Agora volteeeeemos. Cês já sabem: TL;DR.
(Too long; don't read)

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

as coisas da docência (in)decente

Não é esquisito, que quando um professor não tem contato algum para esclarecer dúvidas, não responder emails, não faz parte do corpo docente do curso onde ele se formou e consolidou sua carreira, não escreve mais em periódico algum e nem tem Curriculo Lattes e ainda haver os rumores quase certeiros de que rola um processo na Ouvidoria sobre abuso contra estudantes de cursos em que ele ministrou durante alguns semestres?

Será que é coincidência demais o ostracismo ser uma camada dessa bolha de proteção em volta do ocorrido?

Porque há rumores, eu não encontro sobre o caso em lugar algum nas interwebs - creio que agora devo me encaminhar para pessoas.

Eu acho estranho, estranhíssimo, beyond of weird...

quarta-feira, 1 de abril de 2015

os glimpses professorísticos da Biblio

As pequenas coisas que a Biblioteconomia me proporciona trazem um esclarecimento de muitas dúvidas que me comem viva a durante o dia.

Já disseram que a curiosidade mata conforme a sede ao pote da sabedoria se torna raso. Na maior parte do tempo tenho essa impressão que não é suficiente para me manter em cheque (comigo mesma), mas faz algum sentido quando há o elemento surpresa no meio. Eu sabia que o curso iria exigir parte de mim que talvez eu não pudesse reaver (a Letras comeu minha escrita criativa e empacotou numa forma vazia), mas ao sentir nos corredores que há alguma luzinha de esperanças para novas aventuras, abraço cuidadosamente para não me escapar.

Então quando vejo um calouro dizendo com toda veemência que escolheu o curso porque queria - não por descuido, segunda opção, falta do que fazer, etc - isso reafirma a minha própria existência no curso.

Essa powha tem jeito. Querendo ou não, resmungando ou não, mudando de gestão, ideologia ou sistema, tem jeito. Conversar com pessoas que compartilham um modo de avistar o mundo com relativismo positivista também ajuda bastante a não me sentir deslocada. Por mais fatalista que possa ser, sei que há alguém com idéias mais maravilhosas e prontas para colocá-las em prática por Amor a sua contribuição ao Universo. Isso eu respeito tanto quanto qualquer religião, credo, moral ou valores mostrados nessa vida.

Quando você se torna acético ao mundo ao seu redor, ter um glimpse dessa parte do milagre da racionalidade me deixa genuinamente feliz. A gente faz a mudança antes por dentro, certo? Hoje estou feliz, são com as pequenas coisinhas da Biblio que me encontro como pessoa de verdade.

TL;DR; porque faz tempo que essa postagem tava para sair e fatos mais interessantes aconteceram...


sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

autodescobrimento de virada de ano: a biblioteconomia e o fangirling

Esse post tem essa trilha sonora - porque Celebrían é puro amor <3:


Coisas que descobrimos em altas horas da madrugada após muita deliberação: podem fazer qualquer tipo de pergunta para minha pessoa, mas não falem mal das 2 coisas citadas abaixo.

1 - minha vida acadêmica;
2 - meu fangirling (meu fandom, meu ship, meu OTP, etc).

Don't, just don't.
(Irei elaborar mais sobre isso após os comerciais)

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

como arruinar uma paixonite aguda


Aconteceu, não posso negar.
Verdade seja dita: sou péssima em causar boa impressão, ou sou muito tagarela, ou obviamente gaguejante ou simplesmente as palavras fogem da minha boca.
Aconteceu que estou relativamente com uma quedinha por alguém que só conheço de vista (tive uma breve conversa sobre o curso, um provável estágio que não aconteceu) e só li o Curriculo Lattes - devorei cada item citado no CL e quis saber mais antes de entrar no FB da pessoa - resumindo: me vi totalmente babando pelo Currículo Lattes before the real thing. Holy crabs!

Como a Lady Murphy é ciumenta e adora aparecer em momentos surreais da minha vida, cá estou eu, dando de John without arms pra ajudar as colegas em uma disciplina - tipo dar aquele toque camarada pra fessora sobre a bola de neve que pode se formar se a gente não compreender os esquemas dos textos PRIMEIRO antes de fazer o texto.

Eu, na minha estupidez humana e coração mole digo que não faço ideia de como fazer um fichamento (sim, nunca fiz um, sim, aprendo rápido por entender o esquema geral das coisas, não, não costumo fazer menos de minhas habilidades linguísticas e literárias, ainda mais que é a ÚNICA coisa nessa vida que tenho orgulho). A tal pessoa de CL lindo, maravilhoso está na porta, me olhando, esperando eu terminar de falar com a fessora para pedir uma dica sobre o projetor (Sim, a situação piora quando há papéis de hierarquia docente).

Holy bananas psicodélicas!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Tipo, a pessoa com certeza interpretou que devo ser amadora, quando na verdade, na primeira (e espero que não última) conversa foi sobre como eu amava aprender os esquemas das coisas (no caso regimentos da Biblioteconomia, regras internacionais, catalogação e organização de textos, etc) e ela me vê falando isso pra fessora incauta do problemão.

(BTW empreitada foi por água abaixo porque comecei a gaguejar e aqueles olhos lindos não tavam ajudando a me concentrar no real problema com a turma não entendendo nada da aula.)

" - Não sei fazer um fichamento, fessora..."
Fuck me, porque se há algo que tenho um pouco de convicção em conquistar pessoas no modo acadêmico é via texto. Acho que é a ÚNICA COISA que tenho de "charminho eloquente nada inocente" para demonstrar.

F.U.C.K. M.E.E.

Lições aprendidas: me certificar que não há falhas nas táticas joão-sem-braço quando não vão me beneficiar de modo algum, antissocialismo pode ser uma solução boa.