Pesquisando

domingo, 7 de junho de 2015

[conto com Angie] as estrelas, o destino e o nascer

Maybe you were born from the stars...
With nothing in your past, nothing coming around your future.
Just be what you were destined to be.
Maybe you were born only to exist...
Nothing about happy endings, nice dresses, shoes and waltzing around the balls
Maybe there is no Love marked in your Destiny's list.
You just be what you were destined to be.
Just this. Nothing more.
No dancing, no fairy-tale, no magic, no power, nothing.
Just you, the Destiny and the stars...

Yeah, maybe you were born from the stars
All the signs are up there
The dim lights in the darkest night
The magic upon the magicians
The music for the dancers
The only powers for those never will achieve anything import in their lives
The obscure nothing of million questions for the scientists
The romantic meanings for the lovers
Maybe you were born from the stars...
With nothing in your past, nothing coming around your future.
Just be what you were destined to be.
Maybe you were born only to cease...
Just like that star, dead a long time ago and we are still blessed by its light

Maybe I was born to some idiotic mission to save someone else
Save them from themselves
Save them from myself
Maybe I was born from that damn destiny will predict
That kind of profecy that leaves a sour taste in our tongues
But we kissed so many times, so many times
It fades away after so many punches

Maybe I was born to be with you
Nothing more
I deserve anything better or worse
Just me, being what I was destined to be.
With you.
Not you with me.
Maybe someday I'll be a star too
That one you'll look and wish it was only yours
Maybe I was born only to watch you disappear...
Just like that star, dead a long time ago and still blessed by its light


===xxx===
A dificuldade de se colocar ideias no papel é quando você tem ciência que não sabe como fazer isso propriamente dito. Cá estou eu de madrugada, falando que nem gente grande e com um pedaço de papel debaixo do pulso e uma caneta azul em punho. Falar em voz alta dá problema (Sempre dá), pode alguém ouvir e achar que estou declamando coisa bonita para outro alguém.
Como se fosse.

Às vezes a gente precisa de um momento de pura solidão pra ter uma ideia do que a gente sente tanta falta.

Quando eu sento pra escrever, nada me parece estar a altura de qualquer coisa para se ter em um livro, deixado pro povo da frente, pra eles algum dia lá no futuro baterem os olhos nas páginas amareladas de algum tomo perdido e apontarem pro meu nome: "Hey olha, era aquela menina dos Ventos!" - a complicação começa aí. O nome que vai ficar.

Eu sei como eles me conhecem, escuto quando eles murmuram pelos cantos de onde eu venho, de quem eu sou, para onde eu possivelmente vá ir daqui a pouco, mas poucos sabem o que realmente sou. Tudo por causa de um nome. Uma simples alcunha que alguém que não mais está aqui para reaver o sentido do nome. O sentido se perdeu assim que perdi o fio prateado, que caí naquele ônibus, que fui obrigada quase matar meu semelhante para sobreviver. Tudo perde muito valor quando você é reduzido a um animal feroz para poder viver.

Eu olho pros versos rabiscados, suspiro com minha incompetência de não ser poeta como os outros como eu. Suspiro novamente por não ter alternativa a não ser jogar o papel na lareira, suspiro de alívio quando vejo aqueles versos chamuscando para o limbo de uma vez por todas sem a minha aprovação. Eu não aprendi a escrever direito por causa disso: a frustração.




Em tempos como esse, de caçada intensa, olhares perdidos, segredos na noite, chuvas demais no nosso teto e nas nossas cucas, me pego escrevendo alguma coisa que não queria estar escrevendo. É involuntário, como um reflexo da vida anterior - que pelo me disseram, foi literalmente vivida com escrivinhações, quanto desperdício... - a caneta vai, o papel fica, as palavras surgem. Quando vejo o resultado do garrancho incompreensível, sinto vergonha. Não deveria estar ali e está. Não deveria existir, mas está.

Não sei porque escrevi sobre coisas como aquela. Não gosto de divagar sobre as estrelas, a dor me parece recente, como um belo soco bem dado na costela que vai arranhando o pulmão (E se você já levou uma marretada de um redcap enfurecido, vai saber do que estou falando). O Destino já uma vez me pertenceu, mas agora nessas condições (Nas condições *dela* melhor dizendo) não há como prever coisa alguma. Tem muita coisa entre essas paredes que me faz pensar que na verdade estamos num daqueles teatros de fantoches horríveis, servindo de bucha de canhão para seja lá o que vai acontecer. Já se deu conta disso? Essa sensação de não existir, além de apenas estar aqui?


Esse tipo de sensação faz muito feérico endoidar o cabeção, pirar na batatinha, sair derrubando meio mundo e depois ir se refugiar em algum quartinho com parede acolchoada. Estranho em dizer, nem todo mundo que conheci que perdeu as estribeiras acabou indo pro sossega-leão, jaqueta sem botão e medicação forte: os sobreviventes sim.

Uma vez fiz essa pergunta para uma pessoa querida, ela já havia perdido a noção de realidade faz tempos, mas foi paciente com a minha curiosidade. A sensação de não existir por puro capricho de outra pessoa? Como é que pode?

Mas tudo é possível nas vidas de um feérico. Sonhar não tem limites. Sonhar é o nosso começo, meio e fim. E apenas os Filhos-mais-novos podem controlar isso tão bem.

Já pensou? Já parou para pensar um pouco e ver que tudo que você é, o que é capaz de fazer, falar, inspirar, amar é apenas o fruto da imaginação de alguém? De outros alguéns? Que se todo mundo tiver epidemia de insônia ou diminuírem o tempo de 8 para 4 horas de sono de vigília, as possibilidades para ter um R.E.M. e sono profundo com Sonhos vai pro saco? Já imaginou como a nossa existência entre os humanos é tão ínfima que eles podem simplesmente nos varrer de suas memórias com outras coisas? Tecnologia, Ciência, Estrelas, Destino?

Sonhar não tem limites mesmo.
Começo, meio e fim.
Destino.
O nascer.

Tudo isso se contradiz.
Essas palavras que insisto escrever quando não percebo também.

Tem algo errado, eu sei que tem. Só não sei onde dá pra consertar.
Se é que dá pra consertar.
(Bem eu queria que desse tudo consertadinho)

Oh, lá vem as gurias...
Destino, não é?
Talvez não seja tão horrível assim...

===xxx===

Para mais informações sobre o cenário de Feéricos - contos para sonhar, Post Máximo aqui [x].
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