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domingo, 15 de fevereiro de 2015

50SoG - o filme, roteiro cadê você?!

Yep, fui sinceramente impelida a ir ver o incrível filme por um precinho módico no cinema aqui do Norte da Ilha. Para a surpresa de muitos foliões afoitos nesse mid-carnaval, a fila estava cheia de casais incautos, esperando por alguma coisa que prestasse no filme. Eu e a querida companhia (Aliás, vou te agradecer pro resto da minha vida subversiva por aguentar a tosqueira arduamente) apenas queríamos rir um pouco, e conseguimos.

Primeiramente, como dito em post anterior, esse filme é baseado num livro, que é baseado em uma fanfiction de Crepúsculo, que também - assim como a Meyer - foi escrito de forma muito muito pobre e sem muitas surpresas (Sem contar as absurdidades pra início de conversa).

E o enredo do filme? Onde tá?


Acho que o mindfuck maior foi o de ter esse remendo sem nexo e pulos entre cenas, sem exatamente ter um enredo que prendesse a atenção. Muitas coisas ficaram soltas, muitas falas ficaram vazias, as cenas de sexo? Querem mesmo que eu dissolva WTF acontecia ali? Podemos concluir então que se a fanfiction era ruim (Hello, Edward e Bella?), o livro pior, logo a adaptação do filme teria que se superar. Para minha surpresa atenuou, urrum, isso mesmo. É ruim pra baraleo, mas ajuda a não ter tanta hostilidade quanto ao livro

Toda a polêmica sobre relacionamento abusivo, stalking, e tudo mais? Hollywood deu um jeito de fazer aquela regrinha do moralismo estadunidense prevalecer. Enquanto Christian Grey no livro era um chato grudento, sem noção e com um perfil perfeito para psicopata, esse Grey do filme é... (Okay vou me arrepender de escrever isso) quase um fofo.

Calma minha gente, que é só a marca do fogão! Mais considerações, só clicar no link abaixo:


Jamie Dornan tenta ser o bilionário dominador (E sim, escrevi com d minúsculo de propósito), mas no final acaba sendo o pobre garoto rico de alma torturada e sem muito poder de persuasão. Olha só pra isso! A carinha de >:( chega a dar uma canseira. Ele não convence com nada aqui. Jamie Dornan é irlandês, norte-irlandês. Então é britânico. fuck off brit!


Pra quem já leu os livros sabe que a figura dele é trágica e toda cheia de mistérios e como sempre, por que não, um passado que o condena. Clichê. E de acordo com o texto ótimo da Ju Umbelino: calças. Se você tem toda uma gear no quartinho bizarrinho vermelhinho da Dor, porque raios vai usar calças? O tempo todo calças?! E olha que nem presto atenção em detalhes da anatomia masculina, mas pô cara! Pô tia James, pô!

Anastasia Steele. Gostei. Sim, podem fazer careta, mas ela é bem melhor que Bella Swan (Lembra? fanfiction, hello?). Ela tem mais expressões faciais, convence no papel de mulher submissa, frágil, lalalala, assim como todo o patriarcado quer que as mulheres sejam, com direito ao dorkness adorável para fascinar um cara que é chegado nos paranauê de sadomasoquismo.


Detalhe: ela é estudante de Letras. PRECISO DIZER MAIS ALGUMA COISA?! Não? Obrigada.

Murmurei algumas vezes: "Fia, dá meia volta e corre!", mas creio que se a tosquice continuar por mais de 2 horas de filmagem, a zoeira deve ser bem grande. Dakota Johnson é filha da Melanie Griffith.

Vamos aos detalhes técnicos, porque olhem só! Isso salvou um pouco o filme - e porque tava cansada de ver a fraca interação do "casal" e fiquei prestando atenção nos objetos de cena, na paisagem lá fora (na criança com balão que a minha amiga Thais disse que ESTAVA na sessão e depois confirmada por vozinha infantil há poucos metros de nossas cadeiras), em qualquer coisa, menos no que eles falavam.

A trilha sonora é AWESOME! Sério, o que salvou toda a nonsense foi a trilha. Apenas um deslize da principal cena de intimidade que colocaram uma música clássica (Custava ser algo lento como "I put spell on you" com a Annie Lennox?!). Danny Elfman assinou a original score, mas aí deixa a perguntinha básica no ar, se fosse Tim Burton que dirigisse esse filme, seria mais interessante (Oh por Loki nos céus de Asgard! Se fosse um diretor europeu vanguardista, maluco e psicodélico seria mil vezes melhor!).

Figurinos, sets e takes panorâmicos. Ótimos, tudo em seu devido lugar. O quartinho escuro do Grey também me chamou atenção, muito bem equipado, com muita novidade para ser analisada e um belo sistema de grades perto da cama para poder usar algemas, correntes e cordas de forma apropriada (Pouco aproveitado no filme, já dando spoiler). O pessoal que fez as props tão de parabéns, isso sim me chamou atenção.

A ótima ideia de traduzir as mensagens e emails que apareciam durante o filme. Prático, indolor e mais dinâmico para que as pessoas prestassem atenção nas cenas, nada de ficar lendo legendas. Essas partes estavam com algum sentido, a falta de enredo é que doeu pra cacete.

E o mais importante: finalmente consegui tirar a imagem mental de Robert Pattinson e Kristen Stewart ao ler/ver algo relacionado ao livro/filme. Graças!! *jogando as mãos para o céus*

Não é que não valeu a pena, porque valeu, mas gente... Que absurdo foi esse que fui assistir?! Sou tão errada assim desse jeito para achar o filme insosso demais?

E para terminar com a zoeira - porque essa é a única explicação que posso encontrar sendo racional para esse amontoado de cenas chamado filme - Deadpool sabe o que faz:


(Quem em sã consciência leva o filho de menor pra ver esse filme?!)
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