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segunda-feira, 5 de setembro de 2016

os updates do crush foram atualizados


Então...

Os updates do crush foram atualizados: [x] - [x]

Viu como citar o nome da (ben)dita cuja - sentadinha em seu troninho de conchinhas fofuletes, acompanhada de seu filho míope e levemente sádico lá no Olimpo - acaba atraindo uma confusão mental total?
Eu tou naquela do "não, não vai dar certo, por *insira aqui lista de motivos para dar errado*", e aquela "hey, há outra oportunidade aqui, mesmo que igualmente nula". Queria não ficar nessas dicotomias.

Dicotomias me perseguem desde sempre.
E as estatísticas, essas sim que acabam mesmo comigo.

O pior é o angst que dá depois de um café básico, descontraído e sem intenção alguma. Eu me sinto terrivelmente inclinade a simplesmente a tocar o f***-se e pedir um beijo. Nem que seja pra receber um "Quê esso, pessoa? Táx endoidando cabeçon?!" - mas caramba... Tou por um fio. E tá ficando difícil manter o autocontrole quando se está muito perto da pessoa preferida (a.k.a. crush).

O meu fucking karma resolveu dar um oizinho peculiar: acabei agindo na impulsividade e me metendo numa encrenca existencial. Como já diagnosticado anteriormente, minha predileção em quebrar regras, dar banana pra tabus e me encontrar às 4 e pouca da manhã, tão acordade e a mente a mil em uma profusão de ideias e formas de se expressar. É simplesmente lindo isso.
*insira aqui a lista de motivos para ter uma síncope*

E não vou negar que o feeling é bom, é ótimo, por todos os deuses, é viciante. O coração dispara, as mãos tremem, a voz é firme, precisa ser. Passar confiança na hora do discurso anda sendo meu default. Porque se é pra aguentar o tranco, que seja na base do diálogo. E desviar o olhar, nada de olhar nos olhos, aí está minha perdição. Infelizmente a última vez que me encontrei encarando um teto, ouvindo meu coração tão descompassado, respiração acelerada com meus miolos quase fritando dentro da minha caixa craniana foi exatamente na MESMA situação de anos atrás. Me surpreende de AINDA não ter aprendido a lição depois da decepção, do rombo enorme no meio do peito, da inutilização do órgão em que insistimos nos apoiar para chegar a decisões estúpidas - não, não é o estômago.
(E srsly? Fuckery fucked fuck pra o que aconteceu. Nunca mais quero sentir uma dor como aquela)

A minha vida tá ligeiramente confusa.

Por que?! Porque quando se vive de mãozinhas dadas com Hades, o default não aceita outras interferências de divindade. Até que se prove o contrário ou necessário, NOPE, nada de dar pitaco nesse incrível e tenebroso reino da Emoção. Só quero poder ter alguma certeza - nem que seja que o beijo seja aceito, não peço muita coisa, sei das minhas limitações - mas pelo jeito eu que vou ter que fazer o movimento. Ou não.

Nota para posteridade: do not mess with Aphrodite. Ela costuma ser vingativa.
(e espero que ao ler isso daqui uns anos, eu ESQUEÇA do que tava falando nisso aqui - memória seletiva é o que há)