Pesquisando

quinta-feira, 27 de março de 2014

pesadelos, mim tendo

A quantidade de pesadelos que ando tendo está passando do nível de qualidade para tê-los.

I mean, acordar do nada e deliberar: "Oh pesadelo esquisito! Oh well..." e voltar a dormir dando whatever pra seja lá o que ocorreu está se tornando corriqueiro.

Já disse algumas vezes que levo meus sonhos à sério, sejam eles frutos de meu subconsciente ansioso e extremamente funcional em coisas que não deveriam ser fundamentadas, ou seja lá que o Destino, as Musas ou mesmo os Deuses queiram me informar. Os pesadelos em si são avisos básicos de soberba, arrogância e aquela pitada linda de desordenamento de prioridades que vai se materializando em IRL. Como é o dia após tantos pesadelos? Literalmente normal, sem muitos altos ou baixos, mas a taxa de distraimento aumenta em 50% e se eu tiver fazendo uma tarefa que exija minha atenção máxima, vai dar probrema... Eu sei que irei esquecer algum detalhe.
Trocando em miúdos: se minha vida tá perfeita aqui do lado de fora, maior será a quantidade de pesadelos toscos e sem fundamento algum.

Isso aumenta o grau de periculosidade e de cautela, pois se eu achar o pesadelo tosco demais, vou acabar ignorando-o por default, logo probremas podem vir com a desatenção. Eu sei bem disso, sei como meu corpo reage nesses casos e por incrível que pareça, os problemas diários são os últimos da lista na interpretação morfética de pesadelos regulares. Pela semana que começou no sábado com alguns temas recorrentes (listados abaixo), 2 em particular estão se tornando tão comuns que já estou providenciando em exterminá-los com algum tipo de sonho lúcido o mais rápido que for:


  1. sonhar que estou procurando alguém e a pessoa que encontro é a última pessoa que quero ver em sonho;
  2. sonhar que tá chovendo e tem água subindo até meu pescoço (E não sei nadar no sonho, mesmo sabendo aqui fora);
  3. mãe, irmã, parente querido ou qualquer outra pessoa que considero apreciável de mínima confiança me dando bronca, me xingando ou simplesmente me ignorando;
  4. pés doloridos, perna machucada, mãos mutiladas nos dedos (ou amarradas nas costas) e lingua maior que minha boca. Ah! E gritos, não meus, de alguém atrás de mim tendo o mesmo problema.
  5. pessoas que sei que falhei tremendamente procurando me machucar fisicamente (E pela 1ª vez na vida estou revidando com um vigor absurdo que me assusta);
  6. aranhas. Falantes às vezes, sempre querendo me morder ou pular na minha cara.

A apatia que vem após acordar de um sonho desses não me é familiar. É como se houvesse um pacto silencioso de punição assistida, se eu tenho pesadelos é porque os mereço. O complexo de barroquismo não termina por aí, porque os últimos sobre o item 1 estão me deixando ansiosa para NÃO me render a alguém que já estou deveras encantada - mas o corpo diz outra coisa bem diferente, com direito a mariposas circulando livremente abaixo do diafragma.

Já o item 5 ferra com a minha lógica lúcida (por serem sonhos reais demais, acabo me colocando radicalmente na defensiva sem mesmo deixar um pouco da racionalidade comandar) e por me reafirmarem que eu falhei e guess what? não sou eu que vai ter que consertar dessa vez.