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quarta-feira, 26 de julho de 2017

[bibliotequices] sobrevivência em estágios


Situações que já me ocorreram e estágios que podem contar para experiência em um Apocalipse zumbi próximo (ou quando for trabalhar for realzies):

  • Burocracia departamentalizada em forma de papelada e assinaturas. 
  • Estante rolante de mais de 1 toneladas com trava de segurança com defeito. 
  • Aranha colaboradora do tamanho do meu punho. 
  • Acidente pedestrial.
  • Infestação de pulgas. 
  • 2 crises de identidade e 1 crise de desistência do curso (Várias de choro, pânico e em silêncio) 
  • Biblioteca em reforma completa. 
  • Corporativo matador de criatividade. 
  • Um princípio de quase hérnia em vias de. 
Para cada uma das citadas, até que me recuperei bem - tirando a aranha colaboradora que ainda tenho pesadelos e quase-hérnia que precisa ser resolvida antes de outubro - sem muitas perdas de pontos de Sanidade, tudo conforme a tabelinha imaginária de "até quando você aguenta sem surtar por não estar fazendo algo que ama". 

Porque eu tou fazendo algo que amo, tenho plena certeza disso, o problema é chegar nesse estado de apatia atualizada que evoca um feeling que por muito tempo não entendia - e até sentiria vergonha e revolta - que alguns colegas de profissão tem. 

Depois da bagunça ferrada feita por impossibilidade de se mexer direito por dias por conta de dor aguda, refletindo pra perna esquerda - coisa linda ver que o ciático deu sinal de vida - as decisões ficaram cada vez mais centradas no "Que Mandos me leve, Barqueiro me dê carona, mas nunca mais quero sentir dor assim". Nada substitui a nossa saúde mental e física quando se está em risco de um colapso. Então ser fdp está sendo um fator importante para manter certo controle da situação dolorida. Me dói por não estar mais fazendo as estripulias de antes (e me negando a fazer), e me dói por deixar alguém tão gente boa na mão. 


Mas ao invés de me afundar nos feels sobre sentir culpa por não estar atendendo as expectativas esperadas - essa expressão me persegue em tantas esferas - a apatia 3.0 me ensinou algumas coisinhas bem básicas pra viver por mais tempo e de forma saudável. 

Entrar em paz consigo mesme é uma tarefa quase impossível pra mim quando começo a fazer a lista de coisas que são necessárias pra sobreviver: manter a calma e a saúde mental estão no topo. Estímulo externo com planos de pequeno e médio prazo também, outubro tenho que estar 100% para realizar um sonho que é prioritário em todas as listas que já fiz nessa vida, em todos os campos da minha vida de escriba. E não dar a mínima para isso até o momento está surtindo efeito, não preciso recorrer a ansiedade pra colocar ordem no caos. 

Porque o caos gente, o caos somos nozes

O que isso tem a ver com estágios? 

Trabalho é meu nome do meio (Reis é uma ironia bem legal de nascer em família tradicional mineira) e desconstruir essa premissa na vida tá sendo interessante no ponto de vista científico. Porque o tempo todo tou avaliando se o que tou fazendo da vida é relevante pro meu bem-estar ou para encher o bolso de alguém ou dando status pra outrem. Se esses três pontos estivessem gerando ideias e formas de se trabalhar com certo senso de dever cumprido, estaria mais feliz, ou fingindo que estava tudo bem. 

Dividir a sala com a aranha colaboradora e o perigo da estante com a trava quebrada foi uma lição de como corporações não dão a mínima para seus manentedores do status quo (se você bibliotequero não vestiu a carapuça, amigolhe deixa eu te contar uma coisa...), mas foi edificante para não me meter mais com lugares assim. 

As crises me ensinaram que jamais devo envolver a minha vida pessoal com a vida profissional. Por mais cutch-cutch que seja as relações de trabalho ou emocionais: atrás do balcão, entre as estantes sou uma pessoa totalmente diferente do que vão me encontrar sábado de manhã em casa. Esse afastamento é necessário pra termos a noção entre ética profissional e valores pessoais. 

E se a powha da ética profissional de determinado local tá distorcida e não batendo com os valores pessoais, paciência. Paciência e perseverança. E reza pros orixás, deuses, santos e outros relacionados pra não misturar os dois. 

A apatia entra justamente nessa hora, e favor não confundir com indiferença, pois são conceitos opostos em vivência: indiferença é aquele trem do video meliora, proboque. Deteriora sequor já a apatia é um não-movimento para autopreservação automática. 

Aquela porcariada de "neutralidade biblioteconomística" entra nessas duas situações, e a confusão pode ser esplêndida. Porque tem gente que vê a ética profissional sendo massacrada e resolve fazer vista grossa, e tem gente que vê o trem indo pro brejo e não reage por puro medo. 

Aí sim voltamos ao assunto principal de ser estagiário. 

Burocracia e corporativismo são venenos de rápido efeito. Pras pessoas que tem como lema viver no improvisation e demanda imediata, estar contido em lugares como esses é pedir pra dar um tiro certeiro no chacra do terceiro olho. Porque iluminação alguma vai vir disso e evolução estagna em ambientes que tem prioridade maior em puxar o tapete alheio do que beneficiar a comunidade. A ética profissional entra nisso também, pois se o alinhamento do local for totalmente contrário ao que postula o bendito documento instrucional, vai ter que readequar toda a atuação e adivinha qual o que vale mais? 
(Não, não é a resolução de número cabalístico do CFB) 

Dizer nãos e nãos tá travando minha vida. 
Na Biblioteconomia há a possibilidade de estar sempre a dizer sim, sim, sim, o não vem inesperado na medida em que alguma conduta imoral (I não a) é praticada e prejudica o bem estar da comunidade. Dizer não demais enfraquece o que acredito como sendo o único lugar que encontrei entre muitos outros como libertador. 

Aviso aos navegantes, antes que o estágio te mate realmente - de corpo, de alma, de crenças - mate ele de você. Não deixa nenhum lugar, por mais rentável que seja ou referência de sei lá o que naquilo que você algum dia vai representar, tirar sua vontade de levantar da cama, muito menos sua criatividade. Você não é o lugar onde trabalha, você que faz o lugar onde trabalha. 

quinta-feira, 15 de junho de 2017

[bibliotequices] sobre burnouts


Here I go, here I go...

Mente vazia, oficina da queridona Lady Ansiedade, do meu coração <3
Como mãe de todos os pavores, fico no aguardo pelo próximo momento lindo de dorzinha localizada. Os neurônios estão trabalhando em outras áreas pelo jeito. O legal de ter uma mente hiperativa é que mesmo quando tou lesada pela dor, vai vir coisa, sei lá, alguma coisa, tipo ontem foi ideia rápida e improvisada na apresentação do trabalho, até que deu certo - no susto, mas deu. O ruim de ter mente hiperativa enquanto se está com dor é que não dá pra executar as coisas que quer fazer. 

É um belo círculo vicioso dos Inferos pra enfrentar. E a Ira costuma vir junto.

A dor nas costas anda me fazendo relevar muitas questões na vida de escriba, até o ato de escrever já está se tornando um exercício difícil - a escrita entra como solução paliativa, um band-aid para uma fratura exposta, um "Calma, vai melhorar" - já que não posso ficar muito tempo sob meus quadris. Hips don't lie, o meu pelo jeito deve estar com uma ficha criminal bem extensa ou é fã do Pinóquio.

E aí escrevi um post angst ontem voltando no busão - porque a menininha mágica da Clamp caótica no meu sistema nervoso me lembrou assim que senti aquela fisgadinha delicinha no ciático - mas fui deletando as coisas mais blergh e coloquei piadinhas toscas e humor dos anos 90.

E uma história bem legal que ouvi/presenciei durante o estágio há uns 2 anos atrás.

quarta-feira, 7 de junho de 2017

sumiço

Não era Amor.
Não era.
Não era Amor era
Um número na CID que começa com M54. uns quebrado. No caso a minha lombar.

Traduzindo: de cama, sem movimentos bruscos, nada de PC até domingo,nqda de pegar busão.

Isso porque tenho 1 prova, 2 projetos de pesquisa, 1 relatório e 3 apresentações de seminário para preparar.
(sem contar estágio, revisão de revista AND minha sanidade)

Era cilada!
Cilada, pampampampampanananan.

Ps: médico receitou Tramadon. Voltei pra fila e fiz ele refazer a ficha de medicação. Tava lá no meu effing prontuário o que exatamente Tramadol e qualquer medicamento do tipo fez comigo da última vez. Tou num outro que não é narcótico, mas não sei não. Assim como bibliotecários, médicos não leem os prontuários pelo jeito.


quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

[bibliotequices] Bibliotendicites

Esse post será um breve lembrete de como devo me encaminhar logo para umas aulinhas de gestão de pessoas.

Are you there, Loki?
Porque a vida tá estroooooooonha meu deus lindo! 
(Até botei Lionel Richie na rodinha, não adianta deixar a chamada em espera)

Em todos os anos nessa indústria biblioteconômica vital, nunca ouvi um profissional da informação não dizer que sentia dor. Tipo dor mesmo, do pior tipo, daquele que te manda pro hospital conforme uma abaixadinha ou uma virada errada. Aquela dor que tira sono e maltrata o humor pro resto da semana. Aquele tipo de dor que só passa com tarja vermelha com retenção de receita e CPF anotado pelo farmacêutico. Aquela dor que só passa quando vemos o trabalho danado ser finalizado e para algo bom.

Se vocês já descobriram qual é o tópico de hoje, eu vos saúdo. Mas não tanto, não consigo mais me curvar com a quantidade de dor que ando sentindo ultimamente.

Vamos falar de...
BIBLIOTENDICITES!!

Bibliotendicites:
                          do vulgo bibliotequês [biblios]

Você que está se enveredando nas estantes da vida, procurando sentido nas prateleiras (042, pelamooooor) precisa entender uma coisinha antes de qualquer coisa: Bibliotecárixs pegam peso. Muito. Demais.

Não, é uma lenda urbana aquele negócio de ficarmos atrás do balcão só dizendo "Xiiiiiiu!" ou repreendendo gente com olhares fulminantes. Até porque dá pra fazer isso em pé, ao lado do frequentador e carregando trocentos quilos de livros para lá e para cá.

A tortura é mais prolongada nesse vídeo do Tears for Fears

Desde que entrei na Biblio venho fazendo uma pergunta impertinente para tode bibliotecárie que conheço: "Você tem dor aonde?" e a resposta é batata (Não o tubérculo, mas!!): todos dizem algum tipo de dor corporal por conta do ofício.


O desgaste físico de muitos bibliotecários é tema de poucas pesquisas na nossa área, mas é extremamente importante ser discutido em algum ponto de nossas vidas. Afinal de contas já que não vamos aposentar tão cedo, temos que resguardar essa máquina que nos mantém vivos, né?

Para mais informações detalhadas de pesquisas, tem uns trem aí embaixo:





Ergonomia tá bem nesses esquemas e em qualquer profissão em que haja certos tipos rotinas como a nossa (o de ficar muito tempo sentado ou em pé, por exemplo), estudar um bocado disso seria excelente na graduação. Brinco que algumas optativas deveriam incluir disciplinas da Fisioterapia, Ed. Física ou Psicologia devido a essa estatística boba que faço sem intenção científica, mas faça o teste você mesmo: próximo bibliotecário que aparecer na sua frente, pergunte sem medos "Tem algum tipo de dor, quiridu?" - as respostas são bem similares.

Talvez ser projeto de bibliotecária deva ter me dado mais pontos de sabedoria, mas tirou as minha de destreza e física. Então recado para posteridade: quando chegar aos 35 fazer um plano de saúde que cubra ortopedia e fisioterapia, seguro de vida em nome de Ranganathan, beleza?