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sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Projeto Feérico - Raine, a exilada.

[processando rascunhos da fila]

Como já sabem, estou formulando um Projeto de um possível livro ou talvez quadrinhos - ou sei lá, o que vier primeiro - sobre fadas, meio-fadas, coisas com glitter, pózinho de pirimpimpim e contos infantis. O Projeto Feérico está firme e forte e conforme o tempo vai passando vai tomando mais forma que o idealizado cerca de 2 anos atrás.

Parte desse Projeto foi influenciado por uma sessão de RPG de Changeling the Dreaming e contos espalhados sobre os personagens. Anteriormente eu havia apresentado o perfil da Angela (agora com nome) aqui no Blog e pretendo continuar colocando alguns destrinchamentos de personagens conforme a inspiração vem.

A escolhida de hoje é Raine, a sidhe de sangue Real e líder do grupo de Caçadores de Quimeras.



A concepção de Raine veio de uma velha fórmula que gosto de repetir até para poder dar peso aos outros personagens: alguém que quer se livrar do Passado, mas as pessoas ao seu redor sempre a lembram de seu status político. Partindo daquela de "Quem foi Rainha, nunca deixa o trono", é essa situação em que Raine se encontra. Como um estereótipo de sidhe básico, ela é obrigada a ser a detentora de responsabilidades que estão além dela, às vezes de forma inusitada e absurda.

A maioria das pessoas que a conhece sentem essa liderança exalando dela e sem perceberem se apoiam nas atitudes e ideias que ela tem durante as caçadas. Querendo ou não, Raine se torna uma líder mesmo quando tenta não mostrar que é - #aragornfeelings.


A inspiração para construir essa personagem veio - além do tema de personagem que mais gosto "grandes poderes são grandes responsabilidades" - de algumas discussões com a Mestre do RPG e alguns rascunhos esquecidos que escrevi sem pretensão alguma. Raine seria uma mulher forte e determinada, com características austeras inerentes ao seu sangue Real, alguém que regula o grupo, mas ao mesmo tempo os empurra para testarem seus limites, assim como Aragorn, Raine se sente compelida a realizar a Demanda, mas não se sente apta em liderar o grupo realmente (Apesar de fazer isso sem precisar ser apontada como líder nem nada). A recusa ao cargo não acontece como o caso do nosso dunadán favorito - mas ela evita o máximo possível em se colocar em situações nas quais a Política e Jogos de Poder possam estar envolvidos. Enfim, é alguém em transição entre o exílio e o verdadeiro poder herdado - e como lidar com isso sem perder as estribeiras (Helloooooo sidhe? períodos de pura euforia e depois de intensa depressão?!).

Nascida em Hibérnia (Ou as Terras do Sonhar do lado de lá do arco-íris, especificamente seria um pedacinho do Sonhar na Irlanda) em um inverno rigoroso há cerca de 400 anos atrás, Raine sempre foi uma criança feérica inventiva, adoradora da Natureza e de todos os aspectos da vida livre dos Caçadores de seu Clã. Infelizmente por ser da Família Real, foi cedo desviada de seus sonhos de longas aventuras nas florestas geladas de Hibérnia por afazeres e deveres Reais - booooooring! Crescendo entediada da rotina na Corte, ela seguiu sua longa adolescência (cerca de 200 anos) sendo cortejada por muitos príncipes, barões, lordes e jovens de fama em seu território, mas nenhum deles realmente capturava sua atenção, toda sua devoção era para os livros de história natural e biologia feérica, táticas de guerra e caça, por muitas vezes se disfarçou de simples camponesa para acompanhar caçadas de membros mais pobres da Corte e aprender as pequenas coisas da vida com eles. Seus pais ficaram preocupados com o ar ranzinza e solitário da filha única (Sem desconfiarem da agenda de atividades noturnas que a jovem tinha entre acampamentos no meio das terras estrangeiras, longas tardes de treino com arco e flecha e manhãs de intensa leitura), decidiram o seu matrimônio sem mesmo consultá-la.

Clássico de heroínas medievais, hmmm? É, eu sei, mas não se mexe na fórmula que está misturando bem, não é?

Em uma aliança política bem orquestrada, Raine e o Herdeiro da Casa de Liam iriam ser unidos para expansão territorial do Clã do Profundo Inverno e os Servidores da Árvore de Danuu (Liam), mas algo ocorreu inesperado antes desse casamento ser realizado, deixando uma contenta entre os dois clãs por anos. O noivo era o Pomposo (Que irei postar um perfil em breve, mas ele faz parte do grupo de caçadores, além de trazer a sofisticação gângster), mas como ele já havia se metido em roubada pior antes mesmo do casamento ser idealizado, Raine apenas foi descobrir sobre seu "noivo" quando estava no mundo dos humanos (Nóis aqui, a Terra comum, cheio de pessoas normais).

Bitch stare: Raine knows all about it

Raine se exilou na Terra dos Filhos Mais Novos (Nóis!) por opção, deixou sua Realeza para trás e seus títulos. Levou apenas a única quimera que esmerara com tanto cuidado em seu tempo de criança feérica: o arco lendário que sempre a acompanha nas caçadas. Adotando o estilo dos Caçadores do Clã, ela é conhecida por sua mira certeira e sua liderança. No começo de sua empreitada em viver com humanos, instalou-se em um hotel barato da Metrópole, nem imaginando que sua presença faria com que o prédio se transformasse pelo Glamour que ela depositava aos poucos no quarto onde vivia. Após a morte do dono do Hotel (Um mago Orador de Sonhos de um poder quase beirando a Ascensão), ela ficou responsável pela manutenção da estrutura e por alguns anos sobreviveu com o dinheiro de visitantes que decidiam se hospedar ali. Ao ver o potencial quimérico do Hotel, ela fechou as portas para transformar o lugar em uma Central de Investigação de Fenômenos Feéricos, ou o grupo de Caça Quimeras.

Desde então Raine passa seus dias colhendo informações de quimeras potencialmente perigosas, feéricos que arranjam confusão e notícias sobre sua terra Natal. A insistência de advogados querendo a propriedade do Hotel é que mais a afeta por enquanto. Apesar de não querer ser líder, feéricos veem nela uma inspiração de liderança nata e inquestionável. Ela ainda não compreendeu se isso é por causa de seu sangue Real ou se é natural de seu Clã. Ela detesta hipocrisia, mentiras e joguinhos de interesse, costuma ser direta em suas poucas palavras, mantém suas promessas com honra e sempre busca fazer o melhor para a comunidade feérica e aos Filhos Mais Novos. 

O seu lado criança não foi omitido totalmente, já que adora ver desenhos animados clássicos, ler fábulas infantis e ter uma coleção considerável de brinquedos artesanalmente feitos por ela mesma. Adora crianças e adora puxar conversa com elas para ouvir as incríveis histórias que contam.

Uma pianola empoeirada fica em seu quarto que ela às vezes toca magistralmente por horas a fio no silêncio da madrugada. Não gosta de ninguém em seu quarto, que mexam em seu arco e muito menos de quem toma chá com açúcar (She's dat brittish lady). Por adotar o estilo Caçadora, tem algumas opiniões fortes sobre os costumes humanos, desde comida, bichos de estimação e ideais políticos, querendo ou não, a líder acaba sempre tendo que pensar do modo mais Realeza possível para resolver algumas questões mais delicadas.

Vários modelos de personagem vieram ao longo da escrivinhação, cogitei Hana Gitelman (HeroesStana Katic omftaters!), Stacie Monroe (seriado britânico Hustle na maravilhosa interpretação de Jaime Murray) e finalmente encontrei quem encaixaria precisamente na descrição: Artemísia I de Cária (de 300: O início de um império - Eva Green), because THIS módafóca:


A forma feérica dela seria algo parecido com os castithans de Defiance (Aliás, obrigada Kevin Murphy por trazer o modelo perfeito de Casti para me basear, Stahma Tarr.), olhar penetrante, aquela melancolia disfarçada em altivez e o inconfundível bitch stare de puro desprezo a qualquer um que os desafiar. Vamos dizer que a moça fica beeeeeeem diferente quando está no modo feérico.

Nome verdadeiro: Raégnys
Alcunhas: Raine, Chefia, assina documentos como Myrna Reiners
Idade: Aproximado 30 anos
Kith estereótipo: Sidhe da Casa de Gwydyon - Futura Rainha do território em Hibérnia. 
Clã Feérico: Clã do Profundo Inverno.
Roupas casuais: jeans, botas de viagem, camisetas justas escuras (Hana Gitelman style)
Roupas especiais: roupas de caça feitas sob medida (vide fotos de Lara Croft cosplay), botas de viagem, cinto de mil e uma utilidades, arco lendário nas costas e pequeno sabre na cintura.
Roupas formais: camiseta social, conjunto de terninho, coletes ou corseletes mais discretos.
Descrição feérica: cabelos e pele tão pálidos que incomodam um pouco outros feéricos (Apenas os sidhe de Gwydyon são assim, Stahma Tarr - Defiance), noldorin style, alta, de voz grave e baixa, vestido vitoriano de cores sóbrias (Entre cinza, tons mais claros de bege e branco, detalhes sempre dourados e com o brasão da família). Diferente de seus parentes do Clã, ela prefere manter o aspecto de Caçadora com um manto enorme de camuflagem com capuz decorado com alguns finos bordados em dourado. Em reuniões familiares é obrigada a usar vestidos vitorianos tão exagerados que a fazem ficar irritada demais.

Equipamentos e pertences: 
# Arco lendário quimérico (Fica disfarçado em seu corpo como uma pulseira dourada no pulso esquerdo, podendo ser ativado a qualquer momento com apenas um comando mental da verdadeira dona) - sem flechas, o arco produz flechas quiméricas de pura energia do Glamour e com algumas variações de ponteira (Gelo, cristal e em forma de rede são umas que Raine domina). 
# Corselete de couro batido impenetrável quimérico (Danos por armas cortantes ou perfurantes são rejeitados, danos por magia absorvem boa parte e espantosamente danos por armas de fogo fazem o efeito contrário: quem atira é atingido pelo dano).
# Pianola renascentista: peça bem conservada do século 15, com cordas restauradas por luthieres especializados, é o pertence mais pessoal e guardado por Raine. A pianola é quimérica e produz certa quantidade de Glamour espontâneo caso seja tocado por uma pessoa de boas intenções e com habilidade. A pianola rejeita qualquer pessoa que tente tocá-lo apenas para se exibir ou fazer pouco dos outros. Sim, ela é temperamental que nem a dona.
# Correntinha amuleto de gravetos desgastados: essa é uma relíquia que Raine guarda desde que saiu de Hibérnia e foi feito por um servo muito dedicado para protegê-la da amargura e banalidade nas terras dos humanos. Ela costuma usá-la escondida dentro da camisa e considera o seu amuleto da sorte.

Poderes feéricos físicos: Sentidos aguçados (visão, audição, faro e paladar.), tolerância extrema a climas frios, flexibilidade física e resposta sobrenatural de reflexos. Tolerância a dor. Andar sobre a neve sem afundar.
Poderes feéricos intuitivos (Ou aura feérica): Inspirar confiança e liderança. Inspirar criatividade em crianças até idade de 9 anos. Encantar ou intimidar com a aparência feérica (noldor's style - humanóides e animais), 
Poderes feéricos do Glamour: Inspirar sonhos e sono profundo (Funciona melhor com crianças e animais), manipulação e lábia com indivíduos de casta inferior (Quase todo mundo). Detectar mentira (Linguagem corporal e discursiva). 
Poderes feéricos dormentes: Controle e mudança de clima (Não desenvolvida, mas está no sangue), controle e conexão mental com animais (em especial lobos)
Poderes relacionados para quimeras: artesã mediana, mecanismos simples, brinquedos.
Talentos naturais e aprendidos: Todos relacionados com caçadores (Ou rangers), música erudita e popular (piano e seus variados, canto lírico, poesia), literatura fantástica infantil, Biologia feérica e do mundo dos humanos, administração.
Restrições: Não pode usar o nome da família como forma de conseguir favores ou promessas. Seu restabelecimento de Glamour apenas se dá no Hotel, assediada por advogados por questão na Justiça (Hotel - banalidade - tecnocracia).
Manias: Fuma cigarros de palha feitos com tabaco natural (Tem predileção por uma marca de tabaco cultivado em regiões mais frias do Planeta), apenas toca pianola e canta sozinha, dentro de seu quarto, de madrugada para ninguém ouvir.

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